Ago
6
(BR Press) - Estudo apresentado durante encontro da Sociedade Européia de Reprodução Humana, em Lyon (França), revela que algumas terapias alternativas, como reflexologia e suplementos à base de ervas, podem reduzir as chances de gravidez. A conclusão é dos pesquisadores Jacky Boivin, da Cardiff University, e Lone Schmidt, da Universidade de Copenhagen.
Durante um ano, pesquisadores acompanharam mulheres em procedimento de fertilização in vitro. De 800 pacientes envolvidas no estudo, 261 adotaram algum tipo de terapia alternativa, como reflexologia, suplementos naturais, homeopatia e acupuntura, resultando em 20% menos chances de engravidar do que as mulheres que seguiram apenas o tratamento.
Embora o estudo não tenha individualizado as respostas de cada terapia, os resultados surpreenderam até mesmo os autores do estudo. “Talvez essas terapias não sejam tão benignas quanto nós pensávamos”, disse Boivin.
Contestações
A notícia já vem sendo contestada por diversos especialistas mundialmente conhecidos. De acordo com a doutora Andrea Braverman, da Sociedade de Medicina Reprodutiva de Nova Jersey (Estados Unidos), que inclusive tem se aprofundado no estudo dos benefícios da acupuntura para o processo de fertilização in vitro, não se pode tomar como certos os resultados sem antes ver que tipo de amostragem os pesquisadores utilizaram.
Na opinião da doutora Silvana Chedid, especialista em Medicina Reprodutiva, diretora da clínica Chedid Grieco Medicina Reprodutiva (www.chedidgrieco.com.br) e chefe do setor de Reprodução Humana do Hospital Beneficência Portuguesa (SP). , que, no final do ano passado, apresentou importante trabalho sobre o tema durante encontro promovido pela Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, em Washington (Estados Unidos), com certeza, a acupuntura tem contribuído para aumentar as taxas de sucesso dos tratamentos.
“Em dois anos, 51% das pacientes que se submeteram à acupuntura durante o tratamento de reprodução assistida em nossa clínica engravidaram, contra 21% daquelas que não foram submetidas à terapêutica”, diz a especialista brasileira.
Segundo Silvana Chedid, a acupuntura eleva o fluxo de sangue no útero, aumenta a espessura endometrial e melhora a receptividade aos embriões. “Além disso, pela liberação das endorfinas no sistema nervoso central, diminui o estresse emocional e a ansiedade que são muito freqüentes em casais inférteis , regulando os hormônios femininos”.
Jul
26
A história da cadela Xuxa, que virou celebridade por ter encontrado um bebê abandonado em Santo Antônio do Monte (MG), teve uma reviravolta. A dona do animal confessou à polícia nesta sexta-feira (25) que é a mãe do recém-nascido.
Segundo a polícia, Maria Luzia Campos, de 27 anos, escondia a gravidez da família e decidiu confessar a história ao descobrir que o bebê seria encaminhado para a adoção. Ela deu à luz na madrugada de quarta-feira (23). Na ocasião, Maria Luzia disse aos vizinhos que a cadela havia encontrado a criança em uma caixa de papelão, em um terreno baldio. O caso ganhou repercussão nacional.
“Quando eu fiquei sabendo que o bebê iria para outra família, não agüentei e contei a verdade. Bateu o arrependimento. Agora, eu vou fazer o que eu puder para cuidar dele”, afirmou Maria Luzia . O bebê está no hospital desde quarta-feira e foi batizado de João Gabriel pelas enfermeiras.
A mãe da criança disse que estava com medo da reação da família. “Na hora bateu o desespero. Não sabia o que fazer. Eu nunca pensei em tirar a vida da criança, só queria proteger o bebê, por isso que eu dei essa versão do cachorro”, disse.
Maria Luzia contou que deu à luz sozinha, em um barracão nos fundos da casa onde vive. Com medo, ela levou a criança até a casa dos vizinhos para que o menino fosse encaminhado ao hospital. Ela falou que a cadela Xuxa havia encontrado a caixa de papelão com a criança.
“Em momento algum veio na minha cabeça matar, jogar fora, fazer o que essas mães fazem. Na hora queria proteger, levar ao hospital”, disse Maria Luzia.
Desfeita a confusão, Maria Luzia disse que a reação da família não poderia ser melhor. A avó ficou emocionada e quer a criança.
O delegado responsável pelo caso, Geraldo Magela de Carvalho, disse ao G1 que a mãe vai passar por exames para comprovar se realmente deu à luz recentemente e depois será liberada. Ele explicou que não houve crime.
O delegado disse que a guarda do bebê será decidida pela Justiça.G1
Mai
11
São Paulo tornou-se uma espécie de santuário natural para o qual migram mulheres de todo o País e até do exterior com problemas para engravidar, na busca das mais modernas clínicas de fertilização in vitro. Elas chegam por aqui, ficam em média oito dias e saem “mães”.
O tempo é suficiente para receberem altas doses de hormônio e estimularem a ovulação, retirarem os óvulos, fecundá-los e, depois, introduzirem pelo menos três no útero. Para uma única tentativa, deixam cerca de R$ 15 mil na capital, entre despesas médicas e de hospedagem. Deixam também histórias de sacrifícios em nome da maternidade. Muitas desfrutam da sensação de ter um embrião no útero por poucos dias e não conseguem segurar a gravidez.
Segundo o diretor do escritório brasileiro da Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida (Rede Lara), Assumpto Iaconelli, o Brasil tem cerca de cem clínicas de fertilização, quase a metade na Região Metropolitana de São Paulo, com algumas localizadas em cidades do interior do Estado. “Recebemos mulheres de outros países, principalmente africanas”, afirma Iaconelli. São Paulo é atraente para estrangeiras por razões econômicas. Para um leigo, R$ 15 mil investidos em uma única tentativa pode parecer caro, mas em países como os Estados Unidos custa o triplo. “Tudo é feito de forma que a mulher fique o menor tempo possível na cidade”, explica o especialista.
Roger Abdelmassih é um desses profissionais da fertilização que mais atraem candidatas à maternidade. Segundo ele, entre 60% e 65% das pacientes que atende por mês são de fora da cidade de São Paulo. Abdelmassih faz 150 fertilizações (ou “ciclos”, como ele fala) por mês. “Não precisa ficar mais do que um dia após a fertilização. Pode pegar avião, tudo”, diz. Maternidade é estatística para esses profissionais. Em pelo menos metade dos casos, a fertilização pode não dar certo, se feita em São Paulo ou no Chuí. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Mai
1
A maioria dos abortos no país é feito por mulheres de 20 a 29 anos de idade, que trabalham, têm pelo menos um filho, usam métodos contraceptivos, são da religião católica e mantêm relacionamentos estáveis. Elas têm até oito anos de escolaridade e estão no mercado de trabalho com renda de até três salários mínimos, exercendo funções como as de doméstica, manicure e cabeleireira.
O perfil foi traçado por um estudo que reuniu resultados de mais de 2 mil pesquisas sobre o aborto no Brasil, elaboradas nos últimos 20 anos, com base principalmente em informações de mulheres atendidas em serviços públicos de saúde de grandes cidades depois de induzir o aborto em casa.
O levantamento realizado por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), com financiamento do Ministério da Saúde e das Organizações Pan-Americana e Mundial de Saúde, aponta o uso do medicamento de venda controlada misoprostol, conhecido como Cytotec, como principal método abortivo utilizado no país.
De acordo com uma das coordenadoras do estudo, Débora Diniz, o perfil apontado não traz surpresas, pois reproduz as características gerais das brasileiras em idade reprodutiva. A antropóloga da Unb destacou, no entanto, o fato de mais de 70% das mulheres que abortaram serem mães.
“Essas mulheres decidem pelo aborto já tendo um filho. Diferente do que vulgarmente poderia se imaginar, são mulheres já com experiência de cuidado com filhos. Elas tomam a decisão pelo aborto do alto da responsabilidade da maternidade”, ressaltou.
Para Débora, o uso de métodos contraceptivos por cerca de 70% das mulheres que abortaram indica que eles podem estar sendo utilizados inadequadamente ou de forma descontínua, mas também que o aborto está sempre no horizonte das escolhas reprodutivas femininas.
”Mesmo para as mulheres que se referem ao uso contínuo de métodos anticonceptivos, dado o índice de falha possível deles, o aborto está dentro do horizonte das práticas reprodutivas”, afirmou.
Segundo ela, o uso dos contraceptivos foi registrado na maior parte dos estudos da Região Sudeste, principalmente em São Paulo, onde mais se conhece a realidade do aborto no país. Já no Nordeste, onde menos pessoas foram pesquisadas, a situação é oposta: mais de 50% das mulheres que interromperam a gestação não usaram métodos anticoncepcionais.
O relatório mostra que cerca de 200 mil mulheres foram hospitalizadas no Sistema Único de Saúde (SUS) em decorrência de tentativas de aborto em 2005. Os pesquisadores consideram que o número representa 20% do total de casos ocorridos no país e assim estimam mais de 1 milhão de abortos para aquele ano. A estimativa, no entanto, fica prejudicada, pois não há dados sobre interrupções induzidas de gestação fora das grandes cidades, em casa e ou em clínicas particulares.
De acordo com coordenadora, os dados mais confiáveis sobre o aborto no Brasil são de uma pesquisa realizada nos anos 90 e reaplicada em 2000 pela Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), pois foram obtidos em levantamentos domiciliares, utilizando o método de urna, que garante sigilo às mulheres e, conseqüentemente, melhora a qualidade da informação. Segundo o estudo, cerca de 3,7 milhões de brasileiras entre 15 e 49 anos já induziram aborto, aproximadamente 7,2% das mulheres em idade reprodutiva no país. Agência Brasil
Fev
4
O helicóptero de resgate do Corpo de Bombeiros do Pará fez um pouso de emergência em uma das avenidas mais movimentadas de Belém, na manhã desta segunda-feira (4). O helicóptero transportava uma mulher grávida de 23 anos, que saiu do município de Curralinho (PA) e seguia para uma maternidade.
A criança deveria ter nascido no domingo (3). A viagem de barco até a capital seria muito demorada. Para garantir a sobrevivência do bebê e da mãe, a família pediu o helicóptero.
O trânsito foi interrompido para o pouso da aeronave. O local foi escolhido por ser o mais próximo da maternidade.
A mãe recebeu os primeiros cuidados ainda na ambulância que a esperava no local do pouso. Ela foi levada para a maternidade. G1
Jan
28
A Pastoral da Saúde da Arquidiocese de Olinda e Recife entrou hoje (28) com representação em que pede à Promotoria de Saúde do Ministério Público de Pernambuco a suspensão da distribuição de pílula anticoncepcional de emergência (levonorgestrel 0,75 mg) durante o carnaval no estado.
A oferta do medicamento pelas secretarias municipais de saúde de Recife, Olinda e Paulista, em postos emergenciais montados em locais de grande concentração de foliões, foi anunciada na semana passada.
Segundo o biomédico Vandson Holanda, coordenador da Pastoral da Saúde, a pílula é abortiva e por isso seu uso, fora dos casos em que o aborto é permitido por lei, fere a legislação brasileira, que protege a vida desde a concepção.
“Uma coisa é a posição da Igreja e outra é o que ela considera ilegal. A posição da Igreja é contra [a pílula] em qualquer circunstância. É ilegal a distribuição: a lei brasileira só autoriza o aborto em casos de estupro ou má formação fetal. A gravidez não pode ser interrompida em caso de mulheres que tiveram relação sexual desprotegida”, argumentou Holanda.
Durante entrevista coletiva em que a medida judicial foi anunciada, o biomédico afirmou que a arquidiocese só voltará atrás se o Ministério da Saúde garantir que o medicamento não interfere na nidação (processo de implantação do embrião no aparelho reprodutor feminino) depois da fecundação.
A polêmica, ressaltou, ocorre por divergências no conceito de gestação e começo da vida. Para Holanda, tanto o Ministério da Saúde como o Conselho Federal de Medicina, seguindo a Organização Mundial da Saúde, consideram que a gestação inicia-se com a implantação do óvulo no útero, enquanto a Igreja e até mesmo a lei consideram que ela começa a partir da fecundação do óvulo pelo espermatozóide.
A pílula começou a ser distribuída na rede pública de saúde em 2002, indicada para casos de violência sexual, de relação sexual sem uso de método anticoncepcional ou de falha de métodos anticoncepcionais (rompimento da camisinha, esquecimento de tomar pílulas ou injetáveis, deslocamento do diafragma ou do DIU, uso incorreto de tabelinha).
Em entrevista à Agência Brasil, Tereza Campos, secretária municipal de Saúde de Recife, afirmou que a oferta da pílula durante o carnaval seguirá o processo normal adotado normalmente nos postos de saúde.“A mulher que chegar vítima de estupro, de violência sexual ou do método que falhou será atendida por um médico, que definirá a conduta após avaliação. Estaremos oferecendo uma contracepção de urgência, como em qualquer serviço de rotina”, explicou. No ano passado, acrescentou, o medicamento estava disponível, mas nenhuma pílula foi utilizada.
Campos destacou que a secretaria não incentiva o uso do medicamento, apenas disponibiliza para casos específicos. E que mais de um milhão de preservativos serão distribuídos durante o carnaval.
Dez
13
Policiais militares e civis da Divisão Anti-seqüestro ( DAS) estouraram, na noite de ontem (12), um cativeiro, na Vila Zatt, zona oeste da Capital, e libertaram uma mulher grávida de oito meses. F.T.A , de 21 anos, foi seqüestrada no dia 4 deste mês, quando saia do seu trabalho. Read more
Dez
12
Um estudo realizado por pesquisadores dinamarqueses sugere que bebês nascidos de cesarianas têm mais chances de desenvolver problemas respiratórios.
Os cientistas, da Universidade de Aarhus, analisaram dados obtidos de 34 mil partos e concluíram que as mães que haviam optado pela cesariana em vez do parto normal aumentaram em até quatro vezes o risco de seus bebês apresentarem problemas no pulmão.
No estudo, publicado no British Medical Journal, os pesquisadores salientam que os riscos podem ser menores se a cesariana for feita de emergência e não por escolha.
Os pesquisadores explicam que durante o parto normal, o bebê passa por transformações hormonais e fisiológicas que contribuem para o “amadurecimento do pulmão”.
“As mudanças hormonais e fisiológicas associadas ao parto normal e necessárias para o amadurecimento do pulmão podem não ocorrer quando a mãe escolhe fazer cesariana”, afirmam os pesquisadores.
Ainda segundo os especialistas, quanto mais cedo a mãe for operada, maiores são os riscos de problemas respiratórios no bebê.
Eles observaram que os bebês nascidos de cesariana na 37ª semana de gestação tinham quatro vezes mais chances de apresentar deficiências respiratórias do que os nasceram na 38ª semana (três vezes mais chances) e na 39ª semana (duas vezes mais chances).Fonte:BBC
Out
11
Ela já ficou grávida por 27 vezes, mas teve nove abortos.
Cláudia teve o primeiro filho aos 11 anos em Palmeiras dos Índios, Alagoas.

Uma mulher em Várzea Paulista, a 63 km de São Paulo, conseguiu na Justiça o direito a fazer uma laqueadura. No último fim de semana, Cláudia Maria da Silva, de 40 anos, teve o 18º filho. O pai da filha caçula, batizada de Adriely, tem 15 anos. O jovem é amigo de um dos filhos de Cláudia, de 12 anos.
A família poderia ser ainda maior, ela já ficou grávida por 27 vezes, mas teve nove abortos. A mulher, que está desempregada, diz que conhecia os métodos contraceptivos, mas não se preveniu. De todos os filhos, apenas três - e agora Adriely - vivem com ela, outros dois vão ser adotados por ordem judicial.
Cláudia teve o primeiro filho aos 11 anos em Palmeiras dos Índios, em Alagoas. Desde 2001, ela está em São Paulo. A ex-gari está desempregada desde dezembro de 2006. Agora, decidiu pedir ajuda para a juíza da cidade, que diante da situação determinou ao hospital que fosse feita uma laqueadura.
Adriely nasceu no sábado (6) no Hospital Universitário de Jundiaí, a 60 km da Capital, pesando 2,8 kg e com 47 centímetros de altura.
G1