Jun
18
O vídeo, sem som, mostra Fidel durante um encontro com seu irmão mais novo, o presidente de Cuba, Raúl Castro, e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em Havana, na segunda-feira.
O ex-líder veste um uniforme esportivo da equipe nacional de Cuba e aparece de pé e sentado.
Chávez disse que discutiram questões como as crises de alimentos e energia.
“Fidel está sentado lá, vivo e bem, pensando, escrevendo e ditando estratégias importantes para Cuba e para a nossa América Latina”, disse Chávez aos repórteres na segunda-feira.
Mais cedo, a mídia estatal havia dito que o ex-líder manteve conversações “animadas e afetuosas” com seu mais forte aliado por três horas.
Fidel, de 81 anos, não é visto em público desde que foi submetido a uma cirurgia de emergência e transferiu o poder para seu irmão, Raúl, em julho de 2006.
O último vídeo divulgado havia sido o do encontro do ex-líder cubano com o presidente brasileiro Luiz Inácio da Silva, no mês de janeiro. BBC
Jan
17
Em um artigo publicado nesta quarta-feira, o presidente licenciado de Cuba, Fidel Castro, poupa o Brasil de críticas ao falar sobre biocombustíveis e diz que, junto com a Argentina, o país “poderia ser a tábua de salvação para os povos da América Latina e do Caribe”.
No texto – publicado nesta quarta-feira no Granma, jornal oficial do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba –, Fidel comenta um artigo publicado no jornal espanhol El País sobre a relação entre a alta no preço dos alimentos e os combustíveis.
O líder cubano diz que o Brasil não terá altas nos preços dos alimentos por causa do avanço dos biocombustíveis.
“O Brasil, que já se auto-abastece de combustíveis e possui abundantes reservas, sem dúvida escapará deste dilema”, afirma.
Ele lembra que o Brasil tem uma área 77 vezes maior do que Cuba, altitudes e climas variados, e não sofre com ciclones tropicais.
“Esta república irmã desfruta de três climas diferentes. Se cultivam ali quase todos os alimentos”, escreveu.
Críticas
O artigo é datado do dia 14 de janeiro às 19h12, cerca de duas horas antes da chegada do presidente Lula a Havana para uma viagem que teria como ponto alto o encontro com Fidel, no dia seguinte.
No ano passado, o presidente licenciado cubano fez duras críticas aos biocombustíveis, dizendo que eles ameaçavam e encareciam a produção de alimentos.
Em março, ele se juntou ao presidente venezuelano Hugo Chávez para criticar o etanol, e disse que a produção do combustível iria “condenar a morte” três milhões de pessoas no mundo.
No mês seguinte, depois de um acordo entre Brasil e Estados Unidos para promover a produção de etanol em vários países da América Central e do Caribe, Fidel escreveu um artigo para o Granma dizendo que o acordo era a “internacionalização do genocídio”.
As críticas aconteceram justamente num momento em que Lula fazia discursos pelo mundo promovendo os biocombustíveis - etanol de cana-de-açúcar e biodiesel - como a salvação para a pobreza da África e da América Latina.
Em todas as criticas, Fidel se referiu ao etanol de milho, produzido nos Estados Unidos, e ignorou o fato de que o etanol brasileiro não é feito deste cereal.