Pode parecer estranho, mas a utilização de de ossos na odontologia está regulamentada e aprovada pelo Ministério da desde 2005. Ainda assim, quando se pensa em de órgãos, raramente se lembra que além de , córneas, fígado e rim, tecidos e ossos também podem ser transplantados, permitindo que diversas se beneficiem.

A de ossos vem sendo muito útil às com perda óssea bucal provocada por tumores e odontológicos. “Um único doador pode beneficiar pelo menos 50 , evitando a extração de osso do próprio paciente”, diz o cirurgião-dentista Marcelo Rezende, diretor da Smiling Dental Care.

“No enxerto ósseo autógeno, antes de qualquer procedimento, o paciente é submetido à extração de osso da bacia, queixo ou maxilar, o que significa maior sofrimento e desgaste emocional”, completa o especialista.

Controle e segurança

Rezende explica que os ossos extraídos de passam por um controle bastante rigoroso, desde o processo de captação até o armazenamento. Geralmente, são utilizados somente seis meses depois do aproveitamento dos demais órgãos do doador.

Depois disso, são cortados em pequenos blocos para serem usados nos enxertos odontológicos. O osso transplantado ativa a regeneração óssea do paciente e, depois de alguns, meses é substituído pelo osso da própria pessoa.

“É importante ressaltar a necessidade de mais campanhas que incentivem a de órgãos, incluindo ossos. As vantagens de se optar por esse tipo de recurso são inúmeras, lembrando que nenhum caso de transmitidas por meio desse procedimento foi notificado até hoje devido aos rigores adotados”, lembra o dentista.

“Além do mais, utilizando o osso doado é possível recuperar volumes ósseos muito maiores do que conseguimos ao contar apenas com o material do próprio paciente, garantindo melhor qualidade de ”, diz Rezende.BR Press

Uma terapia genética experimental permitiu restaurar parcialmente a visão de afetadas pela cegueira progressiva congênita, segundo um estudo hoje publicado que poderá abrir caminho ao tratamento de um conjunto de irreversíveis da .

Este ensaio clínico foi realizado com êxito em três adultos jovens no Hospital Pediátrico de Filadélfia (Pensilvânia) que sofriam de amaurose congênita de Leber (ACL), uma degenerescência rara incurável dos receptores de luz da de acometimento precoce que leva à cegueira progressiva e total.

Outro estudo clínico foi realizado separadamente com outros três adultos jovens por Robin Ali, professor de Oftalmologia no University College de Londres, mas só resultou num dos três.

Embora os quatro pacientes não tenham recuperado totalmente a visão, estes resultados preliminares poderão estimular outros estudos que desenvolvam este tratamento inovador contra a ACL e outras da , segundo Albert Maguire, professor de Pediatria no serviço de Oftalmologia da Faculdade de medicina da Universidade da Pensilvânia.

Maguire é um dos principais autores destes trabalhos realizados por uma equipa e publicados na revista New England Journal of Medicine.

Os resultados deste ensaio clínico mostram provas objetivas de uma melhoria da capacidade da de captar a luz” num campo de que em 15 anos teve poucos resultados, considera Katherine High, do Hospital Pediátrico de Filadélfia.

Depois do tratamento, os três pacientes nos Estados Unidos, italianos, duas mulheres e um homem, com idades entre 19 e 26 anos, conseguiram ler linhas do quadro usado pelos oftalmologistas para testar a visão, quando antes podiam apenas detectar os movimentos da mão.

No grupo do Reino Unido, o tratamento resultou num jovem de 18 anos.

Os oftalmologistas utilizaram como vector um adenovírus modificado para introduzir por injeção na milhões de versões normais do gene RPE65, de que uma mutação é responsável pela ACL.

Os pacientes constataram melhoras duas semanas depois.

Aparentemente, esta terapia não provocou inflamação da nem outros efeitos secundários tóxicos, sublinharam os investigadores norte-americanos.

“Pensamos que as melhorias da visão seriam ainda mais pronunciadas se este tratamento fosse realizado na infância, antes da progredir”, segundo um dos autores do estudo, Jean Bennet, professor de Oftalmologista da Universidade da Pensilvânia.

Maguire e Jean Bennet, sua mulher, fizeram parte da equipe de investigadores que conseguiu pela primeira vez inverter a cegueira em cães afetados por uma degenerescência semelhante da , recorrendo à mesma terapia.

A neutralização de uma proteína humana poderá abrir caminho para o combate mais eficaz ao , causador da aids. Sem ela, o vírus perde os meios para se multiplicar e dar continuidade à infecção do organismo, segundo pesquisa divulgada ontem no website da revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Os cientistas, liderados por Pamela Schwartzberg, do Instituto Nacional de sobre o Genoma Humano, dos Estados Unidos, conseguiram, em testes laboratoriais em culturas de células, bloquear uma infecção desativando a proteína ITK.

Segundo Pamela, a proteína é essencial na ativação de funções dos leucócitos T necessárias para a replicação do , “incluindo a expressão dos genes do vírus e sua penetração na célula”. Com isso, a equipe demonstrou, na prática, que a neutralização da ITK (interleucina 2, quinase induzida de célula T), reduz drasticamente a capacidade do de se reproduzir no organismo. “A ITK é uma proteína importante para ativar os leucócitos T, uma célula fundamental para o sistema imunológico normal, e um dos alvos principais da infecção por ”, explica um dos autores do artigo que descreve a nova técnica, Andrew Henderson, da Universidade Estadual da Pensilvânia.AE

Três anos de discussões não foram suficientes para que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Alberto Menezes Direito decidisse sobre a constitucionalidade das com células-tronco embrionárias. Após cerca de cinco horas de julgamento, Menezes Direito pediu vistas do processo. O ministro terá agora um prazo regimental de até 30 dias para analisar o processo e devolvê-lo à votação.O pedido de vistas sucedeu ao voto do relator da ação, ministro Carlos Ayres Britto, favorável ao uso de células-tronco embrionárias. Reduzido de 78 para 60 páginas, a leitura do relatório durou cerca de uma hora e meia.

Ayres Britto iniciou seu relato afirmando que a humana é o fenômeno que ocorre entre o nascimento com e a morte, e que portanto, é preciso após o parto para que o ser humano ganhe personalidade jurídica e civil. “A Constituição não diz quando começa a humana, não dispõe sobre nenhuma forma de pré-natal. Quando se reporta ao direito da pessoa humana e aos direitos e garantias individuais, ela fala sempre de um ser humano já nascido”, disse.

Durante a sustentação de sua tese, Ayres Britto citou o poeta Fernando Pessoa, o filósofo Protágoras, o existencialista Jean-Paul Sartre, ditados populares e também falou de casos de personalidades que têm filhos com neurológicas que poderiam se beneficiar das com células-tronco embrionárias, como a atriz Isabel Fillardis e o jornalista Diogo Mainardi.

O voto do ministro foi acompanhado pela presidente do STF, Ellen Gracie, que adiantou o seu voto dizendo que não constata vício de inconstitucionalidade na Lei de Biossegurança. “O pré-embrião, não acolhido no útero, não se classifica como pessoa e a ordem jurídica trata da pessoa nascida com ”, afirmou.

O julgamento começou às 14h15. A ação direta de inconstitucionalidade (Adin) proposta pelo ex-procurador geral da República, Cláudio Fonteles, questiona o Artigo 5º da Lei de Biossegurança, que autoriza o uso de células-tronco embrionárias congeladas há mais de três anos e com a autorização dos genitores em científicas.

O primeiro a falar foi o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, que fez a sustentação oral contrária às . Seu principal argumento foi de que as células-tronco embrionárias também podem ser encontradas no líquido aminiótico e na placenta.

Em seguida falou em nome da Conferência Nacional dos Bispos do (CNBB) o jurista Ives Gandra. “Vamos discutir apenas e direito, sem entrar na religião. Não se tem ainda sucesso em relação às células embrionárias. Destruir um embrião de tartaruga é um crime ambiental, mas [destruir] embriões humanos não?”, questionou.

Depois foi a vez do advogado-geral da União, José Antonio Dias Tofolli, iniciar as argumentações em defesa da Lei de Biossegurança. O argumento utilizado por Tofolli foi de que a legislação brasileira não trata o feto como ser humano, pois a pena para o aborto não é a mesma do homicídio. Ele argumentou ainda que os embriões congelados não são sequer fetos, por não estarem no útero de uma mulher.

Falaram ainda três advogados a favor da constitucionalidade das . O advogado do Congresso Nacional, Leonardo Mundim, disse que não autorizar as com células-tronco embrionárias será entregá-las à “clandestinidade”. Oscar Vilhena, da organização não-governamental Conectas , questionou se os embriões congelados e inviáveis podem ser comparados à pessoa humana.

O último advogado a falar foi Luís Roberto Barroso, que falou como representante do Movimento em Prol da (Movitae) e do Instituto de Bioética, e Gênero (Anis). Ele  argumentou que o STF deve assegurar que cada pessoa viva sua liberdade individual conforme seus valores e crenças, e que portanto os casais que queiram doar seus embriões congelados tenham o direito de fazê-lo.

Moradores de regiões próximas ao Pólo Petroquímico de Capuava, em Mauá, na Grande , têm cinco vezes mais incidência de tireoidite crônica. É uma auto-imune (quando o sistema imune passa a reagir contra órgãos, tecidos ou células próprias, levando à sua destruição ou prejudicando seu funcionamento) que leva ao hipotireoidismo, que é grave se não for tratado corretamente.

Pesquisa da Faculdade de Medicina do (FMABC), avaliou 2.004 . Metade delas mora nas áreas de divisa entre a zona leste de e as cidades de Santo André e Mauá, perto do Pólo, e outro grupo vive em bairros distantes. Dos próximos ao pólo, 324 (32%) apresentaram o mal conhecido também como tireoidite de Hashimoto. No outro grupo foram 65 (6%). No entanto, a Associação das Empresas do Pólo Petroquímico (Apolo) contesta os dados e diz não existir científico que relacione o problema com a poluição.

Dividindo por região, 23% dos habitantes do Parque São Rafael, na zona leste da capital, têm tireoidite. Em Santo André, no Parque Capuava, o percentual foi de 46%, no Jardim Sônia e Silvia Maria, 30%, todas áreas próximas ao Pólo. Já no grupo de comparação, na população de Santa Maria, em São Caetano, o índice foi de 2,9%. Na vila Vivaldi, em São Bernardo, e Príncipe de Gales, em Santo André, o número de portadores ficou em 8%.

“A incidência da nas áreas de divisa é muito alta”, afirma a endocrinologista Maria Ângela Zaccarelli Marino, da FMABC, responsável pela pesquisa e que estuda o tema desde 1989. “Com a pesquisa conseguimos comprovar estatisticamente a diferença entre um grupo e outro. Agora precisamos descobrir o agente ou os agentes poluidores que estão causando essa situação.”

Outro aspecto levantado pela pesquisa foi o elevado número de crianças com a . Perto do Pólo, 47,3% estavam doentes contra 2,05% dos bairros vizinhos. Segundo Maria Ângela, o tempo que a tireoidite crônica leva para ter como conseqüência o hipotireoidismo depende da evolução de cada paciente. Jornal da Tarde

A Marinha, o Exército e a Aeronaútica devem colaborar com soluções logísticas na operação planejada pelo governo federal para atender as populações indígenas do Vale do Javari (AM), atingidas por como a hepatite, malária e tuberculose.

O apoio já foi tratado em uma reunião entre representantes da Fundação Nacional de (Funasa) e do Ministério da Defesa, segundo informou ao programa Amazônia Brasileira, da Rádio Nacional da Amazônia, o presidente em exercício da Funasa, Josenir Nascimento.

“Solicitamos aeronaves para entrarmos na área de forma mais eficiente. Hoje usamos barcos que levam até 22 horas para chegar em determinados lugares”, adiantou Nascimento. “A Marinha vai antecipar a embarcação do navio Carlos Chagas, para pegar o rio cheio e descer mais adentro, atingindo o máximo de aldeias possível.”

Nascimento disse que o Ministério da Defesa já recebeu pedidos específicos para envio de barracas de campanha e equipamentos próprios para acampar na mata. Ele ressaltou o envolvimento de autoridades e profissionais de do município de Atalaia do Norte (AM) e do estado do Amazonas no planejamento da operação. Parte do hospital de Tabatinga deve ser cedida pelo Exército para atender demandas emergenciais da operação e o governo estadual já está comprometido a transferir profissionais para fortalecer o atendimento.

A idéia da Funasa é que o município de Cruzeiro do Sul, no Acre, também funcione como base operacional. O Rio Javari, que dá nome à terra indígena, é também o marco de fronteira do com o Peru e a Colômbia. O local concentra o maior número e a maior diversidade de grupos de índios isolados do país. Dos 69 grupos conhecidos pela Fundação Nacional do Índio (Funai), 16 estão no Javari.

O presidente da Funasa admitiu ainda a intenção de convencer o Ministério da Justiça a autorizar a construção de mais três pistas de pouso em aldeias do Javari, além da adeqüação de outras já existentes. Pela lei, a proteção das terras indígenas compete à Funai, com o apoio da Polícia Federal, ambas subordinadas ao ministério.

“Para a vigilância e para a precisa de pista. A necessidade não é só da Funasa, mas da Funai e do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis] também”.

A previsão de Josenir Nascimento é de que, em virtude de questões burocráticas, a operação para atendimento de no Vale do Javari comece de forma efetiva no mês de março, quando deve se iniciar a visitação nas aldeias.

Em abril, o governo pretende lançar uma grande campanha nacional de vacinação indígena. “A idéia é lançar [a campanha] em Tabatinga, para representar a vontade política do governo em solucionara as demandas do Vale do Javari”, ressaltou o presidente da Funasa.

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