O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis () aplicou com valor total que ultrapassou R$ 3 milhões em Tailândia, no Pará, até ontem, segundo balanço divulgado hoje pela Polícia Federal (PF). Durante a Operação Arco de Fogo, iniciada no dia 25 na cidade para conter o da , a PF apreendeu 4,9 mil m³ de madeira, 845 metros de carvão, 13 motosserras, dois tratores, um caminhão e equipamentos de serraria. Nove estabelecimentos também foram interditados.A PF instaurou dois inquéritos e seis termos circunstanciados, voltados para a apuração de crimes menores. Durante a ação, que também conta com agentes da Força Nacional de Segurança (FNS), 415 carvoarias terminaram derrubadas.

Sessenta delas foram destruídas pelos próprios donos, que, com isso, pretendiam evitar problemas com a .

Estima-se que esses fornos consumiam mais de 11.600 árvores de porte médio em um mês. Segundo a PF, as madeiras mais encontradas são das espécies ipê, angelim vermelho, maçaranduba, melanciero, guajará, louro, taxi, pequiá e tatajuba.

Folha Online Um dia depois de o federal anunciar a suspensão da licença para desmatar em 36 municípios, que concentram 50% do na , tratores continuaram derrubando árvores em áreas de Alta e Paranaíta (MT, a 830 km de Cuiabá), revela reportagem publicada neste sábado na Folha de S.Paulo .

A reportagem da Folha sobrevoou, em um monomotor, partes de derrubadas para abrir caminho à agricultura e à pecuária. A reportagem constatou que o ritmo da devastação não parece ter sido alterado pelo anúncio das recentes medidas de controle e que as medidas adotadas podem ter chegado tarde demais.

O método da devastação começa com madeireiros derrubando com motosserra árvores selecionadas, que depois vão se transformar em madeiras nobres. Em seguida, vêm os tratores, que derrubam as árvores remanescentes e que, depois, serão queimadas, para limpar a área que será usada pelo gado.

O ambientalista Laurent Micol, que atua na região pela organização não-governamental ICV (Instituto Centro de Vida), afirmou que a recuperação financeira do agronegócio é a hipótese mais provável para explicar o avanço sobre novas áreas. “ é investimento por parte do produtor rural. E ele só pode fazer isso se estiver capitalizado.”

Após o sobrevôo, a reportagem procurou o e o Ministério do Meio Ambiente, em Brasília. As assessorias dos dois órgãos não encontraram ninguém para comentar o caso até as 19h40. Em Alta , na sede do , também ninguém atendeu o telefone.

Diante do aumento da área desmatada na de agosto a dezembro de 2007, o anunciou ontem que os bancos oficiais estão proibidos de financiar máquinas e plantio de safra das propriedades que tenham feito ilegal da . Haverá também o bloqueio das fazendas envolvidas no crime ambiental. E vão responder solidariamente os que comprarem ou transportarem produtos de quem derrubou a mata.Após reunião emergencial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, divulgou uma lista de 36 municípios campeões em - 19 em Mato Grosso, 12 no Pará, 4 em Rondônia e 1 no . A Polícia Federal iniciará no dia 21 uma operação nesses locais. O Ministério da Agricultura também enviará equipes com a determinação de visitar as áreas desmatadas.

No ano passado, o estima ter bloqueado 234 mil hectares de propriedades envolvidas em desmatamentos ilegais. Marina disse que decreto assinado pelo presidente no dia 21 de dezembro vai tornar mais ágil o processo de embargo das terras.

Uma portaria regulamentando o decreto deve ser publicada hoje no Diário Oficial, com detalhes de bloqueios e regras de proibição de créditos. Também está proibida autorização de desmate nos 36 municípios da lista de maior . O campeão é São Félix do Xingu, seguido de , no Pará. O em , e , em Mato Grosso, também foi alto.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ao reclamar da falta de empenho de governadores aliados no combate ao causou constrangimento no Palácio do Planalto. Logo após a entrevista dela para falar do problema na , o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou assessores dizerem à imprensa que não era hora de acusações, mas de tomar providências.Lula acompanhou parte da entrevista no gabinete um piso acima do local onde estava a ministra. Marina Silva havia começado a entrevista criticando o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), e de Rondônia, Ivo Cassol (sem partido), de retirarem policiais militares de ações integradas de combate ao . “Estamos vivendo um momento atípico, um período de estiagem longa, um período eleitoral, onde temos muita dificuldade de operar com os agentes locais”, disse Marina.

“É só verificar o que aconteceu em Rondônia, onde estávamos com uma operação com a ambiental do Estado, os agentes da Polícia Federal e o ”, completou. “E o governador deu uma ordem unida para que os 45 policiais militares nos deixassem completamente à deriva, numa operação que eles deveriam nos dar suporte.”

Contravenção

Ela observou que a decisão de Cassol, que teria ocorrido anteontem, tem acontecido em outras situações, inclusive em Mato Grosso. No decorrer da entrevista, Marina foi questionada sobre o fato de os três estados com maiores índices de - Mato Grosso, Pará e Rondônia - serem governados por aliados do Planalto. Blairo Maggi chegou a indicar um ministro para a pasta da Agricultura e mantém boas relações com .

“Num processo republicano você não opera com essa lógica de que a contravenção é de aliado ou de não aliado, a contravenção deve ser combatida com igual rigor para todos”, se limitou a dizer a ministra. A ministra e os assessores não abordaram a questão da grilagem de terras públicas, considerada por especialistas como uma das principais causas do irregular na .

O secretário de Biodiversidade e do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, anunciou hoje em entrevista no Palácio do Planalto, ao lado da ministra Marina Silva, que nos 36 municípios da com maiores índices de estão proibidas emissões de novas autorizações de da mata e que o embargo de propriedades em que ocorrerem desmatamentos ilegais será obrigatório.

Segundo o secretário, nos últimos três anos houve redução de 59% no . Apesar do “nunca visto” registrado em novembro e dezembro do ano passado, ele assegurou que “não está havendo aumento de na , isso não aconteceu”.

Ele assegurou que o recorde de novembro e dezembro é “localizado” e que o sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) permite o acompanhamento em tempo real justamente para verificar esses episódios e “impedir que tendências isoladas permaneçam”.

Segundo Capobianco, “não há como afirmar que as medidas (adotadas pelo ) não dão resultado”, pois houve redução do em três anos consecutivos.

“No ano passado, foi o melhor índice de desde 1991, quando tínhamos muito menos população na e a capacidade de integração era muito menor. O desafio é que nós possamos, em 31 de julho de 2008, comemorar o 4º ano de redução. Isso exigirá um esforço redobrado.

O Ministério do Meio Ambiente promete divulgar nesta sexta-feira (25) o nome de aproximadamente 30 municípios que vão integrar uma lista suja dos maiores responsáveis pelo na . “Estamos em fase de finalização”, afirmou a ministra Marina Silva.Nos municípios que estiverem na lista, o vai promover um de todos os imóveis rurais, por georreferenciamento.

Aqueles em que for constatada ilegal de , serão alvo de embargo, ou seja, não poderão vender sua produção nem terão acesso a crédito. Também será penalizado quem comprar ou transportar produtos adquiridos junto aos embargados.

“A intenção é exatamente reforçar a em uma região responsável por cerca de 40% a 50% do na ”, ressaltou Silva.

Dados preliminares divulgados hoje (23) pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam um na região amazônica de 3.235 quilômetros quadrados entre agosto e dezembro de 2007.

desmatamento031.jpgOs órgãos não falam em crescimento percentual pela indisponibilidade de informações completas do mesmo período de anos anteriores. Mas segundo a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o número representa uma tendência “preocupante” de aumento.

“O não quer pagar para ver. Não vamos aguardar a sorte, e sim, trabalhar para fazer frente a esse processo”, disse a ministra.

A maior parte dos desmatamentos detectados no período se concentrou em três estados: Mato Grosso (53,7% do total desmatado), Pará (17,8%) e Rondônia (16%).

Segundo Marina, os números serão debatidos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva amanhã (24), às 9h, em reunião no Palácio do Planalto.

No encontro, que terá participação de outros ministros, serão discutidas as medidas para fortalecer a nos locais considerados mais críticos.

De acordo com o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, municípios como e , ambos no Pará, e , em Mato Grosso, são cidades que tradicionalmente apresentam altos índices de .

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