Ago
28
O horário de verão deste ano começará no dia 19 de outubro nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. À 0h, os relógios terão que ser adiantados em uma hora. Segundo informações do Ministério de Minas e Energia, o horário de verão deverá acabar à meia-noite do dia 15 de fevereiro de 2009.
A expectativa do governo é de que haja uma redução de 4% a 5% no horário de pico, o que equivale a uma economia de 2.000 MW, o suficiente para abastecer uma cidade com 6 milhões de habitantes.
O horário de verão é adotado sempre nessa época por causa do aumento na demanda, ocasionado pelo calor e pelo crescimento da produção industrial às vésperas do Natal. Nesse período, os dias têm maior duração por causa da posição da terra em relação ao sol, e a luminosidade natural pode ser melhor aproveitada.
No ano passado, o país registrou uma economia de R$ 10 milhões com o horário de verão, menor do que nos anos anteriores, quando a redução dos gastos com energia elétrica foi em média de R$ 40 milhões. De acordo com o ONS (Operador Nacional do Setor Elétrico) isso ocorreu porque houve poucas chuvas no fim do ano e, com isso, o país teve que acionar usinas termelétricas, mais caras do que as hidrelétricas geralmente usadas.
O horário de verão foi adotado pela primeira vez no Brasil em 1931, com duração de cinco meses. Até 1967 a mudança no horário ocorreu nove vezes.
Desde 1985, no entanto, a medida vem sendo adotada sem interrupções, com diferenças apenas nos Estados atingidos e no período de duração.Folha
Ago
26
O fraco ritmo de gastos dos consumidores puxou a contração da economia da Alemanha no segundo trimestre deste ano pela primeira vez desde 2004 e a confiança do consumidor tende a piorar ainda mais, mostraram dados divulgados nesta terça-feira.
A maior economia da Europa registrou uma contração de 0,5 ponto percentual no período de abril a junho, depois da expansão de 1,3 por cento nos três primeiros meses do ano, confirmou a agência federal de estatísticas. Os gastos dos consumidores e os investimentos em capital responderam, cada um, por um corte de 0,4 ponto do crescimento total do trimestre.
O comportamento dos consumidores é fundamental para a economia alemã, uma vez que estes gastos representam cerca de 50 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Em mais um golpe para as perspectivas econômicas, o grupo de pesquisa GfK informou que seu indicador futuro de expectativas mostra uma piora na confiança do consumidor no próximo mês. O indicador atingiu novo recorde de baixa, no menor patamar em 5 anos.
“O índice GfK não oferece muita esperança de recuperação do consumo no terceiro trimestre”, afirmou Uwe Angenendt, analista do BHF-Bank.
REUTERS RA ES
Ago
16
A Globex, controladora da rede Ponto Frio, vai acelerar o processo de fechamento de lojas que apresentem baixa performance de vendas e rentabilidade, disse em teleconferência com analistas financeiros o diretor presidente da companhia, Manoel Amorim. Segundo ele, essas lojas serão substituídas por outras localizadas em regiões onde as classes A, B e C representem mais de 50% entre o público consumidor potencial.
“Vamos começar a focar na classe média emergente”, afirmou Amorim. O executivo argumentou que o aumento na taxa básica de juros, a partir de abril, elevou a base de clientes inadimplentes, afetados pela menor disponibilidade de recursos, em função da inflação dos alimentos. “As empresas com foco na baixa renda vão sofrer de forma mais acentuada os efeitos da inflação”, disse.
Segundo o executivo, a nova campanha publicitária, que deverá entrar no ar nos próximos dias, já vai refletir a mudança de perfil da empresa, com anúncios de produtos com prestações acima de R$ 100. No segundo trimestre, a receita bruta com as vendas cresceu 10,1% e a área de compras aumentou 4,1% em relação ao mesmo período de 2007, totalizando 323,4 mil m². De abril a junho foram inauguradas 5 lojas e fechadas outras 5, mantendo a cadeia de 437 lojas. Amorim disse que pelos menos 30 lojas devem ser abertas até o fim do ano.
Jul
31
Atualmente, quem procura os Serviços de Atendimento ao Consumidor (SACs) para resolver problemas e esclarecer dúvidas sobre produtos ou serviços tem de falar com vários atendentes, repetir dados pessoais e números de documentos, além de perder tempo ouvindo música. Para tentar facilitar a vida do cliente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou hoje (31) decreto que introduz mudanças no funcionamento dos chamados call centers.
O serviço agora tem de ser gratuito, funcionar todos os dias durante 24 horas e garantir ao consumidor, logo no primeiro menu eletrônico e em todas as suas subdivisões, o contato direto com o atendente. As reclamações têm de ser resolvidas no prazo máximo de cinco dias úteis e as informações solicitadas, respondidas imediatamente.
O pedido de cancelamento de um serviço deve ser registrado imediatamente e os efeitos do cancelamento também devem ser imediatos. Outra novidade é que o comprovante do cancelamento terá que de encaminhado ao consumidor pelo meio que ele indicar, inclusive por e-mail ou outro tipo de correspondência, e sem ônus.
Além disso, o número do telefone para atendimento ao consumidor terá que ser facilitado em todo material impresso que for entregue ao cidadão.
O prazo para que as mudanças estejam totalmente implantadas é de 120 dias, a contar da assinatura do decreto. Depois desse período, as empresas estarão sujeitas a ações de fiscalização e, caso descumpram as normas, poderão receber multas que vão de R$ 200 a R$ 3 milhões.
A nova regulamentação dos call centers abrange setores que são regulados pelo governo e originam o maior número de queixas dos consumidores. São eles: os serviços de telecomunicações, instituições financeiras, companhias aéreas, transportes terrestres, planos de saúde, serviços de água e energia elétrica.
Na avaliação do gerente jurídico do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Marcos Diegues, o decreto representa um salto de qualidade no atendimento, mas poderia ter incluído outras áreas. “Deveria ser estendido [o decreto] para todo e qualquer atendimento ao consumidor de qualquer segmento e ramo de atividade.”
De acordo com o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, são os Procons, o Ministério Público e as Defensorias Públicas que estarão atentos para defender o consumidor.
O decreto, no entanto, deixa sem solução a regulamentação sobre o tempo máximo de espera para que o consumidor seja plenamente atendido em uma ligação. Para isso será elaborada uma portaria.
Segundo o ministro da Justiça, Tarso Genro, esse tempo ficará em torno de um minuto, podendo variar para mais ou menos, de acordo com as características do serviço prestado. “Seguramente não vai ser o tempo que é hoje, 20 minutos, 15 minutos”, afirmou.Agência Brasil
Jul
23
O tão sonhado carro novo pode se transformar em dor de cabeça, quando a única alternativa passa a ser se desfazer dele. Foi o que aconteceu com o diagramador Bruno Carli. Ele perdeu o emprego e ficou com 48 prestações do veículo que hoje vale, no máximo, R$ 25 mil. Mesmo depois de pagar 12 parcelas, para quitá-lo, ele precisa de mais de R$ 27 mil. “Eu corro o risco de perder o carro e ainda ficar com a dívida”, diz.
Segundo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), de janeiro a junho deste ano 1,3 milhão de veículos de passeio e comerciais leves em todo o país foram comprados por meio de Crédito Direto ao Consumidor (20,95%) ou via leasing (38,09%).
Os planos de financiamento são longos, as taxas de juros são anunciadas como as melhores do mercado e as parcelas são pequenas. Mas o consumidor precisa ter cuidado e analisar bem, porque quando o veículo sai da concessionária vai desvalorizar e, a dívida, aumentar.
“O pessoal usou um, dois anos o veículo, não consegue mais pagar a prestação porque esse carro chegou a ponto de exigir manutenção, novo licenciamento, aí são ofertados no mercado”, diz George Assad Chahade, presidente da Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São Paulo (Assovesp).
A associação constatou que, no último ano, mais de 36%, ou seja, cerca de 70 mil carros, que chegaram às revendas para troca, tinham prestações a pagar. Além disso, 50% deles – cerca de 35 mil carros – valiam menos do que os proprietários deviam.
Na opinião do economista Nelson Barrizzelli, a saída para quem estiver com dificuldade para quitar o financiamento é negociar. “O indivíduo teria que vender o carro e mais alguma coisa para ficar livre da dívida. Mas eu acho que os bancos e financeiras estão sempre dispostos a negociar porque é melhor negociar do criar bola de neve”.
Para a Fenabrave, número de pessoas com parcelas em atraso é pequeno e não chega a 40%. Ainda assim, eles reforçam o lembrete: o consumidor tem que fazer uma criteriosa conta antes de assumir um financiamento de longo prazo.
“Faça uma avaliação primeiro de sua possibilidade de se manter no emprego. Verifique o percentual que a responsabilidade do pagamento está em relação à renda total. Se ele observar esse equilíbrio não tem problema”, diz Sérgio Reze, presidente da Fenabrave.G1
Jun
29
O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, instaurou ontem processo administrativo contra a Fiat para investigar denúncias de que um suposto defeito no eixo da roda traseira do modelo Stilo tenha provocado ao menos oito acidentes. A montadora tem dez dias para apresentar defesa. As denúncias afirmam que os acidentes teriam sido causados pelo desprendimento da roda traseira. Segundo nota divulgada pelo DPDC, a Fiat já havia sido notificada pelo órgão para apresentar seus esclarecimentos. “Em resposta, a empresa ignorou os diversos registros de acidentes divulgados e negou o cabimento de recall dos veículos”, diz o comunicado.
Dependendo das conclusões da investigação, a montadora poderá ser multada em até R$ 3 milhões, se ficar comprovado que introduziu no mercado veículos que trazem risco à saúde e à segurança do cliente.
O Estado informou em sua edição de sexta que comunidades na internet e sites especializados em automobilismo discutem, há mais de um mês, o que teria causado a soltura repentina das rodas, pois os acidentes envolvendo o Stilo têm características semelhantes: o motorista perde o controle do carro após uma das rodas traseiras se soltar e, em seguida, o veículo gira na pista.
“É um fato grave a empresa se recusar a fazer recall. O Código de Defesa do Consumidor tutela com propriedade a saúde e a segurança do usuário, que tem proteção administrativa, civil e penal”, afirmou em nota a diretora substituta do DPDC, Juliana Pereira da Silva. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.AE
Jun
26
A confiança do consumidor francês registrou uma baixa recorde em junho, pior do que a previsão dos economistas. O resultado oferece ao governo um sinal pouco animador das perspectivas econômicas no país este ano.
A Agência Estatal de Estatísticas (Insee) anunciou nesta quinta-feira que todos os componentes de seu indicador de confiança do consumidor caíram neste mês, provocando uma queda para -46, ante a uma leve alta revisada de -42 em maio. Os números de junho são os mais baixos desde que a agência iniciou a pesquisa em 1987.
Os economistas ouvidos pela Dow Jones Newswires previram que o índice de junho seria de -41.
A confiança do consumidor francês foi de -13 em junho do ano passado, o mais alto nível desde 2003. A queda tem sido provocada pelas preocupações com a inflação, a desaceleração do crescimento da economia e mais recentemente pela alta dos preços do petróleo e dos gêneros alimentícios básicos.
“A forte degradação afeta a opinião dos consumidores sobre as expectativas para o desenvolvimento de seu padrão de vida”, disse o Insee. “Eles estão também pessimistas sobre sua situação financeira pessoal.”
Os números são ameaçadores para o crescimento da economia francesa, que poderá cair para cerca de 1,6% em 2008, ante 2,1% no ano passado, segundo estimativa da Insee divulgada na semana passada. A economia do país é conduzida pelos consumidores, o que faz com que qualquer queda na confiança seja preocupante. As informações são da Dow Jones.
Jun
18
A Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) notificou a Sky alertando para que a TV por assinatura determine um abatimento na mensalidade aos clientes que estão sem a transmissão da MTV Brasil ou ofereça um canal similar.
Há cerca de 15 dias, a Sky suspendeu o canal para cerca de 1,7 milhão de assinantes no Brasil e preservou o sinal apenas na Grande São Paulo, onde a transmissão é aberta. Em comunicado, a Sky afirmou que a suspensão se deve a uma proposta de reajuste considerada abusiva feita pela MTV Brasil, que pertence ao Grupo Abril. A operadora de TV por satélite é controlada pelo grupo americano Liberty Media, do empresário John Malone, com 74%, e pela Globo, com 26%.
“O consumidor não pode ser afetado pela discussão do contrato entre as partes”, defende a Pro Teste. O contrato venceu em dezembro e foi prorrogado até o mês passado.
A associação também alertou que qualquer reajuste contratual na relação da TV com a Abril não pode ser repassado para os consumidores, que já têm reajuste anual dos valores pagos.
“A Sky é quem deve contatar o assinante para escolher canal similar ou passar a pagar mensalidade menor, enquanto não soluciona a pendência comercial”, orienta Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste.
Para a associação, o consumidor tem direito a informação e está sendo penalizado nessa disputa entre as empresas. “O assinante da Sky que não for contatado pela empresa deve entrar em contato e exigir seus direitos, pedindo um protocolo de atendimento e formalizando pedido de abatimento do valor pago proporcional ao período em que ficar sem a programação do canal”, afirma a entidade.
Nas discussões entre as empresas, a Sky chegou a afirmar que a MTV Brasil teria pedido um reajuste “abusivo” do valor pago por assinante e que teria exigido a distribuição de outros dois canais do grupo Abril: o Fiz TV e a Ideal.
A Abril divulgou comunicado alegando que a proposta recusada seria reajustar o preço médio da MTV Brasil de R$ 0,43 para R$ 0,52 por assinante, com inclusão dos canais Fiz e Ideal pertencentes ao grupo.
Para a Pro Teste, por trás da pendência estão os interesses econômicos de um setor concentrado. Hoje, 78% do mercado de TV paga brasileira estão nas mãos de duas operadoras: Sky e Net.
Jun
12
O consumidor brasileiro ganhou um aliado na hora de reclamar, por telefone, dos serviços de atendimento prestados pelas empresas, os chamados “call centers”. O Ministério da Justiça definiu medidas para melhorar a qualidade do atendimento e também para reduzir o sofrimento das pessoas que usam o telefone para resolver algum problema.
De acordo com as novas regras, a ligação será sempre gratuita. A primeira opção do menu eletrônico deverá ser o contato direto com o atendente. Segundo o Ministério da Justiça, o consumidor terá que ser atendido em no máximo um minuto.
Para garantir que o consumidor não fique muito tempo em espera, a chamada poderá ser transferida apenas uma vez. E mais: o menu deverá conter a opção cancelamento imediato do serviço.
Segundo as novas medidas, a qualidade do serviço deverá garantir que o consumidor só explique o problema apenas uma vez. Fica proibida ainda a exigência de repetição dos dados do cadastro. G1
Jun
6
O Tribunal de Justiça condenou, nesta sexta-feira (6), a Light, companhia responsável pelo fornecimento de energia elétrica no Rio, a pagar uma indenização de R$ 8 mil a uma consumidora. Segundo o TJ-RJ, a mulher estava em dia com suas contas, mas teve o serviço de fornecimento de energia suspenso pela empresa sem notificação.
A Light, por sua vez, alegou que a suspensão se deu em razão de um débito pendente que era decorrente de uma irregularidade constatada no relógio medidor da usuária.
De acordo com o TJ-RJ, a consumidora teve sua energia cortada em maio de 2005, embora não estivesse inadimplente. Ela acabou ficando dois dias sem o serviço.
“É certo que os serviços considerados essenciais e contínuos estão sujeitos à interrupção no caso de descumprimento da obrigação contratual por parte do consumidor. Entretanto, esta não é a hipótese dos autos”, afirmou o desembargador Carlos Eduardo da Fonseca Passos, da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, na decisão.
O desembargador disse ainda que, na época da autuação lesiva da concessionária, não havia débito da cliente capaz de justificar a suspensão do serviço, conforme demonstra sua conta, que não acusa valores em aberto. Além disso, a suspensão do serviço não foi precedida de notificação.
“A interrupção ocasiona sérios transtornos ao consumidor, que se vê privado da prática de atividades cotidianas, além da pecha de inadimplente”, ressaltou o desembargador, que diminuiu o valor da verba indenizatória de R$ 15 mil, que havia sido definida na sentença, para R$ 8 mil.G1