Jun
18
São Paulo Fashion Week - Moda praia da grife Movimento resgata cores da selva
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A estréia da moda praia na 25ª São Paulo Fashion Week (SPFW) ocorreu hoje com o desfile da grife pernambucana Movimento. A estilista Tininha da Fonte mostrou na coleção de verão 2009 elementos do universo selvagem, com estampas de folhas, camuflados e animais. A cartela de cores veio repleta de verde folha, roxo açaí, vermelho fogo e amarelo ouro. As tonalidades típicas da floresta foram mescladas com os tons neutros, como preto, marrom, branco e bege.
A sensualidade da mulher foi representada pelos drapeados, bordados, origamis e apliques. O biquíni é a peça principal da coleção, segundo Tininha, e o sutiã absorveu a força e veio com faixas, triângulos e alças mais largas. “Quis retratar uma mulher forte e guerreira”, disse a estilista nos bastidores ao final do desfile. “As mulheres não estão preocupadas em se queimar com alças largas, pois usam protetor solar.” Já as calcinhas surgiram com corte reto e a maioria com estampas lisas.
Vestidos - longos e curtinhos -, shorts e macaquinhos vieram à passarela com tecidos soltos, como o algodão de fio egípcio, a seda pura e o jersey com elastano. “As formas das peças estão totalmente democráticas”, afirmou Tininha. Os acessórios também marcaram presença na coleção, nos pulsos e pescoços, feitos de osso de bode. Os braceletes e pulseiras tinham formato de girafa, pavão e onça.AE
Jan
26
Folha Online Um dia depois de o governo federal anunciar a suspensão da licença para desmatar em 36 municípios, que concentram 50% do desmatamento na Amazônia, tratores continuaram derrubando árvores em áreas de Alta Floresta e Paranaíta (MT, a 830 km de Cuiabá), revela reportagem publicada neste sábado na Folha de S.Paulo .
A reportagem da Folha sobrevoou, em um monomotor, partes de floresta derrubadas para abrir caminho à agricultura e à pecuária. A reportagem constatou que o ritmo da devastação não parece ter sido alterado pelo anúncio das recentes medidas de controle e que as medidas adotadas podem ter chegado tarde demais.
O método da devastação começa com madeireiros derrubando com motosserra árvores selecionadas, que depois vão se transformar em madeiras nobres. Em seguida, vêm os tratores, que derrubam as árvores remanescentes e que, depois, serão queimadas, para limpar a área que será usada pelo gado.
O ambientalista Laurent Micol, que atua na região pela organização não-governamental ICV (Instituto Centro de Vida), afirmou que a recuperação financeira do agronegócio é a hipótese mais provável para explicar o avanço sobre novas áreas. “Desmatamento é investimento por parte do produtor rural. E ele só pode fazer isso se estiver capitalizado.”
Após o sobrevôo, a reportagem procurou o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente, em Brasília. As assessorias dos dois órgãos não encontraram ninguém para comentar o caso até as 19h40. Em Alta Floresta, na sede do Ibama, também ninguém atendeu o telefone.
Jan
25
Diante do aumento da área desmatada na Amazônia de agosto a dezembro de 2007, o governo anunciou ontem que os bancos oficiais estão proibidos de financiar máquinas e plantio de safra das propriedades que tenham feito derrubada ilegal da floresta. Haverá também o bloqueio das fazendas envolvidas no crime ambiental. E vão responder solidariamente os que comprarem ou transportarem produtos de quem derrubou a mata.Após reunião emergencial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, divulgou uma lista de 36 municípios campeões em desmatamento - 19 em Mato Grosso, 12 no Pará, 4 em Rondônia e 1 no Amazonas. A Polícia Federal iniciará no dia 21 uma operação nesses locais. O Ministério da Agricultura também enviará equipes com a determinação de visitar as áreas desmatadas.
No ano passado, o governo estima ter bloqueado 234 mil hectares de propriedades envolvidas em desmatamentos ilegais. Marina disse que decreto assinado pelo presidente no dia 21 de dezembro vai tornar mais ágil o processo de embargo das terras.
Uma portaria regulamentando o decreto deve ser publicada hoje no Diário Oficial, com detalhes de bloqueios e regras de proibição de créditos. Também está proibida autorização de desmate nos 36 municípios da lista de maior derrubada. O campeão é São Félix do Xingu, seguido de Cumaru do Norte, no Pará. O desmatamento em Marcelândia, Querência e Colniza, em Mato Grosso, também foi alto.
Jan
24
O Ministério do Meio Ambiente promete divulgar nesta sexta-feira (25) o nome de aproximadamente 30 municípios que vão integrar uma lista suja dos maiores responsáveis pelo desmatamento na Amazônia. “Estamos em fase de finalização”, afirmou a ministra Marina Silva.Nos municípios que estiverem na lista, o governo vai promover um recadastramento de todos os imóveis rurais, por georreferenciamento.
Aqueles em que for constatada derrubada ilegal de floresta, serão alvo de embargo, ou seja, não poderão vender sua produção nem terão acesso a crédito. Também será penalizado quem comprar ou transportar produtos adquiridos junto aos embargados.
“A intenção é exatamente reforçar a fiscalização em uma região responsável por cerca de 40% a 50% do desmatamento na Amazônia”, ressaltou Silva.