O líquido que apareceu em uma casa do Jardim Bizarro, em Jundiaí ( paulista), é realmente sangue, como disseram os quando procuraram a polícia no último domingo (dia 15). A foi divulgada nesta quinta-feira pela Polícia Civil, que realizou exames após recolher o líquido na casa.

O delegado Marco Antônio Ferreira, do 6º DP, investiga o caso e descarta que seja algum tipo de armação feita pelos , um casal de aposentados. Eles reclamam que nos últimos domingo (15) e segunda (16), por volta das 18h30, um líquido que parecia sangue começou a jorrar do piso do banheiro, da cozinha, da sala e de um dos quartos, a uma altura de 15 cm.

“É mesmo sangue humano. Já estava arquivando o caso, pois, em uma análise preliminar, pensamos que o líquido poderia ser tinta. Mas é sangue. Não com paranormalidade nem com fraude, já que os dois não tinham motivos para mentir. Agora quero descobrir quem colocou o sangue lá”, afirmou Ferreira.

O delegado afasta a hipótese de ter ocorrido um no local. “Sangue é tecido. Só sai de pessoa viva. Visitei a casa e vi que tudo estava normal. Não tem nada de errado por lá. Penso até em voltar ao local para tomar um café com os dois”, brincou.

Os aposentados não querem falar com a imprensa. Procurados pelo UOL, disseram que querem privacidade e não gostariam de ser identificados. O delegado também tentou impedir qualquer contato com o casal. “Eles estão muito assustados. Quando viram o sangue saíram correndo para avisar o padre, que os orientou a virem para a delegacia”, contou. O casal se recusa a abandonar a casa.

Ferreira mandou o material coletado ao Instituto de Criminalística de , que deve fazer uma exame de tipagem sangüínea e comparar com o sangue do casal e da filha deles, que mora em um bairro afastado de Jundiaí.

Jardim Bizarro
Os do bairro também estão assustados. Com do acontecido e também de que os imóveis da região percam valorização com a repercussão do caso, os vizinhos da casa que jorra sangue não querem se identificar.

Uma das moradoras disse que, no domingo, um grupo de 20 senhoras se reuniu para rezar. “Somos todas muito católicas. Quando ficamos sabendo fomos até lá rezar o terço”, contou. “O cheiro era insuportável. Tudo estava vermelho. Depois de rezar, começamos a ajudar na limpeza da casa.”

Outra moradora, que se identificou como Ângela, falou que não visitou a casa desde que o sangue apareceu, mas que não desconfia do casal: “Eu os conheço há anos. Moram aqui há 38 anos. Só eu, moro neste local há mais de 50. Nunca nada parecido aconteceu”.

Ângela afirma que recentemente fatos estranhos começaram a acontecer pelo bairro. “Aqui sempre foi tudo muito pacato. De uma semana pra cá, um foi assassinado, outro foi jogado de um trem e, agora, sangue começou a surgir do nada. Estamos assustados.”

“Dizem que o fato da vila ter bizarro no nome atrai mau agouro”, diz Ângela. “Pode até ser. Deveríamos mudar. Se bem que Bizarro é o sobrenome de uma família muito tradicional da região. Eram donos de uma loja de materiais de construção no passado. Um nome como qualquer outro.”Uol

A Polícia prendeu em flagrante três homens com mais de 37 quilos de e 2,640 quilos de comprimidos de , na tarde de segunda (16). O trio foi em uma chácara que também como de no município de Altinópolis, a 347 quilômetros da Capital, região de .

foram informados via Copom (Central de Operações da PM) de que um veículo Fox preto, que seguia pela rodovia Abrão Assed, estava envolvido no tráfico de . Com isto, os PMs conseguiram localizar o carro em frente uma chácara, no condomínio Rio Pardo.

No local, a polícia abordou C.C.A.M. de 39 anos quando saía do imóvel com R$ 484. No da chácara, o dono do rancho, V.A.S, 29 e o funileiro T.B.J., 35, foram abordados no momento em que colocavam dentro do pára-choque de um Golf. O funileiro afirmou ter sido contratado pelo valor de R$ 500 para desmontar os pára-choques dos carros que seriam colocadas as .

Na casa, os encontraram um laboratório para o preparo e refino de e apreenderam 14,94 quilos de , 49 tabletes de base para que totalizaram 22,38 quilos e 2,640 quilos de comprimidos de . Além das , também foram apreendidas duas pistolas 380 e materiais para o preparo do entorpecente. O trio foi em flagrante e encaminhado para a Polícia Federal.SSP

- O menor E.V.E.O., de 17 anos, um dos principais agressores do metalúrgico Fabiano Dias Rodrigues, de 23 anos, brutalmente espancado por uma gangue na saída de uma boate, em , disse que a vítima apanhou “de graça”. O , que já esteve internado na Fundação Casa (antiga Febem) em 2007 por tráfico de , foi detido na quarta-feira, 11, à noite por do 5º Distrito Policial. Ele aparece no vídeo desferindo chutes violentos no rapaz caído, antes de pular com os dois pés sobre a cabeça da vítima.

“A gente pensou que ele estava armado”, disse justificando o crime. “Depois vimos que ele tinha uma carteira na cinta.” Perguntado se a vítima tinha dado algum motivo para a , respondeu: “Essa foi de graça.” Ele disse que viu os amigos brigando com o rapaz e resolveu bater também. “Meus amigos estavam pegando ele, aí eu entrei.” Ao delegado José Ordele Lima Júnior, que o interrogou na tarde desta quinta-feira, 12, o menor preferiu dizer que não conhecia os outros agressores. “Aparentemente ele está tentando proteger os outros”, disse o delegado.

Ele foi detido em sua casa, no bairro Barcelona, zona leste da . Os o encontraram dormindo. O menor negou o crime, depois tentou enganar os que pediram que apresentasse as roupas que usava naquela noite, entregando um tênis e uma calça diferentes das que apareciam no vídeo. Numa busca na casa, os encontraram a calça e o tênis manchados de sangue.De acordo com o promotor Antonio Farto Neto, curador da Infância e da Juventude, que também conversou com o menor, E. demonstrou frieza e não parecia abalado com a gravidade de sua conduta. “Ele pareceu bastante frio, preocupado apenas em saber se voltaria a ser internado.”

Nesta quinta, a Polícia Civil teve acesso à outra fita gravada das agressões. O vídeo mostra que dois seguranças da boate demoraram a prestar socorro à vítima. As revelam que um dos agressores continuava no local, olhando o rapaz caído, quando os do serviço de chegaram. O Márcio Leme, contratado pela família do metalúrgico pediu formalmente à polícia que apure crime de omissão de socorro por parte dos donos e seguranças da boate Soft. Segundo ele, a gangue costumava arrumar briga na boate e seus integrantes não tiveram a entrada barrada. “Os seguranças podiam ter impedido tamanha covardia.”

Um dos sócios da boate, Ricardo Mestre, disse que a ocorreu na hora do fechamento do caixa, quando os funcionários e seguranças estavam no do estabelecimento. O socorro foi prestado assim que eles tomaram conhecimento da . Amigos e familiares de Rodrigues disseram que ele não tem o hábito de beber, fumar e andar em grupos. De acordo com , a gangue de E. já tinha se envolvido em outras brigas na boate. O delegado espera prender os outros agressores - são pelo menos sete - em alguns dias. Eles serão acusados de tentativa de , já que agiram com a intenção de matar. Rodrigues continuava em coma nesta quinta-feira, no Hospital Regional de , e seu estado era considerado muito grave. O Estado de S.Paulo

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