Jun
18
O tenente Vinicius Ghidetti de Andrade Moraes, de 25 anos, mantém uma página no Orkut, é casado e tem um filho. No seu perfil da rede social, fala sobre as paixões. Diz que ama a farda, a verdade, a dignidade e o trabalho.
O militar já confessou à polícia ter comandado a entrega dos três jovens do Morro da Providência aos traficantes de um morro rival. Nesta terça-feira (17), na página, foi muito atacado em centenas de mensagens.
Os onze militares que participaram do crime cumprem prisão temporária no Batalhão de Polícia do Exército.
Nesta terça-feira, o delegado continuou a tomar os depoimentos dos envolvidos para esclarecer a participação de cada um no caso.
Os militares ocupam o Morro da Providência desde o fim do ano passado. Com a morte dos rapazes, a presença deles no local está sendo questionada. A Defensoria da União, no Rio, vai entrar com uma ação civil pública pedindo a retirada do Exército do Morro da Providência, com base na Constituição. A lei não prevê participação do Exército na segurança pública.
Em nota divulgada nesta terça (17), o Exército afirma que a presença militar no morro não é uma operação em prol da segurança pública, que necessite de determinação da presidência da república e de aprovação no congresso nacional. Mas sim uma ação subsidiária, permitida pela Constituição, com o objetivo de revitalizar moradias.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, veio ao Rio acompanhar as investigações.
Participou de uma reunião no Comando Militar do Leste. Depois, foi ao Morro da Providência. Caminhou pelas ruas da comunidade e se encontrou com parentes dos jovens mortos.
O ministro pediu desculpas às famílias.
“Vamos deixar bem claro a indignação do governo, a indignação de todos nós. Agora, o que não podemos é confundir o fato que aconteceu com a ação do Exército e com as obras que estão sendo realizadas aqui”, disse o ministro Nelson Jobim.
O ministro da Justiça, Tarso Genro, tem uma opinião diferente.
“O Exército estava dando proteção para as pessoas que estão trabalhando e aí ocorreu essa tragédia que é absolutamente lamentável. Isso comprova uma visão, que é a visão do presidente, que é majoritária em toda a sociedade, de que as Forças Armadas não são aptas para tratar da segurança pública”, disse Genro.
O que garantiu a presença dos militares no Morro da Providência foi um acordo firmado entre os Ministérios da Defesa e das Cidades. Os militares foram convocados para ajudar num projeto de reforma das casas, chamado Cimento Social, idealizado pelo senador Marcelo Crivela, pré-candidato à prefeitura do Rio.
Jun
17
Transeuntes encontraram a parte do corpo boiando na água, na costa de um subúrbio de Westham Island, na região de British Columbia, na segunda-feira.
É o quinto pé humano a ser encontrado na região desde agosto do ano passado. Mas este é esquerdo, enquanto os outros quatro eram direitos.
A polícia está conduzindo investigações para tentar estabelecer se a descoberta tem relação com outras na mesma área. Todos os pés estavam calçando sapatos e haviam passado bastante tempo na água.
A porta-voz da polícia Sharlene Brooks disse que o caso está sendo tratado como uma investigação criminal.
“Nós certamente não descartamos a possibilidade de que o pé tenha relação com um dos outros pés encontrados, mas ainda é muito prematuro e seria muito especulativo para a gente até imaginar algo nesse momento”, disse a policial.
Ela disse que deve levar algum tempo até que a polícia possa responder se o DNA do pé pertence a alguma pessoa desaparecida, ou se é compatível com um dos outros pés já encontrados na região.
Descobertas horríveis
Em agosto passado, dois pés humanos apareceram em praias de pequenas ilhas ao norte de Vancouver. Em fevereiro, um terceiro pé direito apareceu. O quarto pé foi descoberto em uma praia em um subúrbio de Vancouver em maio passado.
Todos estavam calçados com tênis de corrida.
Nos jornais e cafés da cidade circulam teorias sobre o mistério, afirma o correspondente da BBC em Vancouver Ian Gunn.
Crime organizado, acidentes de barco e até o tsunami que atingiu o Pacífico asiático em 2004 são apresentados como possíveis explicações.
A polícia afirma que não há evidências de que os pés tenham sido cortados deliberadamente ou removidos à força.
Médicos legistas afirmam que não é incomum que partes de corpos se soltem depois de passar um longo tempo na água.BBC
Jun
3
Goiânia - Sob suspeita de falso testemunho à Justiça, o porteiro Miguel Francisco Pereira, que trabalha no prédio onde mora a família da empresária Silvia Calabresi Lima, foi preso hoje, durante uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Goiás, em Goiânia, por determinação da juíza Maria Aparecida Prado Fleury Bariani. Silvia responde a ação trabalhista e por reduzir a menor L.R.S., de 12 anos, à situação análoga de escrava.
L.R.S. foi encontrada e libertada pela Polícia Civil presa em correntes e amordaçada, há dois meses, no apartamento da empresária. O pedido de prisão e de indenização foi apresentado pela procuradora do Trabalho Janilda Guimarães Collo. Pereira, que era uma das testemunhas de acusação, negou um depoimento anterior e foi levado para a Polícia Federal (PF) para outro testemunho.AE