Os que enfrentam para embarcar no de já receberam atendimento consular. A informação foi divulgada hoje (27) pela assessoria do Ministério das Relações Exteriores. De acordo com o MRE, o cônsul adjunto do em , Alexandre Silveira, esteve no local e confirmou que os passageiros permanecem no saguão de embarque do e que estão em boas condições, apesar do atraso dos vôos.

Desde ontem (26), pelo menos seis vôos da companhia aérea Aerolíneas Argentinas com destino a aeroportos foram cancelados em . De acordo com informações da Aeroportos 2000, que administra os terminais no país, há vôos cancelados há mais de 30 horas. A assessoria confirmou que dois vôos, com cerca de 300 a bordo, já decolaram hoje, um com destino a Bariloche e outro ao Rio de Janeiro. O cônsul reportou que os que permanecem no estão recebendo alimentação e têm acesso a banheiros.

De acordo com o ministério, as autoridades locais estão se esforçando para normalizar a situação. Apenas hoje, dois vôos para o Rio de Janeiro já foram cancelados e dois para decolaram com atraso. Outros oito vôos da Aerolíneas com destino a aeroportos - Rio de Janeiro, e Porto Alegre - estão previstos para levantar vôo neste domingo. Ainda segundo informações do MRE, o de permanece operando lentamente, mas os passageiros, ainda que com atrasos, têm conseguido embarcar. A assessoria esclareceu que, como não se trata de um problema entre governos, mas relativos a uma , não há possibilidade de intervenção diplomática para resguardar os que permanecem no local.

A orientação do Itamaraty é para que os passageiros procurem auxílio no Consulado do em , pelo telefone de plantão: 15-41999668, para ligações feitas da , e 54-911-41999668, para chamadas a partir do . De acordo com a agência de notícias Télam, uma fonte da Aerolíneas Argentinas informou que os atrasos e cancelamentos de vôos - que também atingem outros destinos - se devem a no e à falta de equipes. A companhia aérea está em processo de reestatização.

Ainda segundo a agência, o gerente da companhia aérea, Julio Alak, confirmou que os atrasos foram provocados por overbooking e pela escassez de aviões, já que houve atraso no retorno das aeronaves ao de e o período coincide com o fim da temporada do recesso de inverno na . “Temos 28 aviões operando quando deveriam haver 42 aeronaves, mas o mais grave é que quem gerenciava vendeu passagens como se a frota estivesse completa, com quase 50 aviões”, disse Alak. Agência .

As lideranças das quatro associações ruralistas da anunciaram ontem de madrugada a convocação do quarto locaute em menos de 100 dias. A paralisação, realizada em protesto contra a política do governo da presidente Cristina Kirchner com o setor agropecuário, implicará na suspensão da comercialização de cereais e oleaginosos pelo menos até quarta-feira.

O estopim do novo locaute foi a detenção, no sábado à tarde, do líder ruralista Alfredo De Angeli durante uma manifestação nas proximidades da cidade de Gualeguaychú, na província de Entre Ríos.

A prisão de De Angeli, ícone dos ruralistas realizados nos últimos três meses, desencadeou um panelaço em protesto contra a presidente Cristina em , o que resultou na rápida liberação do líder.

Os agricultores exigem o fim dos aumentos que o governo decretou no dia 11 de março sobre os impostos das exportações agrícolas. Eles também querem que o governo elimine as restrições existentes há dois anos sobre as exportações de carne bovina, além das limitações aplicadas desde dezembro à exportação de trigo. O agricultores argentinos acusam a presidente de aplicar pesados tributos para manter o superávit fiscal.AE

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