Set
27
Um problema técnico obrigou um avião da empresa aérea TAM a interromper o vôo para Porto Alegre e retornar ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, na tarde de ontem (26).
A aeronave, que fazia o vôo JJ 3055, partiu do Aeroporto de Congonhas às 15h45, com destino ao Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre (RS). Segundo umas das passageiras a bordo do avião, Vanderlice Dias Jardim, cerca de 30 minutos após a decolagem o comandante avisou pelo sistema de som que voltaria a São Paulo devido a um problema de vazamento de óleo.
“Inicialmente, as pessoas permaneceram calmas, mas aí as luzes começaram a piscar e o avião parecia não conseguir se estabilizar, como se estivesse enfrentando turbulência”, contou Vanderlice. Segundo ela, o piloto voltou a se comunicar com os passageiros e comentou que havia um “probleminha no motor”.
Em nota, a TAM informa que “a aeronave que realizava o vôo 3055 do Aeroporto de Congonhas para o Salgado Filho, em Porto Alegre, alternou para o Aeroporto de Guarulhos devido a uma indicação sobre a pressão de óleo em um dos motores”. A empresa garante que o pouso em Guarulhos ocorreu normalmente, mas Vanderlice critica a ”falta de atenção” da companhia.
Ao pousarmos, a pista estava repleta de carros de bombeiros e ambulâncias. A TAM nos colocou em ônibus e nos levou até outro avião. A empresa, no mínimo, deveria ter nos levado a uma sala, nos perguntado se estávamos bem e se tínhamos condições de voar”, comentou Vanderlice. “O que nos deixa mais indignados é a falta de preparo e de cuidado com a vida, além da falta de humildade de reconhecerem seus erros [aos passageiros]”.
Esposa de umas das vítimas do acidente com com o Airbus A320 da TAM, ocorrido no Aeroporto de Congonhas em 17 de julho do ano passado, Vanderlice viajava para Porto Alegre para participar do encontro que a Associação das Famílias e Amigos das Vítimas do Vôo TAM JJ3054 realiza neste final de semana.
Para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os procedimentos de retorno e de pouso estão dentro dos padrões. Segundo a assessoria da agência, nenhum passageiro registrou qualquer reclamação nos aeroportos de São Paulo ou de Porto Alegre. A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) diz ter acionado o sistema de emergência do aeroporto a pedido do próprio piloto, que informou à estatal que enfrentava problemas no motor.
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Jun
2
Brasília - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmou que puniu a OceanAir com a proibição de venda de passagens para vôos com destino ao Aeroporto de Ipatinga, em Minas Gerais, a partir de hoje. A medida, acompanhada por quatro autuações à empresa, se justifica, segundo a Anac, porque a empresa não estaria comunicando ao público sua impossibilidade de usar o aeroporto desde 29 de maio.
A Anac explicou que, até o início de maio, a OceanAir operava o vôo direto Congonhas-Ipatinga com um Fokker 50, que transporta até 60 passageiros. Sem aviso prévio à agência, a companhia passou a fazer essa rota com um Fokker 100, de 108 assentos. Pela legislação, todos aeroportos que recebem aviões com capacidade para mais de cem pessoas deve contar com inspeção de bagagem, seja com equipamentos de raios X ou feita manualmente, o que não ocorre em Ipatinga, cujo aeroporto está preparado para atender aeronaves com até 60 passageiros. Por isso, a troca de avião feita pela OceanAir naquela rota foi irregular.
No dia 21 de maio, véspera do feriado de Corpus Christi, a Anac constatou que a OceanAir havia feito quatro vôos irregulares Congonhas-Ipatinga com Fokker 100, e autuou a companhia. A OceanAir informou à Anac que estava negociando com a Usiminas, empresa administradora do Aeroporto de Ipatinga, o atendimento à inspeção de bagagem. No entanto, o prazo para fazê-lo terminou no dia 28 de maio e a Anac não recebeu os documentos comprovando que o aeroporto está apto a receber aeronaves com mais de 60 assentos.
A Anac tomou conhecimento de que a OceanAir realizou o vôo de Congonhas para Confins, em Belo Horizonte, e completou a viagem até Ipatinga (217 quilômetros) oferecendo ônibus aos passageiros, o que não é respaldado pela legislação e por isso ocorreu a suspensão da venda de bilhetes para Ipatinga, que poderá ser revertida quando a agência receber documentação comprovando a adequação de Ipatinga ao Fokker 100.AE
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Out
4
Brasil-Política
Brasília - O senador Demóstenes Torres (DEM-GO), relator da CPI do Apagão Aéreo no Senado, vai pedir o indiciamento da cúpula da Infraero na gestão do ex-presidente Carlos Wilson. Pelo menos 25 pessoas, entre diretores, ex-diretores, além de dois empresários que fizeram negócios com o setor de mídia da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária, estão listados entre os que terão o indiciamento pedido por Torres.O jornal O Estado de S. Paulo teve acesso à parte já concluída do relatório, que, na versão final, terá mais de mil páginas, e que deve ser apresentado à CPI no próximo dia 15. Os 25 nomes já definidos serão indiciados por crimes contra o patrimônio público. Fora o núcleo de indiciados ligados à Infraero, haverá outros três núcleos no relatório final da CPI. Um deles exclusivamente sobre a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e outro ligado a obras e licitações.
Entre os nomes que o relator vai pedir para a CPI indiciar está o do ex-presidente da Infraero e atual deputado federal pelo PT de Pernambuco Carlos Wilson. Contra ele, que esteve à frente da Infraero entre 2003 e 2005, pesa o fato de terem sido lançados vários editais de licitação para construção, reforma e ampliação de aeroportos, cujos critérios de escolha dos vencedores foram questionados tanto pelo Tribunal de Contas da União (TCU) quanto pelo Ministério Público Federal. A CPI diz ter provas de que houve favorecimento de determinados grupos empresariais, retirando o caráter competitivo das concorrências públicas. Somadas, as licitações na gestão dele chegaram a quase R$ 3 bilhões.
Diretora de Engenharia da Infraero, Eleuza Terezinha Manzoni dos Santos Lores também é outra dirigente da estatal na lista dos que terão o indiciamento pedido. Ela é suspeita de patrocinar e intermediar interesse privado junto à Infraero, visando o favorecimento de terceiros e pessoal, diz trecho do relatório da CPI. Do núcleo da direção da Infraero, Fernando Brendaglia de Almeida, ex-diretor comercial da estatal, é suspeito de ter cometido a mesma irregularidade que Eleuza. Sobre ele, porém, recaem mais acusações. Além de dirigentes da Infraero, o primeiro lote de pedidos de indiciamento da CPI inclui empresários ligados ao setor de mídia aeroportuária como Ettore Ferdinando Casória e Michel Farah, sócios na FS3 e fornecedores de software com “fortes suspeitas de superfaturamento”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Set
17
Aeronave seguia do interior da Bahia para Goiás e caiu em fazenda.
Segundo a Anac, avião passaria por manutenção em Goiânia.
O avião de pequeno porte, que viajava do interior da Bahia para Goiás, caiu na tarde desta segunda-feira (17), na Fazenda Mato do Engenho, próximo a Leopoldo de Bulhões, a 90 quilômetros de Goiânia. O piloto e o co-piloto morreram na hora.
Segundo informações da Agência Nacional de Aviação (Anac), a aeronave pertence a uma empresa mineira e era levada até Goiânia para ser submetida à manutenção. Os bombeiros só puderam retirar os corpos das vítimas depois de a Força Aérea Brasileira liberar o local do acidente.
Ago
15
A Justiça Militar de Manaus determinou a prisão preventiva de sete controladores de vôo do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo de Manaus (Cindacta 4). Seis deles estão em Manaus e um está em Porto Velho. Read more
