Brasília - O volume de do Sistema Financeiro Nacional chegou a R$ 1,085 trilhão em julho, o que equivale a 37% da soma de
bens e serviços produzidos no país, o Produto Interno Bruto (PIB). Esse é o maior percentual da série histórica do Banco Central (BC), iniciada em 1994. A maior taxa registrada anteriormente foi em janeiro de 1995, quando o percentual chegou a 36,8%, segundo dados do BC.

A taxa média de (pessoas físicas e jurídicas) subiu. O percentual anual passou de 38%, em junho, para 39,4% em julho. Nos 12 meses fechados em julho, a taxa média subiu 3,5%. No ano, a alta é de 5,6%.

No caso das operações destinadas apenas a pessoas físicas, a taxa média anual passou de 49,1% em junho para 51,4% no mês passado. A taxa média de anuais para empresas (pessoa jurídica) foi de 27,5% em junho, maior do que os 26,6% de junho.

Os cobrados pelo uso do cheque especial continuam em alta. Em junlho chegaram a 162,7% ao ano. Em junho, a taxa havia sido de 159,1% ao ano. O aumento foi de 23,5 pontos percentuais em 12 meses e 24,6 pontos percentuais no ano. O saldo do cheque especial no mês para pessoas físicas chegou a R$ 15,561 bilhões, em julho. A população recorre mais ao pessoal (R$ 118,805 bilhões) e a outras modalidades, como cartão de (R$ 20,468 bilhões).

Os consumidores também estão pagando mais pelo pessoal, que inclui operações com desconto em folha de pagamento. A taxa de passou de 51,4% em junho para 53,6% em julho. No ano o aumento foi de 7,8 pontos percentuais e em 12 meses, 3 pontos percentuais.

A taxa de juro para a compra de passou de 31,1% ao ano para 33,5% ao ano. A alta no ano foi 4,7 pontos percentuais e em 12 meses, 4,8 pontos percentuais.

A inadimplência geral, considerados atrasos superiores a 90 dias, chegou a 4,2%, contra 4% de junho. Para as pessoas jurídicas, a inadimplência permaneceu em 1,7% e para as pessoas físicas subiu de 7% para 7,3%.

O prazo médio dos para as empresas chegou a 299 dias corridos em julho, contra 303 dias corridos de junho. Para as famílias, o prazo médio passou de 466 para 467 dias corridos.

O tão sonhado carro novo pode se transformar em dor de cabeça, quando a única alternativa passa a ser se desfazer dele. Foi o que aconteceu com o diagramador Bruno Carli. Ele perdeu o emprego e ficou com 48 prestações do veículo que hoje vale, no máximo, R$ 25 mil. Mesmo depois de pagar 12 parcelas, para quitá-lo, ele precisa de mais de R$ 27 mil. “Eu corro o risco de perder o carro e ainda ficar com a dívida”, diz.

Segundo com a Federação Nacional da Distribuição de Automotores (Fenabrave), de janeiro a junho deste ano 1,3 milhão de de passeio e comerciais leves em todo o país foram comprados por meio de Direto ao (20,95%) ou via leasing (38,09%).

Os planos de financiamento são longos, as taxas de são anunciadas como as melhores do mercado e as parcelas são pequenas. Mas o precisa ter cuidado e analisar bem, porque quando o veículo sai da concessionária vai desvalorizar e, a dívida, aumentar.

“O pessoal usou um, dois anos o veículo, não consegue mais pagar a prestação porque esse carro chegou a ponto de exigir manutenção, novo licenciamento, aí são ofertados no ”, diz George Assad Chahade, presidente da Associação dos Revendedores de Automotores no Estado de (Assovesp).

A associação constatou que, no último ano, mais de 36%, ou seja, cerca de 70 mil carros, que chegaram às revendas para troca, tinham prestações a pagar. Além disso, 50% deles – cerca de 35 mil carros – valiam menos do que os proprietários deviam.

Saídas para a dívida

Na opinião do economista Nelson Barrizzelli, a saída para quem estiver com para quitar o financiamento é negociar. “O indivíduo teria que vender o carro e mais alguma coisa para ficar livre da dívida. Mas eu acho que os bancos e financeiras estão sempre dispostos a negociar porque é melhor negociar do criar bola de neve”.

Para a Fenabrave, número de pessoas com parcelas em atraso é pequeno e não chega a 40%. Ainda assim, eles reforçam o lembrete: o tem que fazer uma criteriosa conta antes de assumir um financiamento de longo prazo.

“Faça uma avaliação primeiro de sua possibilidade de se manter no emprego. Verifique o percentual que a responsabilidade do pagamento está em relação à renda total. Se ele observar esse equilíbrio não tem problema”, diz Sérgio Reze, presidente da Fenabrave.G1

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