Out
9
Brasília - O ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), Paulo Vannuchi, disse hoje (9) que o trabalho escravo ainda é “uma mancha que envergonha o Brasil”.
Em entrevista a emisssoras de rádio, durante o programa Bom Dia Ministro, no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), ele avaliou que os casos de trabalhadores encontrados em condições análogas à escravidão no país representam “pouca gente” entre 20 mil e 50 mil pessoas , mas que cabe ao Estado brasileiro “erradicar essa vergonha”.
“[Os trabalhadores] são levados para a região da Amazônia, de Mato Grosso, do Pará, do Tocantins e lá ficam submetidos a jagunços que não os deixam escapar e a pessoas que criam uma situação de escravidão pela dívida. A pessoa perde a liberdade de ir e vir.”
Para Vannuchi, o trabalho deve ser de prevenção, para o trabalhador “não se deixar atrair por falsas promessas”, além de punição para os “péssimos fazendeiros”. Segundo o ministro, a agricultura do Brasil é a melhor do mundo, caracterizada por solos férteis e pela quebra de recordes na produção de soja e de cana-de-açúcar.
“[O trabalho escravo] pode sujeitar nosso país a ações na Organização Mundial do Comércio [OMC]. A alegação de que aqui se pratica trabalho escravo pode levar a um desastre na nossa folha de exportações.”
Ele reconheceu que ainda existe uma espécie de desconfiança da população em relação à defesa dos direitos humanos. A idéia de que eles existem apenas para proteger os que fazem mal à sociedade, de acordo com Vannuchi, permanece como uma “forte mentalidade nacional”, sobretudo nos segmentos sociais mais pobres e que mais necessitam da garantia de seus direitos.
“É uma explicação enfiada na cabeça deles por setores do regime militar que foram derrotados. Uma visão da polícia como agente de repressão. É preciso corrigir essa má compreensão e o jeito de fazer isso é por meio de longos investimentos em educação. Incluir mais a educação em direitos humanos desde muito cedo.”
Agência Brasil
Out
2
Dois brasileiros, um deles professor da Universidade de São Paulo (USP), venceram a categoria Arqueologia do prêmio Ig Nobel 2008, concedido pela revista Anais da Ciência Improvável. Astolfo Gomes de Mello Araújo e José Carlos Marcelino foram premiados por sua pesquisa sobre a contribuição que os tatus podem dar às escavações arqueológicas. O anúncio dos ganhadores em dez categorias, que vão da Literatura à Ciência Cognitiva, foi feito hoje na Universidade de Harvard, em Boston, nos Estados Unidos.
Os brasileiros descobriram que os tatus podem movimentar artefatos para cima, para baixo, e mesmo lateralmente, por vários metros à medida que cavam dentro de sítios arqueológicos. Suas tocas podem ir de túneis emergenciais de 50 centímetros de profundidade a “casas” mais permanentes, a seis metros dentro da terra, com redes de túneis e múltiplas entradas, de acordo com o site da Sociedade Humanística dos EUA.
Araújo, professor de Arqueologia da USP, comemorou o prêmio. “Não existe prêmio Nobel para arqueologia, então o Ig Nobel é uma coisa boa”, afirmou, por e-mail. Na categoria Química, Sheree Umpierre, Joseph Hill e Deborah Anderson “descobriram” que a Coca-Cola é um eficiente espermicida. C.Y. Hong, CC. Shieh, P. Wu e B.N. Chiang foram co-ganhadores da categoria por provarem o contrário.
Set
11
Por conta da exploração da camada do pré-sal, localizada abaixo do leito marinho, o Brasil poderá se tornar uma “economia petrolífera” a partir de 2020, quando o País deverá exportar 1,4 milhão de barris de petróleo por dia, obtendo uma receita naquele ano de US$ 37 bilhões a US$ 63 bilhões, dependendo do preço do barril. As simulações foram apresentadas ontem pelo economista Antonio Barros de Castro, assessor da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), durante palestra no seminário comemorativo dos 200 anos do Ministério da Fazenda. Em 2025, as exportações poderão chegar a 3,3 milhões de barris por dia, com receitas entre US$ 93 bilhões e US$ 158 bilhões.
Para evitar os efeitos negativos da excessiva entrada de dólares no País, principalmente uma supervalorização do real, e permitir que a indústria nacional tenha tempo para se adaptar à nova realidade econômica criada pelo pré-sal, Castro defendeu o controle pelo governo da velocidade de exploração do petróleo. O economista coordenador do grupo de Petróleo, Gás e Etanol do BNDES, citou três razões que fortaleceriam a sua tese.
Em primeiro lugar, lembrou que serão necessários vultosos investimentos para explorar o pré-sal. A segunda razão é que a indústria naval brasileira precisa de tempo para se tornar capaz de fornecer os navios, embarcações e plataformas que serão utilizadas na exploração do pré-sal. A terceira razão apontada por Castro diz respeito às adaptações do setor industrial brasileiro à nova realidade econômica, o que levará algum tempo. “São três fortíssimas razões para segurar a velocidade de produção do pré-sal”, afirmou o economista.AE
Set
8
O Brasil aparece no topo da lista dos países com maior número de cidadãos expulsos da Grã-Bretanha em 2007, de acordo com dados divulgados pelo Ministério do Interior britânico.
Os números mostram que 11,4 mil brasileiros foram mandados de volta no ano passado. Do total, 4,7 mil foram barrados nas fronteiras e 6,7 mil foram deportados após um período na ilegalidade - a cifra inclui um pequeno número de retornos voluntários e de pedidos de asilo negados.
O total representa um ligeiro aumento em relação a 2006, quando 11,3 mil brasileiros foram repatriados - 4,9 mil foram impedidos de entrar na Grã-Bretanha e 6,3 mil imigrantes ilegais foram mandados de volta ao Brasil.
O segundo país em número de remoções de imigrantes ilegais da Grã-Bretanha é a Índia (3,3 mil), seguido pelo Paquistão (2,9 mil), Nigéria (2,8 mil) e Estados Unidos (2,2 mil).
Admissões
O Brasil vem ocupando a primeira posição no ranking de países com maior número de cidadãos barrados e imigrantes ilegais deportados na Grã-Bretanha desde 2004.
Até então, a Polônia era a primeira da lista, mas a situação do país mudou com a entrada na União Européia em maio de 2004.
Em 2005, a Grã-Bretanha chegou a expulsar mais de 12 mil brasileiros. No ano seguinte, o número caiu para 11,3 mil e, em 2007, voltou a subir.
Por outro lado, o Brasil também figura entre as primeiras posições na relação de países com o maior número de pessoas admitidas na Grã-Bretanha.
Em 2007, o país foi o quarto com a maior quantidade de cidadãos autorizados a entrar no país europeu – 205 mil, atrás apenas de Estados Unidos, Canadá e Rússia.
Ainda segundo os números do governo britânico, nos seis primeiros meses deste ano, 32.230 pessoas foram removidas do país, um aumento de 6% em relação à primeira metade do ano passado. O governo não divulgou dados por nacionalidade.
O secretário de Imigração britânico, Liam Byrne, disse que as fronteiras do país estão “mais fortes do que nunca” e que “a cada oito minutos um ilegal é removido”.
Em novembro, o governo britânico pretende introduzir um sistema que obrigará residentes estrangeiros a carregar carteiras de identidade, em que constarão dados biométricos como impressões e fotografias digitais para facilitar a distinção entre imigrantes legais e ilegais.BBC
Ago
29
Estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2008 apontam que dois municípios paulistas, Guarulhos (1,28 milhão de habitantes) e Campinas (1,06 milhão) estão no topo da lista dos 10 municípios mais populosos do País que não são capitais de Estado, segundo divulgou o IBGE. Os dois municípios mantiveram a posição que tinham em 2000. No terceiro, quarto e quinto lugar da lista estão os municípios fluminenses de São Gonçalo (982,8 mil), Duque de Caxias (864 mil,2 mil) e São Bernardo do Campo (801,5 mil).
A divulgação de estimativas populacionais do IBGE é feita anualmente e obedece à Lei complementar nº 59, de 22 de dezembro de 1988, assim como ao artigo 102 da Lei nº 8443, de 16 de julho de 1992. Segundo explica o documento de divulgação do instituto, as estimativas populacionais, fundamentais para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos intercensitários, servem também como parâmetro para a distribuição, destinada pelo Tribunal de Contas da União, das quotas partes relativas ao Fundo de Participação de Estados e Municípios, de acordo com o dispositivo constitucional.AE
Ago
26
Gramado - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que as mulheres estão com a “bola toda” no Brasil. Em discurso bem-humorado no 18º Congresso Brasileiro de Contabilidade, o presidente reconheceu que ainda há no Brasil preconceito contra as mulheres. E, às vésperas das eleições municipais, disse esperar que mais mulheres ocupem cargos públicos.
“Eu espero que outras mulheres e mais outras comecem a ocupar cada vez mais cargos públicos e cada vez mais importância na administração das empresas, porque assim a gente vai de uma vez por todas diminuir o preconceito de gênero que existe no Brasil”, afirmou.
O presidente elogiou a participação das mulheres na Olimpíada. “As mulheres estão com a bola toda. Se não bastassem na Olimpíada darem o banho que deram, mesmo quando perderam, como a nossa seleção de futebol feminino, elas foram consideradas melhores que as suas competidoras”.AE
Ago
26
De volta ao Brasil após a medalha de ouro conquistada em Pequim, Maurren Maggi afirmou que ainda não pensa em aposentadoria. A atleta, que tornou-se a primeira brasileira campeã olímpica em uma competição individual, chegou nesta terça-feira a São Paulo.
“Por eu ter voltado a saltar sete metros com 32 anos de idade, não dá para parar por aqui. Acho que tem muita coisa ainda”, disse Maurren, durante entrevista coletiva na capital paulista.
A atleta levou o ouro no salto em distância e soube que será homenageada com uma estátua de 7,04 metros em São Carlos. O tamanho é uma referência à marca que garantiu a conquista.
Sorridente e emocionada pelo reencontro com a família, Maurren só mudou a expressão ao falar sobre as críticas da inglesa Jade Johnson, sétima colocada na final em Pequim. A adversária disse que a brasileira não deveria ter voltado a competir depois da suspensão por doping.
“Ela não sabe o que aconteceu na minha vida. Não conhece a minha história. Comentários assim não vão apagar o meu brilho”, disse a campeã olímpica, que cumpriu dois anos de suspensão depois de ter sido flagrada pelo uso de clostebol. Maurren afirma, desde sempre, que a substância estava em um creme pós-depilação.AE
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Ago
25
O ministro do Esporte, Orlando Silva, elogiou a campanha da delegação brasileira na Olimpíada de Pequim. Para ele, o País teve um bom desempenho nos Jogos, apesar de ter ficado abaixo do recorde de medalhas de ouro - foram três, contra as cinco de Atenas, há quatro anos.
“A participação do Brasil em Pequim foi boa. Estivemos duas vezes mais nas disputas finais (38), levamos a maior delegação da nossa história olímpica (277), batemos o número recorde de participação feminina (132) e houve a pulverização das modalidades (32). Estamos deixando a monocultura do esporte: não somos só o país do futebol”, disse o ministro, durante a abertura do 1º Seminário Nacional da Lei do Incentivo ao Esporte.
A delegação brasileira voltou de Pequim com três medalhas de ouro, quatro de prata e oito de bronze. O desempenho é o segundo melhor do País na história e deixa o País na 23ª posição do quadro de medalhas.
Também nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como “razoável” o desempenho dos atletas brasileiros, e disse estar decepcionado com o futebol masculino, que mais uma vez voltou de uma Olimpíada sem a medalha de ouro.
Ago
24
Os Jogos Olímpicos de Pequim terminaram nesse domingo (24) com a festa de encerramento no estádio Ninho de Pássaro. O Brasil encerrou o evento com 15 medalhas, três de ouro, quatro de prata e oito de bronze. Com menor quantidade de redondas, em relação os últimos jogos em Atenas, o Brasil ficou na 23ª posição.
O líder do ranking foi a China, país sede dos jogos. No total os chineses ganharam 51 ouros, 21 pratas e 28 bronzes. O segundo lugar ficou com os Estados Unidos: 36 douradas, 38 prateadas e 36 de bronze.
A Rússia foi a terceira colocada do ranking com o total de 72 medalhas. Os próximos Jogos olímpicos acontecem em 2012 em Londres, na Inglaterra.
Últimas notícias de esporte
Ago
22
Pouco antes de se debulhar em lágrimas ao ouvir o hino nacional brasileiro no Ninho de Pássaro, após conquistar a medalha de ouro no salto em distância na Olimpíada de Pequim, nesta sexta-feira, Maurren Maggi se emocionou ao comentar as dificuldades da prova, e ainda conversou em rede nacional de televisão com a sua família, que torcia por ela no Brasil.
- Eu vejo que o Brasil acreditou no meu talento, na minha determinação, na minha força de vontade. A ficha não caiu ainda, só quando ouvir o hino nacional. Fiz tudo pela Sofia (filha) - afirmou, à TV Globo.
Ao ser questionada sobre se tinha a certeza do título olímpico inédito já no primeiro salto da final, Maurren foi enfática.
- Eu não tinha certeza! Falei para mim mesma: podia acabar a prova agora (risos). Tinha que esperar a russa saltar para ter certeza - revelou.
Em seguida, a nova campeã olímpica ainda trocou algumas palavras com o pai William e a filha de três anos, Sofia. Veja como foi o emocionante diálogo:
William (Pai) - Você viu só que salto? Aqui você derramou um balde de água em todo o mundo. Maurren - Oi Pai! Pai, todo mundo vai ouvir o hino de novo!
Sofia (filha) - Mãe eu te amo!Maurren - Filha, eu te amo demais, um beijo! Pai, obrigada por ter me apoiado o tempo todo. Eu amo vocês, obrigada por tudo.
Maurren Maggi, de 32 anos, conquistou o quarto ouro para o atletismo brasileiro e a décima-oitava medalha dourada entre todos os esportes, ao longo das particiopações do Brasil em Olimpíadas, além de ser a primeira mulher brasileira a conquistar um ouro em esporte individual.Lancepress