A organização não-governamental (ONG) Grupo Gay da Bahia (GGB) informou hoje que 122 foram assassinados no no ano passado. Desse total, 73% eram profissionais do sexo e 65% menores de 21 anos. O número registra um aumento de 30%, ante aos 94 de 2006, segundo o relatório anual do GGB. De acordo com o estudo, um gay corre 84% mais risco de ser assassinado no Nordeste do que nas outras regiões do País. A ONG informou ainda que o é o campeão mundial de crimes homofóbicos, seguido do México com 35 homicídios por ano e Estados Unidos, com 25.

Segundo o GGB, o relatório é baseado em notícias de jornais e internet, pois não existem estatísticas governamentais contra crimes de ódio no . Apesar de certamente “incompleto”, como a própria instituição considera, o estudo é apreciado pela Secretaria Nacional de como o principal documento sobre os crimes contra no País.

O relatório revelou também que só nos três primeiros meses de 2008 já foram registrados 45 homicídios contra . “Este ano a violência homofóbica está ainda mais preocupante, estamos vendo um verdadeiro homocausto”, afirmou o professor Luiz Mott, um dos responsáveis pela elaboração do relatório.

Na avaliação do presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, há três soluções imediatas contra os crimes homofóbicos, “ensinar à população, sobretudo aos jovens, a respeitar os dos , exigir que a polícia e a Justiça punam com toda severidade a homofobia e, sobretudo, que os próprios e evitem as situações de risco”.

O Ministério da Saúde lança hoje um plano específico de enfrentamento da entre , e homens que fazem sexo com homens (HSH). As medidas, discutidas ao longo de vários meses, tentam atender a antigas reivindicações de organizações não-governamentais e barrar uma tendência preocupante: o aumento de casos da infecção entre jovens. Em 1996, relações homo ou bissexuais respondiam por 24,8% da forma de contaminação entre jovens de 13 a 24 anos. Em 2006, esse percentual havia subido para 41,1%. O número de casos provocados em relações heterossexuais também aumentou no período, mas de forma menos acentuada. Em 1996, ela respondia por 21,5% do total de casos entre 13 e 24 anos. Dez anos depois, esse percentual passou para 32,6%.Além das medidas, serão divulgados cartazes e folhetos feitos para o público gay, que deverá ser distribuído em locais específicos. No cartaz, está estampado a figura de um casal gay se abraçando. Uma versão de folhetos explicativos como se pega ou não foi feita para o público gay.

“A população homossexual tem uma vulnerabilidade 11 vezes maior. E não se viu, nos últimos anos, nada voltado para os jovens. O que todos julgam ser indispensável”, afirmou Mário Scheffer, do Grupo pela Vidda. Ele avalia que campanhas gerais de prevenção de chegam aos grupos de jovens. Mas isso não é suficiente.

“No início da epidemia, havia uma grande militância das ONGs na prevenção em áreas freqüentadas por e bissexuais”, afirma. Algo que foi se perdendo com o tempo. “Hoje a doença não mobiliza como antes. Há muito menos voluntários, as ações são diferentes.”

Entre as propostas feitas por ONGs ao Ministério da Saúde, estava o estímulo do governo federal a municípios para que eles desenvolvessem ações de prevenção voltadas para o público gay. O grupo também sugeriu a contratação de agentes de saúde para atividades de prevenção voltadas a .

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