Abr
6
Os advogados de Alexandre Carlos Nardoni, pai de Isabella Oliveira Nardoni, morta no dia 29 de março, confirmaram que vão impetrar amanhã um habeas-corpus para revogar a prisão de seu cliente e da madrasta da menina, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá.
Ao deixarem a 77ª Delegacia de Polícia de Santa Cecília, onde Alexandre Nardoni está preso, os advogados afirmaram que já prepararam o habeas-corpus, mas não quiseram falar sobre os argumentos que serão utilizados no pedido. Eles alegaram que o caso está sob sigilo de Justiça. Chegaram por volta das 12h30 para a visita a seu cliente e permaneceram por cerca de 40 minutos na delegacia.
Depois, os advogados foram à 89ª Delegacia de Polícia do Morumbi, onde está presa a madrasta de Isabella. Chegaram lá às 14h40 e saíram às 15h05. Disseram que ela está bem e conversa com as outras presas normalmente.
Pela primeira vez, hoje, Anna Carolina comeu a refeição servida na DP. Por ser domingo, segundo os funcionários da delegacia, foi servido frango. Os advogados levaram roupa limpa e material de higiene para ela.
Abr
6
Isabella Oliveira Nardoni, de 5 anos, foi espancada. Essa foi a conclusão de peritos criminais e médicos-legistas envolvidos na apuração do caso depois de reunião anteontem no Instituto Médico-Legal (IML). O Estado consultou três pessoas presentes na reunião, que descreveram o mesmo retrato.
Durante o encontro, as fotos tiradas durante a necropsia foram exibidas aos peritos médicos e criminais. O caso foi discutido entre especialistas, como dentistas - desconfiava-se que lesões na perna da menina pudessem ter sido causadas por mordidas, o que foi descartado - e patologistas. Além do médico-legista responsável pelo exame do corpo - Laércio de Oliveira César - outros dois foram destacados para o caso. Participaram ainda da reunião integrantes da equipe de José Antônio de Moraes, diretor do Núcleo de Perícias de Crimes Contra a Pessoa, do IC.
Os indícios de que a menina foi espancada são vários. Isabella morreu na noite do dia 29 de março e apanhou antes de cair ou ser atirada do 6º andar do prédio em que seu pai, o consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni, de 29 anos, e a madrasta, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, de 24, moravam.
A equipe do IML aguarda o resultado da análise do osso hióide (localizado na parte anterior do pescoço) da menina para esclarecer a questão. Caso ele esteja fraturado ou lesionado, a tese de estrangulamento volta a ganhar força.
Abr
5
O laudo da morte da menina Isabella de Oliveira Nardoni, de 5 anos, deve apontar como causa asfixia mecânica, apesar da queda de uma altura de cerca de 20 metros do sexto andar do prédio onde o pai mora, na Vila Mazzei. Nesta sexta-feira, a missa de sétimo dia da menina reuniu cerca de 800 pessoas. A mãe de Isabella, Anna Carolina Cunha de Oliveira, que hoje completa 24 anos, chegou cerca de uma hora antes, amparada pelo namorado e pelo pai e vestia camiseta com a foto da filha.
Peritos disseram à polícia que o estado de letargia (uma espécie de sono profundo decorrente de afecção do sistema nervoso central e de difícil e prolongada recuperação) provocado por asfixia pode durar até 20 minutos. Para quem não tem conhecimento técnico, poderia parecer que Isabella, antes de ser jogada do apartamento, estivesse morta. Segundo a polícia, o ferimento encontrado na cabeça da menina ocorreu antes da queda.
Isabela caiu no gramado do edifício London e morreu momentos depois. O Instituto de Criminalística (IC) revela que o buraco na tela foi feito por dois instrumentos: uma tesoura e uma faca.Para policiais envolvidos na investigação, isso pode demonstrar que houve pressa para se desfazer do corpo da menina. Marcas de sangue no parapeito e ferimento no queixo de Isabella levaram a polícia a constatar que a menina foi pendurada pelos pés e depois largada para queda livre. Isabella, como aparentam os indícios, estava desmaiada.
Antes de chegar ao gramado, Isabella bateu no parapeito e também com as costas em um arbusto. Segundo o IC, há marcas de sangue na fachada do prédio, abaixo do parapeito do sexto andar, como se as mãos da menina, soltas, arrastassem na parede.
A polícia científica também descartou a possibilidade de Isabella ter cortado a tela sozinha. O buraco foi feito meio metro acima do parapeito, impossível de ser alcançado por uma criança. A altura do corte, que foi horizontal, poderá ser comparada à altura de Nardoni e de Anna Carolina. Para os peritos, a altura poderá ajudar a chegar ao executor do crime.
Marcas de sangue foram verificadas no carrinho de bebê instalado no Ford Ka da família , no banco traseiro do veículo e na fechadura da porta no lado do motorista. Também havia vestígios de sangue no elevador, na parte interna da porta do elevador no sexto andar do prédio, no saguão de entrada do andar, no quarto dos irmãos de Isabella e na tela de proteção do parapeito do apartamento. No quarto dos meninos foi encontrado um fragmento semelhante a osso.
Especialistas sugerem cautela
Para especialistas, é preciso ter cautela na investigação.
O criminalista Roberto Delmanto Júnior afirma que não é necessária a prisão temporária do casal, que tem endereço fixo. Para preservar o local do crime, segundo ele, bastaria que a polícia interditasse o apartamento.
Alexandre e Anna Carolina estão presos em delegacias diferentes. Ela está no 89º Distrito Policial (Morumbi) e ele, no 77º Distrito Policial (Santa Cecília). O advogado do casal deve entrar com pedido de habeas corpus na segunda-feira para que os dois aguardem a investigação em liberdade. Marco Polo Levorin disse que seu cliente negou ter visto o agressor da filha dentro do apartamento, como afirmou um policial militar que atendeu a ocorrência.OGlobo
Abr
4
A Polícia de São Paulo encontrou novas pistas que podem ajudar a solucionar a morte da menina Isabella, de 5 anos. Investigadores revelaram que vestígios de sangue foram encontrados por uma equipe do Instituto de Criminalística (IC) dentro do Ford Ka do casal Alexandre Carlos Nardoni e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá e no apartamento no 6º andar do Edifício Residencial London - de onde a garota caiu no sábado.
O delegado titular do 9º DP, Calixto Calil Filho, trabalha com a hipótese de homicídio, apontando que há fortes indícios de que a criança tenha sido arremessada por alguém.
Foram encontradas marcas de sangue na maçaneta da porta da sala e no hall de entrada. Também foram coletados fios de cabelos que estavam no chão da sala e peças da roupa que Alexandre usava naquele sábado que estavam no banheiro do apartamento ao lado, que pertence à irmã dele. Ainda não se sabe de quem e de quando são as marcas de sangue, que serão agora analisadas por meio de testes de DNA.
Os policiais acreditam que essas evidências irão compor um cenário mais preciso do caso para responder às muitas questões que não foram explicadas pelos depoimentos. Os peritos também conseguiram determinar que o sangue encontrado no dia do crime no lençol do quarto em que a menina teria sido deixada dormindo caiu de alguma pessoa que estava em pé ou sendo carregada.
Os peritos procuraram por provas no apartamento das 20h30 de anteontem até 1 hora da madrugada de ontem. Eles usaram um composto químico conhecido como luminol - em contato com sangue, ele reage e libera uma luz verde ou azulada, indicando marcas de sangue que seriam imperceptíveis a olho nu. Segundo um investigador, a polícia ainda não tem outros suspeitos do crime além do casal.
Abr
3
O pai de Isabella, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, escreveram cartas nas quais se dizem inocentes em relação à morte da garota, que caiu do sexto andar de um prédio da zona norte de São Paulo, no sábado à noite. O repórter Roberto Cabrini, da TV Record, teve acesso ontem à noite aos documentos, que teriam sido dirigidos à imprensa, e leu a íntegra das cartas hoje, ao vivo, no programa “Hoje em Dia”.
No programa, Cabrini disse que as cartas foram escritas à mão, são autênticas e foram feitas antes da decretação oficial da prisão dos dois. Além das cartas, também foram exibidas pela TV Record oito fotografias da criança com o casal. Numa delas, Isabella aparece ao lado do pai e em outra, com a madrasta, sugerindo um bom relacionamento entre todos.
Em sua carta, o pai de Isabella diz que, na condição de pai de três filhos, pode dizer, “sem dúvida, que a Isabella é o maior tesouro da minha vida”. “Quando me dei conta que tinha perdido minha Isabella, senti naquele momento que o meu mundo acabou, não sei como caminhar. Todos estão me julgando sem ao menos me conhecer. Não faria isso com ninguém, muito menos com minha filha. Amo a Isabella incondicionalmente e prometi a ela, em frente ao seu caixão, que, enquanto vivo, não sossego enquanto não encontrar esse monstro (assassino da filha)”, diz.
O pai de Isabella afirma ainda que ele e a mulher não se pronunciaram antes porque acreditavam “que o caso seria solucionado”. “Nós não somos os culpados e ainda encontrarão o culpado. Desta forma, não precisaríamos mostrar nossa imagem porque o nosso sofrimento é muito grande. Só que nos acusam e queremos mostrar o que realmente estamos sentindo. A verdade sempre prevalecerá”.
Já a madrasta de Isabella, em sua carta, conta quão bom era o relacionamento entre a menina e os outros dois filhos do casal. “Amo ela, como amo aos meus filhos. Tenho minha consciência tranqüila do carinho com que sempre a tratei”, acrescenta. No final, Anna Carolina Jatobá repete a afirmação do pai de Isabella, de que não haviam se pronunciado antes porque acreditavam “que o caso seria solucionado”. “Somos inocentes e a verdade sempre prevalecerá”, finaliza.
Abr
3
O casal Alexandre Nardoni e Anna Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella, de 5 anos, que morreu no final de semana após cair do 6º andar de um prédio na zona norte de São Paulo, deve se apresentar às autoridades ainda hoje, informou o advogado, Ricardo Martins de José Filho. Ontem, a Justiça decretou a prisão temporária do casal.
O advogado explicou que ainda não havia combinado com eles o horário em que vão se apresentar às autoridades, o que deverá acertado nas próximas horas. A prisão temporária foi decretada para que o casal não prejudique as investigações, que prosseguem tanto na área da polícia científica quanto na busca de novas pistas no prédio, onde ocorreu a morte da menina.
Ontem pela manhã, a mãe de Isabella, Ana Carolina Cunha de Oliveira, prestou depoimento de 2h15 no 9º Distrito Policial, no Carandiru. Após o depoimento da mãe e dos avós maternos de Isabella, o juiz Mauricio Fossen, do 2º Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça de São Paulo, decretou o pedido de prisão preventiva do casal. O juiz decretou também sigilo absoluto do caso.
Abr
3
O sargento Luiz Carvalho, primeiro policial militar a chegar ao edifício onde ocorreu a tragédia com a menina Isabella, de 5 anos, deu uma entrevista coletiva ontem à noite. A garota morreu no sábado à noite, após cair do 6º andar do Edifício London, na zona norte de São Paulo.
O sargento ainda não foi chamado para prestar depoimento oficial, mas confirmou que viu a menina viva quando chegou ao prédio. “Ela estava em choque, respirava com dificuldade, ainda com um pouco de espuma no canto da boca, e chegou a mexer as pálpebras algumas vezes”, disse.
Segundo o policial, o pai, Alexandre Carlos Nardoni, de 29 anos, e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, de 24, estavam muito nervosos. “Ele (o pai) disse que viu um homem dentro do apartamento e esse homem arremessou sua filha pela janela”, afirmou o policial. Por isso, a polícia fez uma varredura em todos os apartamentos, mas não encontrou ninguém. Segundo o sargento, Nardoni não soube dizer quais eram as características físicas do suspeito, que estava de costas. O pai não teria ido atrás do suspeito porque socorria a filha.
O PM não soube informar se a menina estava viva quando o resgate chegou. O bombeiro Gildásio de Souza Alves, de 38 anos, relatou anteontem que a menina teve uma parada cardiorrespiratória após a queda.
Isabella foi encontrada morta pelo pai no sábado à noite, no jardim do prédio onde ele mora com a mulher e os dois filhos do casal. O delegado titular do 9º DP, Calixto Calil Filho, afirmou, um dia após a morte da menina, que trabalhava com a hipótese de homicídio, apontando que há fortes indícios de que a criança tenha sido arremessada por alguém. Havia vestígios de sangue no apartamento do casal e a tela de proteção da janela do quarto onde estava Isabella foi cortada. (AE)
Mar
30
A policia vai aguardar os laudos dos exames periciais, que ficarão prontos em cerca de 30 dias, para esclarecer as circunstâncias que causaram a morte da menor Isabella de Oliveira Nardoni, de 5 anos, ontem à noite na zona norte de São Paulo.
Ela morreu ao cair do sexto andar de um edifício localizado na Vila Isolina Mazzei. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, afirmou trabalhar com a hipótese de homicídio, apontando que há fortes indícios de que a criança tenha sido arremessada por alguém.
Filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira, divorciados, Isabella visitava a cada 15 dias o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto, estudante.
Segundo o depoimento de Alexandre, ontem ele levou a menina até o apartamento e deixou-a acomodada na cama, descendo em seguida para buscar sua atual mulher, que aguardava no carro com outras duas crianças, de 11 meses e três anos.
O pai contou que ao retornar ao apartamento ouviu um barulho, olhou pela janela e viu a criança estendida no solo. Segundo Alexandre, o apartamento havia sido invadido por um ladrão. “Esta versão não me convence, devido à ausência de sinais de arrombamento no apartamento”, afirmou o delegado Calil Filho. Além disso, ele chamou a atenção para o fato de a tela da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences.
No entanto, o delegado afirmou que Alexandre e Anna Carolina não são suspeitos. “Eles são averiguados”, frisou. Entre outros depoimentos que pretende reunir no inquérito, o delegado informou que deverá ouvir um engenheiro com quem Alexandre teria brigado há dias.
O porteiro do edifício também afirmou não ter notado nenhum movimento ou sinal que indicasse arrombamento e teria ouvido apenas o barulho do corpo da menina caindo no solo. Alexandre Nardoni deve ser liberado ainda hoje, a exemplo de Anna Carolina Peixoto.
O corpo de Isabella Oliveira já foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) e será sepultado amanhã no Cemitério Parque dos Pinheiros. O avô materno da menina, Jorge Arcanjo Oliveira, disse no IML que a relação de Isabella com a madrasta “era ótima”. A mãe, Ana Carolina Cunha de Oliveira, não teve condições de ir ao IML porque estava em estado de choque.