Cerca de 600 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra () ocuparam hoje o prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em para pedir que o governo federal apresse o assentamento de mil das 2,5 mil famílias acampadas à beira de estradas no . A decisão de acampar nos corredores do edifício de oito andares, localizado na região central da capital gaúcha, foi o último ato de uma manifestação que havia começado ao amanhecer, quando o grupo deixou o ginásio do Sindicato dos Metalúrgicos de () e iniciou uma caminhada de 12 quilômetros, até a sede do Incra.

O deslocamento dos trabalhadores rurais sem-terra provocou um congestionamento de cerca de dez quilômetros no trecho mais movimentado da Rodovia BR-116 no Estado. Na entrada da capital, o grupo foi revistado pela Brigada Militar, que não encontrou armas entre os manifestantes. O superintendente regional do Incra, Mozar Dietrich, afirmou a uma comissão dos sem-terra que o prazo para o assentamento de mil famílias, segundo acordo fechado em novembro e vencido em abril, teve de ser prorrogado até setembro porque o instituto encontrou dificuldades para desapropriar e adquirir terras no Estado.

Os trabalhadores consideraram a informação “repetitiva” porque sabiam dela, de reuniões anteriores, e anunciaram que ocupariam o edifício. Os que estavam no pátio entraram e estenderam os colchonetes nos corredores da sede. Funcionários do Incra afirmaram acreditar que o não será interrompido. Assim como em invasões anteriores, os sem-terra ficaram nos corredores e prometem não bloquear o acesso às salas.

“Ficaremos aqui para pressionar o governo federal a oferecer garantias de que vai acelerar os assentamentos no Estado”, disse o líder Gilson Rodrigo de Almeida, da coordenação estadual do . Na caminhada, os manifestantes também protestaram contra o que qualificam de “criminalização do movimento social” no . Os sem-terra queixam-se da ata de uma reunião do Conselho Superior do Ministério Público, que pediu o encaminhamento de uma ação de dissolução do movimento à .AE

- A Capitania dos Portos e o da Paraíba retomam amanhã as buscas por Wesley, de 4 anos. O menino é uma das vítimas de um com duas que aconteceu ontem no final da tarde no , em . Quatro pessoas morreram afogadas e oito conseguiram escapar sem ferimentos. As buscas foram suspensas às 18 horas, quando anoiteceu e a visibilidade ficou baixa.

O capitão dos Portos do Estado, Paolo Coirolo, relata que o grupo voltava da comemoração do aniversário de Marco Antonio da Silva, na praia fluvial de Prainha. Eram todos familiares ou amigos próximos. De repente, a que vinha à frente com oito pessoas a bordo virou. Silva, que estava na canoa de trás, pulou na água para tentar socorrer as vítimas, mas morreu afogado. O susto fez com que a segunda também virasse. Mesmo assim, os demais passageiros da canoa sobreviveram.

Morreram no ainda Gilkelly Martins de Almeida, Jacilene Cosme do Rêgo e Giovanni Salvino da Silva. Segundo Coirolo, a Marinha abrirá inquérito para apurar as causas do acidentes, mas alguns motivos já estão claros. “Havia excesso de passageiros na primeira canoa, que tem cerca de 5 metros.” Além disso, o capitão aponta que não havia coletes salva-vidas nas embarcações e, por estar voltando de uma festa, é possível que o grupo tenha ingerido bebida alcoólica. “Esses fatores somados levaram ao .”

O juiz federal Guilherme Pinho Machado determinou o seqüestro das contas bancárias, veículos e imóveis do prefeito de , Marcos Ronchetti (PSDB), dos secretários Marcos Zandonai e Francisco Fraga e dos proprietários das empresas Alimentos e Gourmaitre.

O bloqueio foi pedido pelo Ministério Público Federal, que move ação de improbidade administrativa contra a prefeitura e os empresários por em contratos para distribuição de merenda escolar.

Pareceres dos Tribunais de Contas do Estado e da União indicam superfaturamento e existência de fraude na licitação, pela imposição de exigências que impossibilitariam a disputa do contrato por outras empresas.

O magistrado entendeu que o bloqueio de bens se impõe até que o caso seja definitivamente julgado. Os indícios atuais apontam um prejuízo de aproximadamente 5 milhões aos cofres do município. Foram tornados indisponíveis cerca de 6 milhões de reais em veículos e imóveis em nome dos acusados, além de valores depositados em bancos.

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