Jul
13
O boxe brasileiro vai para Pequim com a difícil missão de conquistar uma medalha, feito só obtido pelo peso mosca Servílio de Oliveira, há 40 anos, nos Jogos da Cidade do México. Os seis pugilistas classificados para entrar em ação de 9 a 24 de agosto no Ginásio dos Trabalhadores, na capital chinesa, sabem que o sorteio das chaves será decisivo para um bom desempenho.
O meio-médio-ligeiro (até 64 quilos) paraense Myke Carvalho só tem 24 anos, mas, ao lado do meio-pesado Washington Silva, é o mais experiente da equipe brasileira - ele esteve nos Jogos de Atenas, em 2004. “Fiquei deslumbrado com a quantidade de pessoas, o tamanho daquilo tudo. Subi no ringue e minhas pernas não paravam de tremer”, lembrou. Resultado: derrota na primeira rodada para o porto-riquenho Alexander de Jesus por 39 a 24.
Com a bandeira do Brasil tatuada no ombro esquerdo, Myke confia em chegar até as quartas-de-final dos Jogos de Pequim. Serão 28 atletas em sua categoria. Com um sorteio a seu favor, o brasileiro poderá precisar de apenas duas vitórias para atingir seu objetivo. “Daí para frente, tudo poderá acontecer. Mais uma vitória e a medalha estará garantida”, disse o lutador, que está em treinamento intensivo em Cuba, juntamente com os companheiros Washington Silva, Paulo Carvalho, Robenilson Vieira, Robson Conceição e Everton Lopes.AE
Mai
7
A Secretaria de Estado da Educação encerrou no final de abril a maior pesquisa do Brasil com estudantes que prestaram exames supletivos. O levantamento aponta que a maioria (60,8%) dos que participaram da prova pensa no futuro profissional ao tentar o diploma.
O estudo foi realizado em março passado e contou com a participação de 33 mil pessoas que realizaram o exame supletivo.
Na ocasião, dos 245 mil inscritos no exame da Secretaria da Educação, 105 mil compareceram ao exame supletivo e 70,5 mil foram aprovados.
Resultados
Dos 33 mil entrevistados, 60,8% prestaram o exame pensando no trabalho (24,2% querem ingressar no mercado de trabalho, 17% desejam voltar a trabalhar e 19,6% querem promoção no emprego). Outros 25,7% dos concorrentes prestaram supletivo para galgar novos níveis de escolaridade_ 13,5% têm motivos diversos.
O perfil dos candidatos do supletivo ainda demonstra que o maior percentual tem idade entre 21 e 40 anos (65%) e renda familiar entre 1 e 3 salários mínimos (60,9%). Cerca de 55% dos 33 mil concorrentes prestaram o exame pela primeira vez. Aqueles que já foram reprovados outras vezes apontam a dificuldade das questões (42,6%) como o principal fator para o mau desempenho.
“Essa pesquisa é muito importante para identificar e conhecer as necessidades dos candidatos e, a partir daí, projetar possíveis mudanças. O dado mais importante é saber que os concorrentes têm a preocupação de galgar posição no trabalho”, afirma Elisabete Lunetta, diretora de supletivo da Secretaria.
Cerca de 28% dos candidatos estudaram até a 8ª série do Ensino Fundamental, em escolas regulares. A pesquisa aponta ainda que os candidatos lêem, em média, 2 livros por ano (fora os materiais didáticos) e se mantêm informado prioritariamente por televisão ou internet.
Dos alunos que pretendem continuar com os estudos, 52% desejam entrar um uma faculdade. Outros 38,1% desejam participar de um curso técnico. Mais 9,5% dizem não querer mais estudar.
A disciplina de maior identificação é língua portuguesa, com 32,6% da preferência. Em seguida vem matemática, com 29,5%, história (17,5%), ciências (12,7%) e geografia (7,7%).
Renda da família
A maioria deles tem renda familiar inferior a R$ 1.300. Este grupo concentra 60,9% dos pesquisados. Mais 8,7% têm renda menor que R$ 391. outros 23,3% ganham entre R$ 1.300 e R$ 2.600.
Secretaria da Educação