Out
6
Quando todos acham que o mundo parece estar para acabar, vem a notícia: um pequeno asteróide, descoberto há poucas horas por um observatório do Arizona (EUA), deve colidir com a Terra às 23h46 desta segunda-feira (6). Mas, a despeito de quaisquer temores, não há perigo algum, segundo os astrônomos. Ele é dos pequeninos e deverá queimar por inteiro na atmosfera.
O objeto tem entre um e cinco metros de diâmetro e deve queimar completamente a alturas bem superiores às que os aviões costumam usar para transitar pelo mundo. Uma bola de fogo brilhante deve ser o único resultado observável.
“Queremos salientar que esse objeto não é uma ameaça”, disse, em nota, Timothy Spahr, diretor do Centro de Planetas Menores da União Astronômica Internacional. “Estamos empolgados porque esta é a primeira vez que passamos a previsão de que um objeto entrará na atmosfera da Terra.”
As chances estão entre 99,8% e 100% de que o objeto colidirá com nosso planeta, segundo cálculos de Andrea Milani, da Universidade de Pisa.
O meteoro deve ser visível do leste africano, e a expectativa é a de um grande show — uma bola muito brilhante cruzando rapidamente o céu, de nordeste para sudoeste. O objeto deve adentrar a atmosfera sobre o norte do Sudão, numa diagonal suave, com relação à superfície.
O pessoal da IAU está ansioso, com a expectativa de que alguém consiga fotografar o fenômeno.
A despeito de não oferecer perigo, o fenômeno é um lembrete de que, vira e mexe, pedregulhos enormes podem colidir com a Terra, trazendo impactos para a vida. Os dinossauros que o digam.G1
Out
1
Cientistas americanos estão testando uma substância presente no veneno radioativo do escorpião Leiurus quinquestriatus para tratar o câncer cerebral, informa um artigo publicado hoje pela revista científica britânica “New Scientist”.
Trata-se do TM601, um peptídeo presente no “coquetel de neurotoxinas” do veneno desse escorpião, que vive no Oriente Médio.
A substância não é tóxica para os humanos e “se liga” a um receptor apenas encontrado em algumas células tumorais.
Nas experiências realizadas em laboratório, o TM601 “invadiu” as células tumorais presentes em tecidos da mama, da pele, do pulmão e do cérebro, e deixou “intactas as células saudáveis”.
Para ver se o peptídeo poderia descarregar doses letais de radioatividade nas células tumorais, os pesquisadores acrescentaram isótopos de iodo radioativo à fórmula.
Em 2007, uma companhia de Massachusetts, nos Estados Unidos, injetou essa substância em 59 pacientes que sofrem de câncer cerebral terminal.
Embora todos tenham morrido, os que receberam as doses mais altas viveram em média três meses a mais que os outros.
Atualmente, a Universidade de Chicago está realizando uma experiência que consiste em injetar a substância no sangue de pessoas que possuem o tumor para descobrir se ela também é capaz de eliminar os cânceres secundários.
EFE
Set
28
Um estudo realizado por pesquisadores canadenses sugere que pessoas que se sentem isoladas socialmente também sentem mais frio.
A equipe, da Universidade de Toronto, realizou dois estudos que mostraram que a sensação de solidão também está ligada à preferência por bebidas quentes, como chá ou sopa.
Na primeira experiência, os especialistas dividiram 65 estudantes em dois grupos e recolheram experiências pessoais de situações em que haviam se sentidos excluídos e em que haviam sido aceitos.
Em seguida, pediram que os voluntários estimassem a temperatura da sala.
Os palpites variaram de 12º C a 40º C, sendo que os que haviam comentado sobre seu isolamento ou solidão deram estimativas mais baixas em relação à temperatura.
No segundo experimento, os pesquisadores pediram a 52 estudantes que jogassem uma simulação de computador com uma bola.
A experiência teve o objetivo de avaliar reações de ganhadores e perdedores.
Ao final dos testes, os especialistas pediram aos estudantes que expressassem suas preferências entre bebidas e comidas quentes ou frias.
Eles perceberam que os voluntários que não haviam se saído bem na partida optaram mais por bebidas quentes, como café e sopa.
Os cientistas sugeriram que a escolha é resultado da “sensação de frio que sentem por causa da exclusão social”.
Chen-Bo Zhong, que coordenou a pesquisa, publicada na revista especializada Psychological Science, disse que “a experiência da exclusão social traz frio, literalmente”.
“Isto pode explicar porque as pessoas usam metáforas relativas à temperatura para descrever a inclusão ou exclusão social”, disse Zhong.BBC
Set
16
Beber chá de camomila diariamente pode ajudar a prevenir algumas das conseqüências da diabetes tipo-2, tais como cegueira, lesões nos nervos e nos rins, de acordo com pesquisadores no Japão e na Grã-Bretanha.
A descoberta pode levar ao desenvolvimento de um novo medicamento derivado de camomila para a doença, cuja incidência vem aumentando em todo o mundo.
No novo estudo, o pesquisador Atsushi Kato, da Universidade de Toyama, ressalta que camomila vem sendo usada há anos como uma cura informal para problemas diversos como estresse, resfriado e cólica menstrual.
Recentemente os cientistas propuseram que o chá da erva pode ser benéfico também no combate à diabetes, mas a teoria não tinha sido testada cientificamente até agora.
Os pesquisadores deram extrato de camomila a um grupo de ratos diabéticos durante 21 dias, e compararam o resultado a um grupo de animais de controle em uma dieta normal.
O nível de glicose no sangue de animais que ingeriram camomila foi significativamente menor do que o dos ratos no grupo de controle, disseram os cientistas.
Também foi registrada uma redução da concentração das enzimas ALR2 e sorbitol. A concentração elevada dessas substâncias está associada a um aumento das complicações relacionadas à diabetes.
A pesquisa foi divulgada na revista Journal of Agricultural and Food Chemistry.BBC
Set
16
Sect - Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia abriu as inscrições para o seminário “Metodologia de pesquisa no ensino de Ciências: perspectivas para o Ensino Médio”, que será promovido pela Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sect) em parceria com o Departamento de Física da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
Professores do Ensino Médio terão oportunidade de aperfeiçoar seus conhecimentos relacionados ao ensino de Ciências nas escolas capixabas.
Para participar, os professores interessados podem preencher o formulário disponível no site www.sect.es.gov.br. O seminário será realizado no dia 22 de outubro, na Ufes, e faz parte das atividades da V Semana Estadual de Ciência e Tecnologia, que acontece de 20 a 26 de outubro.
Para apresentar o evento foi convidado o professor doutor do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Marco Antônio Moreira.
Tópicos
O que é pesquisa em ensino de Ciências, origens e evolução dessa pesquisa no Brasil, a importância da participação dos professores nos grupos de pesquisa, a pesquisa na sala de aula e o verdadeiro professor pesquisador são alguns dos temas que serão apresentados pelo professor.
O curso é gratuito.
Serviço:
Para obter mais informações sobre o evento, basta enviar um e-mail para semana.ct.2008@sect.es.gov.br ou ligar para os telefones (27) 3380.3538/3777. O atendimento é realizado das 9 às 18 horas, de segunda a sexta-feira.
Fonte:Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia
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Set
10
O esperado choque entre partículas no LHC - sigla para Grande Colisor de Hádrons, o acelerador de partículas criado pelo Laboratório Europeu para a Física Nuclear (Cern) para reproduzir as condições que teriam surgido frações de segundo após o Big Bang -, deve acontecer nos próximos dias, segundo relato de Andre Rabelo dos Anjos, físico brasileiro filiado à Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, que acompanha de perto o experimento na Suíça. Em entrevista ao Portal Estadão, ele disse que não há uma data fechada para colocar as partículas em rota de colisão e é possível que, caso o experimento continue no bom ritmo atual, o choque aconteça em breve.
Rabelo dos Anjos explicou que os cientistas estão animados com os experimentos feitos no LHC hoje. “Agora eles começam a introduzir o feixe no segundo sentido”, relata Rabelo dos Anjos. No começo da manhã, um primeiro feixe foi colocado no LHC e, após as partículas completarem uma volta na máquina, que tem 27 km, um segundo feixe foi introduzido no sentido oposto.
“Os brasileiros têm participação em vários experimentos”, diz. Rabelo dos Anjos explica que o objetivo do LHC “é desvendar os últimos mistérios da física de partículas”. Segundo ele, os resultados não têm impacto direto na vida das pessoas. No entanto, toda a tecnologia produzida ao redor do experimento terá um impacto grande.
Para ilustrar, o físico comenta a ida do homem à Lua. “Ir à Lua não afeta sua vida diretamente. Mas para o homem ir à Lua foi preciso inventar o cristal liquido e ele sim foi importante para a vida das pessoas”. A tecnologia criada para o experimento pode ser usada para outras áreas.
Piada
Em relação ao medo de algumas pessoas de que o mundo poderia acabar com o início das operações do LHC, o físico afirma que tudo não passa de especulações de quem não conhece detalhes da operação. “A possibilidade disso acontecer é zero. É possível comparar com a probabilidade de você correndo atravessar um muro”. Além disso, ele afirma que os físicos envolvidos no projeto tratam tal especulação como “uma grande piada”.AE
Set
10
Large Hadron Collider - O maior colisor de partículas do mundo concluiu com sucesso hoje seu primeiro importante teste. Expectativa da comunidade científica é de que o equipamento ajude a compreender o surgimento do universo. Depois de uma série de ajustes, dois raios de prótons foram disparado pelo túnel circular de 27 quilômetros de extensão construído no subsolo de uma área próxima de Genebra que abrange a Suíça e a Bélgica.
Às 10h26 locais (5h26 em Brasília), dois pontos brancos surgiram na tela de um computador, indicando que os prótons disparados em sentido horário haviam percorrido toda a extensão do Grande Colisor de Hádrons, qualificado como a maior experiência física da história. “Aí está”, disse o líder do projeto, Lyn Evans, quando o raio de prótons completou a primeira volta pelo túnel.
Garrafas de champanhe foram estouradas em laboratórios estabelecidos em diferentes partes do mundo. O experimento foi acompanhado com atenção, via satélite, por colaboradores e críticos do projeto. Agora, físicos do mundo inteiro têm a seu dispor um equipamento mais potente para desintegrar componentes dos átomos na tentativa de entender melhor a estrutura deles.
Celebração - “Muito bem, pessoal”, elogiou Robert Aymar, diretor-geral do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern, pela iniciais em francês). Cientistas reunidos na sala de controle, estabelecida na fronteira entre a França e a Suíça, celebraram o feito.
Os prótons começaram a ser disparados no colisor de partículas menos de uma hora antes da conclusão do teste. O primeiro raio foi emitido às 9h35 locais. Horas depois, os cientistas do Cern enviaram um segundo raio, este em sentido anti-horário, e tudo transcorreu conforme o previsto.
Os físicos pretendem agora lançar dois raios simultaneamente em sentidos opostos com o objetivo de recriar as condições das frações de segundos que se seguiram ao Big Bang, a grande explosão na qual teria surgido o universo.
Críticos do Grande Colisor de Hádrons temiam que o acionamento da estrutura poderia causar o fim do mundo.AE
Set
10
O esperado choque entre partículas no LHC deve acontecer nos próximos dias, segundo relato de Andre Rabelo dos Anjos, físico brasileiro filiado à Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, que acompanha de perto o experimento na Suiça. Segundo ele, não há uma data fechada para colocar as partículas em rota de colisão e é possível que, caso o experimento continue no bom ritmo atual, o choque aconteça em breve.
Rabelo dos Anjos explicou que os cientistas estão animados com os experimentos feitos no LHC nesta quarta-feira, 10. “Agora eles começam a introduzir o feixe no segundo sentido”, relata Rabelo dos Anjos. No começo da manhã, um primeiro feixe foi colocado no LHC e, após as partículas completarem uma volta na máquina, que tem 27 km, um segundo feixe foi introduzido no sentido oposto.
“Os brasileiros têm participação em vários experimentos”, diz. Rabelo dos Anjos explica que o objetivo do LHC “é desvendar os últimos mistérios da física de partículas”. Segundo ele, os resultados não têm impacto direto na vida das pessoas. No entanto, toda a tecnologia produzida ao redor do experimento terá um impacto grande.
Large Hadron Collider
Para ilustrar, o físico comenta a ida do homem à lua. “Ir a Lua não afeta sua vida diretamente. Mas para o homem ir à Lua foi preciso inventar o cristal liquido e ele sim foi importante para a vida das pessoas”. A tecnologia gerada para o experimento pode ser usada para outras áreas.
Large Hadron Collider
Em relação ao medo de algumas pessoas de que o mundo poderia acabar com o início das operações do LHC, o físico afirma que tudo não passa de especulações de quem não conhece detalhes da operação. “A possibilidade disso acontecer é zero. É possível comparar com a probabilidade de você correndo atravessar um muro”. Além disso, ele afirma que os físicos envolvidos no projeto tratam tal especulação como “uma grande piada”.
Large Hadron Collider …colisor Large Hadron Collider
Set
5
Todos os caminhos levam ao câncer. O mais detalhado mapa genético do glioblastoma (tumor agressivo que ataca o cérebro), publicado hoje, revela que a doença pode brotar de pelo menos 60 mutações genéticas –o que torna, em princípio, muito mais árdua a tarefa de derrotar o problema.
Para dar uma idéia do desafio, a principal droga existente hoje contra esse tipo de tumor, que é incurável e mata em poucos meses, atua em uma única mutação. É o Glivec, que já foi chamado de “revolução” no tratamento da doença.
Toda essa complexidade do câncer também apareceu no mapa dos tumores de pâncreas, onde pelo menos 63 alterações de genes disparam a proliferação de células malignas.
Os dois estudos, que investigaram 20.661 genes de 46 pacientes, estão publicados no periódico científico “Science”. A Faculdade de Medicina da USP participou do trabalho sobre o câncer de cérebro.
“Agora, muito por causa do avanço tecnológico, eles conseguiram olhar para a genética dos tumores em uma escala muito mais detalhada”, disse Sandro de Souza, pesquisador do Instituto Ludwig de São Paulo, que não participou das pesquisas. Os dois grupos principais que assinam os trabalhos são do Centro de Câncer Johns Hopkins Kimmel (EUA).
De acordo com Bert Vogelstein, co-autor dos trabalhos, os mapas genéticos devem mudar a visão que se tem do câncer.
“Os dados sugerem que talvez não devamos mais olhar os genes individuais, mas sim focar a maneira como esses genes operam”, disse o cientista.
Nova abordagem
A boa notícia do estudo pode estar exatamente nos caminhos genéticos usados para deflagrar o tumor. Se no caso do câncer de pâncreas ocorrem mutações em 63 genes, o número de vias usadas por essas alterações –ou seja, as cascatas bioquímicas por meio das quais cada gene defeituoso adoece a célula- está ao redor de 12.
Algumas dessas vias são comuns, como a regulação da apoptose, o “suicídio” cometido por células anormais.
Isso tem implicações importantes no desenho de novos tratamentos contra o câncer, concorda Souza, que também trabalha em seu laboratório garimpado alterações genéticas relacionadas com vários tipos de tumores humanos.
Os mapas também revelaram que alguns genes individuais ainda podem ajudar os cientistas. É o caso do IDH1, presente no glioblastoma –tumor que ataca as células glias, responsáveis, entre outras coisas, pela sustentação dos neurônios.
A pesquisa mostrou que os portadores de mutação no IDH1 que desenvolveram a doença tiveram uma sobrevida maior sobre os que não tinham a mutação. E essa alteração genética também aparece com mais freqüência em indivíduos jovens, ao redor dos 33 anos.
Todos esses mapas genéticos tumorais –os mesmos grupos apresentaram no ano passado o detalhamento genético do câncer de cólon e de mama– serão cada vez mais freqüentes daqui para frente, afirma Souza.
“As máquinas de seqüenciamento genético utilizadas agora são bastante potentes.”
Segundo Souza, um desses supercomputadores pode seqüenciar todo o genoma humano em apenas um ou dois dias. “Todo o seqüenciamento do Projeto Genoma do Câncer [do Brasil] demorou ao redor de dois anos. Com uma dessas máquinas usadas agora seria possível gerar os mesmos resultados em menos de dez dias.”Folha
Ago
16
Enfermeiras cuidam dos séptuplos recém-nascidos no hospital El-Shatbi, na cidade egípcia de Alexandria, neste sábado.
Os bebês, quatro meninos e três meninas, nasceram de cesariana aos oito meses da gravidez da mãe, Ghazala Khamis, de 27 anos.
Ela passa bem, apesar de ter precisado de uma transfusão de sangue por causa de uma hemorragia durante o parto. Os bebês estão em incubadoras, segundo o diretor do hospital.



