Salvador - Já chegam a 152 os por de artifício em (BA), a 146 quilômetros a sudoeste de Salvador. A cidade, que tem na guerra de espadas ( feitos com tocos de bambu recheados com pólvora e limalha de aço) a maior tradição nas comemorações juninas, contabilizava 152 queimados entre o dia 13 - festa de Santo Antônio - e a noite de hoje, Dia de São João.

Apenas entre a noite de ontem e a manhã de hoje, período de maior concentração de casos, 80 pessoas ficaram feridas, mas a expectativa da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) é que o saldo final dos festejos, que será divulgado amanhã, seja menor que o de 2007, quando houve 305 casos de queimaduras durante as comemorações no município.
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Juíza de (BA) é suspeita de ligação com Gustavo Durán.
Ela já o absolveu após polícia encontrar cocaína em fazenda.

juizabanhia.gifO Tribunal de Justiça da decidiu investigar o envolvimento de uma juíza com um dos maiores traficantes de drogas que já atuaram no . Gravações da Polícia Federal revelaram uma proximidade suspeita entre a juíza Olga Regina Santiago Guimarães, de (), e o colombiano Gustavo Durán Batista, no mês passado.

Olga é suspeita de envolvimento com o traficante colombiano, que foi no Uruguai com 500 kg de cocaína. A droga era do cartel colombiano de Juan Carlos Ramirez Abadia, o Chupeta, capturado em também no mês passado.

Gustavo Durán já foi réu de Olga em Juazeiro. Em uma fazenda de frutas do colombiano, a polícia encontrou, em 2001, cocaína e dezenas de caixas com fundo falso. Processado, Gustavo Durán foi absolvido pela juíza Olga Guimarães.

A descoberta de drogas na fazenda provocou uma grande . Gustavo Durán Bautista é acusado de mandar para a Europa mais de 5 toneladas de cocaína em caixas de frutas. Essa mesma - que recentemente levou à prisão do traficante - apontou que ele e a juíza Olga, atual diretora do Fórum de , mantiveram muitos contatos até pouco tempo atrás.

Interceptações autorizadas pela Justica Federal flagraram diversas ligações da juíza e do marido dela, Baldoíno Santana, para o traficante. O Jornal Nacional teve acesso às transcrições dos telefonemas.

Numa ligação, a juíza diz que “esteve na lá Polícia Federal e que estava tudo OK com as fichas de antecedentes”. Durán responde: “Ah, que bom”, e completa: “Tá bom doutora, amanhã eu vou colocar aquele negócio que o senhor Balduíno me falou”. Olga finaliza: “Tá certo, muito obrigado e boa sorte!”.

As interceptações flagraram o pagamento de dinheiro. O marido da juíza telefona para o traficante e diz que não caiu nenhum depósito na conta. Durán se compromete a depositar na manhã seguinte.

Em outra ligação, o traficante informa Balduíno que “só conseguiu depositar R$ 14,8 mil porque está meio apertado”. O marido da juíza agradece o que Durán fez por ele.

As investigações comprovaram que no mês de junho Olga e o marido dela foram visitar a família do traficante em uma casa no Morumbi, na Zona Sul de . O encontro foi confirmado pela filha mais velha do colombiano em depoimento à Polícia Federal. Ela disse que o pai e a juíza conversaram reservadamente e que não foi a primeira vez que eles estiveram juntos.

A juíza foi procurada insistentemente pela reportagem, que recorreu até a Associação dos Magistrados da e ao Tribunal de Justiça, em Salvador, mas nem ela nem o marido quiseram atender a reportagem.

O presidente do Tribunal de Justiça da , Benito Figueiredo, abriu inquérito criminal para apurar as ligações de Olga com o traficante colombiano.

“O julgamento será com isenção sem nenhum protecionismo, nem político nem pessoal. Isso eu tenho absoluta segurança”, disse.

Lidivaldo Britto, procurador-geral da , acha que se trata de uma situação bastante delicada. “Acho que seria razoável o afastamento dela para que o tribunal pudesse apurar todos os fatos”.

G1

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