A cotação do dólar na abertura do mercado de divisas de Londres é a seguinte:

0,6771 euro.

0,5358 libra.

105,48 ienes. EFE

A valorização do dólar nos últimos dias - especialmente ontem, quando a moeda americana subiu 3,3% e fechou o dia valendo R$ 1,93 - já traz o risco de impacto sobre os indicadores de custo de vida do País e conseqüente pressão sobre a inflação ainda em 2008. Ontem, na máxima do dia, a moeda americana chegou a valer R$ 1,96. Ao longo do mês de setembro, o dólar acumula alta de 18,2%, e chegou ao maior valor desde setembro de 2007.

“A alta do dólar traz dois impactos importantes: um é a pressão sobre os preços livres, como o dos itens importados, por exemplo. O outro impacto é sobre os preços administrados por índices de inflação como os Índice Gerais de Preços (IGPs), que são referenciais de preços de contratos como aluguéis,seguros e tarifas públicas”, explica o economista Márcio Nakane, coordenador técnico da Tendências Consultoria. Segundo ele, os dois tipos de impacto têm pesos semelhantes sobre a inflação - em média, a cada 10% de elevação do dólar, existe um impacto de 1% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “Ou seja, primeiro ocorre uma pressão sobre os preços no atacado, no IGP, que depois é repassada para o varejo”, afirma Nakane.

No entanto, ele avisa que esse cálculo é uma simulação e não leva em consideração outras forças em atuação na . “Há muitas coisas acontecendo. Ao mesmo tempo que o dólar sobe, há fatores que podem amenizar o impacto inflacionário, como a queda das commodities (matérias-primas) e a elevação dos juros”, observa. De acordo com Nakane, ainda é cedo, no entanto, para prever o comportamento da moeda americana nos próximos dias e seu impacto efetivo sobre a inflação. “A pressão vai existir sim, mas é muito difícil prever o quanto neste momento. O dólar a R$ 1,90 é reflexo dos acontecimentos da semana.” AE

O dólar disparou hoje, reflexo de mais um capítulo da falta de vendedores no mercado interbancário de câmbio. Na taxa máxima do dia, chegou a ser negociado a R$ 1,962, o que significou uma valorização de 5,03%. Nesse cenário, o Banco Central decidiu intervir e, de Nova York, o presidente da autoridade monetária, Henrique Meirelles, anunciou a decisão de promover leilões de venda de dólares conjugados com compra futura. A ação visa a corrigir distorções de liquidez no .

No fim da sessão do interbancário, o dólar comercial reduziu a alta a 3,32% e fechou a R$ 1,93 - o maior valor desde 19 de julho de 2007. Na taxa mínima do dia, a moeda registrou R$ 1,867. Com a elevação de hoje, o dólar registra ganho acumulado de 18,19% no mês de setembro.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar dos contratos de liquidação à vista subiu 3,71% e fechou a R$ 1,93. Na máxima, chegou a R$ 1,9605 e na mínima, a R$ 1,8709. De acordo com informações do , o volume de negócios somava US$ 5,5 bilhões.

De acordo com operadores, os vendedores permaneceram ausentes e a falta de oferta de linhas de câmbio por parte dos levou os clientes a buscarem dólar “físico”, pressionando as no segmento à vista, onde a liquidez (não necessariamente o volume transacionado) segue apertada. Nesse contexto, foi bem recebida a ação do BC, que, combinada com a melhora expressiva dos mercados acionários em Nova York e no , ajudou a abrandar a forte valorização da moeda americana nas operações domésticas.

“A ação do BC é uma notícia positiva porque com tal operação ele dá liquidez ao ”, afirmou o economista-sênior do Santander, Maurício Molan. Ele acrescenta que, neste momento de forte desmonte de posições de investimento para gerar caixa, sem focar em fundamentos, a única fonte que pode interromper esse círculo vicioso é a ação de uma entidade que costuma ficar de fora do , como o governo. “Isso traz alguma racionalidade”, avalia. “O precisava disso”, reforça o estrategista-chefe de um banco estrangeiro em , que classificou a atitude do BC como “muito boa”. Ele ponderou, contudo, que, embora traga “algum equilíbrio”, “alguma normalidade”, mas não blinda o da atual .

Na entrevista, em Nova York, Meirelles disse que os detalhes sobre os leilões serão divulgados ainda hoje. Ele afirmou que “a liquidez continua normal em reais, com bom funcionamento da brasileira”. “Agora, existe, não há dúvida, uma questão de liquidez em dólar nos EUA, que é o grande provedor de dólares, e isso se reflete nas linhas interbancárias de dólares”, admitiu. “Em função disso, o BC reagiu e tomou a decisão hoje de promover leilões de venda de dólares conjugados com compra futura. Isto é, o BC vai prover liquidez”, explicou. Ele disse que a é “séria e não está debelada”.

Até a quarta-feira da semana passada, o Banco Central vinha atuando diariamente como comprador de dólares no . No último leilão de compra, a taxa de corte das propostas foi de R$ 1,7812.AE

Os centrais do Japão e da Austrália voltaram a injetar recursos no mercado financeiro nesta quarta-feira, buscando garantir a liquidez doméstica em meio à turbulência em Wall Street. As medidas complementam as que foram adotadas ontem pelos centrais dos países mais ricos do , que tiveram de injetar US$ 210 bilhões para acalmar os mercados.

O Banco do Japão colocou mais 2 trilhões de ienes (US$ 18,791 bilhões), um dia depois de ter realizado duas injeções num total de 2,5 trilhões de ienes e de divulgar um comunicado manifestando a intenção de ajudar os mercados japoneses a enfrentar a financeira dos EUA.

O Banco Central da Austrália, em suas operações diárias, colocou 4,29 bilhões de dólares australianos (US$ 3,447 bilhões) para cobrir um déficit de 2,2 bilhões, o que resultou num injeção líquida de 2,1 bilhões de dólares australianos - a maior desde 30 de junho. Desde segunda-feira, o Banco Central da Austrália já realizou uma injeção líquida de 4,7 bilhões de dólares australianos no .AE

O mercado cambial doméstico continuou sob efeito do processo de desmonte global de com a financeira nos EUA e fechou hoje com o dólar valorizado em relação ao real - mas longe das taxas máximas do dia, quando atingiu R$ 1,855. No interbancário de câmbio, o dólar comercial encerrou em alta de 0,33% a R$ 1,82. Na mínima do dia, foi negociado a R$ 1,8170. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociados nos contratos de liquidação à vista subiu 0,66%e fechou a R$ 1,819. De acordo com informações do , o volume de negócios no câmbio somava aproximadamente US$ 1,489 bilhão, por volta das 16h45.

A decisão do banco central americano (Fed) de manter o juro básico no país em 2% ao ano teve um impacto inicial de alta no câmbio doméstico, por volta das 15h15, quando foi anunciada, mas, em seguida, o dólar retomou o nível em que era negociado antes. De acordo com Hélio Ozaki, gerente de câmbio no Banco Rendimento, de certa forma, existia a expectativa de que haveria um corte de juros nos EUA para aliviar os custos de financiamento. “Como não houve, o deu uma ‘puxada’ nas . Mas, na seqüência, a moeda voltou ao nível anterior à decisão”, notou.

Parte do alívio também foi creditada a rumores de que o BC americano estaria considerando um pacote de crédito para dar suporte financeiro à seguradora American International Group (AIG), a maior dos Estados Unidos. “A decisão do Fed decepcionou o , mas cerca de 30 minutos depois informações sobre uma possível ajuda à AIG proporcionaram algum alívio e o dólar desacelerou a alta em relação ao real”, observou o vice-presidente da tesouraria do banco WestLB no , Alexandre Ferreira.

O Fed de Nova York recusou-se a comentar reportagens de que a seguradora AIG estaria recebendo algum tipo de ajuda da autoridade monetária, como parte de um esforço para salvar a companhia. Mais cedo, o Fed havia reiterado que as reuniões para discutir o futuro da AIG continuam.

No global de moedas, o dólar se fortaleceu em relação às principais divisas, como o euro, que cedia a US$ 1,4127 às 17 horas, de US$ 1,4299 no final da tarde de ontem.

O Banco Central brasileiro não realizou leilão de compra no à vista - pela quarta sessão consecutiva. Em entrevista ao Jornal da Globo, ontem à noite, o presidente do BC, Henrique Meirelles, explicou que desde 2004 a instituição vinha comprando dólares para aumentar as reservas e, assim, melhorar a resistência do País contra a . Mas, recentemente, optou por suspender a compra da moeda americana a fim de não adicionar ainda mais volatilidade ao . Meirelles admitiu, entretanto, que se houver necessidade, o BC poderá vender dólares ao . “Se o BC julgar que isso possa ser importante para manter os mercados funcionando por algum problema de liquidez específica”, afirmou.AE

AFP-O banco americano de Lehman Brothers anunciou na madrugada desta segunda-feira que vai se declarar em falência “para proteger seus ativos e maximizar seu valor”.

O gigante financeiro informou em um comunicado que a medida foi autorizada pelo conselho diretor e será levada nesta segunda-feira à Corte de Falências do distrito sul de Nova York.

“Os clientes do Lehman Brothers, incluindo os da subsidiária Neuberger Berman Holdings LLC, podem manter suas operações ou tomar a decisão que considerarem necessária em relação a suas contas”, afirma o gigante das finanças no comunicado.

mk/fp

O Bank of America comprará o banco de investimento Merril Lynch por cerca de US$ 44 bilhões, segundo ficou acertado pelas instituições ao final de dois dias de negociações, informa “The Wall Street Journal” em sua página de internet.

A iniciativa tem como objetivo enfrentar as conseqüências que pode acarretar a previsível quebra do banco de Lehman Brothers, depois que as negociações para uma compra desta entidade fracassaram.

Gigante

Com esta aquisição, o Bank of America, o maior grupo bancário do país, consolida ainda mais sua posição de gigante, reforçada já por uma série de compras anteriores que incluem o banco hipotecário Countrywide Financial.

A compra do Merrill Lynch, estipulada esta noite pelos conselhos de administração de ambas as entidades, lhe permite controlar a maior força de intermediários das bolsas de valores do país e cria uma entidade que terá tentáculos em todos os aspectos do sistema financeiro dos EUA, diz o “Journal”.

O preço de venda representa uma avaliação de US$ 29 por ação e atinge apenas dois terços do valor que o Merrill tinha há um ano. As ações da Merrill foram cotadas na sexta-feira (12), no fechamento em Wall Street, a US$ 17,05.

Inicialmente, o Bank of America tinha proposto comprar o Lehman, possivelmente em colaboração com outras instituições financeiras, mas finalmente se jogou atrás perante a resistência do governo dos EUA em apresentar financiamento.

Os investidores temem que a Merrill seja o banco seguinte a cair após os problemas do Lehman, que poderia ser declarado em quebra hoje mesmo depois que o grupo britânico Barclays renunciou sua compra.

As autoridades econômicas americanas e representantes das principais instituições financeiras dos EUA desenvolviam uma terceira jornada de conversas sobre o futuro do Lehman, o quarto banco de investimento no país e que está em por suas perdas no setor imobiliário.

Wall Street está preocupada que a quebra de Lehman, que tem negócios com os principais , possa arrastar todo o sistema financeiro.

O Fed anunciou hoje uma ampliação de seus mecanismos de crédito e uma flexibilização das garantias que está disposta a aceitar como aval para esses créditos em uma tentativa de lançar um sinal de tranqüilidade aos investidores.EFE

A de voltou a operar em alta esta tarde e o índice exibia ganho de 2,13% a 49.464 pontos, às 15h58. O volume de negócios somava R$ 5,1 bilhões.

No final da manhã, a Bolsa exibiu volatilidade. Inicialmente, as ações até tentaram uma recuperação técnica das perdas de ontem e o movimento de recompra chegou a levar o Ibovespa a um ganho de 2,57%. Mas a alta perdeu o tônus com o surgimento das forças contrárias formadas pela queda de preços de matérias-primas e venda por parte de investidores estrangeiros para cobrir resgates em fundos no exterior. Na mínima do dia até este horário, o Ibovespa chegou a marcar 47.606 pontos, em queda de 1,71%.

O preço do petróleo leve (tipo WTI) nos contratos futuros com vencimento em outubro negociados na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) caiu US$ 0,68 (ou 0,66%) hoje e fechou a US$ 102,58 o barril. Mesmo com a queda, as ações preferenciais (PN) da Petrobras eram negociadas em alta de 1,45% a R$ 28,76, por volta das 16 horas. As ordinárias (ON) da estatal valiam R$ 35,29, em alta de 2,83%. Os papéis PNA da Vale subiam 5,88% a R$ 35,30.AE

SÃO PAULO - O dólar encerrou a sessão em alta de 1,22%, cotado a R$ 1,735 na compra e a R$ 1,737 na venda. No mercado viva-voz de dólar futuro, os contratos com vencimento em outubro tiveram alta de 0,98%, a R$ 1,745, após 358,4 mil negócios.

Com base nos negócios no interbancário, o estima que a Ptax (média das apurada pelo BC) tenha ficado em R$ 1,7268 na venda e o giro em US$ 2,6 bilhões.No paralelo, as trocas ocorreram entre R$ 1,72 e a R$ 1,82. No turismo, o dólar saiu entre R$ 1,67 e R$ 1,83, enquanto o traveller check foi transacionado entre R$ 1,705 e R$ 1,815. A taxa de risco- cedia 0,38%, aos 259 pontos.Investnews

O dólar comercial abriu em queda de 0,12%, a R$ 1,62, no mercado interbancário de câmbio. Ontem, a moeda americana fechou em baixa de 0,55%, cotado a R$ 1,622. Às 10h02, o dólar à vista era cotado a R$ 1,62 (-0,12%), na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), na mesma cotação da abertura.

Nas telas das mesas de operações hoje, as informações habituais sobre os acontecimentos mundiais e de ativos dividem espaço com os sites de previsão de tempo. Isso porque a grande apreensão dos investidores nesta quinta-feira é a trajetória e a intensidade da tempestade tropical Gustav, que já esteve na condição de furacão e pode voltar a ela, enquanto ameaça atingir a região do Golfo do México. Há vários dias esse é o fato que mais mexe com as do petróleo, respingando nas demais matérias-primas (commodities), bolsas e moedas.

Por aqui, o ritmo mais lento dos ativos internacionais deve contagiar as negociações do câmbio. Afinal, esse teve forte influência do ambiente durante todo este mês de agosto. Na primeira quinzena, os investidores acompanharam a valorização do dólar ante as demais moedas fortes, com estrangeiros montando posições compradas nos mercados futuros. Na segunda metade do mês, desmontaram parte dessa estratégia, mas sustentaram o ajuste de alta das do dólar em meio a volatilidade.AE

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