Mai
15
Se o governo começar a guardar dinheiro no ritmo que o brasileiro junta moedas no cofrinho, o Fundo Soberano do Brasil (FSB) pode demorar um pouco a sair. Pesquisa feita no ano passado mostra que só 25% dos brasileiros guardam moedas. Entre esses, mais da metade (54%) não agüenta esperar e usa o dinheiro em uma semana. Há os que são mais ansiosos ainda: 2% usam as moedinhas em menos de uma semana. Conforme o tempo passa, diminui o número de pessoas que conseguem manter o dinheiro no cofrinho: 14% mantêm por um mês, 8% por seis meses, 4% por um ano e apenas 3% por mais de um ano.
A pesquisa, feita pelo Datafolha a pedido do Banco Central (BC), mostra que 75% das pessoas que recebem moedas não conseguem colocá-las no cofre. Mas há uma parcela que junta moedas pensando no futuro, como comparou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ontem, ele disse que o FSB, que vai ajudar empresas brasileiras no exterior, terá funcionamento semelhante ao hábito de juntar moedas em um cofrinho.
“É como um cofrinho. Você não tem cofrinho na sua casa? Você ganha o salário, faz as despesas e sobram recursos. Aí você coloca no cofrinho. Vamos colocar no cofrinho o excedente”, disse ele, ao anunciar a criação do FSB.
Mai
12
A nova política industrial brasileira deve atingir 25 setores diferentes da atividade. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que abriu a apresentação da Política de Desenvolvimento Produtivo: Inovar e investir para Crescer, disse que a meta é o investimento em tecnologia e exportação.
Segundo ele, na elaboração na nova política foi considerada a integração das diversas áreas do governo e outras regiões. “Um dos aspectos centrais foi a articulação entre as diferentes esferas do governo. Além disso, pela primeira vez levamos em conta, formalmente, a integração produtiva do Brasil com a América Latina e também com a África”, afirmou.
O ministro mostrou que o estímulo às exportações é um dos principais focos do programa, que vai “fortalecer os instrumentos de financiamentos das exportações” e incentivar as micro e pequenas empresas.
Abr
30
O presidente do BC (Banco Central), Henrique Meirelles, disse que a concessão de grau de investimento ao Brasil pela agência Standard & Poor’s reflete a persistência do governo na sua política econômica. Ele destacou três pontos: o superávit primário, o regime de câmbio flutuante e as metas de inflação.
Meirelles afirmou que esse reconhecimento durante um período de instabilidade internacional mostra que o país está mais resistente a choques externos. Ele destacou também a melhora dos indicadores da economia brasileira,a inclusive do emprego e da renda como fator determinante para o Brasil alcançar este resultado.
O presidente do BC disse também que o país deve passar agora por um momento de aumento no fluxo de investimentos para o Brasil e que isso possibilitará que a economia cresça a taxas mais elevadas.
Logo após o anúncio, Meirelles contou ter conversado com Luiz Inácio Lula da Silva, e que o presidente teria ficado gratificado com este reconhecimento internacional.
Meirelles não quis comentar sobre os possíveis efeitos no mercado de câmbio, já que um fluxo maior de dinheiro pode pressionar mais ainda a desvalorização do dólar.
Sobre o comportamento dos preços, Meirelles disse: “o grau de investimento é positivo no curto, médio e longo prazos, independentemente do comportamento da inflação.”
Abr
21
O Banco da Inglaterra (BOE) anunciou hoje um plano de ajuda ao sistema bancário, que enfrenta crise de liquidez no país. No valor de 50 bilhões de libras, a medida permite que os bancos troquem temporariamente papéis do setor de hipoteca por títulos do governo. O objetivo é destravar as instituições financeiras, pois o elevado risco de contraparte existente hoje está impedindo que os bancos emprestem dinheiro entre si.
“Pelo esquema, os bancos poderão, por um período, trocar ativos sem liquidez por Treasury Bills de boa qualidade”, afirma o comunicado do BOE. Segundo a autoridade monetária, atualmente diversos mercados de crédito estão fechados e os bancos carregam em seus balanços muitos ativos baseados em hipotecas, que hoje não podem ser vendidos nem usados como garantias para a tomada de recursos novos.
No entanto, conforme as regras do plano de ajuda, a responsabilidade pelas perdas com os empréstimos imobiliários continua com as instituições financeiras. A troca por títulos do governo terá período de um ano renovável por no máximo mais três anos. O mecanismo só valerá para ativos existentes no final de 2007 e não poderá ser usado para novos financiamentos.
Durante o período de troca, os bancos terão de pagar uma taxa baseada no juro interbancário (Libor para três meses). O pacote ficará aberto por seis meses, a partir de hoje. “O plano especial do Banco da Inglaterra é desenhado para melhorar a posição de liquidez do sistema bancário e elevar a confiança no mercado financeiro, enquanto assegura que o risco de perdas nos empréstimos feitos ficará com os bancos”, diz o presidente do BOE, Mervyn King, por meio de comunicado.
Abr
21
O preços ao produtor da Austrália subiram no primeiro trimestre, puxados pelos custos dos combustíveis, energia e construção. Os dados não alteraram, no entanto, as expectativas de que o Reserve Bank da Austrália (RBA, o banco central do país), não irá elevar as taxas de juros à medida que dados recentes têm indicado uma desaceleração na demanda interna.
O índice de preços finais ao produtor (PPI) subiu 1,9% nos primeiros três meses de 2008, ante o quarto trimestre do ano passado, e teve alta de 4,8%, em comparação com um ano antes, de acordo com o Escritório de Estatísticas australiano.
A elevação trimestral foi a mais alta na história da série do índice, cuja divulgação pelo Escritório de Estatísticas foi iniciada em 1998. O avanço dos preços ao produtor veio acima das estimativas do mercado, que previam um aumento de 1%.
“A alta é uma “balde de água fria” para a visão de que a inflação está começando uma trajetória de queda, mas os números não devem ser suficientes para fazer com que o Banco Central eleve a taxa (de juros) em maio”, disse o economista-chefe do Macquarie Group, Brian Redican.
Os sinais de que o aumento nos preços está sendo conduzido pelo lado da oferta, e não pela demanda do consumidor, preocupará o banco central, afirmou Redican.
“Não é uma inflação puxada pela demanda, que o Reserve Bank pode realmente atacar, mais ela parece estar vindo através dos custos do lado da oferta…então isto pode ser um problema de difícil solução”, disse o economista. “Em termos de pressões inflacionárias no médio prazo, é óbvio que isto manterá o banco central em alerta.”
O dólar australiano subiu 30 pontos, para US$ 0,9366, seguindo os dados e a queda das taxas de juros futuras.
A economista do JPMorgan, Helen Kevans, atribuiu a elevação do PPI à alta de 5% nos preços dos produtos importados no estágio preliminar da produção. “O aumento de 8% nos preços do petróleo cru no trimestre mais que equilibrou a alta de 2% do dólar australiano”, ressaltou Helen.
“Eu não acho que isto terá alguma influência na política monetária dados os recentes indicadores que estamos vendo”, incluindo as quedas no financiamentos imobiliário, o crescimento do crédito e a confiança, afirmou a economista.
O Reserve Bank da Austrália manteve a taxa de juros inalterada em 7,25%, o mais alto nível em 12 anos, na sua reunião de abril, e os mercados estimam em 32 pontos bases o corte da taxa no final do ano, de acordo com o Credit Suisse. As informações são da Dow Jones
Abr
11
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lança hoje (11) a 2ª Mostra Sistema FIESP de Responsabilidade Socioambiental. O objetivo é reunir empresários comprometidos com a criação de um novo modelo de desenvolvimento e gestão que valorize a construção de uma sociedade
melhor e alie o progresso econômico à responsabilidade social e ambiental.
A primeira edição do evento, realizada em 2007, reuniu, durante três dias, cerca de 40 expositores e mais de 7 mil visitantes.
O lançamento da mostra, que será feito durante café da manhã, às 8h30, na sede da federação, terá a presença do presidente da Fiesp, Paulo Skaf.
Mar
27
O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu hoje flexibilizar a exigibilidade de aplicações dos recursos das instituições que operam com caderneta de poupança imobiliária ou rural. Conforme resolução aprovada hoje, os bancos que captam poupança exclusivamente para crédito imobiliário poderão aplicar até 10% em crédito rural.
Por sua vez, as instituições que hoje só captam poupança rural também poderão optar por utilizar em crédito imobiliário até 10% da exigibilidade de aplicação em crédito rural. Segundo o diretor de liquidações e Desestatização do BC, Gustavo do Valle, a resolução do CMN atende a uma reivindicação dos bancos públicos e privados.
“Dentro do processo de flexibilização, a medida vem a permitir que todos pratiquem qualquer tipo de crédito. Há o interesse de bancos públicos e privados de operar nestes créditos”, disse o diretor.
Ele informou que a oferta potencial de aumento de crédito imobiliário com a medida é de R$ 3,2 bilhões, enquanto para o setor rural a oferta rural pode aumentar em até R$ 12 bilhões, incluindo a Caixa Econômica Federal. Sem a caixa, a oferta potencial cai para R$ 7 bilhões.
Valle explicou que em nenhum dos dois segmentos os bancos estão cumprindo 100% da exigibilidade, que é de 65% da captação da poupança. Com isso, avalia o diretor, pode haver um aumento na oferta de crédito imobiliário e rural se as instituições financeiras resolverem cumprir a exigibilidade em outro segmento.
Remuneração
O CMN também aprovou a unificação da remuneração paga pelo Banco Central para os recursos depositados pelos bancos que não cumprem a exigibilidade. Com isso, nos dois segmentos, O BC irá remunerar os recursos em 100% da Taxa Referencial (TR). Até hoje, o crédito imobiliário era remunerado com 80% da TR.
“Estamos unificando para evitar possíveis arbitragens futuras”, explicou. O diretor informou também que a instituição financeira que ultrapassar os 10% do valor da exigibilidade terá que interromper os financiamentos naquela área.
Gustavo do Valle informou ainda que as instituições, antes de começarem a operar no outro segmento, terão de pedir autorização ao Banco Central para abrir a sua carteira de crédito imobiliário ou rural.
Atualmente, apenas cinco instituições captam poupança para o crédito rural: Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, e as cooperativas Bancicred e Bancoop.AE
Mar
27
A melhora na percepção do consumidor quanto à situação econômica local, aliada a um renovado interesse em aumentar compras de bens duráveis, foram os fatores que conduziram ao bom resultado do Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de março, que subiu 3,5% ante fevereiro.
A informação é da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que anunciou hoje o índice.
Ao detalhar os destaques de respostas, entre as perguntas feitas sobre a situação atual, a FGV informou, em comunicado, que a parcela dos entrevistados que consideram boa situação econômica da cidade em que residem como boa subiu de 16,9% para 19%, enquanto o porcentual dos que a avaliam como ruim diminuiu de 29,2% para 25,5%, de fevereiro para março.
Já no caso das respostas sobre o futuro, a FGV esclareceu que “as perspectivas para a compra de bens duráveis nos próximos meses continuam bastante favoráveis”.
Segundo a FGV, a parcela de consumidores que prevêem maiores gastos elevou-se de 21,4% para 24,4%, de fevereiro para março. A dos que prevêem gastos menores diminuiu de 22,1% para 19,8%, no mesmo período. AE
Mar
1
A partir de hoje (1º), os servidores públicos federais que fizerem empréstimos consignados, aqueles com desconto na folha de pagamento, terão no máximo cinco anos para pagar as dívidas. O prazo foi determinado por um decreto publicado na noite de ontem em edição extra do Diário Oficial da União.
Pelas regras atuais, não há prazo estabelecido para o pagamento desse tipo de empréstimo, mas um limite de 60 meses está previsto em um acordo firmado entre o Ministério Público e os bancos oficiais. As instituições financeiras terão 180 dias para se adaptar às novas regras, mas nenhum novo empréstimo poderá ser feito sem atender às exigências do decreto.
Outra mudança é que agora os empréstimos poderão ser feitos também por bancos privados, além dos bancos oficiais, caixas econômicas, cooperativas de créditos e entidades de previdência.
O decreto 6.386 não estabelece um limite para os juros que poderão ser praticados nos empréstimos consignados, mas prevê que o Ministério do Planejamento vai definir este valor. Hoje, as taxas são determinadas por convênios firmados com os bancos oficiais.
O novo decreto também estabelece que as entidades que concedem os empréstimos serão obrigadas a publicar na internet, até o fim de cada mês, as taxas máximas de juros e encargos que serão praticadas no mês seguinte.
Apesar de atualmente não haver um limite de juros para empréstimos a servidores, eles têm ficado no mesmo patamar cobrado de aposentados e pensionistas, 2,64% ao mês, de acordo com o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel de Oliveira.
A margem total dos créditos com desconto em folha permanece em 70% do valor do salário do servidor, sendo que as consignações facultativas – nas quais se incluem os empréstimos, além de planos de saúde e mensalidades de sindicatos e associações, por exemplo – não podem ultrapassar 30% do salário.
Pelas regras antigas, existia uma prioridade de categorias de operações que deviam ser excluídas do sistema de consignação caso o valor excedesse o limite de 30%. Agora, será por “ordem de chegada”. Se passar de 30%, as operações excluídas serão as mais recentes.
Só poderão descontar suas mensalidades no contracheque do servidor as associações que existam há pelo menos dois anos, que contem com no mínimo 700 associados ou tenham 90% de servidores de uma determinada carreira ou categoria. O recadastramento das entidades será anual.
O novo decreto também estabelece penalidades às consignatárias e aos servidores. No caso de desconto indevido, elas terão três dias para comprovar a regularidade do desconto e, se for considerado indevido, os recursos deverão ser devolvidos em 30 dias, integralmente. Os servidores, se cometerem irregularidades, também podem ficar impedidos de fazer novas consignações por até cinco anos.
Segundo o Ministério do Planejamento, em 2007 foram registradas mais de 36 milhões de operações de consignação no país, quase 11 milhões a mais que em 2006. A movimentação média é de cerca de R$ 400 milhões por mês.
Atualmente, existem 1.083 entidades autorizadas a realizar operações de consignação na folha de pessoal dos servidores do Poder Executivo. O número é menor que o de 2006, quando havia 1.360 entidades, porque o Ministério do Planejamento fez um recadastramento, retirando 260 consignatárias do sistema por irregularidades ou falta de documentação.
No início de janeiro, o governo já havia determinado mudanças para o empréstimo consignado concedido a aposentados e pensionistas.
Fev
20
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social inicia hoje (20) em sua sede, no Rio, a nova série de palestras institucionais O BNDES Mais Perto de Você.
O objetivo é mostrar aos empresários as formas de acesso ao crédito da instituição, os programas e linhas de financiamento disponíveis, além de divulgar o método de atuação do banco. A informação é da assessoria de imprensa do BNDES. O foco principal são os micro, pequenos e médios empresários.
Estão previstas palestras em todas as regiões brasileiras, repetindo o que foi feito no ano passado, quando foram realizadas 22 palestras em diversas cidades, que atingiram um público de 3,3 mil pessoas.