Jun
12
Pode parecer estranho, mas a utilização de banco de ossos na odontologia está regulamentada e aprovada pelo Ministério da Saúde desde 2005. Ainda assim, quando se pensa em doação de órgãos, raramente se lembra que além de coração, córneas, fígado e rim, tecidos e ossos também podem ser transplantados, permitindo que diversas pessoas se beneficiem.
A doação de ossos vem sendo muito útil às pessoas com perda óssea bucal provocada por tumores e problemas odontológicos. “Um único doador pode beneficiar pelo menos 50 pessoas, evitando a extração de osso do próprio paciente”, diz o cirurgião-dentista Marcelo Rezende, diretor da Smiling Dental Care.
“No enxerto ósseo autógeno, antes de qualquer procedimento, o paciente é submetido à extração de osso da bacia, queixo ou maxilar, o que significa maior sofrimento e desgaste emocional”, completa o especialista.
Controle e segurança
Rezende explica que os ossos extraídos de doadores passam por um controle bastante rigoroso, desde o processo de captação até o armazenamento. Geralmente, são utilizados somente seis meses depois do aproveitamento dos demais órgãos do doador.
Depois disso, são cortados em pequenos blocos para serem usados nos enxertos odontológicos. O osso transplantado ativa a regeneração óssea do paciente e, depois de alguns, meses é substituído pelo osso da própria pessoa.
“É importante ressaltar a necessidade de mais campanhas que incentivem a doação de órgãos, incluindo ossos. As vantagens de se optar por esse tipo de recurso são inúmeras, lembrando que nenhum caso de doenças transmitidas por meio desse procedimento foi notificado até hoje devido aos rigores adotados”, lembra o dentista.
“Além do mais, utilizando o osso doado é possível recuperar volumes ósseos muito maiores do que conseguimos ao contar apenas com o material do próprio paciente, garantindo melhor qualidade de vida”, diz Rezende.BR Press
Mai
16
CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - A cantora pop colombiana Shakira está usando sua fama para ajudar crianças latino-americanas pobres, mas também está com o coração voltado a um novo papel que quer exercer: mãe de seus próprios filhos.
“Quero dois”, disse a beldade à Reuters na quinta-feira, num evento para promover a organização beneficente infantil Fundação ALAS (América Latina em Ação Solidária).
Indagada sobre quando quer ter os filhos, porém, ela riu e desconversou.
Shakira tem 31 anos e há oito anos namora Antonio de la Rúa, filho de um ex-presidente argentino. Multidões de fotógrafos seguem o casal constantemente, atentos para indícios de um possível casamento.
A cantora, que já teria vendido mais de 50 milhões de álbuns em todo o mundo, quer conscientizar as pessoas da pobreza extrema em que vivem milhões de crianças latino-americanas.
Recentemente ela visitou o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, para falar sobre a educação em países pobre e em desenvolvimento e também foi ao Capitólio, em Washington, para exortar os parlamentares a aprovar mais verbas de assistência para a educação das crianças pobres no mundo.
“Há 40 milhões de crianças na América Latina que não têm acesso a qualquer tipo de programa de desenvolvimento, que não recebem nenhum estímulo ou educação e que precisam ser alimentadas e cuidadas”, disse ela à Reuters.
“Os artistas têm um poder tremendo de comunicação, de alcançar as pessoas, inspirá-las. É uma parte importante e fundamental de minha vida poder usar meu perfil público para divulgar determinadas problemas — questões que são mais importantes que minha própria carreira, mais urgentes, que necessitam atenção imediata.”
A organização beneficente de Shakira, Fundação Pés Descalços, vem levantando dinheiro desde 1997 para crianças pobres na Colômbia.
Na quinta-feira, Shakira anunciou que Carlos Slim, o homem mais rico do México, e Howard Buffett, filho do guru dos investimentos americano Warren Buffett, prometeram doar quase 200 milhões de dólares à Fundação ALAS.
Shakira e o cantor espanhol Alejandro Sanz, além de outros artistas latinos, vão fazer um concerto gratuito em Buenos Aires, no sábado, para promover a conscientização da pobreza infantil no continente. Um concerto simultâneo encabeçado pelo espanhol Miguel Bosé terá lugar na praça principal da Cidade do México.