pediu aos democratas reunidos nesta terça-feira, em Denver, que se unam em torno do candidato à Casa Branca , destacando que apesar da rivalidade durante as primárias, os dois estão no “mesmo time”.

“Estou aqui como uma orgulhosa partidária de (…) Ele é meu candidato e será nosso presidente”, disse Clinton, em meio aos aplausos da multidão democrata que lotou o Pepsi Center.

Não importa “se votaram em mim ou em Barack, chegou o momento de nos unirmos, como um só partido, com o único objetivo” de eleger presidente dos Estados Unidos.

“Estamos no mesmo time e nenhum de nós pode ficar à margem” desta eleição, disse na Convenção Nacional do Partido Democrata. “Esta é uma luta pelo futuro. Uma luta que devemos ganhar juntos”.

“Quando estiver na Casa Branca, ele revitalizará nossa economia, defenderá os trabalhadores americanos e enfrentará os desafios mundiais de nossa época. Os democratas sabem como fazer isto. Eu me lembro do que o presidente Clinton e os democratas já fizeram, e o presidente e os democratas farão mais”.

A senadora por Nova York também homenageou Michelle, a mulher de , e o vice da chapa democrata, Joe Biden.

tem “uma parceira fantástica em Michelle ”. Quem escutou “o discurso de Michelle na noite de ontem sabe que ela será uma grande primeira-dama para a América”.

“Os americanos também terão a chance de ver Joe Biden ao lado de ”. Biden “é um líder firme e um homem de bem (…) Ele é pragmático, forte e prudente”.

A ex-primeira-dama, que manteve uma ácida disputa com durante as primárias do Partido Democrata, destacou que os americanos “não suportaram os últimos oito anos” de governo do presidente George W. Bush para sofrer mais com a “liderança fracassada” do Partido Republicano.AFP

A vitória na ilha caribenha, entretanto, não reverte a desvantagem da pré-candidata sobre o seu adversário, o senador Barack – ainda o líder da disputa pela indicação democrata em número de delegados.

No seu discurso da vitória, pediu aos superdelegados do Partido Democrata que a escolham como candidata à Presidência, alegando que ela supera no número total de votos recebidos nas prévias e tem mais chance de vencer o candidato republicano, John McCain, nas eleições de novembro.

Os superdelegados são autoridades partidárias que não foram escolhidos no processo de prévias e que têm direito a voto na Convenção Nacional Democrata, que irá definir o candidato em agosto.

Montana e Dakota do Sul

Faltando apenas duas primárias – que serão realizadas na terça-feira nos Estados de Montana e Dakota do Sul, que têm juntos 31 delegados em jogo – precisa de cerca de 50 delegados para garantir a indicação.

Mas está apostando que, com um bom desempenho as últimas prévias, ficará mais fácil convencer superdelegados a apoiarem sua indicação.

Analistas já previam a vitória de Clinton em Porto Rico, que é um território associado aos , e não um Estado – por isso, seus eleitores não têm direito de ir às urnas nas eleições presidenciais de novembro.

No sábado, sofreu uma derrota em uma reunião do Comitê de Regras do Partido Democrata que decidiu o futuro dos delegados de dois Estados que haviam sido punidos pelo Partido, Flórida e Michigan, após realizarem prévias fora da data prevista.

, que venceu nos dois Estados, queria que o comitê autorizasse os delegados a votarem na Convenção, o que a favoreceria. O Comitê permitiu a votação dos delegados, mas manteve uma punição: cada um deles terá direito a apenas meio voto.

Segundo o site realclearpolitics.com, especializado em política americana, Barack lidera a disputa pela indicação democrata com 2.065 delegados e superdelegados, contra 1.910 de .

É necessário o apoio de 2.118 delegados e superdelegados para garantir a candidatura.BBC

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