Set
2
O forte declínio nos contratos futuros do petróleo ajuda ações de companhias aéreas, montadoras e muitas outras a subirem na manhã de hoje nas principais bolsas da Europa, deixando os mercados financeiros europeus no território positivo, mesmo com a fraqueza das empresas ligadas à matéria-prima (commodity). A queda do petróleo segue notícias de que o furacão Gustav não provocou tantos danos no Golfo do México quanto temido, segundo analistas.
Às 8h53 (de Brasília), a Bolsa de Paris avançava 1,17% e a Bolsa de Frankfurt tinha alta de 1,32%. A Bolsa de Londres apresentava ganhos mais modestos, de 0,16%, já que as ações de petrolíferas têm peso importante no índice. No mesmo horário, o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em outubro caía 2,45%, a US$ 108,50 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).
A passagem do furacão Gustav também provoca alta das ações de seguradoras, conforme investidores acompanham notícias dos danos. Segundo estimativas iniciais da Risk Management Solutions, Gustav causou de US$ 4 bilhões a US$ 10 bilhões de perdas seguradas. No horário acima, os papéis da seguradora francesa Axa saltavam 5,7%.
Os papéis da seguradora alemã Allianz - que anunciou, no domingo, a venda das operações do terceiro maior banco da Alemanha, o Dresdner Bank, para o segundo maior, o Commerzbank - subiam 1,8%. Mas muitos analistas alertam que o preço que o comprador pagou pela unidade, US$ 14,5 bilhões, foi elevado e, por isso, as ações do Commerzbank tinham leve alta, de apenas 0,1%. O banco alemão Deutsche Bank reduziu a recomendação da instituição de “manter” para “venda”, dizendo que o acordo foi atrativo estrategicamente, mas não financeiramente.
Ainda no setor financeiro, os papéis da Deutsche Boerse saltavam 6,1% com notícias de que o fundo de hedge americano Atticus irá trabalhar em acordo com o investidor The Children’s Investment Fund e poderá buscar mudanças no conselho supervisor da operadora de bolsa.
Outras ações de bancos se beneficiam da queda do petróleo, por serem sensíveis a taxas de juro. O recuo da commodity sugere que a inflação pode diminuir e, por conseqüência, pode permitir que os bancos centrais reduzam os juros para impulsionar o crescimento antes do previsto, explicaram analistas. As informações são da Dow Jones.AE
Entre as companhias aéreas, Ryanair subia 7,3% e EasyJet ganhava 10,3%. Das montadoras, BMW tinha alta de 3,7% e Fiat avançava 1,9%. Já as fabricantes de caminhões Man AG e Volvo caíam 0,6% e 0,3%, respectivamente, após terem suas recomendações reduzidas por corretoras.
As ações de empresas de commodities perdiam com o petróleo em queda, assim como os metais. BP cedia 2,3%, Total caía 1,7%, Tullow Oil declinava 5,2% e Rio Tinto recuava 4,4%.AE
Ago
21
O dólar abriu em queda nesta quinta-feira, apontando o que seria a terceira baixa consecutiva da moeda americana em relação ao real. No início dos negócios do dia, a divisa era vendida a R$ 1,615, com desvalorização de 0,31%.
A entrada de capitais no País, a recuperação do preço das commodities no exterior e ajustes de posição de estrangeiros no mercado futuro têm permitido a queda do dólar ante o real nos últimos dias.
Jul
25
As Bolsas americanas iniciaram o pregão regular de hoje com ganhos, após o avanço inesperado de 0,8% nas vendas de bens duráveis em junho nos Estados Unidos, quando o estimado pelos analistas era queda de 0,5%. O dado melhor que o esperado deu impulso aos índices futuros de ações. Às 10h33 (de Brasília), o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York avançava 0,33% a 11.387 pontos; o Nasdaq subia 0,52% a 2.291 pontos e o S&P 500 ganhava 0,30% a 1.256 pontos.
O mercado acionário ainda se ressente, porém, da forte queda dos índices de ações em Nova York ontem, na casa dos 2%, e aguarda outros dados da economia americana, como o sentimento do consumidor de Michigan (às 10h55) e as vendas de imóveis residenciais novos (às 11h). A expectativa é de que ambos apresentem quedas.
No campo dos balanços, a agenda hoje é mais leve. Entre empresas que divulgaram resultados nesta sexta-feira estão a administradora de recursos Legg Mason, que teve prejuízo de US$ 31,3 milhões no primeiro trimestre fiscal. Em igual período de 2007, a companhia teve lucro de US$ 191 milhões. Ainda no setor financeiro, as ações das agências de hipotecas Fannie Mae avançavam 3,16% e as da Freddie Mac subiam 4,20% - ambas fecharam com perdas de quase 20% ontem. O pacote imobiliário que traz ajuda para as duas agências hipotecárias, e que foi aprovado pela Câmara americana na quarta-feira, ainda precisa ser apreciado pelo Senado, o que pode ocorrer nesta sexta ou sábado.
As ações do banco Washington Mutual declinavam 3,95% - ontem, as ações fecharam com queda de mais de 13%. Ontem, a companhia de pesquisa de dívida Gimme Credit LLC disse que vários clientes estavam retirando recursos dos bancos silenciosamente. Os papéis do Wachovia cediam 2,68%. Ontem, o diretor-financeiro do banco, Thomas J. Wurtz, anunciou que deixaria o posto. As informações são da Dow Jones e das agências internacionais.
Jun
26
A confiança do consumidor francês registrou uma baixa recorde em junho, pior do que a previsão dos economistas. O resultado oferece ao governo um sinal pouco animador das perspectivas econômicas no país este ano.
A Agência Estatal de Estatísticas (Insee) anunciou nesta quinta-feira que todos os componentes de seu indicador de confiança do consumidor caíram neste mês, provocando uma queda para -46, ante a uma leve alta revisada de -42 em maio. Os números de junho são os mais baixos desde que a agência iniciou a pesquisa em 1987.
Os economistas ouvidos pela Dow Jones Newswires previram que o índice de junho seria de -41.
A confiança do consumidor francês foi de -13 em junho do ano passado, o mais alto nível desde 2003. A queda tem sido provocada pelas preocupações com a inflação, a desaceleração do crescimento da economia e mais recentemente pela alta dos preços do petróleo e dos gêneros alimentícios básicos.
“A forte degradação afeta a opinião dos consumidores sobre as expectativas para o desenvolvimento de seu padrão de vida”, disse o Insee. “Eles estão também pessimistas sobre sua situação financeira pessoal.”
Os números são ameaçadores para o crescimento da economia francesa, que poderá cair para cerca de 1,6% em 2008, ante 2,1% no ano passado, segundo estimativa da Insee divulgada na semana passada. A economia do país é conduzida pelos consumidores, o que faz com que qualquer queda na confiança seja preocupante. As informações são da Dow Jones.