O faturamento bruto do setor agropecuário poderá atingir R$ 288,6 bilhões em 2008, o que representa crescimento de 28,95% sobre o ano anterior. A estimativa foi divulgada hoje pelo superintendente técnico da Confederação da e Pecuária do (CNA), Ricardo Cotta. De acordo com ele, o crescimento é resultado tanto da expansão da , em especial da safra de , como do aumento verificado nos preços.

A CNA também divulgou o resultado das agrícolas em julho. Os embarques no mês somaram R$ 7,9 bilhões. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, as de agrícolas renderam US$ 41,7 bilhões, valor que supera em 30% o total das do setor no mesmo período do ano passado. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio, a CNA informou que o crescimento foi de 4,96% no acumulado de janeiro a maio deste ano.

O segmento de insumos cresceu 2,39% e o da primária, dentro das porteiras das fazendas, 1,9% em maio, resultados que representam mais que o dobro da variação em igual período de 2007. No acumulado do ano (até maio), o PIB dos insumos apresenta taxa de crescimento de 10,37% e a primária soma 8,04%. “Na prática, tais resultados não demonstram ganhos de para o produtor, que aumentou sua mas enfrenta elevação dos preços dos insumos e, conseqüentemente, dos custos de ”, afirmou Cotta, em entrevista coletiva na sede da CNA, em Brasília.AE

Genebra - A de no e a importação do produto

continuarão crescendo no País em 2008, mas isso não será suficiente para que os preços do no mercado doméstico sofram uma queda. O alerta é de Concepcion Calpe, autora do estudo mensal que a Organização das Nações Unidas para e Alimentação (FAO) faz

sobre a situação do .

“O problema é que os custos de aumentarão de forma importante e é inevitável que os preços se mantenham altos”, afirmou. Entre dezembro de 2007 e abril deste ano, os preços do subiram em 76%. Para ela, a alta nos preços dos combustíveis, fertilizantes e outros fatores de impedem que os preços voltem aos níveis do início de 2007.

A previsão da FAO para o é de uma safra de 12 milhões de toneladas em 2008, 5,7% superior à colheita de 11,3 milhões de toneladas em 2007. Segundo a entidade, haverá uma redução na área plantada no Centro-Oeste, já que parte da terra será usada para trigo e soja, mas a no Sul compensará a perda de espaço.

A alta da brasileira, porém, não será suficiente para suprir a demanda e o País também incrementará as importações de 700 mil toneladas em 2007 para 800 mil neste ano. Os estoques também devem cair e a FAO alerta que a relação entre a e a demanda continuará “apertada” no País.AE

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