A ex-diretora do Instituto de Pública (ISP), a antropóloga Ana Paula Miranda, acusou hoje o governo estadual do de “fabricar” a comemorada queda de 8,8 no índice de homicídios. Exonerada em fevereiro, após divulgar número recorde de mortos pela polícia, ela afirmou que “o governo não contabiliza os autos de resistência na soma final de homicídios dolosos”. Além disso, disse, “alguns casos que são claramente homicídios, como os corpos carbonizados encontrados, estão sendo registrados como encontro de cadáveres e ossadas”.

As declarações da antropóloga foram feitas na presença do atual presidente do ISP, o coronel da Polícia Militar (PM) Má Sérgio Duarte, no 2º Fórum Violência, Participação Popular e , ocorrido hoje, na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do . “Registros de autos de resistência, desaparecimentos, encontro de ossadas e cadáveres continuam em tendência de crescimento desde 2000″, afirmou Ana Paula, mostrando dados do ISP.

Atualmente pesquisadora do Instituto Pereira Passos, ela acredita que alguns homicídios foram redistribuídos para estas categorias, pois o ISP deixou de recorrer às corregedorias para que os delegados refaçam as ocorrências erroneamente tipificadas. “Após a minha exoneração houve um redirecionamento do ISP para o desmonte”, disse Ana Paula.

Segunda ela, alguns dados deixaram de ser divulgados, como os balanços semestrais e os dossiês anuais sobre as ocorrências envolvendo mulheres, idosos, crianças e adolescentes. O mais grave para a antropóloga é que os dados sobre a devem perder a legitimidade. “Os convênios com a Secretaria Municipal de Saúde não foram renovados. Sem eles, não é possível checar a veracidade das ocorrências fornecidas pelas delegacias, pois não há como compará-las com os atendimentos nos hospitais.”

No debate, o atual presidente do ISP, coronel Má Sérgio Duarte, negou a manipulação de dados, mas não apresentou nenhum número para contradizer sua antecessora. “Temos quedas de homicídios dolosos e de encontro de ossadas, que indica que aquela pessoa morreu. O desaparecimento não dá a sobre a morte. Também não podemos somar autos de resistência aos homicídios, pois seria um erro”, justificou Duarte. Ele disse que os autos de resistência ocorrem “em circunstâncias diferentes” aos homicídios.

Bope

Ex-comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Duarte afirmou que não renovou os convênios “por problemas de agenda”. Porém, as explicações do coronel não convenceram aos ativistas dos . “Tanto no como em os autos de resistência devem ser computados como homicídios, conforme a recomendação da ONU (Organização das Nações Unidas)”, afirmou a coordenadora da organização não-governamental (ONG) Justiça Global, Sandra Carvalho.

“No , o número de pessoas mortas pela polícia corresponde a 12% dos homicídios dolosos. O coronel não tem preparo, qualificação para ocupar o cargo e esteve a frente da tropa (o Bope) que mais mata na polícia do Estado”, disse Sandra.AE

Estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística () de 2008 apontam que dois municípios paulistas, (1,28 milhão de habitantes) e Campinas (1,06 milhão) estão no topo da lista dos 10 municípios mais populosos do País que não são capitais de Estado, segundo divulgou o . Os dois municípios mantiveram a posição que tinham em 2000. No terceiro, quarto e quinto lugar da lista estão os municípios fluminenses de São Gonçalo (982,8 mil), Duque de Caxias (864 mil,2 mil) e São Bernardo do Campo (801,5 mil).

A divulgação de estimativas populacionais do é feita anualmente e obedece à Lei complementar nº 59, de 22 de dezembro de 1988, assim como ao artigo 102 da Lei nº 8443, de 16 de julho de 1992. Segundo explica o documento de divulgação do instituto, as estimativas populacionais, fundamentais para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos intercensitários, servem também como parâmetro para a distribuição, destinada pelo Tribunal de Contas da União, das quotas partes relativas ao Fundo de Participação de Estados e Municípios, de acordo com o dispositivo constitucional.AE

Batedores de carteira e de celular, especializados em agir em multidões, fazem uma a cada quatro minutos na paulista. O número é referente às de furtos registrados pela polícia que estão no site da Secretaria da Pública. Entre janeiro e junho, foram 75.944 casos, uma média de 417 ocorrências por dia, 17 por hora. As notificações somam 1,2 milhão nos últimos oito anos.

Os dados mostram que essa modalidade criminal ganhou força saindo de 107.555 casos, em 2000, para 148.305 no ano passado - aumento de 37,8% no período. A série histórica, que não engloba os carros e furtados, teve o pico em 2005, quando foram 176.181 boletins de ocorrência sobre furtos registrados. Desde então, a tendência é de queda, mas números recentes ainda mostram excessos, sempre acima dos 140 mil casos por ano.

Estudo do Núcleo de Estudos da Violência da USP relaciona a escalada dos furtos à melhora da condição de vida do paulistano. Na publicação Olhar sobre , os pesquisadores ressaltam que a sempre é associada à , mas o fenômeno também está atrelado à riqueza. “As pessoas agora circulam com objetos de maior valor - celular, notebook, acessórios de marca -, o que atrai o bandido”, afirma o sociólogo do Núcleo, Marcelo Batista Nery.

A divisão por bairros indica que as áreas com maior aglomeração de pessoas, e também as mais favorecidas economicamente, são os principais alvos dos furtos. Sé, Santa Ifigênia, Perdizes, Lapa, Santo Amaro, e Itaim Bibi, lideram, nessa ordem, as ocorrências. A Polícia Militar já fala até na “volta do trombadão”. Isso porque o atual perfil do autor desse crime é de homens e mulheres mais velhos, que não estão mal vestidos e aproveitam a aglomeração para atacar as e bolsos dos desprevenidos. As são do Jornal da Tarde.

A confiança do francês registrou uma baixa recorde em junho, pior do que a previsão dos economistas. O resultado oferece ao governo um sinal pouco animador das perspectivas econômicas no país este ano.

A Agência Estatal de (Insee) anunciou nesta quinta-feira que todos os componentes de seu indicador de confiança do caíram neste mês, provocando uma queda para -46, ante a uma leve alta revisada de -42 em maio. Os números de junho são os mais baixos desde que a agência iniciou a pesquisa em 1987.

Os economistas ouvidos pela Dow Jones Newswires previram que o índice de junho seria de -41.

A confiança do francês foi de -13 em junho do ano passado, o mais alto nível desde 2003. A queda tem sido provocada pelas preocupações com a inflação, a desaceleração do crescimento da e mais recentemente pela alta dos preços do petróleo e dos gêneros alimentícios básicos.

“A forte degradação afeta a opinião dos consumidores sobre as expectativas para o desenvolvimento de seu padrão de vida”, disse o Insee. “Eles estão também pessimistas sobre sua situação financeira pessoal.”

Os números são ameaçadores para o crescimento da francesa, que poderá cair para cerca de 1,6% em 2008, ante 2,1% no ano passado, segundo estimativa da Insee divulgada na semana passada. A do país é conduzida pelos consumidores, o que faz com que qualquer queda na confiança seja preocupante. As são da Dow Jones.

- O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística () promove hoje (16), no , um seminá sobre o perfil dos municípios do país, em uma abordagem estatística e histórica. Serão discutidos, entre outros pontos, o desenvolvimento municipal, as regiões metropolitanas, os consórcios municipais, a origem dos municípios e as políticas públicas, além da importância do na formulação dos princípios municipalistas.

O encontro será no Centro de Documentação e Disseminação de (CDDI) do instituto, no Maracanã. Os debates serão abertos às 13h30 pelo coordenador de População e Indicadores Sociais do , Luiz Antônio de Oliveira.
Agencia

O preços ao produtor da Austrália subiram no primeiro trimestre, puxados pelos custos dos combustíveis, energia e construção. Os dados não alteraram, no entanto, as expectativas de que o Reserve Bank da Austrália (RBA, o banco central do país), não irá elevar as taxas de juros à medida que dados recentes têm indicado uma desaceleração na demanda interna.

O índice de preços finais ao produtor (PPI) subiu 1,9% nos primeiros três meses de 2008, ante o quarto trimestre do ano passado, e teve alta de 4,8%, em comparação com um ano antes, de acordo com o Escritó de australiano.

A elevação trimestral foi a mais alta na história da série do índice, cuja divulgação pelo Escritó de foi iniciada em 1998. O avanço dos preços ao produtor veio acima das estimativas do mercado, que previam um aumento de 1%.

“A alta é uma “balde de água fria” para a visão de que a inflação está começando uma trajetória de queda, mas os números não devem ser suficientes para fazer com que o Banco Central eleve a taxa (de juros) em maio”, disse o economista-chefe do Macquarie Group, Brian Redican.

Os sinais de que o aumento nos preços está sendo conduzido pelo lado da oferta, e não pela demanda do , preocupará o banco central, afirmou Redican.

“Não é uma inflação puxada pela demanda, que o Reserve Bank pode realmente atacar, mais ela parece estar vindo através dos custos do lado da oferta…então isto pode ser um problema de difícil solução”, disse o economista. “Em termos de pressões inflacionárias no médio prazo, é óbvio que isto manterá o banco central em alerta.”

O dólar australiano subiu 30 pontos, para US$ 0,9366, seguindo os dados e a queda das taxas de juros futuras.

A economista do JPMorgan, Helen Kevans, atribuiu a elevação do PPI à alta de 5% nos preços dos produtos importados no estágio preliminar da produção. “O aumento de 8% nos preços do petróleo cru no trimestre mais que equilibrou a alta de 2% do dólar australiano”, ressaltou Helen.

“Eu não acho que isto terá alguma influência na política monetária dados os recentes indicadores que estamos vendo”, incluindo as quedas no financiamentos imobiliá, o crescimento do crédito e a confiança, afirmou a economista.

O Reserve Bank da Austrália manteve a taxa de juros inalterada em 7,25%, o mais alto nível em 12 anos, na sua reunião de abril, e os mercados estimam em 32 pontos bases o corte da taxa no final do ano, de acordo com o Credit Suisse. As são da Dow Jones

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