Brasília - O presidente do Supremo Tribunal Federal (), Gilmar Mendes, proclamou oficialmente o resultado do julgamento que liberou, sem restrições, a continuidade das com embrionárias no .

Por 6 votos a 5, os ministros da corte julgaram improcedente ação direta de inconstitucionalidade contra o Artigo 5º da Lei de . A decisão mantém a esperança de cura, alimentada por pacientes com doenças degenerativas ou portadores de deficiência, a partir do resultado dos estudos.

A tese favorável à liberação das , defendida pelo relator da ação, ministro Ayres Britto, foi acompanhada também pelos ministros Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia e Ellen Gracie. Prevaleceu o entendimento do relator de que “um embrião congelado, que jamais será gerado, não pode gozar dos direitos de proteção da vida e da dignidade da pessoa humana”.

A Lei de foi aprovada em 2005 e o seu artigo 5º permite que embriões congelados há mais de três anos sejam usados para .

O ministro Celso de Mello disse que a decisão “representa a aurora de um novo tempo, a celebração solidária da vida e da liberdade”, que garante a esperança de uma vida com dignidade aos portadores deficiência.

Entre os votos vencidos, os do ministro Ero Graus e do presidente do , ministro Gilmar Mendes, recomendaram reparos técnicos à legislação. Ricardo Lewandowski e Menezes Direito se manifestaram por restrições às , que, segundo especialistas, na prática as inviabilizaria.

Após idas e vindas, o voto do ministro Cezar Peluso ficou como parcialmente procedente.
Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência

Brasília - Após o voto do ministro do Supremo Tribunal Federal () Menezes Direito, que estabeleceu restrições às com embrionárias, e contestações do ministro Carlos Ayres Britto, o presidente da Corte, Gilmar Mendes, suspendeu a sessão de julgamento sobre uso de embrionárias em .

Os ministros retomaram hoje (28) a análise de ação de inconstitucionalidade contra artigo da Lei de que permite que embriões congelados há mais de três anos sejam usados para estudos.

A sessão será reiniciada às 14 horas. “Nossa expectativa é que seja encerrado ainda hoje o julgamento”, disse Gilmar Mendes ao deixar o tribunal para o almoço.

O presidente do esclareceu que o ministro Menezes Direito “não declarou a  “inconstitucionalidade das pesquisas de forma integral”, mas sim “de maneira parcial”.

Segundo Mendes, os oito ministros que ainda precisam se manifestar têm agora três opções de voto: “Podemos seguir o relator [ministro Ayres Britto], o ministro Menezes Direito ou seguir uma outra posição”.

Além de Ayres Britto, a ministra Ellen Gracie também já votou pela continuidade das sem restrições. O começou a analisar a ação no dia 5 de março, mas o julgamento foi suspenso depois de um pedido de vista do ministro Menezes Direito.

Marco Antônio Soalheiro
Da Agência

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