A primeira tiragem do livro contemporâneo mais caro do , Michelangelo - La Dotta Mano (Michelangelo - A Mão Sábia, em tradução literal), que custa 100 mil euros (R$ 265 mil), se esgotou cerca de um mês após seu lançamento. Os 33 exemplares foram vendidos a colecionadores particulares europeus e americanos.

Outros 33 livros da edição - que será limitada a 99 exemplares - já estão sendo fabricados. Cada unidade leva entre três e seis meses para ser produzida em razão do processo artesanal que resgata as técnicas utilizadas na época do Renascimento italiano.

Publicado pela editora italiana FMR, por ocasião dos 500 anos do início do de Michelangelo nos afrescos da Capela Sistina, no Vaticano, o livro sobre a vida e obra do pesa 24 quilos.

A capa do livro contém uma réplica em mármore da escultura Madonna della Scala, uma das primeiras obras de Michelangelo, realizada quando ele ainda era adolescente.

A reprodução da escultura foi realizada com mármore do tipo carrara proveniente da mesma pedreira, Il Polvaccio, onde Michelangelo costumava adquirir o material para suas obras.

O veludo de seda que cobre a capa é confeccionado em teares antigos, capazes de produzir apenas oito centímetros de tecido por dia.

O luxuoso papel, em puro algodão, é produzido à mão, fibra por fibra. A encadernação também é toda feita à mão e costurada página por página.

Obra de

A presidente da FMR, Marilena Ferrari, afirma que os livros da coleção Book Wonderful representam uma maneira de reagir à ameaça de desaparecimento do livro impresso, causada pela internet.

Considerado uma verdadeira obra de , o livro reúne 45 gravuras de desenhos e documentos do italiano, além de 83 fotos originais das esculturas de Michelangelo feitas pelo fotógrafo Aurelio Amendola.

O texto foi escrito por um amigo de Michelangelo, o pintor e arquiteto italiano Giorgio Vasari, do século 16, conhecido por suas biografias de italianos.

Outros 33 exemplares serão destinados a museus do todo, como o Prado, em Madri, que já recebeu a obra.

Vários ateliês de e ãos trabalharam na realização do livro, entre especialistas em encadernação, impressão gráfica, caligrafia, fotolitogravuras, entre outros.

Mais projetos

Michelangelo - La Dotta Mano é o primeiro livro da coleção Book Wonderful, da FMR.

O segundo, sobre o escultor italiano Canova, será lançado em janeiro próximo.Um outro, sobre a rainha francesa de origem italiana Catarina de Médicis, será totalmente escrito à mão e terá apenas cinco exemplares, que não serão vendidos.Para o projeto do livro sobre Catarina de Médicis, a FMR precisou criar escolas de caligrafias e trabalhos em miniaturas.

O primeiro exemplar dessa obra deve ficar pronto no final deste ano e servirá como uma amostra do de resgate das técnicas renascentistas desenvolvido pela editora.

A presidente da FMR afirma que irá percorrer o para mostrar essa obra.

Segundo ela, a iniciativa tem o objetivo de “mostrar e preservar as origens da produção italiana”.
Além da sede em Bolonha, na Itália, a editora possui escritórios em Paris, Madri e Nova York, onde a obra pode ser vista.

A única livraria da FMR no está em Paris, na Galérie Véro-Dodat.

Os livros da coleção terão garantia de 500 anos.
“A composição do papel e dos demais materiais foi pensada pelos ãos para resistir ao tempo”, diz Ferrari.

O luxuoso papel não contém ácidos nem derivados de clorina, que causam a deterioração do material com o tempo.BBC

Agora foi Beto Lee, filho da Rita Lee, que fez o apelo: “Devolva a minha guitarra”, dizia uma faixa que o rapaz segurava ontem. Ele tem falado com lojistas que renegociam instrumentos para que não comprem seus aparelhos de criminosos. Rita Lee, o filho e mais um grupo de 23 pessoas, entre técnicos e músicos, tiveram seus instrumentos musicais e equipamentos roubados no domingo. Anteontem, Rita Lee ofereceu uma recompensa de R$ 10 mil para quem passar alguma “informação concreta” que ajude a encontrar os equipamentos.

Os aparelhos estavam num caminhão que vinha de Curitiba e foi interceptado por criminosos na Rodovia Raposo Tavares. Com dois shows no Paraná já adiados - em Foz do Iguaçu e Cascavel - Beto Lee diz que a banda já estuda um “plano B”, se até a próxima semana não conseguir nenhuma informação sobre o paradeiro dos instrumentos: alugar outros ou emprestar de bandas amigas.

“Recebi muito apoio de outros músicos. Kiko Zambianchi e o pessoal do Biquíni Cavadão se ofereceram para o que a gente precisasse”, conta Beto. Desde o , a rotina de Beto e dos músicos tem sido de peregrinação nas ruas que concentram lojas de instrumentos novos e usados - a Teodoro Sampaio e a Santa Ifigênia. Eles distribuem uma lista de tudo que foi levado e pedem para os comerciantes não aceitarem os produtos, caso apareçam.

“Já está rolando como corrente na internet e também já mandamos para fora do País. Estou confiante, tomara que sejam encontrados.” Ele diz que também não deixou de tocar guitarra. “Se eu ficar um dia sem tocar, eu piro.” Mesmo otimista, Beto está inconformado com o assalto. “Roubar músico é muita sacanagem. A gente não trabalha por dinheiro, a gente só quer levar alegria para o povo.”AE

A primeira apresentação do de Roberto Carlos e Caetano Veloso em homenagem a Tom Jobim lotou ontem o Auditório do Ibirapuera, em . A apresentação, que começou às 22h, com uma hora de atraso, foi gravada e será transmitida num especial da TV Globo em setembro. O espetáculo de hoje também será gravado.

O foi aberto com um dueto de Caetano e Roberto cantando Garota de Ipanema e, em seguida, Wave. Depois, os dois saíram do palco e Daniel Jobim, neto de Tom, ao piano, tocou Águas de Março. Daniel estava com um chapéu panamá, como o maestro costumava usar. Roberto e Caetano vestiam o mesmo figurino da apresentação no Teatro Municipal do Rio, na sexta-feira.

O entre os astros era de admiração mútua. Antes de começar a cantar, Roberto saudou o companheiro de palco. “Prazer em estar com Caetano, que admiro tanto.” O baiano retribuiu, brincando, após a primeira música. “Desse cara aqui, não digo nada.”

Na platéia, havia várias , como Daniela Cicarelli, Arnaldo Jabor, além de Rodrigo Santoro, que participa do Desafinado, sobre a Bossa Nova, com estréia no final de semana. “Cresci escutando bossa nova em casa. E vim para ouvir Chega de Saudade”, disse o ator. Essa era mais uma das canções que seria cantada em dueto.AE

A expectativa para o encontro de Roberto Carlos e Caetano Veloso hoje no Teatro Municipal do Rio, cantando Tom Jobim, é de um “ histórico”, que vem até tirando o sono de fãs ansiosos. mata a curiosidade na segunda e na terça, no Auditório Ibirapuera, onde as apresentações serão gravadas para um programa de fim de ano da Rede Globo de Televisão e futuro lançamento em DVD.

Juntos, eles vão cantar seis músicas, entre elas A Felicidade, Chega de Saudade e Teresa da Praia. Nas performances individuais, cada um se apresenta com sua banda/orquestra e seus respectivos maestros: Jaques Morelenbaum e Eduardo Lages.

Dentre os clássicos de Jobim escolhidos por Roberto estão as duas únicas que ele gravou, Lígia e Insensatez, além de Eu Sei Que Vou te Amar. O roteiro de Caetano tem Meditação (que ele também gravou) e Por Toda a Minha Vida. Só “punhalada”. “Mas não conto para não estragar a graça da surpresa”, diz Felipe Hirsch, que divide o de direção com Monique Gardenberg.

Ambos exaltam o fato de tudo estar fluindo em de dedicação e colaboração absolutas “em função de Tom Jobim”. “Até fecharmos o projeto, tinha esperança mínima de que Roberto aceitasse cantar um repertório que não fosse dele”, diz Monique. “Mas foi ótimo, ele é um doce, como Caetano.”

Roberto é perfeccionista em detalhes, o que pode dar mais para a produção, mas o público tem a ganhar com resultados impecáveis. Ele e Caetano fizeram cinco ensaios até ontem, quando se encontrariam para mais um. Outros perfeccionistas, como Daniela Thomas e Beto Bruel, cuidam da cenografia (com projeções de imagens da natureza) e da iluminação. Nada, porém, segundo Hirsch e Monique, vai tirar o foco da principal atração do : a música de Jobim.

O fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson (1908-2004) faria cem anos no dia 22 de agosto e, para comemorar a data, vários eventos foram organizados em Paris para recordar este da imagem apelidado de “O olho do século“.

A Fundação Henri Cartier-Bresson, criada em 2003 em Paris pelo fotógrafo, organiza a partir de setembro uma homenagem “adequada a um personagem que destestava as celebrações”, segundo palavras de sua diretora, Agnes Sire.

A homenagem a um dos fotógrafos franceses mais conhecidos do , e considerado o “pai do fotojornalilsmo”, começará com uma exposição, batizada “Henri Cartier-Bresson - Walker Evans”, para recordar o que os dois experts desempenharam paralelamente nos Estados Unidos entre 1929 e 1947.

A exposição ficará aberta ao público de 10 de setembro a 21 de dezembro.

O americano Walker Evans (1903-1975) faz parte, com André Kertesz e Eugene Atget, do número bem reduzido de fotógrafos que eram reconhecidos por seu , afirmou Sire.

As 43 imagens selecionadas para a exposição foram feitas entre 1929 e 1943 nas grandes cidades americanas.

Além dessa exposição, serão realizados duas conferências: em Cerisy-la-Salle (oeste), de 4 a 7 de outubro, e no Petit Palais de Paris, nos dias 14 e 15 de novembro.

Vários especialistas e fotógrafos, entre eles Peter Galassi, curador do MoMa (Museum of Modern Art) de Nova York, e o fotógrafo francês Raymond Depardon, têm confirmada sua participação.

A editora Steidl, por sua vez, se encarregará do lançamento do catálogo da exposição da Fundação, e a Gallimard publicará o primeiro livro da coleção “Découvertes” consagrado a um fotógrafo, e de autoria de Clément Chéroux, curador das exposições do Centro Pompidou.

Uma retrospectiva sobre a obra de Cartier-Bresson teve um enorme êxito em 2003 na Biblioteca Nacional da França.

O MoMa, onde Cartier-Bresson foi o primeiro fotógrafo a ter uma exposição, como aconteceu no Louvre de Paris, também prepara uma grande exposição de seus trabalhos para 2010.

Henri Cartier-Bresson, um fotógrafo humanista, percorreu o e co-fundou, em 1947 a agência Magnum Photos. Ajudante do cineasta Jean Renoir quando jovem, também fez documentários sobre a Guerra Civil espanhola e sobre os Estados Unidos.Terra

O e compositor Dorival Caymmi morreu na manhã deste sábado, aos 94 anos, no Rio de Janeiro. Caymmi faleceu por volta das 6h, em sua casa, em Copacabana. Ele sofria de insuficiência renal e teve falência múltipla dos órgãos.

Caymmi estava doente desde 2007 e permanecia em internação domiciliar desde dezembro.

O músico nasceu em Salvador, na Bahia, no dia 30 de abril de 1914. Ele deixa mais de cem composições, entre elas ‘Eu não tenho onde morar’, ‘Maracangalha’, ‘O que é que a baiana tem?’ e ‘Rosa Morena’.G1

O compositor, músico e norte-americano Isaac Hayes foi encontrado morto neste domingo em sua casa em Memphis (Tennessee, ). Ele tinha 65 anos.

Segundo o escritório do xerife do Condado de Shelby, um membro da família de Hayes o encontrou inconsciente. Ele foi levado ao Hospital Batista do Leste de Memphis, onde foi declarado morto. A causa da não foi imediatamente identificada.

Em 1972, Hayes tornou-se o primeiro negro (exceto por atores) a ganhar um Oscar, o de melhor música original, com o tema para o policial Shaft. Considerado um precursor do “rap” e da música “disco”, Hayes entrou para o Hall da Fama do Rock em 2002. Em 1997, emprestou sua voz ao personagem Chef, o cozinheiro da escola no desenho animado South Park.AE

A atriz Juliana Paes será uma operadora de telemarketing na novela Caminho das Índias. Sua personagem Maysa, a mocinha da trama, trabalhará em um call center indiano que atende consumidores americanos, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo.

A autora Glória Perez disse que operador de telemarketing é um emprego comum entre jovens indianos, desviando a necessidade deles migrarem para os Estados Unidos para conseguir emprego.

A intenção de Glória é mostrar o “outro lado da profissão”. A novela mostrará como os operadores lidam com grandes problemas, a impaciência e os assédios dos clientes.Terra

O jornalista Gilberto Amendola, repórter do Jornal da Tarde, lança hoje à noite o livro ‘Maria Antônia, a História de Uma Guerra‘, na Livraria , em .

A obra esmiúça, 40 anos depois, a histórica briga entre estudantes da Faculdade de Filosofia da Universidade de (USP) e do Mackenzie, por meio de entrevistas com alguns de seus principais personagens, como o ex-chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu. O lançamento acontece às 19 horas na Livraria - Av. Paulista, 2.073, tel. (011) 3170-4033.AE

De seu verdadeiro nome Moishe Zakharovich Shagalov (em bielorusso: Мойша Захаравіч Шагалаў; em russo: Мовшa Хацкелевич Шагалов), iniciou a sua formação artística quando entrou para o ateliê de um retratista famoso da sua cidade natal. Lá aprendeu não só as técnicas de pintura, como a gostar e a exprimir a . Ingressou, posteriormente, na Academia de de São Petersburgo, de onde rumou para a próspera cidade-luz, Paris.

Ali entrou em contacto com as vanguardas modernistas que enchiam de cor, alegria e vivacidade a capital francesa. Conheceu também como Amedeo Modigliani e La Fresnay. Todavia, quem mais o marcou, deste próspero e pródigo período, foi o modernista Guillaume Apollinaire, de quem se tornou grande amigo.

É também neste período que Chagall pinta dois dos seus mais conhecidos quadros: Eu e a aldeia e O Soldado bebé, pintados em 1911 e em 1912, respectivamente.

Os títulos dos quadros foram dados por Blaise Cendrars. Coube a Guillaume Apollinaire seleccionar as obras que seriam posteriormente expostas em Berlim, no ano em que a 1º Grande Guerra rebentou, em 1914.

Neste ano, após a explosão da guerra, Marc Chagall volta ao seu país natal, sendo, portanto, mobilizado para as trincheiras. Todavia, permaneceu em São Petersburgo, onde casou um ano mais tarde com Bella, uma rapariga que conheceu na sua aldeia.

Depois da grande revolução socialista na Rússia, que pôs fim ao regime autoritário czarista, foi nomeado comissário para as belas-, tendo inaugurado uma escola de , aberta a quaisquer tendências modernistas. Foi neste período que entrou em confronto com Kasimir Malevich, acabando por se demitir do cargo.

Retornou então, a Paris, onde iniciou mais um pródigo período de produção artística, tendo mesmo ilustrado uma Bíblia. Em 1927, ilustrou também as Fábulas de La Fontaine, tendo feito cem gravuras, somente publicadas em 1952. São também deste ano conhecidas, as suas primeiras paisagens.

Visitou, em 1931, a Palestina e, depois, a Síria, tendo publicado, em memória destas duas viagens o livro de carácter auto-biográfico Ma vie (em português: Minha vida).Wikipédia

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