Mai
4
Os universitários que ingressarem em instituições particulares no segundo semestre poderão receber bolsa integral para pagar a mensalidade. A partir de maio, os alunos já podem se candidatar a bolsa complementar do ProUni (Programa Universidade para Todos), que custeia 25% do total da mensalidade.
Os 75% restantes da mensalidade serão bancados pelo Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior) para disciplinas consideradas prioritárias, como medicina, engenharia, geologia, licenciatura em física, química, matemática, biologia e cursos do Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia do MEC.
Segundo o MEC (Ministério da Educação), também serão contemplados estudantes dos cursos que tenham obtido conceito 4 ou 5 no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes). Alunos de graduações com conceito 3 terão financiamento de 50%.
O número de bolsas oferecidas será definido após o dia 5 de maio, prazo final para as instituições manifestarem interesse em aderir ao programa. As faculdades já vinculadas podem aderir até o dia 9.
A bolsa complementar será destinada a estudantes ingressantes que se enquadrem no perfil dos atendidos pelo ProUni: renda familiar por pessoa de três salários mínimos; ter cursado o ensino médio completo em escola pública, ou em escola privada, com bolsa integral; candidato com deficiência; ser professor da rede pública de ensino básico, em efetivo exercício, integrante do quadro permanente da instituição e concorrendo a vagas em cursos de licenciatura, normal superior ou pedagogia. Neste caso, a renda familiar por pessoa não é considerada.
O processo de seleção terá como base as notas obtidas pelos estudantes no Enem (Exame Nacional do Ensino médio).
Abr
30
O reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Naomar Almeida, afirmou ontem (29) que duas razões principais podem explicar as baixas notas conseguidas pela Faculdade de Medicina da instituição - a mais antiga do Brasil, fundada há 200 anos - no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD). “A primeira - e mais óbvia - é o boicote que os alunos da medicina, que, tradicionalmente, são muito politicamente engajados na UFBA, promovem a esses exames de avaliação”, afirmou.
“A outra é mais complexa: tem relação com a resistência que os professores mais antigos da instituição têm de renovar as metodologias e o conteúdo ensinados na faculdade.” De acordo com Almeida, é costume, em alguns cursos avaliados da universidade, que os estudantes entreguem provas em branco em exames como o Enade. “Além da medicina, enfrentamos esse problema em outras áreas, como física”, avaliou. “Mas é uma forma de protesto cada vez menor: tínhamos muitos problemas nesse sentido também com os alunos de direito, tanto que, quando eles decidiram parar com os boicotes, as notas subiram muito.”
Apesar da avaliação ruim, ele disse acreditar que a supervisão que o MEC fará na faculdade tende a ser muito positiva. “Nada mais é do que uma forma de nos ajudar a verificar o que pode estar acontecendo de errado”, disse. “Apesar disso, ainda aguardamos o relatório detalhado do ministério, que ainda não recebemos, para fazer uma análise mais aprofundada das notas.
Mar
8
A Universidade Paulista (Unip), que aprovou um menino de 8 anos no vestibular para o curso de direito, em Goiânia, era alvo de investigação do Ministério da Educação (MEC) antes mesmo do incidente.
“A instituição já está em regime de supervisão por ter obtido, no curso de direito, indicadores que apontaram para deficiências”, informou, em nota, o secretário de Educação Superior do MEC, Ronaldo Mota.Dados do Exame Nacional de Desempenho do Estudantes (Enade) de 2006, o último a avaliar cursos de direito no Brasil, mostram que a nota dos alunos da Unip de Goiânia ficaram abaixo da média nacional.
Na prova que avalia conhecimentos específicos, os concluintes obtiveram nota média de 38,3, contra 42,8 da média no País. Os ingressantes em direito alcançaram em média 25,7 pontos, enquanto no Brasil a nota foi de 31,2.
O MEC informou que uma comissão do ministério visitou a Unip em janeiro e, agora, elabora um relatório para exigir a correção de dificuldades no curso. O protocolo deve ser assinado de comum acordo, pelo MEC e Unip. A Coordenação de Supervisão do MEC notificou ontem a universidade sobre o caso da criança aprovada no vestibular. Foram pedidos a prova e dados sobre o rendimento do menino.