Set
18
O dólar disparou hoje, reflexo de mais um capítulo da falta de vendedores no mercado interbancário de câmbio. Na taxa máxima do dia, chegou a ser negociado a R$ 1,962, o que significou uma valorização de 5,03%. Nesse cenário, o Banco Central decidiu intervir e, de Nova York, o presidente da autoridade monetária, Henrique Meirelles, anunciou a decisão de promover leilões de venda de dólares conjugados com compra futura. A ação visa a corrigir distorções de liquidez no mercado.
No fim da sessão do mercado interbancário, o dólar comercial reduziu a alta a 3,32% e fechou a R$ 1,93 - o maior valor desde 19 de julho de 2007. Na taxa mínima do dia, a moeda registrou R$ 1,867. Com a elevação de hoje, o dólar registra ganho acumulado de 18,19% no mês de setembro.
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar dos contratos de liquidação à vista subiu 3,71% e fechou a R$ 1,93. Na máxima, chegou a R$ 1,9605 e na mínima, a R$ 1,8709. De acordo com informações do mercado, o volume de negócios somava US$ 5,5 bilhões.
De acordo com operadores, os vendedores permaneceram ausentes e a falta de oferta de linhas de câmbio por parte dos bancos levou os clientes a buscarem dólar “físico”, pressionando as cotações no segmento à vista, onde a liquidez (não necessariamente o volume transacionado) segue apertada. Nesse contexto, foi bem recebida a ação do BC, que, combinada com a melhora expressiva dos mercados acionários em Nova York e no Brasil, ajudou a abrandar a forte valorização da moeda americana nas operações domésticas.
“A ação do BC é uma notícia positiva porque com tal operação ele dá liquidez ao mercado”, afirmou o economista-sênior do Santander, Maurício Molan. Ele acrescenta que, neste momento de forte desmonte de posições de investimento para gerar caixa, sem focar em fundamentos, a única fonte que pode interromper esse círculo vicioso é a ação de uma entidade que costuma ficar de fora do mercado, como o governo. “Isso traz alguma racionalidade”, avalia. “O mercado precisava disso”, reforça o estrategista-chefe de um banco estrangeiro em São Paulo, que classificou a atitude do BC como “muito boa”. Ele ponderou, contudo, que, embora traga “algum equilíbrio”, “alguma normalidade”, mas não blinda o mercado da atual crise.
Na entrevista, em Nova York, Meirelles disse que os detalhes sobre os leilões serão divulgados ainda hoje. Ele afirmou que “a liquidez continua normal em reais, com bom funcionamento da economia brasileira”. “Agora, existe, não há dúvida, uma questão de liquidez em dólar nos EUA, que é o grande provedor de dólares, e isso se reflete nas linhas interbancárias de dólares”, admitiu. “Em função disso, o BC reagiu e tomou a decisão hoje de promover leilões de venda de dólares conjugados com compra futura. Isto é, o BC vai prover liquidez”, explicou. Ele disse que a crise internacional é “séria e não está debelada”.
Até a quarta-feira da semana passada, o Banco Central vinha atuando diariamente como comprador de dólares no mercado. No último leilão de compra, a taxa de corte das propostas foi de R$ 1,7812.AE
Set
12
Após fechar a véspera acima de R$ 1,80 pela primeira vez desde janeiro, o dólar abriu os negócios desta sexta-feira em queda. A moeda americana é vendida a R$ 1,801, com desvalorização de 0,83% ante o real.
Na quinta-feira, a divisa fechou o dia cotada em R$ 1,816, com avanço de 1,74% ante a moeda brasileira. Com o fechamento, o dólar ficou no maior patamar desde o dia 23 de janeiro.Reuters
Ago
29
O dólar comercial abriu em baixa hoje, de 0,12%, cotado a R$ 1,63 no mercado interbancário de câmbio. Instantes após a abertura, a moeda americana ampliava a baixa e caía 0,25% a R$ 1,628, na taxa mínima do dia até as 10h17. Ontem, o dólar comercial fechou em alta de 0,62%, a R$ 1,632. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista cedia 0,32%, a R$ 1,627, também na mínima do dia, após abertura em baixa, a R$ 1,6305 (-0,1%).
Uma sexta-feira que amanhece cheia de acontecimentos no mundo e com vários eventos ainda previstos em agenda para o restante do dia. E os mercados não encontram rumo único - o petróleo sobe, as bolsas européias operam sem direção definida e os índices futuros de Nova York caem. No geral, as praças financeiras optam por manter cautela perante tudo que já ocorreu, sobretudo na Ásia e na Europa, no aguardo do que ainda está por vir, principalmente em relação aos Estados Unidos.
Para o mercado de câmbio doméstico, no entanto, mais que tudo isso tende a pesar a formação da ptax (taxa de câmbio de referência do Banco Central) que será usada na segunda-feira (dia 1º) para liquidar os contratos futuros de setembro.
Além de tudo isso, os investidores ainda têm pela frente o feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos na próxima segunda-feira, vários mercados fecham mais cedo hoje, acentuando o tom de cautela.AE
Dolar hoje
Jun
16
Em um pregão instável, a Bolsa de Valores de São Paulo passou a registrar valorização em suas negociações. Por volta das 12h40, o indicador Ibovespa - referência para o mercado brasileiro - aponta um crescimento de 0,25%, aos 67.371 pontos.
Mais cedo, o indicador havia recuado em meio ao preço recorde do petróleo alcançado nas negociações em Nova York. Segundo analistas, o novo relatório Focus - que apontou uma maior expectativa de inflação pelo mercado - também influi no humor dos investidores.
Na sexta-feira, em um pregão instável, a Bovespa fechou em leve queda. O índice Ibovespa registrou baixa de 0,17%, terminando a semana aos 67.204 pontos.
Mais cedo, o índice chegou a subir 0,82%, atento à estréia das ações da OGX Petróleo, que chegam ao Novo Mercado da Bovespa sob o código OGXP3. A oferta movimentou de R$ 6,7 bilhões.
Entretanto, apesar do sucesso do primeiro dia de negociações, a OGX não faz parte do Ibovespa e, portanto, não influencia o principal indicador do mercado paulista.
As ações da Petrobras, que confirmou na quinta-feira mais um reservatório de petróleo leve na Bacia de Santos, ajudaram impedir uma queda maior do índice. A nova área fica no mesmo bloco BM-S-9 onde foi encontrado o reservatório Carioca. As ações da estatal subiram 1,5% no dia.G1
Jun
16
As ações brasileiras são negociadas com desvalorização nos primeiros negócios desta segunda-feira, no início desta sessão na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). Investidores e analistas continuam preocupados com a inflação e a perspectiva de um aperto monetário (alta dos juros básicos de uma economia) em nível mundial.
Na semana passada, alguns agentes financeiros começaram a operar sob perspectiva de uma possível alta dos juros americanos em 0,25 ponto percentual.
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, cede 0,91%, para os 66.594 pontos. Na sexta-feira, a Bolsa fechou em baixa de 0,17%.
O dólar comercial é negociado a R$ 1,630 para venda, em retração de 0,36%. A taxa de risco-país marca 187 pontos, número 1,63% superior à pontuação final da semana passada.
Na Ásia, as principais Bolsas de Valores tiveram um momento de recuperação, após dias de quedas consecutivas, a exemplo de Xangai (0,2%) e Tóquio (2,72%). Na Europa, a Bolsa de Londres perde 0,57%.
Entre as primeiras notícias do dia, o barril de petróleo já bate novo recorde, a US$ 138,60 na praça de Nova York, nos primeiros negócios desta segunda-feira.
O boletim Focus, do Banco Central, revelou que os economistas do setor financeiro revisaram pela 12ª semana consecutiva suas projeções para a inflação: o IPCA previsto para 2008 subiu de 5,55% para 5,80%. Eles também aumentaram suas apostas para a taxa Selic, de 14% para 14,25%.
Na sexta-feira à noite, a Petrobras informou que sua produção média de petróleo e gás natural cresceu 7% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado e 0,4% sobre abril. A produção ficou em 2.165.430 barris de óleo equivalente por dia (boe).
Jun
12
São Paulo - O dólar fechou o dia mantendo o sinal negativo apresentado pouco após a abertura dos negócios. O dólar chegou a subir ante o real no começo do dia, acompanhando o movimento da moeda norte-americana nos mercados internacionais, mas acabou cedendo com a percepção de fluxo positivo e com o bom comportamento das Bolsas em Nova York.
Os dados da economia dos Estados Unidos anunciados hoje mostraram preços altos das importações e um ritmo das vendas do varejo norte-americano melhor que o esperado. Ambos indicadores corroboraram os temores com a inflação e as perspectivas de alta dos juros dos EUA, dando fôlego para a valorização do dólar ante as principais moedas estrangeiras. Aqui também houve pressão e o dólar comercial atingiu a máxima de R$ 1,648 no mercado interbancário de câmbio.
A escalada, no entanto, durou pouco. Mais uma vez, o fluxo de recursos positivo falou mais alto e levou as cotações para baixo. Na mínima, a moeda norte-americana foi negociada a R$ 1,6325 na BM&F e a R$ 1,633 no mercado interbancário.
No meio do tarde, o Banco Central interveio no mercado de câmbio, com o anúncio do leilão de compra de dólares. A autoridade monetária pagou taxa de corte de R$ 1,6341 no leilão. Segundo um operador, a autoridade monetária aceitou apenas uma proposta, entre as sete que tiveram suas taxas declaradas, de R$ 1,6341 na mínima à R$ 1,6365 na máxima. Doze instituições não informaram suas ofertas na operação.
A cotação, ao final do período, foi de R$ 1,634 (-0,37%) no pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e de R$ 1,635 (-0,43%) no mercado interbancário de câmbio.AE
Jun
11
SÃO PAULO, 11 de junho de 2008 - O dólar comercial fechou a sessão com queda de 0,30%, cotado a R$ 1,639 na compra e a R$ 1,641 na venda. Ao longo do dia, a moeda saiu na máxima de R$ 1,652 e na mínima de R$ 1,639.
No mercado futuro, os contratos de câmbio com vencimento em julho subiam 0,54%, a R$ 1,647, após 264,1 mil negócios. Com base nos negócios no interbancário, o mercado estima que a Ptax (média das cotações apurada pelo BC) tenha ficado em R$ 1,6428 na venda, com giro no interbancário de US$ 4,1 bilhões.
No paralelo, as trocas ocorreram entre R$ 1,73 e a R$ 1,83. No turismo, o dólar saiu entre R$ 1,57 e R$ 1,73, enquanto o traveller check foi transacionado entre R$ 1,605 e R$ 1,715. No flanco externo, a taxa de risco-País subia 0,53%, aos 189 pontos. (Simone e Silva Bernardino - InvestNews)
Jun
7
A alta, a maior já registrada em um dia, ocorreu depois da divulgação de novos dados sobre o desemprego nos Estados Unidos, que atingiu 5,5% da população economicamente ativa em maio.
O indicador levou a uma nova desvalorização da moeda americana, o que, por sua vez, estimulou mais investidores a vender dólares e a aplicar seu capital em petróleo, inflando o preço da commodity.
“Estamos acreditando em uma alta acentuada nos preços do petróleo”, disse o analista Ole Slorer, do banco de investimentos Morgan Stanley, em um relatório a clientes.
O barril de petróleo vem registrando ganhos sucessivos nos últimos meses e já aumentou 40% só neste ano.
US$ 150 em julho
A disparada levou o Morgan Stanley a divulgar, também nesta sexta-feira, a previsão de que o barril será negociado a US$ 150 já em julho.
De acordo com o analista econômico da BBC Andrew Walker, um comentário de um dos vice-primeiro-ministros de Israel sobre um possível ataque ao Irã reforçou ainda mais a tendência de alta do petróleo nesta sexta-feira.
Um ataque do tipo provavelmente afetaria a oferta aos países que importam petróleo.
Outro motivo para a alta do produto seria o aumento da demanda por petróleo na China e na Índia.
“As exportações do Oriente Médio estão estáveis, mas a Ásia está tomando uma parcela sem precedentes”, disse Slorer, do Morgan Stanley.
O editor para a América do Norte da BBC, Justin Webb, diz que o novo recorde no preço do petróleo é um lembrete para os Estados Unidos de que o país enfrenta sérios problemas econômicos e possivelmente uma recessão.
O país começou a enfrentar dificuldades no ano passado, com o início da crise do mercado de crédito imobiliário para pessoas consideradas de alto risco de inadimplência, o que provocou uma redução da oferta de crédito e prejuízos milionários em alguns bancos.
A confiança do consumidor americano foi afetada, reduzindo o consumo.
De quebra, com a alta do petróleo, ficou mais caro encher o tanque – algo essencial em algumas cidades americanas que dependem do transporte com automóveis.BBC
Mai
30
As ações da Eletrobrás operavam em forte alta na manhã de hoje, sobretudo as ordinárias (ON) da estatal. Às 10h35, a ON disparava 9,03%, a maior valorização do índice Bovespa, enquanto a PNB (preferencial da classe B) tinha ganho de 3,16%. O Ibovespa mostrava variação positiva de 0,96% a 72.483 pontos, no mesmo horário.
De acordo com um operador, os papéis da empresa sobem diante da expectativa de solução para uma dívida de R$ 8,5 bilhões da Eletrobrás em dividendos. Reportagem do jornal Valor Econômico desta sexta-feira afirma que os ministros Edison Lobão (Minas e Energia) e Guido Mantega (Fazenda) esperam chegar a um acordo em 10 dias sobre um plano para pagar os acionistas da Eletrobrás.AE
Mai
15
O dólar à vista abriu em baixa de 0,15% hoje, cotado a R$ 1,661 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Instantes após a abertura, às 9h29 (de Brasília), a moeda americana ampliava a baixa e era cotada a R$ 1,6608 (-0,16%), na taxa mínima do dia até este horário. Ontem, o dólar à vista fechou em alta de 0,45%, a R$ 1,6635.
Três pontos domésticos vão calibrar os movimentos do câmbio hoje: mais um dado de inflação salgado; o impacto que a desoneração de tributos sobre o trigo e derivados poderá ter nas expectativas de inflação e ainda a discussão sobre como será o operacional para a formação do Fundo Soberano do Brasil. As ondas do ambiente externo, por ora, são calmas antes da divulgação de uma série de indicadores econômicos dos Estados Unidos programados para o dia.
A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 1,52% em maio ante 0,45% em abril, informou hoje cedo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Foi a maior taxa registrada pelo indicador desde dezembro do ano passado.
O dado é retrovisor. Mas, como disse o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, esta semana, o que importa é o que é visto pelo pára-brisa frontal. E tentando atenuar altas futuras, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem a suspensão, até o fim do ano, da cobrança do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o pão francês, o trigo e a farinha de trigo. O objetivo é conter a alta do preço desses produtos. Também ficará suspensa até o fim de 2008 a cobrança do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante nas importações de trigo. E será prorrogado até o dia 31 de agosto deste ano o prazo de importação do trigo in natura com tarifa zero, medida aprovada pela Câmara de Comércio Exterior.
Se as avaliações iniciais sobre o mecanismo de financiamento do Fundo Soberano do Brasil indicaram que o governo não estava dando uma contribuição muito consistente para conter a inflação, essa renúncia tributária representa um contraponto. A desoneração segue uma outra medida adotada em relação ao arroz, cujo preço também subiu nos últimos meses. Anteriormente, o governo decidiu não exportar parte dos estoques públicos de arroz que são gerenciados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para conter preços.
Essas contribuições podem mitigar a dose de aperto monetário, mas as contas ainda precisam ser feitas. No entanto, as altas de preços não estão localizadas só no trigo e no arroz.
Cenário externo
No exterior, o euro é negociado em alta, ajudado pelo crescimento acima das expectativas das economias alemã e francesa no primeiro trimestre deste ano, embora a alta fosse limitada pelo comportamento sem ímpeto das bolsas da região, que digerem balanços decepcionantes do banco francês Credit Agricole e anúncio de baixas contábeis pelo britânico Barclays.
Já nos Estados Unidos, vários indicadores importantes serão divulgados hoje. Os principais são a produção industrial de abril, com anúncio às 10h15 (de Brasília), e o índice de atividade do Federal Reserve de Filadélfia referente a maio, às 11 horas. Há também o índice de atividade de maio do Fed de Nova York e o número de pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana passada (9h30); o fluxo internacional de capitais em março (10h) e o índice de atividade da Associação Nacional das Construtoras de Casas (14h).