Brasília - Mais uma agência de análise de risco elevou o ao grupo de países com grau de investimento. Desta vez a Fitch Ratings avaliou positivamente o usando o critério da classificação de risco. Nesse quesito, a nota do passou de negativa para positiva.

O anúncio, feito nesta quinta-feira (29), confirma a condição do aumento da nota de risco (rating) do , avaliada pela agência Standard & Poor’s, no final de abril deste ano.

A avaliação da Fitch é a terceira neste ano para o . No início de maio, a agência Moody’s classificou o país no segundo grupo e alegou a dívida pública brasileira como principal entrave a uma melhor avaliação.

Com a nota, o dá um passo para se consolidar no grupo dos países considerados bons pagadores e com condições de receber recursos de grandes fundos internacionais, que só investem em países que têm a classificação de atestado por pelo menos três agências de rating.
Luciana Lima
Da Agência

O otimismo no mercado financeiro com o grau de investimento é generalizado. Analistas e investidores esfregam as mãos enquanto fazem as contas para tentar estimar a quantidade de que deve entrar no País em conseqüência do novo status. Isso deve ocorrer por meio de dois canais: o financeiro e o da real.

No primeiro, o impacto é de curto prazo, como já ficou claro na disparada de ontem do Índice da Bolsa de Valores de (Ibovespa) e na forte queda do dólar. “É provável que essa tendência se mantenha para os próximos dias”, afirmou o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale. O segundo é mais demorado e deve beneficiar o nos próximos anos.

Toda essa expectativa se deve ao fato de que o , ao menos em teoria, abre as portas do País para trilhões de dólares, euros e ienes. Isso porque diversos fundos de investimento e de pensão, entre outras entidades, não podem aplicar seu em ativos que não sejam carimbados com o selo de (em inglês, investment grade).

No , não há uma estimativa precisa do tamanho dessa montanha. O presidente do banco de do Citibank no , Ricardo Lacerda, calcula que sejam ao menos US$ 3 trilhões. “Sem o investment grade, o País tinha acesso a uma pequena parte desses recursos”, disse. Segundo ele, somente o Citi tem clientes cuja poupança potencial supera os US$ 50 bilhões.AE

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