Set
15
AFP-O banco americano de investimentos Lehman Brothers anunciou na madrugada desta segunda-feira que vai se declarar em falência “para proteger seus ativos e maximizar seu valor”.
O gigante financeiro informou em um comunicado que a medida foi autorizada pelo conselho diretor e será levada nesta segunda-feira à Corte de Falências do distrito sul de Nova York.
“Os clientes do Lehman Brothers, incluindo os da subsidiária Neuberger Berman Holdings LLC, podem manter suas operações ou tomar a decisão que considerarem necessária em relação a suas contas”, afirma o gigante das finanças no comunicado.
mk/fp
Set
15
O Bank of America comprará o banco de investimento Merril Lynch por cerca de US$ 44 bilhões, segundo ficou acertado pelas instituições ao final de dois dias de negociações, informa “The Wall Street Journal” em sua página de internet.
A iniciativa tem como objetivo enfrentar as conseqüências que pode acarretar a previsível quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, depois que as negociações para uma compra desta entidade fracassaram.
Com esta aquisição, o Bank of America, o maior grupo bancário do país, consolida ainda mais sua posição de gigante, reforçada já por uma série de compras anteriores que incluem o banco hipotecário Countrywide Financial.
A compra do Merrill Lynch, estipulada esta noite pelos conselhos de administração de ambas as entidades, lhe permite controlar a maior força de intermediários das bolsas de valores do país e cria uma entidade que terá tentáculos em todos os aspectos do sistema financeiro dos EUA, diz o “Journal”.
O preço de venda representa uma avaliação de US$ 29 por ação e atinge apenas dois terços do valor que o Merrill tinha há um ano. As ações da Merrill foram cotadas na sexta-feira (12), no fechamento em Wall Street, a US$ 17,05.
Inicialmente, o Bank of America tinha proposto comprar o Lehman, possivelmente em colaboração com outras instituições financeiras, mas finalmente se jogou atrás perante a resistência do governo dos EUA em apresentar financiamento.
Os investidores temem que a Merrill seja o banco seguinte a cair após os problemas do Lehman, que poderia ser declarado em quebra hoje mesmo depois que o grupo britânico Barclays renunciou sua compra.
As autoridades econômicas americanas e representantes das principais instituições financeiras dos EUA desenvolviam uma terceira jornada de conversas sobre o futuro do Lehman, o quarto banco de investimento no país e que está em crise por suas perdas no setor imobiliário.
Wall Street está preocupada que a quebra de Lehman, que tem negócios com os principais bancos, possa arrastar todo o sistema financeiro.
O Fed anunciou hoje uma ampliação de seus mecanismos de crédito e uma flexibilização das garantias que está disposta a aceitar como aval para esses créditos em uma tentativa de lançar um sinal de tranqüilidade aos investidores.EFE
Ago
19
Os bancos Bradesco e Tokyo-Mitsubishi UFJ firmaram uma aliança entre as respectivas áreas de gestão de recursos para cooperar na administração e distribuição de fundos de investimento.
Segundo o Bradesco, o acordo prevê, inicialmente, a constituição de um fundo de renda fixa no Japão, que investirá seus recursos em ativos no Brasil, destinado a investidores japoneses do segmento de varejo. A administração será feita pela Mitsubishi UFJ Asset Management e sua gestão fica sob a responsabilidade da Bradesco Asset Management, que exercerá a função de advisor do fundo.
“A aliança permitirá aos investidores japoneses o acesso a ativos brasileiros por intermédio da rede de distribuição do Mitsubishi UFJ Financial Group”, informou o banco brasileiro. A Bradesco Asset Management irá criar uma estrutura de atendimento em Tóquio.
A Bradesco Asset Management tem sob sua gestão R$ 147,3 bilhões (US$ 92,5 bilhões), segundo dados de junho da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid). A Mitsubishi UFJ Asset Management, por sua vez, possui sob sua administração, no Japão, recursos de terceiros da ordem de 7,2 trilhões de ienes (US$ 65 bilhões).AE
Jul
25
As Bolsas americanas iniciaram o pregão regular de hoje com ganhos, após o avanço inesperado de 0,8% nas vendas de bens duráveis em junho nos Estados Unidos, quando o estimado pelos analistas era queda de 0,5%. O dado melhor que o esperado deu impulso aos índices futuros de ações. Às 10h33 (de Brasília), o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York avançava 0,33% a 11.387 pontos; o Nasdaq subia 0,52% a 2.291 pontos e o S&P 500 ganhava 0,30% a 1.256 pontos.
O mercado acionário ainda se ressente, porém, da forte queda dos índices de ações em Nova York ontem, na casa dos 2%, e aguarda outros dados da economia americana, como o sentimento do consumidor de Michigan (às 10h55) e as vendas de imóveis residenciais novos (às 11h). A expectativa é de que ambos apresentem quedas.
No campo dos balanços, a agenda hoje é mais leve. Entre empresas que divulgaram resultados nesta sexta-feira estão a administradora de recursos Legg Mason, que teve prejuízo de US$ 31,3 milhões no primeiro trimestre fiscal. Em igual período de 2007, a companhia teve lucro de US$ 191 milhões. Ainda no setor financeiro, as ações das agências de hipotecas Fannie Mae avançavam 3,16% e as da Freddie Mac subiam 4,20% - ambas fecharam com perdas de quase 20% ontem. O pacote imobiliário que traz ajuda para as duas agências hipotecárias, e que foi aprovado pela Câmara americana na quarta-feira, ainda precisa ser apreciado pelo Senado, o que pode ocorrer nesta sexta ou sábado.
As ações do banco Washington Mutual declinavam 3,95% - ontem, as ações fecharam com queda de mais de 13%. Ontem, a companhia de pesquisa de dívida Gimme Credit LLC disse que vários clientes estavam retirando recursos dos bancos silenciosamente. Os papéis do Wachovia cediam 2,68%. Ontem, o diretor-financeiro do banco, Thomas J. Wurtz, anunciou que deixaria o posto. As informações são da Dow Jones e das agências internacionais.
Jun
15
São Paulo - Termina nesta segunda-feira o prazo para o prefeito Gilberto Kassab (DEM) sancionar ou vetar o projeto de lei que prevê a instalação de portas com detector de metais nas agências bancárias da cidade, segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. A proposta é de autoria do vereador Francisco Chagas (PT).
No mês passado, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), vetou um projeto de lei que previa a adoção da mesma medida nas agências do Estado. Em sua decisão, Serra afirmou que, de acordo com a Constituição Federal, cabe ao município definir as normas de segurança a serem impostas a instituições financeiras. Hoje, mais da metade das agências da capital têm portas de segurança, apesar de o equipamento ser opcional. AE
Mai
23
Um dia após ser anunciada, a negociação para a venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil (BB) foi contestada ontem pelo presidente do Banco Itaú, Roberto Setubal. Em declaração ao jornal O Estado de S. Paulo, o presidente do segundo maior banco privado do País cobra maior transparência no negócio e defende a realização de um leilão, o que garantiria melhor preço pelo patrimônio do banco estadual paulista. Ele antecipou o interesse do Itaú na disputa.
“Se o governo do Estado de São Paulo pretende vender a Nossa Caixa, entendo que a melhor forma seria um leilão, pois estaria garantido, de forma transparente, o melhor preço para o Estado. O Itaú teria interesse em participar desse eventual leilão”, declarou.
O presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, José Carlos Vaz de Lima (PSDB), afirmou ontem que a instituição tem condições de aprovar a incorporação da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil 60 dias após o envio de um projeto do governo paulista para a aprovação da alienação da sua participação no capital do banco estadual, que é de 71,25% - os 28,75% restantes estão em poder de acionistas minoritários.
Lances do BB
O início das negociações para compra da Nossa Caixa é o lance mais ousado do Banco do Brasil no seu plano de manter a liderança no mercado. Essa reação iniciou-se em 2007 com o começo da incorporação do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), processo que deverá estar concluído até agosto, de acordo com informações do próprio banco. Paralelamente, o BB vai incorporar aos poucos as agências do Banco do Estado do Piauí, já federalizado.
O aproveitamento desses antigos bancos estaduais, no entanto, representa pouco diante da necessidade de crescimento num mercado que tende a ser cada vez mais concentrador. Com o anúncio feito na noite de quarta-feira, o BB acelera essa estratégia, de forma a responder aos concorrentes privados que adquiriram pelo menos 30 bancos nos últimos dez anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (AE)