Uma intensa, acompanhada de fortes e granizo, deixou no final da tarde de ontem um rastro de estragos e pelo menos duas mil pessoas desalojadas e desabrigadas na cidade de Carandaí, a 137 quilômetros de , na região central de . As causaram problemas também na capital e em oito municípios mineiros, conforme levantamento divulgado hoje pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec). Não há registro de vítima fatal.

Em Carandaí, a de granizo destelhou centenas de residências e estabelecimentos comerciais. Dezenas de pessoas sofreram ferimentos leves e foram atendidas no hospital da cidade. A prefeitura ainda contabiliza os estragos, o número de - pessoas que perderam tudo e precisam dos abrigos públicos -, desalojados - os que podem contar com ajuda de vizinhos e familiares - e feridos.

O de Bombeiros da cidade vizinha de Barbacena calculou que cerca de 15 mil dos 22,2 mil habitantes de Carandaí foram afetados pelo temporal. Ao menos um terço dos moradores amanheceram sem luz devido ao rompimento de cabos e fios da Companhia Energética do Estado (Cemig). “Foi uma de uns 20 minutos, com pedra de granizo do tamanho de um abacate. Por onde passou, não teve piedade de ninguém”, disse o assessor da prefeitura, Célio Rodrigues.

“Teremos de reconstruir a cidade”, afirmou o secretário de Obras, Domingos Sávio. A Cedec enviou para o município um caminhão com material de auxilio humanitário e técnicos para apoio suplementar. Os foram levados para igrejas, escolas e para a prefeitura da cidade.

Outras cidades

acompanhadas de fortes e granizo também foram registradas ontem e no domingo em cinco municípios da Zona da Mata mineira - , , , e - e em dois da região central - e .

O forte temporal de cerca de 30 minutos também provocou estragos em e na região metropolitana. O Centro de Climatologia MG Tempo registrou que chegaram a 50 quilômetros por hora. Conforme avaliação do órgão, os estragos provocados em Contagem e em Betim caracterizam de 70 quilômetros por hora. Pelo menos 25 mil pessoas amanheceram sem energia elétrica na capital do Estado.

- O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, sigla em inglês) informou que o centro do Ike estava às 15 horas, horário de Brasília, 270 quilômetros a sudeste de Galveston (Texas) e 430 quilômetros a leste de Corpus Christi (Texas), movendo-se na direção oeste-noroeste a 19 quilômetros por hora. “Uma virada para noroeste é esperada para hoje, com uma virada para o norte esperada para o sábado”, diz o informe, acrescentando que “na trajetória prevista, o centro de Ike estará muito próximo à costa do Texas mais tarde hoje ou amanhã cedo. Contudo, como Ike é um tropical muito grande, o tempo vai começar a se deteriorar ao longo da costa muito em breve”.

Segundo o NHC, “dados da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) e dos aviões de reconhecimento da Força Aérea indicam que os máximos sustentados continuam em torno de 165 quilômetros por hora, com rajadas mais fortes. Ike é um Categoria 2 na escala Saffir-Simpson, mas poderá alcançar a costa como Categoria 3″.

O informe acrescenta que “Ike continua a ser um tropical muito grande. com força de se estendem para fora a até 195 quilômetros do centro e com força de tempestade tropical se estendem para fora a até 445 quilômetros”. O documento diz ainda que “tornados isolados são possíveis hoje em porções do sul da Louisiana e no extremo norte do Mississippi. Tornados isolados são possíveis hoje à noite em porções do sudoeste da Louisiana e no sudeste do Texas”. A íntegra do informe em inglês pode ser obtida no site do NHC.

A filipina Sulpicio Lines, dona do barco que naufragou sábado nas após a passagem do tufão “Fengshen”, informou neste domingo (22) que havia 845 pessoas a bordo, e não 747, como havia sido dito anteriormente. A informação é da agência Reuters.

O barco foi encontrado a três quilômetros da costa, virado de cabeça para baixo.

Seis corpos foram encontrados até agora, e há quatro sobreviventes que conseguiram nadar até ilhas próximas.

Segundo um porta-voz da guarda, os devem ter sido levados pela correnteza durante a tempestade. Há a expectativa de que existam mais sobreviventes em ilhas próximas. Havia no barco pelo menos 53 , 33 delas de colo.

“Fui informada de que o barco tem um grande rombo na parte central do casco, disse a prefeita de San Fernando, Nanette Tansingco, a uma rádio local.

“Muitos de nós pularam, as ondas eram muito grandes, e a era forte”, disse a uma rádio local um dos sobreviventes, identificado apenas como Jesse. “Houve apenas um anúncio pelo megafone, cerca de 30 minutos antes do barco virar. Imediatamente depois que eu pulei, o virou, e as pessoas mais velhas foram deixadas lá.”

O ‘Princess of Stars’ afundou no sábado (21), mas a guarda costeira foi incapaz de alcançá-lo por causa do mar agitado e do mau tempo causado pelo tufão. As autoridades haviam perdido contato com a barco à 0h de sábado, depois que ele havia zarpado da capital, Manila, rumo à ilha de Cebu, a 600 km.

Pelo menos três estão participando dos trabalhos de . Na segunda-feira, mergulhadores devem vasculhar o barco, que não tem sinais de vazamento de combustível.

Vários parentes das vítimas, alguns em lágrimas, lotaram o escritório da Sulpicio na cidade de Cebu em busca de informação. O barco tinha para 1.900 pessoas.

“Meu pai era um dos passageiros. Até agora as notícias não são boas”, disse Lani Dakay. “Meu pai tem 59 anos, eu nem mesmo sei se ele consegue nadar.”

Se for confirmada a dos , este será o maior desastre marítimo no país desde dezembro de 1987, quando cerca de 4.400 morreram no sul do país depois que um barco chocou-se com um petroleiro.

233

O tufão já deixou pelo menos 233 em todo o país segundo o Conselho Nacional para a Coordenação de Desastres e a Cruz Vermelha.

As províncias mais afetadas são a de Iloilo e Mindanao. “Esse é o pior desastre que já tivemos na nossa história”, disse Neil Tupaz, governador de Iloilo.
Com de 120 km/h e seqüências de até 150, a tempestade mudou de trajetória de madrugada e se aproximou de Manila, onde arrancou árvores e causou cortes na energia elétrica em amplas áreas da zona metropolitana. Agora, ela ruma para o noroeste do país e, em seguida, deve partir para Taiwan, onde deve chegar em alguns dias, segundo a meteorologia.

Cerca de 20 tufões atingem as a cada ano. Em 2006, quatro tempestades de intensidade incomum alagaram várias regiões de Luzon com que deixaram mais de 1.300 , quase três milhões de e meio milhão de casas destruídas.

Com de Reuters, EFE e AP

A região afetada pelo pior da em três décadas está ameaçada por um nova por causa do risco de rompimento da barragem próxima de Dujiangyan, que provocaria a inundação da cidade de 600 mil habitantes. Ontem, 2 mil soldados foram enviados ao local para tentar reparar as rachaduras provocadas pelo tremor.

A barragem de Dujiangyan é a maior de centenas que foram afetadas pelo na região central, que tem inúmeros rios e é bastante montanhosa. A cidade já vive um dos maiores dramas do , que é o soterramento de 900 e adolescentes em uma escola.

A estimativa do número de pessoas soterradas pelo subiu ontem para 26 mil, após equipes de alcançarem regiões que até então estavam totalmente isoladas e sem comunicação com o restante do país. O número oficial de mortes já confirmadas chega a 15 mil e há 64 mil feridos, segundo dados divulgados pelo .

Pela primeira vez, uma equipe alcançou o do , a cidade de Wenchuan, de 112 mil habitantes. Os primeiros soldados chegaram de helicóptero e o premiê Wen Jiabao também esteve lá. Tentativas de alcançar a cidade haviam sido frustradas pelo mau tempo na terça. No distrito de Wenchuan onde o tremor começou, 70% dos prédios foram destruídos.

Dois irmãos morreram afogados dentro da casa onde residiam, na madrugada desta terça-feira, em (MG). De acordo com a Defesa Civil da capital mineira, o caso ocorreu na área nordeste do município, região em que choveu, em menos de uma hora, o equivalente a um terço da quantidade de prevista para o mês inteiro.A residência das vítimas foi invadida pela água e provocou a por afogamento de Jefferson Henrique Pereira de Sousa, de 7 anos, e de Carlos Samuel de Sousa, de 10 anos. Ambos morreram quando eram socorridos pelo de Bombeiros.

Segundo o último balanço da Defesa Civil do Estado, já chegou a 16 o número de em decorrência da em desde o dia 1º de outubro do ano passado. Outras 35 pessoas ficaram feridas, além de 3.623 e 1.855 desalojados.

Embora com menor intensidade e freqüência, a terra continua a tremer na região norte do Ceará. Em , a 25 quilômetros de , os moradores estão com medo de dormir dentro de casa.

Traumatizados pelas três fortes seqüências de tremores, eles passam a noite rezando, reunidos em volta de uma fogueira. Muitas famílias dormem em barracas improvisadas.

“Não sei mais o que fazer.Se durmo dentro de casa com minhas ou se fico aqui fora esperando novos tremores”, pergunta-se a moradora Maria das Graças.

De acordo com o chefe do Laboratório de Sismologia da Defesa Civil do Estado, Francisco das Chagas Brandão Melo, o dos abalos começou a migrar de e para .

Durante o fim de semana, os sismógrafos registraram 600 abalos sísmicos num intervalo de 30 horas. “Eles continuam acontecendo, mas são tão pequenos que nem chegam a ser percebidos pelas pessoas“, informa Melo.

A cidade de , a 314 km de , deve voltar a ser atingida por forte nesta quinta-feira (17).

Na quarta (16), um temporal que durou cerca de uma hora provocou alagamentos e quedas de árvores na cidade. Uma ponte caiu. Rios transbordaram. Moradores chegaram a encontrar peixes pela rua.

A previsão de forte se estende ao interior, litoral e também à Grande . A temperatura deve passar dos 30ºC em algumas regiões. É o tempo quente e abafado que favorece a formação de nuvens carregadas. Mas, enquanto a não vem, o sol brilha forte.

No fim de semana, deve continuar chovendo no litoral. Na capital, os meteorologistas prevêem mudança. Ainda deve chover, mas o tempo fica nublado e as temperaturas diminuem um pouco.

Pelo menos 78 pessoas morreram hoje em provocados pelas fortes no oeste da . Milhares de casas também foram inundadas em outras partes do país. Sessenta e uma pessoas foram soterradas por um deslizamento no distrito de Read more

Uma criança de cinco anos morreu, seis pessoas ficaram feridas e cerca de 380 desabrigadas por causa de um tremor de terra ocorrido na madrugada deste domingo (9) no distrito de Caraíbas, no município de , norte de , a cerca de 400 quilômetros de Brasília. Read more

Ainda há 44 e 22 pessoas foram levadas para hospitais.
No momento do acidente, 123 operários trabalhavam sobre e sob a ponte.

Pelo menos 22 operários morreram e 44 estão após a queda de uma ponte em construção na qual trabalhavam, no centro da , num momento em que o investiga mais de 6 mil pontes em todo o país devido a seu estado perigoso.

A queda aconteceu na província de Hunan, às 16h40 de segunda-feira (5h40 de Brasília). Pelo menos 123 operários trabalhavam sobre e sob a ponte no momento do acidente, dos quais 64 foram resgatados e 22 tiveram que ser hospitalizados, segundo os últimos dados do Ministério de Segurança no russo.

A ponte cruzava o rio Tuo, no distrito de Fenghuang. A região turística é famosa por suas belas montanhas e suas casas tradicionais. O acidente cortou a estrada que liga o distrito com o de Daxing.

Com 328 metros de comprimento e 42 metros de altura, a ponte estava quase terminada e deveria ser inaugurada no fim do mês. Os operários estavam retirando os andaimes, segundo a agência estatal “Xinhua”.

A Fengda estava encarregada do projeto no oeste da província, através do consórcio Road and Bridge Construction (RBC), com um investimento de US$ 1,6 milhão.

Reuters

 

A queda de uma ponte em construção matou pelo menos 22 pessoas no sul da .

A polícia está investigando o mestre de obras da RBC, Xia Toujia, e o supervisor do projeto, Jiang Ping. As autoridades abriram uma para esclarecer as causas do acidente.

Os trabalhadores que construíam a ponte eram em sua maioria imigrantes vindos da zona rural, segundo a emissora “CFTV”.

Acidente na

Em junho, nove pessoas morreram na província de Cantão, no sul da , depois de um carregado de areia se chocar contra um pilar de uma ponte, derrubando um trecho de 150 metros pelo qual passavam vários veículos e pedestres.

Na ocasião, inicialmente a imprensa chinesa afirmou que não havia vítimas mortais. Mas, nos dias seguintes, as equipes de encontraram nove corpos. Após o acidente, o Ministério de Comunicações anunciou um plano para inspecionar e reparar mais de 6 mil pontes.

Segundo o relatório anual de manutenção de estradas elaborado pelo Ministério, no fim de 2006 havia na cerca de 6.300 pontes “em estado perigoso, com alguns componentes estruturais importantes seriamente danificados”.

O plano do Ministério é que todas as pontes das estradas nacionais e provinciais e da maioria das estradas dos distritos se tornem seguras até 2010.

Segundo o jornal estatal “ Daily”, entre os anos 2000 e 2005 o gastou US$ 1,97 bilhão na reparação de 7 mil pontes. Também implantou um sistema de manutenção que obriga as empresas de construção de estradas a contratar engenheiros para controlar as suas estruturas.

Segundo o secretário-geral do Instituto de Pontes e Engenharia Estrutural, Xiao Rucheng, “no passado, desenhar uma ponte exigia pelo menos um ano, mas agora costuma levar um mês”. A rapidez nas obras resulta em defeitos no desenho e na construção.

“Uma vez vi que pediam a operários que unissem duas seções de uma ponte durante um tufão. As fendas podem aparecer com facilidade se o cimento é despejado com um assim”, explicou o especialista.

Ele acrescentou que um dos problemas das pontes construídas nos últimos 20 anos é que os engenheiros não previram o grande tráfego atual. As estruturas não estão preparadas para suportar tanto peso.

Na há mais de 500 mil pontes, a maioria construída nos últimos 20 anos.Fonte:G1

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