Set
25
A cotação do dólar na abertura do mercado de divisas de Londres é a seguinte:
0,6771 euro.
0,5358 libra.
105,48 ienes. EFE
Set
22
O dólar comercial abriu em baixa hoje, de 1,97%, cotado a R$ 1,795 no mercado interbancário de câmbio. Na última sexta-feira (dia 19), a moeda americana fechou em forte queda, de 5,13%, a R$ 1,831. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista era negociado a R$ 1,80 (-1,59%), após abertura em baixa de 1,86% a R$ 1,795.
Depois de uma sexta feira de euforia, os investidores internacionais retomam os negócios hoje mostrando cautela. Nada mais adequado para uma segunda-feira que se segue a uma semana que mudou o mundo das finanças. Ainda que o socorro do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e demais BCs globais ao sistema financeiro seja suficiente e ainda que tudo retome o caminho da normalidade, ainda existe uma retração econômica a ser enfrentada e debelada. A confiança dos investidores não será restabelecida de uma hora para a outra e certamente não se dará sem que as mudanças nas regras estejam claras e se mostrando eficientes.
E o mercado internacional dá sinais de que, se é verdade que o pânico foi abafado, também é certo que a retração permanece. Por aqui, ainda que no exterior a cautela seja o tom, internamente, a interrupção do pânico que levou o dólar à máxima de R$ 1,96 na semana passada está sendo suficiente para manter certo otimismo nas mesas de negociação.
Quanto à posição do Banco Central, que na última quinta-feira (dia 18) anunciou que proverá o mercado de liquidez em dólar por meio de leilões de venda com compromisso de recompra, o mercado aceitou bem a medida. Mas, por enquanto, o efeito dela mistura-se à mudança de humor no exterior. Hoje não deve haver operação, segundo operadores, pois o BC não anunciou nada na sexta-feira passada (dia 19). Nos dois primeiros leilões, ambos realizados na última sessão, o BC vendeu um total de US$ 500 milhões.AE
Set
19
A valorização do dólar nos últimos dias - especialmente ontem, quando a moeda americana subiu 3,3% e fechou o dia valendo R$ 1,93 - já traz o risco de impacto sobre os indicadores de custo de vida do País e conseqüente pressão sobre a inflação ainda em 2008. Ontem, na máxima do dia, a moeda americana chegou a valer R$ 1,96. Ao longo do mês de setembro, o dólar acumula alta de 18,2%, e chegou ao maior valor desde setembro de 2007.
“A alta do dólar traz dois impactos importantes: um é a pressão sobre os preços livres, como o dos itens importados, por exemplo. O outro impacto é sobre os preços administrados por índices de inflação como os Índice Gerais de Preços (IGPs), que são referenciais de preços de contratos como aluguéis,seguros e tarifas públicas”, explica o economista Márcio Nakane, coordenador técnico da Tendências Consultoria. Segundo ele, os dois tipos de impacto têm pesos semelhantes sobre a inflação - em média, a cada 10% de elevação do dólar, existe um impacto de 1% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “Ou seja, primeiro ocorre uma pressão sobre os preços no atacado, no IGP, que depois é repassada para o varejo”, afirma Nakane.
No entanto, ele avisa que esse cálculo é uma simulação e não leva em consideração outras forças em atuação na economia. “Há muitas coisas acontecendo. Ao mesmo tempo que o dólar sobe, há fatores que podem amenizar o impacto inflacionário, como a queda das commodities (matérias-primas) e a elevação dos juros”, observa. De acordo com Nakane, ainda é cedo, no entanto, para prever o comportamento da moeda americana nos próximos dias e seu impacto efetivo sobre a inflação. “A pressão vai existir sim, mas é muito difícil prever o quanto neste momento. O dólar a R$ 1,90 é reflexo dos acontecimentos da semana.” AE
Set
18
O dólar disparou hoje, reflexo de mais um capítulo da falta de vendedores no mercado interbancário de câmbio. Na taxa máxima do dia, chegou a ser negociado a R$ 1,962, o que significou uma valorização de 5,03%. Nesse cenário, o Banco Central decidiu intervir e, de Nova York, o presidente da autoridade monetária, Henrique Meirelles, anunciou a decisão de promover leilões de venda de dólares conjugados com compra futura. A ação visa a corrigir distorções de liquidez no mercado.
No fim da sessão do mercado interbancário, o dólar comercial reduziu a alta a 3,32% e fechou a R$ 1,93 - o maior valor desde 19 de julho de 2007. Na taxa mínima do dia, a moeda registrou R$ 1,867. Com a elevação de hoje, o dólar registra ganho acumulado de 18,19% no mês de setembro.
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar dos contratos de liquidação à vista subiu 3,71% e fechou a R$ 1,93. Na máxima, chegou a R$ 1,9605 e na mínima, a R$ 1,8709. De acordo com informações do mercado, o volume de negócios somava US$ 5,5 bilhões.
De acordo com operadores, os vendedores permaneceram ausentes e a falta de oferta de linhas de câmbio por parte dos bancos levou os clientes a buscarem dólar “físico”, pressionando as cotações no segmento à vista, onde a liquidez (não necessariamente o volume transacionado) segue apertada. Nesse contexto, foi bem recebida a ação do BC, que, combinada com a melhora expressiva dos mercados acionários em Nova York e no Brasil, ajudou a abrandar a forte valorização da moeda americana nas operações domésticas.
“A ação do BC é uma notícia positiva porque com tal operação ele dá liquidez ao mercado”, afirmou o economista-sênior do Santander, Maurício Molan. Ele acrescenta que, neste momento de forte desmonte de posições de investimento para gerar caixa, sem focar em fundamentos, a única fonte que pode interromper esse círculo vicioso é a ação de uma entidade que costuma ficar de fora do mercado, como o governo. “Isso traz alguma racionalidade”, avalia. “O mercado precisava disso”, reforça o estrategista-chefe de um banco estrangeiro em São Paulo, que classificou a atitude do BC como “muito boa”. Ele ponderou, contudo, que, embora traga “algum equilíbrio”, “alguma normalidade”, mas não blinda o mercado da atual crise.
Na entrevista, em Nova York, Meirelles disse que os detalhes sobre os leilões serão divulgados ainda hoje. Ele afirmou que “a liquidez continua normal em reais, com bom funcionamento da economia brasileira”. “Agora, existe, não há dúvida, uma questão de liquidez em dólar nos EUA, que é o grande provedor de dólares, e isso se reflete nas linhas interbancárias de dólares”, admitiu. “Em função disso, o BC reagiu e tomou a decisão hoje de promover leilões de venda de dólares conjugados com compra futura. Isto é, o BC vai prover liquidez”, explicou. Ele disse que a crise internacional é “séria e não está debelada”.
Até a quarta-feira da semana passada, o Banco Central vinha atuando diariamente como comprador de dólares no mercado. No último leilão de compra, a taxa de corte das propostas foi de R$ 1,7812.AE
Set
17
11:13 - O dólar ampliou a alta em relação ao real e sobe mais de 2%, negociado acima de R$ 1,86 no mercado doméstico de câmbio.
Por volta das 11h10 (de Brasília), o dólar comercial subia 2,25% a R$ 1,861 no mercado interbancário de câmbio, na taxa máxima do dia até o momento. Na abertura, a moeda americana exibiu alta de 0,16% a R$ 1,823. No mesmo horário, na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista avançava 2,31%, também cotado a R$ 1,861, após abertura em leve alta, de 0,06%, a R$ 1,82.
“Ninguém quer vender dólar”, afirmou hoje um operador de uma corretora, resumindo o quadro no mercado cambial doméstico esta manhã. “Estamos vendo resgates de fundos e é o (investidor) estrangeiro (que está) saindo (do mercado)”, completou.AE
Set
16
O mercado cambial doméstico continuou sob efeito do processo de desmonte global de investimentos com a crise financeira nos EUA e fechou hoje com o dólar valorizado em relação ao real - mas longe das taxas máximas do dia, quando atingiu R$ 1,855. No mercado interbancário de câmbio, o dólar comercial encerrou em alta de 0,33% a R$ 1,82. Na mínima do dia, foi negociado a R$ 1,8170. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociados nos contratos de liquidação à vista subiu 0,66%e fechou a R$ 1,819. De acordo com informações do mercado, o volume de negócios no câmbio somava aproximadamente US$ 1,489 bilhão, por volta das 16h45.
A decisão do banco central americano (Fed) de manter o juro básico no país em 2% ao ano teve um impacto inicial de alta no câmbio doméstico, por volta das 15h15, quando foi anunciada, mas, em seguida, o dólar retomou o nível em que era negociado antes. De acordo com Hélio Ozaki, gerente de câmbio no Banco Rendimento, de certa forma, existia a expectativa de que haveria um corte de juros nos EUA para aliviar os custos de financiamento. “Como não houve, o mercado deu uma ‘puxada’ nas cotações. Mas, na seqüência, a moeda voltou ao nível anterior à decisão”, notou.
Parte do alívio também foi creditada a rumores de que o BC americano estaria considerando um pacote de crédito para dar suporte financeiro à seguradora American International Group (AIG), a maior dos Estados Unidos. “A decisão do Fed decepcionou o mercado, mas cerca de 30 minutos depois informações sobre uma possível ajuda à AIG proporcionaram algum alívio e o dólar desacelerou a alta em relação ao real”, observou o vice-presidente da tesouraria do banco WestLB no Brasil, Alexandre Ferreira.
O Fed de Nova York recusou-se a comentar reportagens de que a seguradora AIG estaria recebendo algum tipo de ajuda da autoridade monetária, como parte de um esforço para salvar a companhia. Mais cedo, o Fed havia reiterado que as reuniões para discutir o futuro da AIG continuam.
No mercado global de moedas, o dólar se fortaleceu em relação às principais divisas, como o euro, que cedia a US$ 1,4127 às 17 horas, de US$ 1,4299 no final da tarde de ontem.
O Banco Central brasileiro não realizou leilão de compra no mercado à vista - pela quarta sessão consecutiva. Em entrevista ao Jornal da Globo, ontem à noite, o presidente do BC, Henrique Meirelles, explicou que desde 2004 a instituição vinha comprando dólares para aumentar as reservas e, assim, melhorar a resistência do País contra a crise. Mas, recentemente, optou por suspender a compra da moeda americana a fim de não adicionar ainda mais volatilidade ao mercado. Meirelles admitiu, entretanto, que se houver necessidade, o BC poderá vender dólares ao mercado. “Se o BC julgar que isso possa ser importante para manter os mercados funcionando por algum problema de liquidez específica”, afirmou.AE
Set
12
Após fechar a véspera acima de R$ 1,80 pela primeira vez desde janeiro, o dólar abriu os negócios desta sexta-feira em queda. A moeda americana é vendida a R$ 1,801, com desvalorização de 0,83% ante o real.
Na quinta-feira, a divisa fechou o dia cotada em R$ 1,816, com avanço de 1,74% ante a moeda brasileira. Com o fechamento, o dólar ficou no maior patamar desde o dia 23 de janeiro.Reuters
Set
11
A fragilidade dos mercados internacionais empurrou o dólar acima de R$ 1,80 pela primeira vez desde janeiro, com a saída de recursos do país provocando nesta quinta-feira (11) a nona alta consecutiva da moeda norte-americana.
A divisa subiu 1,74%, para R$ 1,816, maior patamar desde 23 de janeiro. Em setembro, a valorização acumulada pela moeda já é de 11,27%. A “disparada” foi determinada no início do dia, refletindo o medo dos investidores de uma nova “quebra” no setor financeiro dos Estados Unidos.
Depois do Bear Stearns, que afundou em março, o mercado está apreensivo com a saúde do Lehman Brothers, quarto maior banco de investimentos de Wall Street. A incerteza provocou a fuga de investimentos mais arriscados. “Teve uma saída grande hoje”, disse Sérgio Falcão, consultor da SLW Corretora.
Com a falta de dólares no mercado, o Banco Central interrompeu os leilões de compra de moeda que eram promovidos diariamente desde 24 de março. Com os leilões, as reservas do país subiram para mais de US$ 206 bilhões.G1
Set
11
O dólar operava em alta de mais de 1% nos primeiros negócios desta quinta-feira, e era cotado acima do patamar de R$ 1,80 pela primeira vez desde 24 de janeiro. Às 9h18, a moeda americana subia 1,46%, para R$ 1,811.
No exterior, o cenário se mantinha turbulento. O risco Brasil subia 4 pontos, os futuros de Wall Street exibiam forte queda e moedas de outros países emergentes, como Turquia e África do Sul, também tinham desempenho muito ruim frente ao dólar.
Set
10
O dólar comercial subiu mais 0,73% hoje e fechou a R$ 1,785 nas negociações do mercado interbancário de câmbio, o maior valor desde 25 de janeiro deste ano. No mercado global de moeda, a moeda americana retomou a trajetória de alta em relação ao euro e também fortaleceu-se ante o iene (moeda japonesa), além de manter os ganhos perante as moedas de economias emergentes.
Em oito dias de setembro até hoje em que houve negociação no câmbio, o dólar subiu em sete pregões, acumulando um ganho de 9,31% no mês. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado nos contratos à vista avançou 0,85% hoje, fechando a R$ 1,787. O volume de negócios no câmbio somava US$ 2,8 bilhões por volta das 16h30.
A alta do dólar hoje, contudo, não foi constante. Houve momentos em que foi negociado em baixa, e na mínima do dia, registrou a taxa de R$ 1,769 (recuo de 0,17%). De acordo com operadores de câmbio, o dólar “olhou” tudo e reagiu a cada variável conforme o humor no momento, sem definir um foco específico. “Uma hora foi o petróleo, outra as bolsas, outra o euro. Cada pouco olhou para um lado”, disse uma fonte.
O sobe-e-desce das bolsas nos EUA e no Brasil e a mudança nas direções do petróleo e do euro no exterior provavelmente ajudaram a deixar os investidores do mercado de câmbio “perdidos”, como definiu um operador. No mercado global de moedas, o euro cedia a US$ 1,4046 no meio da tarde de hoje. Ontem, a moeda européia foi negociada a US$ 1,4104.
Na avaliação do operador de um banco em São Paulo, o mercado está tentando buscar o nível de R$ 1,80 por dólar. No mercado futuro de câmbio, na BM&F, essa cotação foi testada hoje no contrato mais negociado, o de vencimento em outubro de 2008, mas não se sustentou. Às 16h35, esse vencimento projetava um dólar a R$ 1,793.
O Banco Central realizou leilão de compra no mercado à vista de câmbio por vota do meio-dia, com taxa de corte igual a R$ 1,7812. De acordo com operadores, o BC acatou três propostas entre as seis declaradas por cinco bancos. As propostas variaram de R$ 1,780 a R$ 1,783. A estimativa do mercado é de que tenha adquirido aproximadamente US$ 10 milhões.AE
Dólar hoje