Mar
22
Um agente do departamento de imigração dos Estados Unidos foi preso sob a acusação de cobrar favores sexuais em troca de vistos de permanência no país -conhecidos como “green cards“.
O caso foi divulgado depois que uma imigrante colombiana gravou conversas em que Issac Baichu, de 46 anos, cobrava favores sexuais em troca da permanência dela no país. Agora, Baichu pode pegar até sete anos de prisão.
Segundo o jornal “The New York Times”, Baichu telefonou insistentemente para a moça. Em um encontro ocorrido num estacionamento no dia 21 de dezembro de 2007 ele fez seu preço. “Quero sexo. Uma ou duas vezes. Só isso. E daí você ganha seu green card. E não vai ter que me ver de novo.” Depois disso, a forçou a fazer sexo oral.
O que Baichu não sabia era que a colombiana, uma moça de 22 anos e casada com um americano, estava gravando a conversa -e o denunciou à Justiça norte-americana.
Baichu foi preso na semana passada. Ele pagou fiança de US$ 15 mil (cerca de R$ ) e vai responder o processo em liberdade.
O departamento de imigração dos Estados Unidos recebeu mais de 3 mil denúncias de irregularidades contra funcionários nos últimos anos.G1
Mar
16
O departamento de imigração americano está fechando o cerco contra os imigrantes ilegais brasileiros. Segundo informação do Consulado-Geral do Brasil em Boston, o número de brasileiros presos no Estado de Massachusetts esperando para ser deportados cresceu 25% nos últimos 12 meses. De acordo com o cônsul-geral, Mário Saad, no começo do ano passado havia uma média de 150 brasileiros presos esperando deportação. No início deste ano, a média subiu para 200. Do segundo semestre para cá, o número médio de brasileiros deportados por mês passou de 37 para 45 no Estado.
Em Massachusetts fica a maior concentração de imigrantes brasileiros em um Estado americano: 230 mil. Não há dados sobre as outras regiões que abrigam muitos “brazucas”, como Flórida, Nova York, New Jersey, Carolina do Sul e Geórgia. Mas líderes da comunidade afirmam que Massachusetts é uma amostra confiável do que acontece nos EUA - e que a perseguição se intensificou em todos o país.
“Tem muita gente vindo da Carolina do Sul e Geórgia, onde a imigração está pegando”, diz Erika Abreu, assistente administrativa no centro Bom Samaritano, em Framingham. O centro ajuda imigrantes brasileiros a encontrar trabalho.
O grande aperto na fiscalização recomeçou em junho, quando o projeto de reforma das leis de imigração não passou no Congresso. A lei previa um caminho para legalização dos mais de 12 milhões de ilegais - cerca de 1,2 milhão de brasileiros. Depois que a lei foi rejeitada, a polícia de imigração começou a fazer grandes batidas em vários Estados, com a prisão de centenas de imigrantes em fábricas, frigoríficos e locais de construção.
“A comunidade brasileira está assustada por causa da falta de um horizonte para a legislação de imigração e por causa da deterioração das condições econômicas daqui”, diz o embaixador Mário Saad. A maioria está ganhando menos e ainda perde na taxa de câmbio, diz Saad. “Diante da pressão, muitos estão se questionando se vale a pena ficar aqui.”
“É o ?fator medo?. Eles começam a ver muita gente deportada e resolvem ir embora antes que algo aconteça”, diz Ted Welte, presidente da Câmara de Comércio Metrowest, que cuida dos estabelecimentos da região de Framingham. “Temos 12 milhões de imigrantes ilegais, alguns poucos são criminosos e precisam ir para a cadeia, mas nós precisamos dos outros, que são trabalhadores”, afirma Welte. Para Fausto da Rocha, diretor-executivo do Centro do Imigrante Brasileiro (CIB), toda vez que há crise econômica, os imigrantes são perseguidos.
Tramitam no Congresso vários projetos de endurecimento na perseguição aos ilegais, entre eles o projeto que vai exigir de 6 milhões de empregadores a verificação dos documentos de 130 milhões de empregados. Enquanto a legislação não passa no Congresso, muitos Estados estão baixando leis próprias, punindo empregadores que não demitirem ilegais e impedindo que ilegais tirem carteira de motorista.
Mar
8
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoiou a decisão do secretário-geral do Itamaraty, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, de repatriar sete espanhóis que desembarcaram na noite de quinta-feira em Salvador.
A ação, que seria uma retaliação ao tratamento dispensado aos brasileiros barrados em Madri, foi executada pela Polícia Federal. Para não entrar em confronto com a Espanha, o Planalto, a PF e o Itamaraty afirmam, no entanto, que a repatriação dos espanhóis é conseqüência da decisão do governo de aumentar o rigor na fiscalização da entrada de estrangeiros no Brasil, especialmente os espanhóis.
Entre as exigências determinadas pelo governo estão: passagem de volta, dinheiro para se manter no país e nome do hotel ou endereço do amigo ou parente onde ficará hospedado
Fev
28
O caso da brasileira Patrícia Camargo Magalhães - barrada em 10 de fevereiro no Aeroporto de Madri, retida por três dias e depois repatriada ao Brasil - não é o único.
Situação semelhante foi vivida por Beta Araújo Pratz, de 31 anos. A estudante de direito e técnica acadêmica no Departamento de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) ficou retida no aeroporto da capital espanhola por cinco dias antes de ser repatriada. Em entrevista à Agência Brasil, ela disse que se sentiu desrespeitada.
Beta Pratz desembarcou em Madri para se encontrar com o namorado e, em seguida, viajar de férias por diferentes cidades do continente europeu. Ela foi barrada e conduzida ao alojamento onde também ficou retida Patrícia Camargo Magalhães.
Para a estudante, as autoridades da imigração da Espanha não checaram as informações que ela apresentou. Beta diz que forneceu nomes de pessoas na cidade com telefones, mas que nenhum contato foi feito.
A brasileira conta que no alojamento, que ficou superlotado, havia problemas como falta de camas e para usar o banheiro. “Consegui reservar uma cama para mim no lugar, mas, nos dias seguintes, muita gente foi colocada ali e algumas dormiam no chão.”
Beta Pratz afirma que “se o governo espanhol quer fazer uma triagem severa, que faça direito, que peça um visto aqui [no Brasil] em vez de reter a pessoa por dias na imigração.” Ela relata que, apesar da severidade do tratamento, foi atendida por uma advogada do governo. Além disso, diz não ter sido agredida fisicamente, embora tenha presenciado agressões a um grupo de africanos muçulmanos.
Uma menina foi retirada do quarto “à força, pelo braço”, conta a estudante. “E ela estava com a blusa desabotoada, de sutiã. Eles saíram arrastando, ela não queria sair. Qualquer pessoa que me pegue pelo braço e me arraste, eu me sentiria agredida.”
A estudante questiona os critérios usados nesses casos pela diplomacia. De acordo com ela, o consulado brasileiro informou que só poderia intervir para preservar a sua integridade física. “Me deu vontade de perguntar para ele [o cônsul] o que ele considera integridade física. Porque ficar sem tomar banho, sem escovar os dentes, dormindo num lençol sujo, não é íntegro. Minha integridade física não foi preservada”, avalia.
A brasileira tem um processo em andamento na Espanha, conduzido pela advogada e defensora pública que a atendeu, com uma audiência marcada para 5 de julho de 2009.
Por meio da assessoria de imprensa, o Ministério das Relações Exteriores informou à Agência Brasil que, durante o ocorrido, o consulado brasileiro em Madri fez todo o possível para auxiliar a estudante e que o chanceler Celso Amorim manifestou pessoalmente ao governo espanhol a preocupação do Brasil em relação à quantidade de brasileiros impedidos de entrar no país.
Segundo relatório de ocorrências feitas pela Polícia Federal, a Espanha barrou e mandou de volta ao Brasil 187 brasileiros em 2006 e 192 no ano passado. Esse número engloba as pessoas deportadas, extraditadas, expulsas ou simplesmente repatriadas. Esse último grupo, do qual faz parte como Beta Pratz, não está impedido de retornar à Espanha.
No ano passado, a Espanha foi o país que mais mandou brasileiros de volta ao país de origem, seguida pelos Estados Unidos, com 187 casos.
Nos últimos dois anos, 3.764 brasileiros foram reembarcados ao Brasil. Em 2006, outros países aparecem com reembarques maiores, como os Estados Unidos, o segundo na lista com 302 casos. A Guiana Francesa lidera a lista, com 887 ocorrências, relacionadas à tentativa de entrada de garimpeiros naquele país, segundo a assessoria de imprensa da Polícia Federal em Brasília.AB
Dez
29
Por volta das 7h30, havia fila de 21 km na Imigrantes e 7 km na Anchieta.
Na Régis Bittencourt, carreta tombada provocava lentidão de 25 km.
As rodovias Anchieta e Imigrantes, que ligam São Paulo à Read more