Mar
25
A família da empresária Silvia Calabresi Lima é a principal envolvida por ação ou omissão no caso de tortura e cárcere privado da menor L.R.S., de 12 anos, descoberto na semana passada.
A denúncia da mãe da empresária, do marido e do filho será feita amanhã à Justiça de Goiás pela delegada de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA), Adriana Accorsi, de Goiânia, cidade onde o crime ocorreu. A menina sofreu maus-tratos e foi torturada nos últimos dois anos na casa de Silvia Calabresi.
A delegada concluiu após dez dias de investigações que o silêncio e a omissão dos membros da família Calabresi Lima foram os fatores fundamentais para a continuidade das violações contra a adolescente.
O relatório com mais de 100 páginas descreve a maneira como L.R.S. era torturada, os locais, horários e instrumentos empregados para tortura, que contou com ajuda da empregada doméstica Vanice Maria Novaes, de 23 anos. A empresária e a empregada estão presas na Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia.
“A tortura foi sistematicamente empregada contra a menor”, disse a delegada, que relacionou a mãe de Silvia Calabresi, Maria de Lourdes Biachi Arantes, de 82 anos, o marido Marco Antonio Calabresi Lima, de 42 anos, e o filho Tiago Calabresi Lima, de 24 anos.
A mãe e o filho da empresária não se apresentaram hoje à policia para prestar depoimento. A mãe de L.R.S., Joana Darc da Silva, de 40 anos, que “doou” a filha para Silvia, também está sendo denunciada por omissão e entrega ilegal de criança.
Mar
24
Elivânia Silva Ferreira, de 23 anos, acusou hoje a empresária Sílvia Calabresi Lima, em depoimento à Delegacia de Polícia (DP) de Iporá (GO), de tê-la agredido “todos os dias”, quando trabalhava na casa da acusada, em 2002. Ainda com cicatrizes, Elivânia afirmou que sofreu muito na mão de Sílvia.
A ex-empregada mora na cidade goiana e já fez exame de corpo de delito. “Apanhava todo dia, sofri muito na mão dela”, disse. “Fugi cinco vezes, porém, como era órfã, fui devolvida para a Sílvia nas cinco vezes”, relembra. “Aí, é que eu apanhava mais.” Elivânia afirmou que foi à delegacia quando soube que a ex-patroa estava presa. “Ela é muito vingativa”, disse.
A mãe adotiva de Sílvia, Maria de Lourdes, e o filho mais velho da empresária, Tiago, poderão ter as prisões decretadas amanhã, se se recusarem a comparecer à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) para depor como testemunhas no caso de tortura da menina L.R.S., de 12 anos. Lourdes e Tiago foram intimados pela delegada Adriana Accorsi, mas não apareceram hoje à delegacia. Como o prazo de encerramento do inquérito policial expira na quarta-feira, Adriana avisou que pedirá a prisão temporária à Justiça. “Eles sabiam de tudo e, mesmo assim, jamais pegaram um telefone para ligar e denunciar”, justificou.
A delegada afirmou acreditar que Sílvia, presa na semana passada em flagrante por tortura e cárcere privado de L.R.S., é uma “criminosa em série“, que contou com o silêncio da família para perpetuar os crimes.
“A família nada fez para acabar com o ritual de torturas”, disse Adriana, que pretende indiciar a mãe adotiva e o filho mais velho da empresária, estudante de engenharia civil. “Mesmo com ela (Maria de Lourdes) tendo 82 anos (inimputável pela lei), a questão será com a Justiça”, avaliou.
Um casal, vizinho de Sílvia, que costumava visitar a família, se disse surpreendido pela descoberta dos casos de tortura. Outras duas meninas, que teriam sido vítimas de Sílvia, prestaram depoimento hoje na DPCA. A., de 10 anos, e C., de 16, moradoras em Adelândia, a 100 quilômetros de Goiânia, confirmaram maus-tratos diários: “Ela (Sílvia) me batia com a sandália, no rosto, na boca e feriu minha orelha”, disse A. C. disse que a violência diária foi “inesquecível”. “No começo, pensei que era uma louca, depois, percebi que as pancadas não cessariam; fugi de lá”, disse.
Além de um quadro agudo de desnutrição, marcas e cicatrizes permanentes na língua, o resultado preliminar do exame de corpo delito de L.R.S. mostrou que a empresária submeteu a menor a sofrimentos variados e intensos com ferro de passar roupa, martelo e alicates.
Mar
22
Mais duas menores oficializaram denúncias de maus-tratos contra Silvia Calabresi Lima. A., de 10 anos de idade, e C., de 13 anos, que teriam trabalhado na casa da empresária há três anos, foram submetidas a atos de violência, segundo denunciou o advogado Fábio Mesquita de Souza. Ambas moram em Adelândia, a cerca de 100 quilômetros de Goiânia, e na segunda-feira serão ouvidas pela delegada Adriana Accorsi, da Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA).Revelaram que além de serem privadas de sair, ver e falar com a família, mesmo por telefone, foram espancadas. “Ela chegava em casa nervosa e me batia”, contou A., que na época dos maus-tratos tinha sete anos de idade e era obrigada a limpar toda a casa - avaliada em R$ 750 mil, situada no condomínio Granville, de classe média alta.
“Quando não dava conta de fazer como ela queria, me beliscava, batia, falava palavras pesadas, e me impedia de falar com a minha família”, disse A. Com os dois novos casos, agora são cinco as denúncias oficiais contra a empresária, que está recolhida na Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia.
Erros
“Eu quero pagar pelos meus erros”. A frase é da empresária, que hoje recebeu a visita do advogado Darlan Alves Ferreira, mas não quis dar entrevistas. Ele comentou que sua cliente está sob vigilância permanente pois há ameaças por parte de 130 mulheres também presas na CPP. Na próxima semana, anunciou, pedirá uma avaliação psiquiátrica da empresária.AE
Mar
19
Lorena Coelho Reis, de 20 anos, denunciou ontem à Polícia Civil de Goiás que foi torturada pela empresária Sílvia Calabrese Lima, de 42 anos, presa anteontem, em Goiânia, sob acusação de maus-tratos contra a menina L., de 12 anos.
Ontem à tarde, no 5º Distrito Policial de Aparecida de Goiânia, cidade vizinha a Goiânia, Lorena relatou à delegada Carolina Paim que morou na casa da empresária quando tinha 14 anos. Durante um ano, disse, viveu dias de violência que só terminaram na festa de seus 15 anos, em 2003. “Aproveitei que todos festejavam e fugi”, afirmou Lorena, em depoimento.
De acordo com a polícia, Silvia já tem ficha criminal por três casos de maus-tratos, mas não foram fornecidos detalhes.
Segundo o diretor do Instituto Médico-Legal (IML), o patologista Ademar Cândido de Souza, o exame de corpo de delito de L. constatou lesões em várias partes do corpo. Todas provocadas por material perfuro-contundente e térmicos, o que seria a causa, além dos ferimentos, de queimaduras na língua, embaixo das unhas das mãos e nas nádegas.
Quando foi libertada pela polícia, a menina L. estava acorrentada pelos pés e pelas mãos num canto da área de serviço, ao lado da escada de acesso à caixa-d’água do edifício. A empresária mora com a família em uma cobertura de mais de 200 metros quadrados. O imóvel fica no bairro Setor Marista, um dos locais que têm o metro quadrado mais caro da cidade.
A empresária e sua empregada doméstica, Vanice Maria Novais, de 23, também acusada de torturar L., foram transferidas ontem para o Centro de Prisão Provisória (CPP). Quando foram presas, as duas discutiram: “Ela mandou bater, passar pimenta na boca da menina, prender o dedo dela na porta”, disse Vanice. “É tudo mentira, você fez tudo isso e agora quer me incriminar”, afirmou Sílvia.
O caso chocou a cidade e até o advogado de Sílvia ameaça abandonar o caso. “Trata-se de uma causa difícil de ser patrocinada. Se os fatos forem verdadeiros, dificilmente continuarei no caso”, afirmou o advogado Darlan Alves Ferreira. Ele explicou que Sílvia “avocou o direito de falar só em juízo”.
Sílvia, que, segundo a polícia, havia sido menina de rua, vivia no apartamento com o marido, o engenheiro civil Marco Antônio Calabrese Lima, sua mãe adotiva - que não foi localizada - e três filhos do casal: dois deles estudantes de Engenharia Civil e um menino de 6 anos.
O marido de Sílvia deve prestar depoimento hoje. A polícia quer saber até que ponto ele sabia das sessões de tortura que aconteciam dentro de sua casa. O engenheiro já declarou que desconhecia o crime. “Ele está transtornado, disse que não sabia dos fatos”, afirmou o advogado Darlan. “É aquela história do marido traído, que saiu para o futebol. Ele saía para o trabalho às 6h30 e voltava à noite”, afirmou. A delegada Adriana Accorsi disse que, se ele não aparecer, vai pedir sua prisão preventiva na condição de omisso e conivente à situação criada pela mulher.
Joana Darc da Silva, mãe biológica de L., disse que esteve “muitas vezes no apartamento”. “Mas nunca vi nada diferente (anormal) na menina”, declarou ontem, após depoimento.
Joana Darc também revelou que a adoção foi feita “de boca”, sem “papel passado” e que desejava o crescimento físico e intelectual da menina. Depois da adoção, ela disse não ter tido nenhum contato com a nova família da garota. Segundo ela, foi assim com os demais cinco filhos. “Só um vive comigo.” A polícia ainda não decidiu se ela será indiciada por ter entregue a menina sem passar pelo processo de adoção.Estado
Fev
1
A mulher semi-nua foi fotografado ao lado de dois policiais militares e uma viatura da PM ,além de poses sensuais a mulher se exibe dentro e em cima da viatura ...mulheres nuas
As 8 fotos foram descobertas pelo Comando da Policia Militar em Goiás depois de uma denuncia anônima, o material chegou a circular na internet durante 14 dias num site pornográfico de São Paulo. …a mulher nua
Os dois trabalham no 13º comando da capital e já foram afastados do serviço, agora podem perder o emprego ,ser presos e até exclusos da corporação.
Dez
23
Pelo menos dez pessoas morreram e outras 30 ficaram feridas em um grave acidente envolvendo um ônibus de turismo e uma carreta, na manhã deste domingo (23). O acidente aconteceu, na BR-020, no trecho entre as cidades de Posse (GO) e Luís Eduardo Magalhães (BA). A rodovia passa pelo distrito de Roda Velha, município de São Desidério (BA), 886 km a oeste de Salvador.
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, o trabalho de resgate das vítimas seguia em andamento no início da tarde. A rodovia foi interditada, sem previsão para a liberação. Os feridos foram transferidos para hospitais da região.
Out
27
De dezenove marcas de leite tipo C, 12 foram reprovadas, todas de fábricas goianas: Big Leite; Nutrileite; Santa Rita; Danleite; Lacton; Nívea; Capital; Gogó; Santos; Tayná; Vitalat e Vitta.
Das 24 marcas de leite longa vida analisadas, seis não passaram nos testes: Dália e Escolha Econômica, do Rio Grande do Sul; São Gabriel, de Mato Grosso do Sul; Manacá e Marajoara, de Goiás.
Entre os problemas detectados, estão excesso de água e soro, quantidade de gordura abaixo do padrão, presença de coliformes fecais e bactérias, além de água oxigenada e soda cáustica - produtos usados para aumentar o tempo de conservação do leite.
Esta foi a terceira pesquisa sobre a qualidade do leite feita pelo Procon de Goiás neste ano. O laudo desta vez será encaminhado para Ministério Público Estadual e Federal e também para a Polícia Federal.
A Cooperativa de Suinocultores de Encantado, empresa responsável pelas marcas Dália e Escolha Econômica, disse que uma contraprova ficou dentro dos padrões desejados. O Procon afirma que desconhece essa contraprova.O Sindicato da Industria de Leite de Goiás também afirmou que as marcas Manacá e Marajoara, filiadas à instituição, também fizeram novos testes que não apontaram irregularidades.
A São Gabriel contestou os resultados dos exames, dizendo que nenhum problema foi identificado nas últimas análises acompanhadas por funcionários do Ministério da Agricultura e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.Globo