Jul
9
O empresário Naji Nahas chegou por volta das 22h10 desta terça-feira (8) à carceragem da Polícia Federal, na Zona Oeste de São Paulo. Durante praticamente todo o dia, ele acompanhou o trabalho dos policiais que fizeram buscas em sua residência no Jardim Europa.
Antes de ser levado para a detenção, ele passou por exames no Instituto Médico-Legal (IML). O empresário é um dos 17 detidos na Operação Satiagraha, que investiga desvio de verbas públicas e crimes financeiros. Entre os presos estão o banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Dantas, Pitta e Nahas ficarão em celas separadas na sede da PF de São Paulo, informou a assessoria de imprensa do órgão.
O nome da operação, Satiagraha, significa resistência pacífica e silenciosa, conforme nota divulgada pela PF. O número de prisões pode ser alterado porque agentes ainda cumprem mandados, segundo a PF. Foram expedidos 24 de prisão e 56 de busca e apreensão.
Dos 17 mandatos de prisão, foram cumpridos 8 em São Paulo e 9 no Rio. A PF ainda busca outras 7 pessoas. Todos os 56 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, sendo 38 em São Paulo, 16 no Rio, 1 na Bahia e 1 no Distrito Federal.
Os agentes da PF apreenderam carros e R$ 1 milhão na casa de um dos detidos. Ele foi acusado de tentar subornar um delegado da PF a mando de Daniel Dantas. O suspeito teria oferecido US$ 1 milhão para o delegado retirar nomes do inquérito, de acordo com o Ministério Público Federal. A suspeita é de que parte do dinheiro apreendido fosse ser utilizado para a tentativa de suborno.
Nélio Machado, que defende Daniel Dantas, disse que a prisão ocorreu de forma irregular, uma vez que seu cliente não oferecia perigo, e negou as acusações de fraude. Segundo ele, Dantas não conhecia Celso Pitta nem Naji Nahas. Ele afirmou não ter obtido informações sobre o teor do processo e quando tiver disse que entrará com pedido de soltura.
Segundo a PF, haveria dois núcleos principais na suposta quadrilha. Um deles seria comandado por Daniel Dantas e teria se beneficiado de recursos públicos, desviados pelos operadores do mensalão. Empresas de fachada teriam sido montadas para o desvio das verbas.
Além do grupo de Dantas, a PF teria descoberto um segundo núcleo, ligado ao primeiro, formado por empresários e doleiros que atuavam no mercado financeiro para fazer a lavagem do dinheiro. Esse grupo, segundo a PF, seria comandado pelo empresário Naji Nahas. Era nesse grupo que estaria o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.
O elo entre os dois grupos seria Dantas e Nahas.
De acordo com o procurador da República Rodrigo de Grandis, Celso Pitta teria recebido de Naji Nahas dinheiro que viria do exterior. “Tudo sugere que o dinheiro entregue por Nahas a ele (Pitta) era dinheiro de Pitta que está no exterior. (…) Há fortes indícios que o dinheiro de Pitta é proveniente de dinheiro desviado da prefeitura (de São Paulo). Mas ainda não há certeza disso.”
A advogada de Celso Pitta, Paula Sion de Souza Neves, afirmou que ainda vai se inteirar sobre o processo. “A gente agora vai se inteirar e provavelmente formular pedido para que ele seja solto antes dos cinco dias.” Ela disse não saber se Pitta conhecia Naji Nahas.
O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, responsável pela investigação da Operação Satiagraha, afirmou que o empresário Naji Najas tinha um “megacontato” que lhe repassava informações sigilosas do Banco Central norte-americano, o Federal Reserve (Fed).
“Muitos nos supreendeu do Fed, megacontato do Naji Nahas no Brasil e no exterior que teve indícios de manipulação do mercado financeiro internacional, onde ele se privilegia da informações para aplicar no mercado internacional”, afirmou o delegado.
Em nota divulgada mais cedo, a PF havia informado que a operação detectou “indícios inclusive do recebimento de informações privilegiadas sobre a taxa de juros do Federal Reserve”.
O advogado de Naji Nahas, Sérgio Rosenthal, disse nesta terça-feira (8) não ter conhecimento dos detalhes da operação que levaram à prisão de seu cliente.
“Nós estamos em meio à operação, a operação é sigilosa. Nós não temos os detalhes ainda. Assim que eu tiver detalhes eu poderei conversar com vocês”, disse Rosenthal.G1
Jul
3
A inadimplência das empresas apresentou queda de 2,7% nos cinco primeiros meses de 2008, na comparação com o mesmo período de 2007, revela o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica.
O levantamento da Serasa, uma empresa do grupo Experian, aponta ainda que na comparação entre maio de 2008 e maio de 2007, a inadimplência das pessoas jurídicas diminuiu 7,5%. Já na relação entre maio de 2008 e abril último, a queda foi de 0,3%...como consultar serasa gratuitamente
Os títulos protestados seguiram liderando o ranking da inadimplência das empresas nos cinco primeiros meses de 2008, com uma participação de 42,3% no indicador. No período de janeiro a maio de 2007, os protestos tiveram 39,8% de representatividade. Como consultar spc e serasa gratis..
Em seguida estão os cheques devolvidos, que de janeiro a maio deste ano representaram 38,5% da inadimplência das pessoas jurídicas, enquanto no mesmo período de 2007 tal participação foi de 38,6%.
Fechando o ranking, as dívidas com os bancos tiveram uma representatividade de 19,2% nos cinco primeiros meses de 2008, abaixo dos 21,6% obtidos no mesmo acumulado de 2007.
Quanto ao valor médio das dívidas, de janeiro a maio de 2008 as pendências com os bancos tiveram um valor médio de R$ 4.456,91, resultando em alta de 8,7% na relação com os cinco primeiros meses de 2007.
Os títulos protestados, por sua vez, registraram de janeiro a maio deste ano um valor médio de R$ 1.473,08, com alta de 2,7% sob o valor médio do mesmo período do ano passado. Já os cheques devolvidos, até maio deste ano apresentaram um valor médio de R$ 1.273,60, o que representou uma elevação de 12,4% ante o acumulado de janeiro a maio de 2007.
Análise
Os técnicos da Serasa afirmam que a queda da inadimplência das pessoas jurídicas, no período de janeiro a maio de 2008, é decorrente do nível de atividade da economia doméstica que, apesar da relativa acomodação neste início de ano, ainda permanece positivo em relação ao mesmo período de 2007. Essa expansão tem permitido a melhora do fluxo de caixa das empresas, o que, conseqüentemente, favorece o pagamento dos fornecedores e a quitação dos financiamentos e empréstimos tomados para atender às necessidades de capital de giro e de investimentos das empresas.
Esse movimento é confirmado pela comparação mensal, visto que houve queda interanual de 15,0% do indicador em março e de 7,5% em maio deste ano ante iguais meses de 2007. Embora os protestos continuem como os mais representativos da inadimplência, a participação das dívidas com os bancos caiu 2,2 p.p. (pontos percentuais) de 21,5% em maio de 2007 para 19,3% em maio de 2008. Esse movimento mostra também que as empresas estão se financiando com seus fornecedores, que é o crédito mercantil - de empresas para empresas.
Segue o alerta de que a inadimplência do consumidor se mantém elevada, o que pode respingar na tesouraria e na rentabilidade das empresas menos organizadas financeiramente - aquelas que concedem o crédito de forma inadequada, o que poderá causar sua própria inadimplência. Isso ocorre, sobretudo, nas micro, pequenas e médias empresas.consulta de spc e serasa gratuita
Metodologia
O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica, por analisar eventos ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas vencidas com instituições financeiras. É divulgado mensalmente pela Serasa, desde 2002.
A Serasa, uma empresa do grupo Experian, é a maior empresa do Brasil em pesquisas, informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento. Participa ativamente no respaldo às decisões de crédito e de negócios tomadas em todo o Brasil, facilitando aproximadamente 4 milhões de negócios por dia, para mais de 400 mil clientes diretos ou indiretos…consultar spc e serasa gratuita
Jun
18
A Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) notificou a Sky alertando para que a TV por assinatura determine um abatimento na mensalidade aos clientes que estão sem a transmissão da MTV Brasil ou ofereça um canal similar.
Há cerca de 15 dias, a Sky suspendeu o canal para cerca de 1,7 milhão de assinantes no Brasil e preservou o sinal apenas na Grande São Paulo, onde a transmissão é aberta. Em comunicado, a Sky afirmou que a suspensão se deve a uma proposta de reajuste considerada abusiva feita pela MTV Brasil, que pertence ao Grupo Abril. A operadora de TV por satélite é controlada pelo grupo americano Liberty Media, do empresário John Malone, com 74%, e pela Globo, com 26%.
“O consumidor não pode ser afetado pela discussão do contrato entre as partes”, defende a Pro Teste. O contrato venceu em dezembro e foi prorrogado até o mês passado.
A associação também alertou que qualquer reajuste contratual na relação da TV com a Abril não pode ser repassado para os consumidores, que já têm reajuste anual dos valores pagos.
“A Sky é quem deve contatar o assinante para escolher canal similar ou passar a pagar mensalidade menor, enquanto não soluciona a pendência comercial”, orienta Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste.
Para a associação, o consumidor tem direito a informação e está sendo penalizado nessa disputa entre as empresas. “O assinante da Sky que não for contatado pela empresa deve entrar em contato e exigir seus direitos, pedindo um protocolo de atendimento e formalizando pedido de abatimento do valor pago proporcional ao período em que ficar sem a programação do canal”, afirma a entidade.
Nas discussões entre as empresas, a Sky chegou a afirmar que a MTV Brasil teria pedido um reajuste “abusivo” do valor pago por assinante e que teria exigido a distribuição de outros dois canais do grupo Abril: o Fiz TV e a Ideal.
A Abril divulgou comunicado alegando que a proposta recusada seria reajustar o preço médio da MTV Brasil de R$ 0,43 para R$ 0,52 por assinante, com inclusão dos canais Fiz e Ideal pertencentes ao grupo.
Para a Pro Teste, por trás da pendência estão os interesses econômicos de um setor concentrado. Hoje, 78% do mercado de TV paga brasileira estão nas mãos de duas operadoras: Sky e Net.
Jun
15
Brasília - A participação na Exposição Internacional Água e Desenvolvimento Sustentável (Expo Zaragoza 2008) será decisiva para a disputa do Brasil pelos recursos de um fundo criado pelos europeus para incentivar o uso racional e a melhoria na gestão dos recursos hídricos na América Latina. A avaliação foi feita pelo comissário-geral do Brasil na feira, João Bosco Senra, ao comentar a importância do encontro aberto ontem (14), na cidade espanhola de Zaragoza.
A mostra reúne, até o dia 14 de setembro, representantes de 107 países que vão discutir novas tecnologias para o desenvolvimento sustentável e inovações na gestão de recursos hídricos. Hoje (15) toda a programação é voltada ao Brasil. Um dos destaques é a apresentação da Política Nacional de Recursos Hídricos pelo diretor presidente da Agência Nacional das Águas (ANA), José Machado, que representa o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, Expo Zaragoza 2008.
Segundo Senra, que também é diretor de Recursos Hídricos da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, o fundo europeu irá doar a países sul-americanos, ainda este ano, pelo menos 1,5 bilhão de euros para o custeio de projetos, principalmente, de abastecimento de água na zona rural.
Ele informou que a distribuição dos recursos, a serem aplicados até 2012, começa a ser definida no segundo semestre deste ano e o Brasil já começou a apresentar suas propostas. Entre elas, projetos de criação de cisternas no Nordeste, de dessalinização de água para o Semi-Árido, de abastecimento de água em comunidades indígenas e em escolas e assentamentos rurais.
De acordo com Senra, a apresentação, na feira, das experiências e dos avanços a partir da criação da Política Nacional de Recursos Hídricos, em 1997, pode ser uma credencial para a aprovação de projetos brasileiros.
“Mostrar essas experiências de sucesso, esse esforço que o governo vem fazendo, será decisivo para que o Brasil possa ter uma participação maior nesses recursos.”
Para o diretor, um dos avanços mais relevantes, depois de onze anos da política de recursos hídricos, é a participação social, pois, segundo ele, o país tem hoje cerca de 15 mil pessoas atuantes nos comitês de bacias hidrográficas e nos conselhos estaduais e nacional de recursos hídricos, instituídos como instâncias de decisão sobre a destinação da água.
Em entrevista à Agência Brasil, Senra disse que há uma grande expectativa sobre a participação brasileira na Expo Zaragoza 2008, não só porque o país é o participante com maior volume de água doce no planeta – cerca de 12% do total – como também pela sua posição referente a políticas de gestão do recurso e pela capacidade técnica desenvolvida nessa área.
“O Brasil é referência na política de gestão de águas. Foi o primeiro país da América a ter a um Plano Nacional de Recursos Hídricos. Uma medida que está nas Metas do Milênio da Organização Nações Unidas”, destacou.
O país também tem um estande com exposições interativas sobre as bacias Amazônica, do Prata e do Rio São Francisco. Hoje, além do debate sobre experiências na área de recursos hídricos, estão ocorrendo shows musicais e apresentação de grupos folclóricos brasileiros.
Adriana Brendler
Repórter da Agência Brasil
Jun
12
O governo brasileiro terá uma lista negra das empresas que usam trabalho infantil. O objetivo será o de identificar as companhias e impedi-las de ter acesso a financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), isenções fiscais ou de participar de licitações públicas. Hoje, a Organização das Nações Unidas (ONU) ainda divulgou um estudo que alerta que, apesar de o número de crianças trabalhando estar diminuindo, elas chegam a 218 milhões em todo o mundo. No Brasil, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, defende uma estratégia comum com o Ministério da Educação para garantir que as crianças que sejam retiradas dos locais de trabalho tenham escola.
Lupi também decidiu atacar o setor empresarial. O Ministério do Trabalho está preparando um balanço da situação em todo o País como uma primeira etapa do projeto. A fase seguinte será a criação de uma lista das empresas que empregam crianças. Para a Força Sindical da Bahia, existem cerca de 2,7 milhões de crianças nessa situação no País. Lupi afirma ser difícil saber exatamente quantos são. Um dos obstáculos é que parte delas estão trabalhando em empresas familiares ou mesmo como empregadas domésticas.
Mesmo assim, Lupi acredita que lista pode dar resultados também na questão do trabalho infantil. “O modelo é parecido ao da lista suja que existe sobre trabalho forçado. A lista que publicamos com as empresas que cometem esse crime está dando resultado. A empresa que é listada praticamente fecha diante da repercussão”, afirmou Lupi.
Jun
12
O diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse hoje que a refinaria premium que a empresa estuda construir no Ceará poderá custar US$ 11 bilhões. A cifra considera que a construção da unidade vai exigir reformas no porto de Pecém para abrigar a obra, além de ser “altamente qualificada” para o processamento de óleo pesado e de uma mistura com óleo leve para a produção de um diesel de melhor qualidade para concorrer no mercado europeu.
Segundo ele, o protocolo de intenções assinado com o governo do Ceará prevê a avaliação da área para a construção da unidade destinada a um processamento de 300 mil barris por dia. Além do diesel - que vai corresponder a 60% do processamento do óleo - a refinaria deverá produzir querosene de aviação, nafta e gás liquefeito de petróleo destinados ao atendimento do mercado interno, além de coque que poderá atender à siderurgia local. O estudo para a implementação da unidade ficará pronto em 120 dias.
Segundo o diretor, o diesel desta unidade poderá ser voltado ao mercado internacional, porque quando ela entrar em operação em 2014 as refinarias do Comperj, no Rio, e a Abreu e Lima, em Pernambuco, já estarão concluídas e poderão garantir a auto-suficiência brasileira em diesel, que é deficitário no mercado doméstico.
Ainda segundo Costa, esta unidade no Ceará não vai produzir gasolina, já que hoje há um excedente do produto no País, que deve aumentar em função do avanço do consumo de álcool. “Não vamos inundar o mercado com gasolina”, comentou.
O diretor disse ainda que embarca na próxima segunda-feira para o Maranhão, onde se reunirá com representantes do governo local para conversar sobre a possível construção de outra refinaria premium, esta com capacidade de 600 mil barris por dia. Ele disse que detalhes sobre a unidade só serão fornecidos após a visita ao Estado. O valor do investimento ainda não foi revelado.AE
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Jun
12
“Uma aproximação da polícia com a comunidade”. Essa é a definição do coronel Israel Pilmon, do 35º BPM/M, sobre o projeto de Polícia Comunitária que a Polícia Militar de Campinas implantou em uma parceria realizada com a Polícia Nacional do Japão e a Japan Internacional Corporation Agency (Jica). Esse sistema já vem funcionando na Capital desde 1999 e é usado no Japão há mais de 131 anos.
O acordo do projeto firmado com o país oriental começou com oito bases comunitárias na Capital e hoje já conta com 54 unidades em todo o Estado. Nesta fase inicial, serão instaladas duas bases em Campinas, em Cambuí e na Vila Industrial. Como complemento do trabalho, há também um intercâmbio que é realizado entre os dois países, em que policiais japoneses visitam o Brasil para conhecerem a polícia daqui e vice-versa. “Eu mesmo fui para o Japão em 2005 fazer o curso de 15 dias”, afirmou o coronel Pilmon.
Visitas comunitárias
As visitas comunitárias servem como uma espécie de interação com a comunidade. Os policiais visitam as residências na área em que cada base é responsável e registram os dados dos moradores. Além das fichas brancas, que são usadas nesses casos, a polícia também utiliza uma ficha amarela, que serve para registrar os dados de comerciantes.
De acordo com o coronel Pilmon, “mais para frente haverá um jornal que levará as notícias para a população local”. Ele acrescentou que os muros de concreto que protegem as bases comunitárias também servirão como uma espécie de mural, com dicas de segurança. SSP
Jun
11
Rio de Janeiro - O setor de calçados brasileiro exportou até abril deste ano 2% a mais do que no primeiro quadrimestre do ano anterior, alcançando US$ 684 milhões. A informação foi dada hoje (10) na bolsa de negócios da moda Fashion Business, no Rio, pelo diretor da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Maurício Medeiros. Ele também é vice-presidente da Associação Brasileira de Estilistas (Abest).
“Isso significa um trabalho também focado no alto valor agregado”, afirmou Medeiros, referindo-se ao crescimento das exportações no primeiro quadrimestre do ano. “Está se deixando de exportar commodities (produtos básicos minerais e agrícolas comercializados no exterior) e está se exportando marca”, acrescentou.
Ele lembrou que há cerca de quatro anos a Abicalçados criou o projeto denominado Brasil Design, que é um núcleo de marcas de desenho autoral, de alto valor agregado. O objetivo é promover a moda diferenciada, distinta da moda mais massificada.
Maurício Medeiros disse que este ano, além da questão cambial, o grande desafio à exportação de calçados do Brasil é a elevada carga tributária.
Em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), estão sendo investidos R$ 43 milhões nas 350 empresas do setor participantes do projeto, visando ao incremento das exportações.
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Jun
10
O Brasil atacou ontem as barreiras ao etanol nos Estados Unidos e se disse alarmado com a “retórica protecionista” no mercado americano diante da desaceleração da economia. A Organização Mundial do Comércio (OMC) abriu a sabatina sobre a política comercial americana que ocorre a cada dois anos para avaliar se a Casa Branca cumpre as leis internacionais.
O Itamaraty aproveitou para criticar as barreiras no mercado americano, questionar as sobretaxas aos biocombustíveis e pedir que os americanos não se fechem diante da queda na atividade econômica do país.
A OMC também apelou para que os EUA reduzam as distorções no mercado de energia e sugeriu que, num momento de desaceleração da economia mundial, os americanos promovam maior abertura de seu mercado. No total, o Brasil enviou cerca de 30 perguntas para serem respondidas pelos americanos. Uma delas a respeito das sobretaxas ao etanol. Segundo o Itamaraty, há uma taxa que varia entre 1,9% e 2,5% na importação do etanol. Mas há sobretaxa de US$ 0,14 por litro.
A taxa praticamente inviabiliza as exportações nacionais e é usada pelos americanos como forma de garantir proteção a seus produtores. O Brasil quer que a Casa Branca explique oficialmente os motivos da taxa.
“Os produtores de etanol dos EUA são protegidos da concorrência externa por uma política que combina subsídios domésticos e proteções nas fronteiras”, afirmou o diplomata brasileiro Paulo Mesquita, em discurso na sabatina americana. Segundo ele, a nova lei agrícola aprovada nos EUA manterá as distorções. “Os Estados Unidos precisam adotar medidas para corrigir esse tratamento severamente discriminatório”, afirmou Mesquita.AE
Jun
6
Brasília - O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começou a enviar o 12º lote de cartas para que 6.542 beneficiários façam a reavaliação dos auxílios-doença concedidos há dois anos, com prazo para terminar em julho.
A nova perícia deve ser agendada em até dez dias, contados a partir da data de recebimento da correspondência. Os segurados podem marcar a perícia médica de revisão do auxílio-doença, pela Central 135 ou pela internet, na página do Ministério da Previdência Social.
Quem receber o comunicado e não agendar, ou deixar de comparecer à perícia, terá o benefício cessado. Ao marcar a ida à agência da Previdência Social, o benefício fica automaticamente prorrogado até a data da perícia.AG. Brasil