Set
9
Software, logiciário ou programa de computador é uma sequência de instruções a serem seguidas e/ou executadas, na manipulação, redirecionamento ou modificação de um dado/informação ou acontecimento.
Software também é o nome dado ao comportamento exibido por essa seqüência de instruções quando executada em um computador ou máquina semelhante.
Tecnicamente, Software também é o nome dado ao conjunto de produtos desenvolvidos durante o Processo de Software, o que inclui não só o programa de computador propriamente dito, mas também manuais, especificações, planos de teste, etc.
Um programa de computador é composto por uma seqüência de instruções, que é interpretada e executada por um processador ou por uma máquina virtual. Em um programa correto e funcional, essa sequência segue padrões específicos que resultam em um comportamento desejado.
Um programa pode ser executado por qualquer dispositivo capaz de interpretar e executar as instruções de que é formado.
Quando um software está representado como instruções que podem ser executadas diretamente por um processador dizemos que está escrito em linguagem de máquina. A execução de um software também pode ser intermediada por um programa interpretador, responsável por interpretar e executar cada uma de suas instruções. Uma categoria especial e notável de interpretadores são as máquinas virtuais, como a JVM (Máquina Virtual Java), que simulam um computador inteiro, real ou imaginado.
O dispositivo mais conhecido que dispõe de um processador é o computador. Atualmente, com o barateamento dos microprocessadores, existem outras máquinas programáveis, como telefone celular, máquinas de automação industrial, calculadora, etc.
Set
8
Denomina-se computador uma máquina capaz de variados tipos de tratamento automático de informações ou processamento de dados. Exemplos de computadores incluem o ábaco, a calculadora, o computador analógico e o computador digital. Um computador pode prover-se de inúmeros atributos, dentre eles armazenamento de dados, processamento de dados, cálculo em grande escala, desenho industrial, tratamento de imagens gráficas, realidade virtual, entretenimento e cultura.
No passado, o termo já foi aplicado a pessoas responsáveis por algum cálculo. Em geral, entende-se por computador um sistema físico que realiza algum tipo de computação. Existe ainda o conceito matemático rigoroso, utilizado na teoria da computação.
Assumiu-se que os computadores pessoais e laptops são ícones da Era da Informação[1]; e isto é o que muitas pessoas consideram como “computador“. Entretanto, atualmente as formas mais comuns de computador em uso são os sistemas embarcados, pequenos dispositivos usados para controlar outros dispositivos, como robôs, câmeras digitais ou brinquedos.
Ago
20
A norte-americana McAfee, empresa dedicada a tecnologias de segurança, conclui a aquisição da Reconnex por US$ 46 milhões.
Com a compra, as tecnologias Reconnex serão incorporadas à unidade de negócios de produtos de Proteção de Dados (Data Protection) da McAfee, administrada por Gerhard Watzinger.
A Reconnex, de acordo com pesquisas internacionais, lidera o segmento de prevenção de perda de dados (DLP) com uma tecnologia exclusiva que aprende e se adapta para automatizar a segurança contínua dos dados.
A perspectiva é que a tecnologia da Reconnex ajude a empresa a proteger todos os recursos de informações em sua rede sem exigir conhecimento antecipado do que precisa estar seguro, independentemente de como essas informações sejam armazenadas, protegidas ou comunicadas.
“Os produtos da Reconnex se alinham à visão da McAfee para oferecer uma solução de conformidade e proteção completa de dados aos clientes, atendendo à demanda significativa por proteção adaptável de dados”, diz o comunicado da empresa.A McAfee antecipa que os produtos da Reconnex serão integrados ao McAfee ePolicy Orchestrator (ePO) em 2009.InvestNews
Ago
7
Autoridades da Flórida detiveram um estudante que, em vez de apenas consertar o laptop de uma mulher, colocou na máquina um software espião para registrar imagens dela. Segundo a polícia de Gainesville (Flórida, EUA), os vídeos feitos com a webcam do notebook deram origem a mais de 20 mil fotos da jovem vítima, muitas delas sem roupa.
Craig Matthew Feigin, 23, foi detido na sexta-feira (1). Ele responderá na Justiça por modificar dados do computador – outras acusações relacionadas ao caso ainda podem ser feitas.
Joseph Mayo, investigador da polícia de Gainesville, disse que as imagens registradas ilegalmente eram todas enviadas para um servidor localizado na Europa oriental, mas não há informações se elas eram vendidas. “Temos mais oito ou nome vítimas em potencial [de Feigin]”, disse Mayo.
O jornal local “Gainesville Sun” conta que a situação teve início em 4 de julho, quando a vítima de Hialeah foi até Gainesville visitar seus amigos. A mulher, que não teve o nome divulgado, disse à polícia que seu computador estava muito lento e que seus conhecidos indicaram Feigin para resolver o problema. Ela teria deixado a máquina com o técnico naquela mesma noite e pegou o computador de volta no dia 5 de julho.
A vítima começou então a notar “comportamentos” estranhos: toda vez que ela chegava perto do computador, por exemplo, uma luz se acendia (esse era o indicador de que a câmera estava ligada). Além disso, ela afirmou que a bateria passou a durar menos tempo do que o normal.
Segundo o investigador, ela então pediu ajuda de um amigo que trabalha com tecnologia. Dessa forma, continua o jornal, ela descobriu o software instalado sem sua autorização, que permitia a Feigin controlar a webcam remotamente. Confrontado pela polícia, o técnico admitiu ter instalado o programa e disse ainda ter feito o mesmo na máquina de outras mulheres.G1
Jul
24
O líder do movimento que varreu o mundo no último ano ao encorajar os usuários da Web a compartilharem porções de suas vidas com amigos seletos falou na quarta-feira sobre espalhar seus serviços por toda a Web e chegou a se desculpar por excessos passados.
Mark Zuckerberg, 24, explicou a uma platéia de mil executivos do setor, programadores de software e jornalistas –e a seu pai e mãe– como os recursos oferecidos pelo site da empresa estarão disponíveis em outros sites.
O “Facebook Connect” transformará a rede social fechada do site em um fenômeno que atingirá toda a Web, sob o qual produtores de software, com autorização dos usuários, poderão usar dados sobre os membros da rede em seus sites, afirmou o executivo.
“O Facebook Connect é a nossa versão do Facebook para o resto da Web”, disse Zuckerberg durante a segunda conferência anual da empresa.
O Facebook, criado em 2004 como site social para os alunos da Harvard University, tem hoje 90 milhões de membros, ante 24 milhões pouco mais de um ano atrás, o que o levou a superar o rival MySpace e a se tornar a maior rede social do mundo.
A empresa atraiu 400 mil programadores, que criaram software para o site, desde que o abriu à colaboração externa, em maio de 2007. Agora, o Facebook permite que os programadores criem software em sites afiliados, para celulares ou para serviços que se dirigem a aplicativos de computador como o sistema Outlook, da Microsoft.
Nos próximos meses, a empresa permitirá que os programadores que criam software para o Facebook produzam simultaneamente versões para o iPhone, da Apple .
“À medida que o tempo passa, o movimento será menos sobre o Facebook e a plataforma que criamos e mais sobre as aplicações que outras pessoas construíram”, disse Zuckerberg. “Este ano, vamos nos esforçar por promover paridade entre os aplicativos para o Facebook e para outros sites.”
Ao fazê-lo, o site está se posicionando para desempenhar papel semelhante àquele que a Microsoft por muito tempo exerceu junto aos programadores, com seu sistema operacional Windows.
Jun
17
O navegador, aquela janela para o horizonte infinito da internet, está prestes a ganhar novas funcionalidades.
Em junho, após três anos de desenvolvimento e seis meses de testes com o público, o Mozilla, desenvolvedor de navegador rebelde que surgiu das cinzas do Netscape, irá lançar o Firefox 3.0. Ele vai oferecer novos truques que podem mudar a forma como as pessoas organizam e encontram os sites que visitam com mais freqüência.
Para não ficar para trás, a Microsoft anunciou recentemente a primeira versão beta (de testes) da última edição do Internet Explorer, que é usado por cerca de 75% dos proprietários de computadores, de acordo com a Net Applications, uma empresa de monitoramento de participação de mercado. A versão final do Internet Explorer 8 poderá ser lançada até o fim do ano e, espera-se, terá funcionalidades adicionais.
Até mesmo a Apple, que mantinha seu navegador Safari timidamente confinado em suas próprias máquinas, está dando um passo ousado para entrar nos computadores de usuários do Windows.
Em outras palavras, a guerra dos navegadores – que envolveu a Microsoft em problemas antitruste nos anos 1990 – está se acirrando novamente.
“O navegador típico do consumidor de hoje não é nem um pouco diferente do navegador de dez anos atrás”, afirmou Larry Cheng, sócio da Fidelity Ventures, uma das empresas que investiu no Flock, um navegador novo no mercado. “Essa é uma tendência insustentável que representa o ponto de partida para a segunda guerra dos navegadores, que não será vencida pela força monopolística, mas pela inovação”.
Navegadores sempre foram vistos como entradas cruciais para a internet. Apesar disso, depois de vencer o Netscape, o primeiro desenvolvedor de navegador comercial, a Microsoft esperou cinco anos para lançar a sexta versão do Internet Explorer em 2006. Dean Hachamovitch, gerente geral da divisão Internet Explorer da Microsoft, diz que a empresa estava focada em corrigir falhas na segurança durante esse período.
A América Online, que adquiriu o Netscape, se desfez da fundação sem fins lucrativos Mozilla Foundation em 2003. Seu navegador Firefox logo inspirou um movimento de código aberto respaldado por entusiastas da computação.
Versões anteriores do Firefox introduziram funcionalidades como um bloqueador de pop-up embutido, para acabar com as propagandas não desejadas, e navegação tabulada, que permite ao usuário alternar as janelas da Internet.
O Firefox tem hoje 170 milhões de usuários no mundo e 18% de participação no mercado de navegadores, segundo a Net Applications. Isso é particularmente impressionante, já que a maioria dos seus usuários escolheu baixar o software da internet por vontade própria, mesmo com o Internet Explorer já instalado de fábrica nos seus PCs.
Além de trazer à Microsoft um pouco de competição, o Firefox também reforçou para a indústria de alta tecnologia o valor financeiro e estratégico do navegador. Em 2004, o Google fechou um acordo com o Mozilla para incluir a caixa de pesquisa do Google no canto do navegador Firefox. Segundo os últimos documentos fiscais do Mozilla, em 2006 o Google pagou a esse navegador US$ 65 milhões pelo tráfego gerado em suas listas de busca.
Com tarefas como e-mail e editor de texto agora migrando do PC para a internet, analistas e executivos da indústria acreditam que o navegador se tornará ainda mais valioso e importante estrategicamente.
“A indústria prevê uma era em que, para muita gente, a única coisa necessária em um computador será um navegador”, disse Mitch Kapor, pioneiro do software que hoje administra a Mozilla Foundation e criador da FoxMarks, que está desenvolvendo uma ferramenta para sincronizar favoritos entre computadores. “O navegador tem enorme valor estratégico”.
Essa noção ajudou a reacender a guerra dos navegadores e resultou na última onda de inovação. O Firefox 3.0, por exemplo, é executado no mínimo duas vezes mais rapidamente do que a versão anterior, apesar de usar menos memória, afirma a Mozilla.
O navegador também é mais inteligente e armazena três meses do histórico de navegação de um usuário para tentar prever que sites ele poderia querer visitar. Ao digitar a palavra “futebol” no navegador, por exemplo, rapidamente é gerada uma lista de todos os sites visitados com a palavra “futebol” no nome ou na descrição.
O Firefox chamou essa nova ferramenta de “barra incrível” e diz que ela pode eliminar a necessidade de as pessoas manterem grandes e bagunçadas listas de sites favoritos. Ela também vai personalizar o navegador para um usuário particular.
“Usar o computador de outra pessoa, com um navegador diferente, vai se tornar uma experiência bem estranha”, disse Mitchell Baker, presidente da Mozilla Foundation.
O Internet Explorer 8, da Microsoft, também promete seus próprios truques. Uma nova ferramenta, “trechos de web”, permite ao usuário marcar como favorito uma parte dinâmica de um site, como um leilão on-line ou um placar de jogo, e salvá-lo na margem do seu navegador, que o usuário poderá visualizar enquanto a informação muda.
Outra nova funcionalidade, chamada de “atividades”, permite ao usuário destacar textos em uma página, clicar neles, e então mandá-lo instantaneamente a outro site, como serviços de mapas, e-mail ou blog.
Questionado se a popularidade crescente do Firefox motivou essas e outras melhorias, Hachamovitch, da Microsoft, respondeu apenas: “Adoramos competir.” Mas ele reconheceu que devido às novas pressões competitivas, “a qualidade e a quantidade da minha equipe aumentou significativamente”.
Sua equipe terá que ficar de olho em outra empresa, além da Mozilla: o navegador de Internet Safari, da Apple, com pouco mais de 5% do mercado, segundo a Net Applications, e sobrevive em grande parte da lealdade de proprietários de Macs e iPhones.
Mas em março, usando o tipo da estratégia jiu-jitsu geralmente associada à Microsoft no passado, a Apple começou a usar o software de atualização automática que vem com seu tocador de música iTunes para fornecer o Safari aos computadores de usuários do Windows – os usuários tinham que recusar explicitamente a oferta se não quisessem o Safari instalado em seu computador.
A tática irritou até os fãs da Apple na blogosfera e também os navegadores rivais da Apple. Mas pelo menos ela teve um pouco de sucesso: a Net Applications informou que a participação de mercado da Apple em computadores Windows triplicou desde março.
Em uma declaração divulgada mês passado tentando apaziguar os comentários sobre a manobra, a Apple disse que facilitou aos clientes distinguir entre as atualizações pequenas e os novos programas fornecidos através da atualização do software.
A ousadia da Apple ressalta a importância do navegador de internet em um mundo que está se tornando cada vez mais on-line.
Shawn Hardin, diretor da Flock, empresa que desenvolve um navegador que ajuda os usuários a compartilhar fotos, vídeos e entradas de blog mais facilmente, disse que os consumidores são os mais beneficiados pela nova guerra dos navegadores. “Estamos enxergando, pela primeira vez em anos, o fator de escolha surgir como uma força realmente significativa no mercado de navegadores,” disse Hardin.
Jun
16
Com freqüência, os usuários de tecnologia compram roteadores Wi-Fi, instalam esse equipamento para ter acesso sem fio à internet e deixam para depois as configurações de segurança. Essa prática, no entanto, não é aconselhada pelos especialistas — além de facilitar o roubo de dados, pode fazer com que o dono da rede responda na Justiça por ações ilícitas de pessoas que desconhece. Isso pode ser evitado com alguns cuidados simples, sugeridos por especialistas em redes Wi-Fi .
“As ameaças estão aumentando muito nesse tipo de rede e é preciso saber como se proteger. Os hackers também estão se interessando cada vez mais por esse tipo de ambiente e aumentando suas habilidades nessa área”, afirma Tiago Capoano, da EsyWorld (representante no Brasil da empresa de segurança Kaspersky). Um teste do G1 realizado em São Paulo comprova a falta de cuidados dos usuários de redes Wi-Fi.
Cláudio Smith, gerente de produtos da Siemens Home and Office, afirma que uma rede sem fio vulnerável facilita a captura de dados transmitidos entre o computador e o roteador. Além disso, alerta que, se não configurada adequadamente, esse tipo de conexão facilita a invasão de PCs também desprotegidos — quando consegue esse tipo de acesso, uma pessoa mal-intencionada consegue roubar dados da máquina e instalar nela códigos maliciosos.
Por esses motivos, os especialistas são unânimes: o acesso sem fio à internet deve estar sempre associado a cuidados com a segurança. “O usuário doméstico tem de seguir os passos indicados pelos fabricantes de roteadores e usar ferramentas que garantam a segurança de seus dados”, defende Antônio Mariano, diretor de tecnologia da 3Com. Além do manual, a ajuda na configuração pode vir dos CDs de auto-instalação, suporte das fabricantes de roteadores ou até mesmo daquele conhecido que entende tudo de informática.
Abaixo, as principais dicas de segurança em relação aos roteadores. A forma de configurar cada aparelho pode ser diferente, mas as sugestões se aplicam aos mais variados modelos. Confira.
É essencial que o acesso à rede Wi-Fi seja liberado mediante uso de senha. Assim, teoricamente só poderão navegar na “sua” internet sem fio as pessoas para quem você passou o nome da rede e também a senha.
Para evitar que o vizinho pegue carona na sua conexão de internet, é possível configurar o roteador para que ele não divulgue o nome de sua rede — ou, usando uma linguagem mais técnica, você deve desabilitar o SSID (Service Set Identifier), tornando-o invisível. É o SSID que permite ao computador identificar uma rede e, se ele não for exibido, o “ladrão de Wi-Fi” não terá como adivinhar a existência daquela rede. Ainda assim, se por acaso ele conseguir visualizá-la, encontrará a barreira da senha de acesso sugerida no item 1.
Os roteadores permitem a criptografia de informações, com o objetivo de dificultar a captura de dados quando eles trafegam entre o computador e o roteador (e vice-versa). Os especialistas recomendam o uso de dois padrões de criptografia: o WPA ou WPA2, pois o padrão WEP já é considerado ultrapassado. O uso da criptografia pode tornar uma rede Wi-Fi até mais segura que uma conexão à internet via cabo, que não tem esse recurso.
Como medida de segurança “extra”, configure seu roteador para que ele só libere acesso a endereços MAC (Media Access Control) de computadores previamente cadastrados — esse endereço é responsável pela identificação de cada máquina. Essa é a dica mais complexa e, por isso, talvez não seja ideal para os leigos. Você pode aprender a identificar esse endereço em fóruns de internet ou pedindo ajuda para algum conhecido que entenda de informática.G1
Mar
27
Lan houses e outros centros de acesso à internet oferecem um serviço que pode causar prejuízo a terceiros e são os responsáveis judicialmente caso algum usuário pratique uma conduta ilícita.
Com esse entendimento, inédito no País, o juiz Ulysses de Oliveira Gonçalves Júnior, da 39ª Vara Cível de São Paulo, obrigou a lan house Maifa Café Ltda., na zona leste da cidade, a indenizar em R$ 10 mil uma administradora de empresas ofendida por um de seus clientes.
O Maifa oferecia acesso à internet em computadores fixos e também a possibilidade de conexão sem fio para clientes do café. Durante a investigação do caso, descobriu-se que o endereço IP (internet protocol) da conexão do agressor era do local, ou seja, o e-mail foi enviado de um computador que usava o sistema da lan house.
Todos os usuários dos computadores fixos eram obrigados a preencher cadastro de identificação, como manda lei estadual. Ocorre que, como o e-mail não foi enviado de nenhuma máquina fixa, concluiu-se que partiu de laptop que usou a rede sem fio.
Decepcionada em não poder identificar o autor dos e-mails em que era acusada de ser desonesta, má profissional e em que sua família era ofendida, a administradora de empresas decidiu processar a lan house. “Quem disponibiliza terminais de computadores ou rede sem fio para uso de internet assume o risco do uso indevido desse sistema para lesar direito de outrem, exemplo do que sucede no caso dos autos”, afirmou o juiz, com base no Código Civil.
“Considero a decisão muito importante, porque dá mais segurança a todos que usam a internet”, afirmou o advogado da administradora, Renato Opice Blum, especialista em Direito da Internet.
“A decisão surpreendeu e nós vamos recorrer”, rebateu o advogado do Maifa Café, Marcel Leonardi, professor de Responsabilidade Civil na Internet da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Eu poderia até entender se o juiz dissesse que a lan house foi negligente e deveria se responsabilizar pelo prejuízo, mas usar a teoria do risco (o argumento do Código Civil), com todo o respeito, foi um exagero”.
Mar
26
O acesso residencial à rede mundial de computadores (internet) atingiu a marca de 22 milhões de usuários no País em fevereiro, o que representa um crescimento de 4,5% em relação a janeiro e de 56,7% na comparação com fevereiro de 2007. De acordo com a pesquisa Ibope/Netratings, o crescimento surpreende. Isso porque o mês de fevereiro é tradicionalmente fraco para a internet por conta do menor número de dias e do carnaval, quando muitos usuários viajam.Segundo o estudo, o Brasil continua sendo o País com maior tempo mensal de navegação residencial por internauta, com a média de 22 horas e 24 minutos em fevereiro. Na seqüencia aparecem Estados Unidos (19h52min), França (19h40min) e Japão (18h29min).
As categorias mais acessadas na comparação com janeiro foram: “Educação e Carreira”, com crescimento de 14,4%, atingindo 10,8 milhões de internautas; “Informações Corporativas”, que cresceu 10,3% e recebeu 8 milhões de visitantes; e “Notícias e Informações”, com 9,3% de aumento, com visitas de 14,4 milhões de brasileiros.
Já no período de um ano, as categorias que mais cresceram foram: “Viagens e Turismo” (99,6%); “Informações Corporativas” (91,7%); “Casa e Moda” (86,1%); “Notícias e Informações” (66,7%) e “Governo e Empresas sem Fins Lucrativos” (66%). A Ibope/Netratings destaca os números do segmento “Informações Corporativas”, que apresentou o maior aumento em ampliação do tempo gasto por usuário.
A pesquisa revela também que o número total de internautas maiores de 16 anos para todos os ambientes (residência, trabalho, escola, cybercafé, bibliotecas, telecentros etc), atingiu no quarto trimestre do ano passado a marca de 40 milhões de pessoas, maior patamar desde setembro de 2000, quando ocorreu o início das medições no País.
Set
24
Gigante fez pedido a autoridades da União Européia para comprar o DoubleClick.
Yahoo e Microsoft pedirão que autoridades fiquem atentas às negociações.
O Google solicitou permissão às autoridades regulatórias da competição na União Européia para adquirir a rival DoubleClick por US$ 3,1 bilhões. A proposta gerou controvérsia imediata.
A Comissão Européia anunciou que havia estabelecido um prazo até 26 de outubro para revisar a transação. Quando a data chegar, ela pode aprová-la, prorrogar seu prazo de avaliação por duas semanas ou iniciar uma investigação em profundidade com quatro meses de duração.
“Estamos solicitando que a Comissão Européia estude a aquisição proposta. Acreditamos que essa transação seja positiva tanto para os usuários quanto para os anunciantes, e que promova a concorrência”, disse Julia Holtz, advogada do Google para questões de computação.
Mas o rival Yahoo imediatamente divulgou comunicado sobre o acordo, apelando por uma revisão em profundidade. “A transação suscita questões importantes sobre o futuro da publicidade na internet. Essas questões merecem debate e revisão aprofundados, por uma ampla gama de operadores de sites, anunciantes, provedores de acesso e governos, na Europa e em outras regiões”, disse Toby Copel, diretor executivo do Yahoo Europe.
Outros concorrentes, como a Microsoft e o Yahoo solicitaram que as autoridades antitruste dos Estados Unidos observem com atenção a aquisição proposta, alegando que o Google teria controle demasiado sobre o mercado de publicidade on-line caso ela aconteça. A Comissão já enviou questionários a concorrentes e clientes perguntando sua opinião sobre a transação.
A DoubleClick opera no setor de publicidade on-line, como o Google, um serviço de buscas na web. A DoubleClick conecta agências, anunciantes e operadores de sites, e tem mais de 1,5 mil empresas como clientes.
O Google já apresentou documentos sobre a aquisição à Federal Trade Commission dos Estados Unidos e às autoridades de regulamentação da competição na Austrália.
G1