Abr
3
Principal pólo de eletroeletrônicos do País, a Zona Franca de Manaus começa a parar por falta de componentes importados, em razão da greve dos auditores da Receita Federal, que completa hoje 17 dias.
Com estoques praticamente zerados, pelo menos oito indústrias já tinham sido forçadas a paralisar algumas de suas linhas de produção até ontem. Cerca de 7 mil trabalhadores foram colocados em licença remunerada.
As informações são do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam) e do sindicato local dos metalúrgicos.
Entre as empresas mais afetadas pela falta de componentes estão Samsung, Panasonic e CCE, fabricantes de equipamentos de áudio e vídeo, a montadora de notebooks Digitron e a Thomson, líder na fabricação de aparelhos receptores de satélite para TV por assinatura.
“Temos cerca de US$ 40 milhões em equipamentos retidos nos depósitos da Alfândega de Manaus”, informou Maurício Loureiro, presidente do Cieam.
Segundo ele, a entidade deu entrada ontem em um mandado de segurança na Justiça Federal, com pedido de liminar para liberação imediata das cargas das empresas da Zona Franca que se encontram retidas nas aduanas. “Estamos num ritmo de produção muito acelerado e a falta de componentes começa a criar gargalos nas fábricas.
Abr
1
Em assembléia realizada, no início da noite de ontem, os funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) decidiram entrar em greve a partir desta terça-feira em 14 estados e no Distrito Federal.
A paralisação ocorrerá em São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, além do Rio Grande do Norte, Pará, Paraná, Amazonas, Maranhão, Bahia e Paraíba. A informação é da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT).
A categoria, que já havia realizado outra paralisação no ano passado, reivindica o prometido pagamento, por parte da ECT, do adicional de 30% de periculosidade para os carteiros, além do aumento no percentual da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), e a implementação de um plano de cargos, carreiras e salários. O movimento conta com a adesão principalmente dos carteiros.
Jan
31
O governador em exercício José Wanderley Neto (PMDB) decretou situação de “perigo iminente” na segurança pública em Alagoas e adotou medidas administrativas contra o que considera serem excessos dos movimentos grevistas da Polícia Civil no Estado.
Os decretos reconhecendo a situação e adotando providências foram publicados hoje no Diário Oficial do Estado, permitindo a realização de compras emergenciais e a contratação de serviços sem licitação, e dando à Polícia Militar poder para assinar termo de ocorrência em caso de prisões em flagrante.
O pacote de medidas foi aprovado pelo Conselho Estadual de Segurança e pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI). Segundo o governo, conta também com apoio da Polícia Federal em Alagoas, Exército, Tribunal de Justiça do Estado, Ministério Público Estadual e seccional alagoana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Wanderley Neto disse que o pacote foi uma decisão tomada pelo governador Teôtonio Vilela Filho (PSDB), antes de sair de férias, no início da semana. “Diante da intransigência dos servidores grevistas em negociar dentro da realidade financeira do Estado, ele traçou essas medidas.
A sociedade inteira sabe do esforço e da paciência do governo em negociar com os policiais civis, mas não podemos mais deixar a população à mercê desse estado de insegurança”, disse o governador em exercício.
As medidas foram adotadas depois que os policiais civis recusaram a proposta de reajuste salarial oferecida pelo governo do Estado e os delegados da Polícia Civil anunciaram que pretendem entrar em greve a partir de amanhã. Os policiais reivindicam equiparação salarial com peritos criminais, que ganham em torno de R$ 3 mil.
Os delegados, por sua vez, pedem equiparação salarial com procuradores e defensores públicos, que recebem R$ 17 mil. Os peritos criminais também estão em greve por melhores salários e adicional noturno.
O governo do Estado usa como justificativa para a decretação da situação de perigo a impossibilidade da vinda imediata dos 100 homens da Força Nacional de Segurança (FNS), prometidos pelo Ministério da Justiça.
O prazo da chegada das tropas seria antes do Carnaval, mas atrasou. Os homens da FNS ainda estariam sendo recrutados em Minas Gerais e São Paulo. Segundo o governo, ainda não há data certa para chegada das tropas em Alagoas. AE
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Jan
20
Os funcionários da empresa Furnas Centrais Elétricas vão realizar uma assembléia na tarde de amanhã para decidir se vão manter ou não o calendário de greve. Caso optem pela greve, os trabalhadores farão sua segunda paralisação nos próximos dias 22 e 23 (terça e quarta-feira).
A primeira paralisação ocorreu no dia 15 de janeiro e durou 24 horas. A greve é uma resposta dos funcionários à decisão judicial emitida pelo Ministério Público do Trabalho, que determinou a demissão em massa de mais de 4 mil contratados em até 30 dias. Segundo o Ministério Público, a contração de funcionários não-concursados é uma prática ilegal em empresas públicas.
De acordo com o diretor da Associação dos Empregados de Furnas, Antônio Magalhães, caso a greve seja confirmada, será mantido um rodízio de funcionários durante o período de paralisação para evitar que o fornecimento de energia seja prejudicado. Ele afirma que a continuidade da greve depende das negociações com a empresa.
“Nós garantimos à direção de Furnas que não pretendemos, no momento, prejudicar os serviços essenciais e a segurança da empresa”, diz Antônio.
Na última sexta-feira, a empresa Furnas Centrais Elétricas reafirmou que a paralisação, se ocorrer, não vai afetar o fornecimento de energia elétrica em suas áreas de atuação no Brasil, pois um efetivo suficiente de funcionários continuará trabalhando em suas usinas, subestações e linhas de transmissão.
A empresa não quis comentar as acusações de que teria contratado funcionários por meios inconstitucionais, mas disse que vai respeitar qualquer medida proferida pela Justiça.
Agência Brasil