Abr
2
A Secretaria da Saúde do Paraná confirmou hoje que um macaco encontrado morto em Rio Bonito do Iguaçu, no sudoeste do Estado, a cerca de 380 quilômetros de Curitiba, estava com febre amarela.
A 5ª Regional de Saúde de Guarapuava, na região central paranaense, a 260 quilômetro da capital, investiga também a possibilidade de uma moradora do Distrito de Entre Rios ter morrido vítima da doença. A expectativa é que os exames sobre a causa da morte fiquem prontos em 30 dias, mas a região já está em alerta. Além dessa morte, outros dois pacientes apresentaram sintomas da enfermidade e aguardam resultados de exames.
A secretaria reiterou os conselhos para que qualquer um que tenha sintomas de doenças ictero-hemorrágicas, como a febre amarela, dengue e leptospirose, procure rapidamente uma unidade de saúde. A coleta de exame do macaco que teve confirmada a presença da febre amarela foi realizada em 29 de fevereiro. No mesmo dia, em Laranjal, a cerca de 50 quilômetros, morreu um rapaz, de 35 anos, que trabalhava em madeireiras.
A secretaria confirmou que a causa da morte foi a febre amarela. Desde 18 de março, funcionários da secretaria percorrem a região para recolher materiais de primatas não humanos e mosquitos para diagnosticar a presença do vírus.
Fev
24
O Ministério da Saúde confirmou mais uma morte causada pela febre amarela. A vítima é um homem que morava na área rural do Distrito Federal.
Ao todo foram registradas 17 mortes pela doença desde 16 de dezembro do ano passado, quando foi confirmado o primeiro caso. Até sexta-feira, foram notificados 59 casos suspeitos de febre amarela silvestre. Deste total, 33 foram confirmados, 23 descartados e 3 ainda estão em investigação.
O Distrito Federal é uma das áreas de risco de infecção pela doença, juntamente com os Estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
O maior número de mortes foi registrado em Goiás, com 20 confirmações, o que representa 61% do total. Mato Grosso do Sul vem em segundo lugar, com 18%, seguido do Distrito Federal (15%) e Mato Grosso (6%). Também foram registrados casos suspeitos de febre amarela no Acre, Minas Gerais, Pará e Rondônia.
Entre as mortes confirmadas, segundo boletim do Ministério da Saúde, a maioria é de homens, com idade média de 41 anos. Os dados mostram ainda que 91% das pessoas que morreram por causa da doença não tinham sido vacinadas ou tomaram a vacina há mais de dez anos, ou seja, sua validade já estava vencida.
Fev
16
O Paraguai recebeu neste sábado 800 mil doses de vacina conta a febre amarela, um dia após declarar estado de emergência diante da confirmação de seis casos da doença na sua variedade silvestre em mais de 30 anos, informaram fontes oficiais. O lote enviado pelo governo brasileiro permitirá às autoridades sanitárias ampliar a campanha de imunização e atender à crescente demanda por vacinas em todo o país.
O presidente paraguaio, Nicanor Duarte, declarou na quinta-feira estado de emergência nacional por 90 dias frente ao risco de uma epidemia da doença.
A confirmação de aproximadamente 10 casos, entre eles dois envolvendo mortes, em várias pontos da área metropolitana de Assunção, provocou pânico em milhares de paraguaios, que pedem uma vacinação em massa.
“Com a chegada deste importante lote, que obtivemos graças à declaração de emergência, epidemiologistas estão planejando uma nova estratégia para a vacinação em todo o país”, disse o ministro de Saúde, Oscar Martínez, a jornalistas, logo após o recebimento das vacinas.
O secretário de Estado explicou que espera alcançar um estoque de pouco mais de um milhão de doses nos próximos dias, após a chegada de 144 mil vacinas prometidas pelo governo peruano e de outras 100 mil solicitadas à Venezuela.
O Paraguai detectou há quase duas semanas um foco de febre amarela numa área rural do departamento de San Pedro, 200 quilômetros ao norte de Assunção, onde foram confirmados seis casos, com outros quatro sendo investigados, incluindo um fatal.
Fev
2
Mais uma morte por febre amarela foi confirmada na noite de ontem (1º) pela Secretaria de Saúde de Goiás. Com isso, o número de pessoas mortas por causa da doença no estado subiu para 12. No total, são 17 confirmações de febre amarela em Goiás, que investiga mais dois casos.
Também ontem o Ministério da Saúde confirmou a morte de uma pessoa que contraiu a doença no Distrito Federal (DF). É o primeiro caso fatal confirmado no DF.
O exame sorológico, no último caso de Goiás, foi feito pelo Laboratório Público do Distrito Federal. A vítima era um homem, cujo nome não foi divulgado, que trabalhava no campo e contraiu a doença na zona rural de Planaltina de Goiás, que fica na região do entorno do Distrito Federal. A região do entorno compreende municípios dos estados de Goiás e de Minas Gerais.
O trabalhador não era vacinado, foi internado no dia 21, no Hospital Regional de Taguatinga (DF), e faleceu oito dias depois, na última segunda-feira (29).
De acordo com o último boletim da Situação da Febre Amarela no Brasil, divulgado às 17 horas de ontem (1º), pelo ministério, já foram descartados, em Goiás, 12 casos suspeitos de contágio pela doença.Texto fonte:AG . Brasil
Fev
1
Dos 17 macacos encontrados mortos no interior de São Paulo, dois deles morreram por febre amarela, segundo informações da coordenadora da Secretaria Municipal de Saúde de Mendonça, Graziela Lúcia Dias.
Os animais foram encontrados na mata, na zona rural do Estado, principalmente nos municípios de Mendonça e Nova Aliança.
Segundo a coordenadora, cada um dos municípios teve uma morte confirmada por febre amarela.
Por prevenção, cerca de dois mil moradores da região já foram vacinados e as cidades do noroeste paulista estão se organizando para ampliar a vacinação
Jan
31
Uma mulher de 43 anos morreu hoje (31) às 8h20, em São Paulo, com suspeita de ter sofrido reação adversa à vacina contra febre amarela. Ela trabalhava no Hospital Geral de São Mateus, da rede estadual, na zona leste da cidade, onde estava internada desde o último sábado. A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual da Saúde.
Segundo a secretaria, o laudo sobre a causa da morte indica que a paciente sofreu choque séptico (que provoca infecção) seguido de falência múltipla dos órgãos.
Ela tomou a vacina no último dia 17 mesmo sem ter planos de viajar para as áreas consideradas de risco, ou seja, zonas rurais de Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. O Centro de Vigilância Epidemiológica já começou a investigar o caso e dentro de 30 dias deve sair o resultado das análises laboratoriais do Instituto Adolfo Lutz.
O Ministério da Saúde adverte que a vacina é contra-indicada para mulheres grávidas e pessoas com alterações imunológicas. Além disso, o ministério orientou várias vezes as pessoas a não se vacinar mais de uma vez no período de dez anos.
Sem contar esse caso, o Ministério da Saúde já contabilizou 43 suspeitas de reação adversa à vacina, todas em processo de investigação. Dezenove pacientes foram hospitalizados.
Quanto aos casos de febre amarela propriamente dita, houve até agora 47 suspeitas notificadas. Vinte casos foram confirmados e dez pessoas morreram. Dos demais, 20 foram descartados e sete continuam sob investigação.
Jan
31
Uma mulher de 43 anos morreu hoje (31) às 8h20, em São Paulo, com suspeita de ter sofrido reação adversa à vacina contra febre amarela. Ela trabalhava no Hospital Geral de São Mateus, da rede estadual, na zona leste da cidade, onde estava internada desde o último sábado. A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual da Saúde.
Segundo a secretaria, o laudo sobre a causa da morte indica que a paciente sofreu choque séptico (que provoca infecção) seguido de falência múltipla dos órgãos.
Ela tomou a vacina no último dia 17 mesmo sem ter planos de viajar para as áreas consideradas de risco, ou seja, zonas rurais de Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. O Centro de Vigilância Epidemiológica já começou a investigar o caso e dentro de 30 dias deve sair o resultado das análises laboratoriais do Instituto Adolfo Lutz.
O Ministério da Saúde adverte que a vacina é contra-indicada para mulheres grávidas e pessoas com alterações imunológicas. Além disso, o ministério orientou várias vezes as pessoas a não se vacinar mais de uma vez no período de dez anos.
Sem contar esse caso, o Ministério da Saúde já contabilizou 43 suspeitas de reação adversa à vacina, todas em processo de investigação. Dezenove pacientes foram hospitalizados.
Quanto aos casos de febre amarela propriamente dita, houve até agora 47 suspeitas notificadas. Vinte casos foram confirmados e dez pessoas morreram. Dos demais, 20 foram descartados e sete continuam sob investigação.
Agencia Brasil
Jan
27
Os moradores do município goiano de Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal, contam com um serviço especial para a vacinação contra a febre amarela.
Dois ônibus onde foram montadas unidades móveis de saúde, além de carros, deslocam-se para os vários pontos da cidade, além da zona rural do município, para levar a vacina a pessoas que ainda não se imunizaram.
A população conta ainda com 16 postos de saúde para tomar a vacina. Dos mais de 200 mil moradores da cidade, cerca de 60 mil foram imunizados contra a febre amarela no mês de janeiro.
Segundo o secretário municipal de saúde, Neury Veloso, a cobertura da vacina na cidade já ultrapassa 90% da população. De acordo com ele, hoje a situação no município está tranquila. “Não temos mais filas. Não falta vacina para atender a população. Chegamos a vacinar 13 mil pessoas por dia na segunda semana de janeiro”, conta.
Para imunizar a população, o secretário informou que foram colocadas 400 pessoas no atendimento na segunda e na terceira semanas de janeiro. Atualmente, o serviço conta com cerca de 200 funcionários da secretaria.
“Em Águas Linda a vacinação contra a febre amarela é de rotina e pode ser feita o ano todo nos postos de saúde da cidade, mas, com as notícias do surgimento da doença, fizemos campanha nas ruas, com carros de som, chamando a população para se imunizar. Com isso, tivemos muitas filas e chegou a faltar vacina em alguns dias para atender a população”, lembra Veloso.
De acordo com ele, o município está recebendo cinco mil doses da vacina por semana, “quantidade suficiente para atender à demanda”. O secretário informou que o estoque de vacinas hoje é de 2 mil doses e que a procura tem sido pequena. Ainda de acordo com o secretário, a vacinação na cidade ocorreu em pontos de ônibus, no comércio, nas escolas, nas empresas e nos órgãos públicos, além outros pontos.
O atendimento nos postos de saúde e nas unidades volantes na zora rural vai das 8h às 17h, diariamente. Neste final de semana, os postos de vacinação funcionarão até as 17h. Mas, a partir do próximo fim de semana, vão fechar e a vacina só será aplicada de segunda à sexta-feira. “A procura pela vacina está pequena, por isso não precisaremos de funcionar mais nos finais de semana”, Veloso.
Embora o secretário tenha afirmado que nos últimos dias não tem faltado vacina para atender à demanda, a moradora de Águas Lindas Maria Elizabete Silva disse à Agência Brasil que foi ao posto três vezes e recebeu a informação de que não havia vacina.
“A última vez que vim aqui para vacinar foi na última quinta-feira [24], por volta das 16h, e fui informada de que não tinha vacina no posto”. O secretário disse que não tinha conhecimento do fato e garantiu que não estava faltando vacina no posto.
“A dona Elizabete pode ter chegado no posto depois do horário da vacinação e ter se enganado com a informação do atendente. Temos um bom estoque de vacina nos postos.”
Emanuel Lustosa Araújo, morador de Águas Lindas desde 1999, disse que só foi se vacinar hoje porque vai viajar para o Maranhão. “Não tomei a vacina antes porque não pude sair do serviço para me vacinar.”
De acordo com o secretário municipal de saúde, muitos moradores de outras cidades do Entorno foram a Águas Linda para tomar a vacina pela facilidade de horário de atendimento e pela quantidade de postos voltantes. Ele informou também que muitos moradores do município que trabalham no Distrito Federal preferiram se vacinar perto do emprego.
Jan
20
Um dos maiores especialistas em doenças tropicais no mundo, o médico Luiz Hildebrando Pereira da Silva diz que o governo pode ter exagerado ao estender a recomendação de vacinação contra a febre amarela para além de áreas de matas, conforme instrução divulgada pelo Ministério da Saúde brasileiro.
A recomendação do governo abrange também áreas urbanas. A vacina traz riscos, destaca, e deve ser administrada com cuidado.
“Não se pode fazer vacinação preventiva de população de uma área só porque apareceram casos em pessoas que invadiram área de floresta ou passaram dias em ecoturismo. Isso não coloca em perigo a população das áreas que não estão com esse mesmo tipo de comportamento e, na minha maneira de ver, foi um erro estratégico do Ministério da Saúde”, afirmou Silva, diretor do Instituto de Pesquisas em Patologias Tropicais de Rondônia. “Não haveria a necessidade disso”.
Até ontem, 31 pessoas já tinham apresentado reações adversas à vacina, principalmente em razão do recebimento de mais de uma dose em curto espaço de tempo, admitiu o ministério.
“É exatamente esta uma das razões de não se poder usar a vacina sistemática”, afirma o especialista. Foi identificada até mesmo uma pessoa que recebe a vacina há quatro anos sistematicamente. A instrução do ministério diz que vacina só deve ser tomada por pessoas que ainda não tenham sido imunizadas ou que tenham sido há mais de dez anos e que vivam ou se dirijam para áreas de risco - atualmente, a maior parte do País, exceto grande extensão da costa brasileira.
Jan
18
O Ministério da Saúde informou na noite desta sexta-feira que 31 pessoas estão internadas em todo o País suspeitas de terem tomado mais de uma dose de vacina contra a febre-amarela.
Em dois casos, registrados no Distrito Federal, as vítimas de superdosagem estão em estado grave. A informação é do Jornal Nacional. Na quinta-feira, um jovem de 20 anos foi internado com hepatite e uma mulher foi atendida em um hospital com choque anafilático.
O Ministério da Saúde reitera que cada dose da vacina tem validade de dez anos e não é necessário reforçar a aplicação antes deste período.