O volume de cheques devolvidos no País por falta de fundos registrou queda de 2% no acumulado de janeiro a agosto, ante o mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Serasa. No acumulado deste ano foram devolvidos 19,7 cheques para cada 1 mil compensados. De janeiro a agosto de 2007 a relação era de 20,1 cheques devolvidos para cada 1 mil compensados. O assessor econômico da Serasa Carlos Henrique de Almeida destacou que o índice é o menor no acumulado desde 2006.

Na comparação entre agosto de 2008 e agosto de 2007, de acordo com a Serasa, o volume de cheques sem fundos caiu 5,3%. Em agosto deste ano foram 18 cheques devolvidos para cada 1 mil compensados. No mesmo mês do ano passado foram devolvidos 19.

Na avaliação de Almeida, a queda de inadimplência é resultado de uma “migração” dos consumidores para os financiamentos. “Os cheques à vista ou pré-datados oferecem curto prazo de pagamento. Isso permite melhor previsibilidade. Aqueles que estão com problemas financeiros buscam outras formas de pagamento com prazos maiores. O resultado é a queda de inadimplência nos cheques e o aumento de demanda por financiamentos”, explicou.AE

Os centrais do Japão e da Austrália voltaram a injetar recursos no mercado financeiro nesta quarta-feira, buscando garantir a liquidez doméstica em meio à turbulência em Wall Street. As medidas complementam as que foram adotadas ontem pelos centrais dos países mais ricos do , que tiveram de injetar US$ 210 bilhões para acalmar os mercados.

O Banco do Japão colocou mais 2 trilhões de ienes (US$ 18,791 bilhões), um dia depois de ter realizado duas injeções num total de 2,5 trilhões de ienes e de divulgar um comunicado manifestando a intenção de ajudar os mercados japoneses a enfrentar a financeira dos EUA.

O Banco Central da Austrália, em suas operações diárias, colocou 4,29 bilhões de dólares australianos (US$ 3,447 bilhões) para cobrir um déficit de 2,2 bilhões, o que resultou num injeção líquida de 2,1 bilhões de dólares australianos - a maior desde 30 de junho. Desde segunda-feira, o Banco Central da Austrália já realizou uma injeção líquida de 4,7 bilhões de dólares australianos no .AE

O do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse hoje que será realizada uma audiência pública em Rondônia para discutir a mudança no projeto da de Jirau, no Rio Madeira. “O de Rondônia e a prefeitura de pediram por escrito uma audiência pública por causa da mudança do local. Isso é normal e é legítimo. Haverá a audiência”, disse Minc, que não informou a data para a realização da reunião. Ele apenas afirmou que ocorrerá rapidamente.

O consórcio Sustentável do , vencedor do leilão de Jirau, anunciou, logo após a disputa da licitação, que construiria a hidrelétrica em um local nove quilômetros distante do que estava previsto no edital. A mudança causou protestos do consórcio derrotado, liderado por Furnas e Odebrecht. Autoridades do já sinalizaram, porém, que não há um problema conceitual em se alterar o projeto desse modo, desde que a quantidade de a ser gerada seja a mesma e desde que não haja agravamento nos impactos ambientais. É justamente sobre esse segundo aspecto que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) deve se pronunciar.

A realização de uma audiência pública para debater o tema deverá atrasar esse processo. Mas, ao ser questionado sobre o eventual retardo, Minc evitou dar uma resposta precisa. “Tem que ter audiência pública. A licença (da usina) está bem encaminhada”, disse o que participou do almoço no Palácio do Itamaraty em homenagem ao primeiro- da Noruega, Jens Stoltenberg.

Há cerca de duas semanas, Minc havia dito que, na segunda-feira passada (dia 8), o Ibama já teria uma posição sobre a mudança no projeto de Jirau. Até agora, porém, nenhuma resposta foi dada.AE

Por conta da exploração da camada do pré-sal, localizada abaixo do leito marinho, o poderá se tornar uma “ petrolífera” a partir de 2020, quando o País deverá exportar 1,4 milhão de barris de por dia, obtendo uma receita naquele ano de US$ 37 bilhões a US$ 63 bilhões, dependendo do preço do barril. As simulações foram apresentadas ontem pelo economista Antonio Barros de Castro, assessor da presidência do Banco de Econômico e Social (BNDES), durante palestra no seminário comemorativo dos 200 anos do Ministério da Fazenda. Em 2025, as poderão chegar a 3,3 milhões de barris por dia, com receitas entre US$ 93 bilhões e US$ 158 bilhões.

Para evitar os efeitos negativos da excessiva entrada de dólares no País, principalmente uma supervalorização do real, e permitir que a indústria tenha tempo para se adaptar à nova realidade econômica criada pelo pré-sal, Castro defendeu o controle pelo da velocidade de exploração do . O economista coordenador do grupo de , Gás e Etanol do BNDES, citou três razões que fortaleceriam a sua tese.

Em primeiro lugar, lembrou que serão necessários vultosos para explorar o pré-sal. A segunda razão é que a indústria naval brasileira precisa de tempo para se tornar capaz de fornecer os navios, embarcações e plataformas que serão utilizadas na exploração do pré-sal. A terceira razão apontada por Castro diz respeito às adaptações do setor industrial brasileiro à nova realidade econômica, o que levará algum tempo. “São três fortíssimas razões para segurar a velocidade de produção do pré-sal”, afirmou o economista.AE

A Magnesita anunciou ontem a compra do grupo alemão LWB por 657 milhões euros. O negócio dará origem à terceira maior de refratários do - os refratários são usados nos fornos de siderúrgicas e produtoras de cimento, como a ArcelorMittal, Usiminas, Gerdau e Grupo Votorantim. O movimento vem na esteira do forte crescimento do setor de aço e cimento em todo o , que provocou a alta dos principais insumos dessas indústrias, como carvão e minério de ferro. As líderes mundiais são a belga Vesuvius e o grupo austríaco RHI.

Antes da compra, a Magnesita era a sexta colocada e a LWB era a sétima. Por ser muito pulverizado, o setor produtor de refratários ficou atrás no reajuste de preços, em comparação com os demais insumos. “O pequeno porte dos produtores dificultava as negociações com as siderúrgicas porque eles tinham pouco controle sobre a oferta global”, disse o analista da Santander Corretora, Felipe Reis. Segundo ele, a união da Magnesita com a LWB dará maior poder de barganha para essas empresas reajustarem os preços. No , as principais concorrentes da Magnesita são a Saint-Gobain e a Vesuvius.

A operação, que deve gerar sinergias de 25 milhões de euros a partir de 2009, atende a um pleito antigo dos clientes da Magnesita no que têm operação no exterior, como a Gerdau e a ArcelorMittal. “Esse foi um dos motivadores da compra, ém da forte complementaridade”, disse Reis. Outra vantagem é que as empresas poderão fazer uma integração vertical em produtos de magnesita e dolomita, segundo o analista da Link , Leonardo Alves. A brasileira tem maior produção de magnesita, enquanto a LWB é grande produtora de dolomita.AE

A Portaria 184 do Ministério da Fazenda que determina ao Tesouro medidas para a convergência da contabilidade às Normas Internacionais foi publica hoje (26) no Diário Oficial da União.

Segundo nota do Ministério da Fazenda o “novo modelo de contabilidade aplicado ao setor público tem o objetivo de fortalecer a contabilidade aplicada ao setor púbico em especial ao da entidade pública”.

Ontem, o da Fazenda, Guido Mantega, já havia antecipado que o novo modelo iria permitir que todos os números da contabilidade da União fossem “explicitados” de forma a garantir maior transparência.Agência

O fraco ritmo de gastos dos consumidores puxou a contração da da Alemanha no segundo trimestre deste ano pela primeira vez desde 2004 e a confiança do tende a piorar ainda mais, mostraram dados divulgados nesta terça-feira.

A maior da registrou uma contração de 0,5 ponto percentual no período de abril a junho, depois da expansão de 1,3 por cento nos três primeiros meses do ano, confirmou a agência federal de estatísticas. Os gastos dos consumidores e os em capital responderam, cada um, por um corte de 0,4 ponto do crescimento total do trimestre.

O comportamento dos consumidores é fundamental para a alemã, uma vez que estes gastos representam cerca de 50 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Em mais um golpe para as perspectivas econômicas, o grupo de pesquisa GfK informou que seu indicador futuro de expectativas mostra uma piora na confiança do no próximo mês. O indicador atingiu novo recorde de baixa, no menor patamar em 5 anos.

“O índice GfK não oferece muita esperança de recuperação do consumo no terceiro trimestre”, afirmou Uwe Angenendt, analista do BHF-Bank.

REUTERS RA ES

Brasília - O da Fazenda, Guido Mantega, disse há pouco que a proposta de perdão da dívida de até R$ 10 mil vai facilitar a vida dos contribuintes.

Segundo ele, essas pessoas começaram com dívidas pequenas e não conseguiram pagar esse montante. Daí a visão do de que é necessário dar o perdão a esses devedores

Mantega destacou que essa é a maneira que o tem de permitir ao cidadão com renda menor regularizar sua situação com a União.

Quanto aos grandes devedores, o disse que o vai ser mais rigoroso e vai encurtar o tempo de tramitação dos processos da dívida ativa da União.

Ele reclamou que os grandes devedores têm bons advogados e terminam prorrogando os processo por 12, 13 anos. Proposta do esses processos devem tramitar em cinco ou seis anos.

Mantega fez as declarações em entrevista a emissoras de rádio do estúdio da de Comunicação (EBC), no programa Bom Dia, .Agência

O presidente da Comissão Européia (CE), José Manuel Durão Barroso, expressou sua “profunda decepção” pelo fracasso do relançamento da para a liberalização comercial, e assegurou que o bloco “fez absolutamente todo o possível” para chegar a um acordo.

“É uma profunda decepção para a União Européia (UE), a CE e para mim”, afirmou Barroso em comunicado.

A CE recomendará aos Estados-membros que avaliem este resultado e que se preparem para voltar a se comprometer com os principais parceiros da UE “no momento adequado”.

Barroso reconheceu que se trabalhou para conseguir um “acordo justo e equilibrado” que poderia ter gerado uma situação benéfica para todas as partes e um impulso à mundial que teria sido “muito bem amparado”.

“Fizemos absolutamente tudo que pudemos para conciliar os diferentes pontos de vista e chegar a um compromisso”, ressaltou.

ém disso, Barroso afirmou que este fracasso “não questiona a necessidade de avançar”, especialmente para beneficiar os países em .

As americanas iniciaram o pregão regular de hoje com ganhos, após o avanço inesperado de 0,8% nas vendas de bens duráveis em junho nos , quando o estimado pelos analistas era queda de 0,5%. O dado melhor que o esperado deu impulso aos índices futuros de ações. Às 10h33 (de Brasília), o índice da de avançava 0,33% a 11.387 pontos; o Nasdaq subia 0,52% a 2.291 pontos e o S&P 500 ganhava 0,30% a 1.256 pontos.

O mercado acionário ainda se ressente, porém, da forte queda dos índices de ações em ontem, na casa dos 2%, e aguarda outros dados da americana, como o sentimento do de Michigan (às 10h55) e as vendas de imóveis residenciais novos (às 11h). A expectativa é de que ambos apresentem quedas.

No campo dos balanços, a agenda hoje é mais leve. Entre empresas que divulgaram resultados nesta sexta-feira estão a administradora de recursos Legg Mason, que teve prejuízo de US$ 31,3 milhões no primeiro trimestre fiscal. Em igual período de 2007, a companhia teve lucro de US$ 191 milhões. Ainda no setor financeiro, as ações das agências de hipotecas Fannie Mae avançavam 3,16% e as da Freddie Mac subiam 4,20% - ambas fecharam com perdas de quase 20% ontem. O pacote imobiliário que traz ajuda para as duas agências hipotecárias, e que foi aprovado pela Câmara americana na quarta-feira, ainda precisa ser apreciado pelo Senado, o que pode ocorrer nesta sexta ou sábado.

As ações do banco Washington Mutual declinavam 3,95% - ontem, as ações fecharam com queda de mais de 13%. Ontem, a companhia de pesquisa de dívida Gimme Credit LLC disse que vários clientes estavam retirando recursos dos silenciosamente. Os papéis do Wachovia cediam 2,68%. Ontem, o diretor-financeiro do banco, Thomas J. Wurtz, anunciou que deixaria o posto. As informações são da e das agências internacionais.

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