Jul
30
A greve parcial dos aeroportuários do País, que teve início à 0h desta quarta-feira, poderá ser encerrada ainda nesta manhã ou mesmo ampliada. A decisão será tomada após conclusão das assembléias, que serão realizadas a partir das 8h30 nos aeroportos que aderiram à paralisação, segundo o sindicato nacional da categoria.
De acordo com o presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), Francisco Lemos, uma proposta da Infraero foi entregue à direção do sindicato, que está analisando o texto. O conteúdo não foi divulgado, mas será repassado aos funcionários em greve durante as assembléias. A adesão no Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro, em Cumbica, Guarulhos, seria de 70% nesta madrugada, segundo Lemos.
A categoria apresentou em maio uma proposta oficial à Infraero reivindicando reajuste salarial de 6% em reposição das perdas com a inflação, além de um aumento de 5,2%, correspondente ao crescimento do setor aéreo no País. Os trabalhadores também pedem revisão do valor do tíquete alimentação, de R$ 22 para R$ 25, e a implantação de um plano de carreiras. Os funcionários reivindicam ainda uma nova forma de avaliar a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) da empresa e a inclusão de um representante da categoria no conselho deliberativo.
Out
4
Brasil-Política
Brasília - O senador Demóstenes Torres (DEM-GO), relator da CPI do Apagão Aéreo no Senado, vai pedir o indiciamento da cúpula da Infraero na gestão do ex-presidente Carlos Wilson. Pelo menos 25 pessoas, entre diretores, ex-diretores, além de dois empresários que fizeram negócios com o setor de mídia da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária, estão listados entre os que terão o indiciamento pedido por Torres.O jornal O Estado de S. Paulo teve acesso à parte já concluída do relatório, que, na versão final, terá mais de mil páginas, e que deve ser apresentado à CPI no próximo dia 15. Os 25 nomes já definidos serão indiciados por crimes contra o patrimônio público. Fora o núcleo de indiciados ligados à Infraero, haverá outros três núcleos no relatório final da CPI. Um deles exclusivamente sobre a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e outro ligado a obras e licitações.
Entre os nomes que o relator vai pedir para a CPI indiciar está o do ex-presidente da Infraero e atual deputado federal pelo PT de Pernambuco Carlos Wilson. Contra ele, que esteve à frente da Infraero entre 2003 e 2005, pesa o fato de terem sido lançados vários editais de licitação para construção, reforma e ampliação de aeroportos, cujos critérios de escolha dos vencedores foram questionados tanto pelo Tribunal de Contas da União (TCU) quanto pelo Ministério Público Federal. A CPI diz ter provas de que houve favorecimento de determinados grupos empresariais, retirando o caráter competitivo das concorrências públicas. Somadas, as licitações na gestão dele chegaram a quase R$ 3 bilhões.
Diretora de Engenharia da Infraero, Eleuza Terezinha Manzoni dos Santos Lores também é outra dirigente da estatal na lista dos que terão o indiciamento pedido. Ela é suspeita de patrocinar e intermediar interesse privado junto à Infraero, visando o favorecimento de terceiros e pessoal, diz trecho do relatório da CPI. Do núcleo da direção da Infraero, Fernando Brendaglia de Almeida, ex-diretor comercial da estatal, é suspeito de ter cometido a mesma irregularidade que Eleuza. Sobre ele, porém, recaem mais acusações. Além de dirigentes da Infraero, o primeiro lote de pedidos de indiciamento da CPI inclui empresários ligados ao setor de mídia aeroportuária como Ettore Ferdinando Casória e Michel Farah, sócios na FS3 e fornecedores de software com “fortes suspeitas de superfaturamento”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.