A de voltou a operar em alta esta tarde e o índice exibia ganho de 2,13% a 49.464 pontos, às 15h58. O volume de negócios somava R$ 5,1 bilhões.

No final da manhã, a Bolsa exibiu volatilidade. Inicialmente, as ações até tentaram uma recuperação técnica das perdas de ontem e o movimento de recompra chegou a levar o a um ganho de 2,57%. Mas a alta perdeu o tônus com o surgimento das forças contrárias formadas pela queda de preços de matérias-primas e venda por parte de investidores estrangeiros para cobrir resgates em fundos no exterior. Na mínima do dia até este horário, o chegou a marcar 47.606 pontos, em queda de 1,71%.

O preço do petróleo leve (tipo WTI) nos contratos futuros com vencimento em outubro negociados na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) caiu US$ 0,68 (ou 0,66%) hoje e fechou a US$ 102,58 o barril. Mesmo com a queda, as ações preferenciais (PN) da Petrobras eram negociadas em alta de 1,45% a R$ 28,76, por volta das 16 horas. As ordinárias (ON) da estatal valiam R$ 35,29, em alta de 2,83%. Os papéis PNA da Vale subiam 5,88% a R$ 35,30.AE

O bom desempenho das blue chips, que acompanhavam um dia de forte alta das commodities pelo , e uma recuperação no setor bancário davam força à de nesta quarta-feira.

Às 11h35, o , principal índice da bolsa paulista, apresentava valorização de 1,16 por cento, aos 54.988 pontos. O volume financeiro na bolsa era de 897 milhões de reais.

Depois de cair por três sessões consecutivas, o era ajudado pela alta dos papéis da Petrobras , com o petróleo a 118 dólares por barril , e pela retomada de compras no setor siderúrgico, com a recomendação do UBS.

“O mercado está se recuperando em cima de coisas pontuais, o petróleo lá fora e os metais. Tem ainda o relatório do UBS indicando compras no setor de siderurgia, que vem ajudando desde ontem. Mas o grande problema é o volume pequeno após a saída de estrangeiros”, afirmou Luiz Roberto Monteiro, assessor financeiro da corretora Souza Barros.

Segundo dados da , desde junho os investidores estrangeiros retiraram cerca de 17 bilhões de reais do mercado de ações brasileiro.

“Como o grande propulsor do mercado é o estrangeiro, não há como ter uma tendência de recuperação até ele voltar, e ele não vê motivo para voltar ao mercado acionário –não com problemas de recessão assolando o , setor financeiro baqueado, retração em bancos e perspectiva de desaquecimento na China”, explicou Monteiro.

No , o setor siderúrgico figurava entre as maiores altas junto com a Petrobras, que subia 2,1 por cento, para 34,91 reais.

A CSN tinha alta de 2,5 por cento, para 55,36 reais, enquanto Gerdau avançava 2,45 por cento, a 29,71 reais. Vale subia 1,6 por cento, para 37,61 reais.

Depois de encabeçar as perdas na véspera, os bancos também exibiam recuperação. O Banco do subia 1,8 por cento, para 22,60 reais, e o Bradesco apresentava valorização de 0,6 por cento, a 29,25 reais.

Nos Estados Unidos, os principais índices subiam, animados por dados melhores que o esperado de encomendas de bens duráveis.

(Reportagem de Rodolfo Barbosa; Edição de Daniela Machado)

As ações brasileiras são negociadas com desvalorização nos primeiros negócios desta segunda-feira, no início desta sessão na ( de ). Investidores e analistas continuam preocupados com a inflação e a perspectiva de um aperto monetário (alta dos juros básicos de uma economia) em nível mundial.

Na semana passada, alguns agentes financeiros começaram a operar sob perspectiva de uma possível alta dos juros americanos em 0,25 ponto percentual.

O , principal índice de ações da Bolsa paulista, cede 0,91%, para os 66.594 pontos. Na sexta-feira, a Bolsa fechou em baixa de 0,17%.

O dólar comercial é negociado a R$ 1,630 para venda, em retração de 0,36%. A taxa de risco-país marca 187 pontos, número 1,63% superior à pontuação final da semana passada.

Na Ásia, as principais de Valores tiveram um momento de recuperação, após dias de quedas consecutivas, a exemplo de Xangai (0,2%) e Tóquio (2,72%). Na Europa, a Bolsa de Londres perde 0,57%.

Entre as primeiras notícias do dia, o barril de petróleo já bate novo recorde, a US$ 138,60 na praça de Nova York, nos primeiros negócios desta segunda-feira.

O boletim Focus, do Banco Central, revelou que os economistas do setor financeiro revisaram pela 12ª semana consecutiva suas projeções para a inflação: o IPCA previsto para 2008 subiu de 5,55% para 5,80%. Eles também aumentaram suas apostas para a taxa Selic, de 14% para 14,25%.

Na sexta-feira à noite, a Petrobras informou que sua produção média de petróleo e gás natural cresceu 7% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado e 0,4% sobre abril. A produção ficou em 2.165.430 barris de óleo equivalente por dia (boe).

- O dólar recuou hoje em relação ao real, influenciado pela alta da de , por fluxo financeiro positivo ao e pela volta dos rumores de que a agência de classificação de risco Fitch Ratings estaria perto de elevar o País para grau de investimento. A moeda americana cedeu 0,96% e fechou cotada a R$ 1,655, tanto o dólar comercial quanto o dólar negociado à vista na Bolsa de Mercadorias & Futuros.

A retomada dos rumores sobre o grau de investimento coincidiu com a divulgação pela manhã de um bom resultado do superávit primário do setor público em abril, de R$ 18,7 bilhões. No meio da tarde, a Fitch afirmou que a nota brasileira continua em avaliação, mas antes a agência privada canadense DBRS concedeu ao o grau de investimento. Em 30 de abril, a Standard & Poor’s foi a primeira das três grandes agências (que incluem Moody´s e Fitch) a anunciar a elevação da dívida soberana do para grau de investimento.

“Com esses rumores, a perspectiva de um forte aperto monetário (ou seja, forte alta na taxa básica de juros) na próxima semana, o fluxo positivo e a queda externa da moeda americana ante o euro por causa da alta do petróleo, houve oportunidades” para operações no mercado cambial, disse um operador.AE

A onda de queda das internacionais na sexta-feira, depois da recuperação nos dois dias anteriores, reforça a idéia de que a volatilidade no mercado não será passageira - na sexta-feira, feriado em , a não funcionou e pode reproduzir neste início de semana o mau humor do mercado naquele dia.

“As devem continuar voláteis, dificilmente vão se acalmar em menos de um mês”, avalia Fabiano Gomes, superintendente-adjunto da Santander Asset Management.

“A de hipotecas de alto risco americana ainda não mostrou todas as suas garras e prejuízos”, alerta Carlos Daniel Coradi, presidente da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.

A turbulência no já fez a Bolsa paulista recuar 10% este ano, trazendo o preço das ações para níveis que levam os analistas a recomendar a compra. “Há consenso de que este é um momento de compra. Raras vezes nos últimos meses tive tanta certeza de que era hora de comprar como agora”, comenta Gustavo Cerbasi, consultor financeiro e autor do livro Casais Inteligentes Enriquecem Juntos.

O problema para o investidor tirar proveito dessa “janela de oportunidade” é que, segundo Coradi, a é uma das mais voláteis do , conforme um índice calculado pela EFC, que considera a menor e a maior pontuação no período de um ano.

“Em 2007, o índice foi de 49%.” A vantagem é que ela tem se mostrado a mais rentável. “Em um ano foi a que mais subiu no ”, diz Coradi. Para este ano, entretanto, analistas não esperam que ela repita o sucesso de 2007, quando a alta foi de 43,65%.

A expectativa é de valorização de 20% a 25%. “Apostar em mais que isso seria otimismo exagerado”, diz Cerbasi.

Separação do dinheiro

“Para a bolsa deve ir o dinheiro para o qual não há compromisso”, diz Cerbasi. “O certo é não investir em bolsa o dinheiro que será necessário em data certa no futuro”, reforça Fábio Colombo, administrador de .

Perfil

É em momento de que o investidor pode conhecer o seu perfil. Se na semana passada teve alto nível de estresse, quis vender ou vendeu suas ações por causa do sobe-e-desce, deve concentrar-se na renda fixa, não em bolsa. Se encarou as oscilações como próprias do mercado, está apto a arriscar-se.

Diversificar

Colombo comenta que muitos investidores erram duas vezes em momentos de grandes valorizações na bolsa: concentram seus nela e compram ações de uma única . “O investidor tem de distribuir seus recursos de acordo com seu perfil (tolerância a perdas) entre ações, renda fixa (como fundos DI, de renda fixa, caderneta), imóveis comerciais e até fundos cambiais e ouro, para proteção nas crises.”

Longo prazo

O quadro atual confirma que bolsa é opção de longo prazo. Storfer observa que quem entrou há mais tempo na bolsa está com ganho substancial, mesmo depois da volatilidade da semana passada. Já quem entrou há menos tempo, a partir de outubro, está contabilizando prejuízo.

Comprar na baixa e vender na alta

Os movimentos de entrada e saída em bolsa devem ser sempre graduais, pois nunca é possível saber se na baixa ela já atingiu o fundo do poço e se na alta já atingiu o pico. Segundo Colombo, a estratégia vale tanto para formar uma carteira como para calibrar o porcentual de recursos já aplicados em ações.

Se o investidor definiu que vai concentrar 20% dos seus recursos em ações, uma alta da bolsa vai elevar essa exposição, e aí ele deve vender o suficiente para retornar ao limite de 20%.

Do contrário, quando uma desvalorização da bolsa reduzir sua exposição, ele deve comprar ações até restabelecer a margem de 20%. “Assim, o investidor vai sempre fazer o certo, comprar na baixa e vender na alta.

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