Mai
5
YANGUN (Reuters) - Pelo menos 351 pessoas morreram em Mianmar na passagem de um ciclone de categoria 3 que assolou Yangun e o delta do rio Irrawaddy, onde arrasou duas cidades, informaram neste domingo autoridades e a mídia estatal.
Com rajadas de vento de 190 km/h quando atingiu o país governado por militares na manhã de sábado, o ciclone Nargis arrasou Yangun, ex-principal cidade da antiga Birmânia, deixando as ruas tomadas por carros virados, árvores caídas e destroços de edifícios danificados.
“Total zona de guerra”, disse um diplomata baseado em Yangun em um e-mail enviado à Reuters em Bangcoc. “Árvores pelas ruas, postes de eletricidade tombados, hospitais destruídos, água potável escassa”, afirmou.
Um funcionário do governo em Naypyidaw — a nova capital dos militares — situada 390 quilômetros ao norte, disse que a última cifra de mortos era de 351, citando a mídia estatal.
A emissora estatal, que ainda estava fora do ar em Yangon, disse que 20.000 casas foram destruídas na ilha de Haingyi. Mais de 90.000 pessoas estariam desabrigadas na ilha, que foi o primeiro local do país a ser atingido pelo ciclone.
Jornais oficiais em Yangun disseram que somente uma em quatro edificações estavam de pé em Laputta e Kyaik Lat, duas cidades distantes no delta produtor de arroz e acessíveis somente por barco. Não há detalhes sobre vítimas.
Em Yangun, cidade de 5 milhões de habitantes, muitos telhados de edificações mais sólidas foram arrancados, numa indicação de que os danos devem ser graves nas favelas da periferia.
Funcionários de entidades assistenciais estrangeiras, cujos movimentos são controlados pela junta militar no governo, não conseguiram chegar às áreas mais pobres para avaliar o impacto.
Mai
5
A casa do austríaco Josef Fritzl na cidade de Amstetten, a 130 quilômetros de Viena, é considerada a “casa dos horrores” pelos vizinhos. No porão de 60 metros quadrados, Fritzl manteve a filha Elisabeth presa por 24 anos e teve sete filhos com ela.
O austríaco é técnico em eletrônica e tem patrimônio de 3 milhões de euros. “Este homem é um mentiroso perfeito. Um homem que sustenta uma história dessas na frente de polícia, das autoridades, de todo o mundo, de um modo assim preciso, correto, duradouro, não pode ser um louco”, diz o chefe de polícia da cidade de Amstetten.
No dia 19 de abril o crime de Joseph Fritzl começou a ser descoberto. No hospital de Amstetten, a filha mais velha que Elisabeth teve com o próprio pai foi internada. Kerstin foi para a unidade de terapia intensiva em condições críticas. Foi a primeira vez em seus 19 anos de vida que ela saiu do porão da casa. Inconsciente, ela tem convulsões contínuas. Os médicos não sabem a causa do inchaço no seu cérebro.
Funcionários do hospital percebem que ela não tem marcas de vacinas e que nunca foi vista por médicos. Constatam que no seu corpo não existe a presença de vitamina D, que precisa de luz pra ser absorvida pelo organismo.Suspeita-se de uma doença típica de incesto. Os médicos querem ver a mãe da menina.
O policial Leopold Etz foi quem libertou Elisabeth e os filhos, prendeu o pai-estuprador e fez os interrogatórios. Ele infiltrou um dos seus investigadores no hospital. Na prisão subterrânea, Elisabeth viu, pela televisão, o apelo dos médicos e convenceu o pai a levá-la até a filha.
No hospital, a polícia os esperava. Leopold conta que Elisabeth demorou duas horas para falar. O policial primeiro a ameaçou, afirmando que ela tinha omitido socorro à filha. Depois prometeu que ela nunca mais veria o pai. Então, a verdade veio à tona.
Em agosto de 1984, quando Elisabeth tinha quase 18 anos, Joseph Fritzl foi ao quarto da filha e mandou que ela o seguisse. Com um lenço encharcado de éter sedou a moça, prendeu-a com algemas e a levou ao porão da casa.
Para não levantar suspeitas, Joseph denunciou o desaparecimento de Elisabeth à polìcia. Ela foi procurada por toda a Áustria. Até que uma carta, com a letra da filha, deu fim às buscas. Elisabeth pedia que não a procurassem.
O acesso ao porão é feito por uma porta de concreto de 300 kg. Sob o jardim ficam três cômodos: um com duas camas de solteiro. No meio, banheiro e cozinha, e um último quartinho com uma cama de casal e TV. Dentro do porão, sozinha, sem direito a um médico, Elisabeth deu a luz a sete filhos.
Kertin, de 19 anos, que está no hospital, Stefano de 18 anos e Felix de 5, viviam com Elisabeth no porão. Lisa, Monica e Alexandre foram tirados do porão com poucos meses de vida e deixados na porta de casa, como se a mãe os tivesse abandonado.
Todos os seis filhos são comprovadamente frutos do incesto. Um deles morreu depois de três dias de vida. Joseph queimou o corpo do bebê na estufa onde queimava também o lixo produzido por eles.
Joseph Fritzl ia ao cárcere todas as manhãs. Levava comida que comprava nas cidades vizinhas, para não ser visto. Levava batatas, enlatados, macarrão e água. Raramente frutas e verduras. Doces, quase nunca. Detergente, sabão e roupas. Quando violentava Elisabeth, trancava os filhos no outro quarto. Segundo a polícia ninguém mais veio ao porão.
A polícia também diz que tem tudo para acreditar que a mulher Rosemaire, com quem Joseph teve outros sete filhos, não sabia de nada. O psiquiatra Reinhard Haller, que agora cuida da família, concorda: “Esse homem era um déspota que espalhou um grande terror, que impediu que qualquer pessoa fizesse perguntas como ‘por onde você andou?’ ou ‘onde você passou todas essas horas que esteve fora?’”, afirma o psiquiatra.
Quando Elisabeth deixou a prisão imposta pelo pai, 24 anos depois, tinha todos os cabelos brancos, todos os dentes cariados e o rosto muito arranhado. No seu mundo de 60 metros quadrados, por mais de duas décadas entraram pouca comida e só dois tipos de remédio: para dor de cabeça e dor de dentes.
Em uma prisão a duas horas da cidade, o pai de Elisabeth tem um companheiro de cela. A polícia teme que ele tente o suicídio. Não é a primeira vez que Joseph Fritzl vai para a cadeia. No passado, foi condenado e cumpriu pena por estupro.
G1
Mai
1
Gisele Bundchen é a supermodelo mais bem paga do mundo e recebeu estimados 35 milhões de dólares no último ano, revelou um ranking divulgado na quarta-feira.
A top faturou mais que o dobro dos estimados 14 milhões de dólares recebidos pela segunda colocada no ranking da Forbes.com, Heidi Klum. Em seguida vieram Kate Moss, com 7,5 milhões de dólares, Adriana Lima, com 7 milhões, e Doutzen Kroes, com 6 milhões.
A Forbes.com disse que, embora o lucrativo contrato de Gisele Bundchen com a Victoria’s Secret tenha terminado no ano passado, a top brasileira ainda dá conta de 20 outros “jobs” como modelo.
“A top model de 27 anos continua a fechar contratos novos, especialmente com a Pantene e com uma gigante dos cosméticos ainda não identificada. Seu rosto embeleza anúncios da Disney, da Nivea, da maquiagem para olhos da Vogue e da grife de luxo britânica Aquascutum”, disse a Forbes.com.
“Sua linha de sandálias da Grendene, Ipanema by Gisele, lhe garante cerca de 6 milhões de dólares anuais. E o namoro com o jogador de futebol americano Tom Brady, dos New England Patriots, conserva seu nome nos tablóides”, acrescentou.
O site disse que, embora Heidi Klum ainda seja modelo da Victoria’s Secret, a mãe de três filhos é hoje em dia “mais uma magnata da mídia e do varejo” que trabalha como apresentadora do “Project Runway”, nos EUA, e “Germany’s Next Top Model” e cuida de suas linhas de jóias, jeans e produtos para a pele.
Kate Moss, apesar de ter perdido algumas campanhas importantes no ano passado depois de envolver-se num escândalo de drogas, ainda é uma das modelos mais bem pagas do mundo.
As 15 modelos do ranking foram classificadas principalmente por seus ganhos estimados no último ano, disse a Forbes.com. Quando necessário, foram levados em conta fatores como prestígio e relevância das campanhas, capas de revistas de moda e as opiniões de profissionais da indústria da moda.Reuters
Abr
28
O presidente do Partido Democrata, Howard Dean, afirmou hoje que Hillary Clinton ou Barack Obama terão que desistir de sua candidatura à Presidência dos Estados Unidos em junho, quando terminam as primárias para a definição do nome que enfrentará o republicano John McCain nas eleições de novembro.
Segundo Dean, a desistência será necessária para que o partido se
una em torno de um só candidato.
Os dois pré-candidatos democratas estão há meses em uma acirrada
disputa, mas nenhum dos dois conseguiu os 2.024 delegados
necessários para assegurar sua candidatura à Presidência.
Também já ficou claro que, a esta altura, nem Hillary nem Obama
alcançarão esse número, razão pela qual a escolha do democrata que
irá às urnas vai ser decidida na convenção de agosto, pelos 800
superdelegados da legenda.
No momento, Obama tem o apoio de 1.727 delegados, enquanto
Hillary conquistou os votos de 1.592. Devido ao sistema de divisão,
proporcional, é quase certo que o senador afro-americano se manterá
na frente no fim das primárias.
Mesmo assim, a senadora democrata por Nova York vem tentando
reduzir ao máximo a vantagem de Obama e se prepara para convencer os
superdelegados de que é a candidata com mais chances de vencer em um
confronto direto com McCain.
Os superdelegados que ainda não disseram qual seu candidato
favorito podem esperar até agosto para revelá-lo, mas Dean quer a
todo custo evitar esse cenário, que, segundo ele, diminuiria as
chances de os democratas vencerem em 4 de novembro.
“Não podemos ter um convenção dividida. Se isso acontecer, será
muito difícil reparar o partido depois disso”, afirmou Dean em uma
entrevista à rede de TV “ABC”.
“Temos mais nove primárias (…); 500 dos 800 superdelegados já
disseram de quem estão a favor. Os 300 restantes farão isso no fim
de junho. Então, saberemos quem é nosso candidato, e isso é o que
precisamos fazer”, acrescentou Dean
Abr
27
Reuters - Um homem austríaco foi preso depois que uma mulher, aparentemente sua filha, disse ter sofrido abusos e ter sido mantida prisioneira pelo pai durante 24 anos, dando à luz sete filhos, informou a polícia austríaca neste domingo.
A polícia, que ainda tenta juntar todos os detalhes do caso, identificou a mulher de 42 anos como Elisabeth F.
Eles afirmaram que ela disse às autoridades que seu pai, Josef, que abusava dela desde os 11 anos de idade, havia a atraído para o porão de onde a família vivia em Amstetten em 1984, e a drogou e algemou antes de trancá-la num compartimento sem janelas.
Supunha-se na época que ela tinha desaparecido voluntariamente após os pais relatarem ter recebido uma carta dela dizendo que não deveriam procurá-la.
A polícia afirmou que Josef estava sob custódia, mas que preferia não falar das alegações. Sua esposa, Rosemarie, disse que não tinha conhecimento dos acontecimentos.
Elisabeth deu à luz sete crianças, sendo que uma delas morreu logo após o parto, segundo a polícia.
As autoridades informaram que três de seus filhos mais novos foram deixados na casa, o primeiro acompanhado de uma carta afirmando que Elisabeth não era capaz de tomar conta sozinha do filho. Todos foram recebidos por Josef e sua mulher como filhos adotivos.
“Ela sofreu abusos contínuos durante seu aprisionamento de 24 anos”, diz o comunicado da polícia. “Isso a levou a conceber seis filhos”.
Filhos
Os dois mais velhos, com idades de 18 e 19 anos, bem como o mais novo de 5 foram aprisionados com mãe desde o nascimento e nunca viram a luz do sol ou receberam qualquer tipo de educação, de acordo com informações da polícia apresentadas neste domingo.
O caso só veio à tona quando a filha mais velha ficou seriamente doente e foi levada a um hospital em Amstetten.
“Uma jovem de 19 anos foi deixada no hospital Amstetten no fim de semana passado”, afirmou um porta-voz da polícia. “A garota está seriamente doente e luta pela vida”.
Os médicos pediram que a mãe da menina, que na época acreditava-se ter desaparecido, viesse oferecer mais detalhes sobre o histórico médico da filha.
Então Josef tirou Elisabeth e os outros dois filhos do calabouço, dizendo à esposa que a filha “desaparecida” tinha escolhido voltar para casa, afirmou a polícia.
Depois de questionada e terem lhe oferecido a garantia de que não haveria mais contato com seu pai, Elisabeth concordou em fazer uma “declaração compreensiva”, acrescentaram.
Rosemarie, bem como Elisabeth e seu filhos, estão recebendo aconselhamento psicológico.
Amostras de DNA de todos os envolvidos foram tiradas e serão analisadas, informou a polícia.
O caso é semelhante ao da também austríaca Natascha Kampusch, que passou oito anos trancada numa cela sem janela antes de conseguir liberdade em agosto de 2006.
Abr
22
A intensificação dos ataques entre a senadora e o senador se deram paralelamente ao crescimento de Barack Obama nas pesquisas.
Há seis semanas, Hillary, segundo as sondagens, comandava a disputa no Estado por até 20 pontos de vantagem.
Atualmente, a vantagem dela sobre o rival teria caído para 5 ou 6 pontos, de acordo com alguns intitutos de pesquisa ou teria até atingido um empate técnico. Mas o índice de eleitores indecisos no Estado é de quase 10%.
“Terra arrasada”
Em um recente comício, Obama acusou a rival de utilizar uma ”tática de terra arrasada”. Hillary, por sua vez, disse que Obama ”está jogando tudo o que pode contra mim, para ver o que cola”.
A senadora comentou também durante um comício que o rival ”costuma dizer que está tocando uma campanha positiva, mas a sua campanha mostra exatamente o contrário”.
Obama usou de ironia para se referir à rival, em um recente comício, dizendo que ela daria uma presidente melhor do que George W. Bush, mas que ”isso não quer dizer muito”.
A campanha de Obama lançou nos últimos dias dois comerciais contendo ataques à rival. Um deles faz críticas ao programa de saúde da senadora, e outro, afirma que a campanha de Hillary tem recebido dinheiro de lobistas.
A militância de Hillary contra-atacou dizendo que ”ele não soube responder às duras perguntas do debate, então Barack Obama vem fazendo falsas acusações sobre o programa de saúde de Hillary”.
O comercial fez menção a um recente debate televisivo entre os dois pré-candidatos e exibido pela rede ABC, no qual Barack Obama teve de responder a indagações sobre sua suposta ligação com um ex-integrante do grupo extremista de esquerda da década de 1960 The Weathermen e pelo tom de declarações feitas por seu ex-pastor, Jeremiah Wright.
Hillary também tem explorado a uma gafe recente de seu rival - o comentário feito por ele de que o declínio econômico vivido na Pensilvânia vem fazendo com que os moradores do interior do Estado se tornem pessoas amargas, que, por conta de suas frustrações, se voltam para a religião e para as armas.
O tema também foi explorado pelo candidato republicano à Casa Branca, John McCain.
Analistas acreditam que as afirmações de Obama poderão até não afugentar eleitores que já haviam manifestado apoio a ele, mas poderão conter o seu avanço no Estado.
Abr
22
O governo da Guatemala lançou ontem (21) um programa de transferência de renda nos moldes do Bolsa Família, o Mi Familia Progresa (Minha Família Progride). O programa guatemalteco prevê o pagamento de benefícios a famílias pobres mediante contrapartidas como freqüência escolar de crianças e visitas regulares a centros de saúde.
A secretária nacional de Renda e Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Rosani Cunha, detalhará a experiência brasileira, que atente atualmente cerca de 11 milhões de famílias, com benefícios que variam entre R$ 18 (por filho matriculado na escola, no total de três) e R$ 172 (vencimento básico), de acordo com o MDS.
Na primeira etapa de implantação do projeto piloto, o Mi Familia Progresa pretende beneficiar entre 7 mil e 9 mil pessoas. De acordo com o MDS, a expectativa do governo guatemalteco é reduzir os altos índices de mortalidade materna e infantil, desnutrição e evasão escolar no
Abr
21
O Banco da Inglaterra (BOE) anunciou hoje um plano de ajuda ao sistema bancário, que enfrenta crise de liquidez no país. No valor de 50 bilhões de libras, a medida permite que os bancos troquem temporariamente papéis do setor de hipoteca por títulos do governo. O objetivo é destravar as instituições financeiras, pois o elevado risco de contraparte existente hoje está impedindo que os bancos emprestem dinheiro entre si.
“Pelo esquema, os bancos poderão, por um período, trocar ativos sem liquidez por Treasury Bills de boa qualidade”, afirma o comunicado do BOE. Segundo a autoridade monetária, atualmente diversos mercados de crédito estão fechados e os bancos carregam em seus balanços muitos ativos baseados em hipotecas, que hoje não podem ser vendidos nem usados como garantias para a tomada de recursos novos.
No entanto, conforme as regras do plano de ajuda, a responsabilidade pelas perdas com os empréstimos imobiliários continua com as instituições financeiras. A troca por títulos do governo terá período de um ano renovável por no máximo mais três anos. O mecanismo só valerá para ativos existentes no final de 2007 e não poderá ser usado para novos financiamentos.
Durante o período de troca, os bancos terão de pagar uma taxa baseada no juro interbancário (Libor para três meses). O pacote ficará aberto por seis meses, a partir de hoje. “O plano especial do Banco da Inglaterra é desenhado para melhorar a posição de liquidez do sistema bancário e elevar a confiança no mercado financeiro, enquanto assegura que o risco de perdas nos empréstimos feitos ficará com os bancos”, diz o presidente do BOE, Mervyn King, por meio de comunicado.
Abr
21
Em meio ao calor de 40 graus, mosquitos e falta de higiene, o hospital infantil na periferia de Acra, em Gana, é obrigado a distribuir alimentos produzidos na França e subsidiados pelo governo de Paris. Sem uma agricultura capaz de fornecer comida à população, os países africanos vêm apelando cada vez mais para as doações internacionais.
Agora, a ONU quer acabar com essa prática que deixa o setor agrícola africano fragilizado. Por dia, os produtores dos países ricos recebem mais subsídios que o Banco Mundial (Bird) destina por ano para toda a agricultura africana nos 54 países do continente.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, quer acabar com os esquemas dos governos dos EUA e da Europa de distribuir alimentos aos países mais pobres com produtos cultivados pelos seus próprios agricultores. Além de pedir a abertura dos mercados, o secretário defendeu mais incentivos para a produção de comida na África e admitiu rever a estratégia de distribuição da ONU.
Até hoje, grande parte dos produtos enviados às regiões mais miseráveis são cultivados nos países ricos. O governo americano promete recursos para alimentar os países na África. Mas, na realidade, esse dinheiro vai para os bolsos de seus agricultores. O governo compra os alimentos nacionais e os envia às populações famintas.AE
Abr
21
O preços ao produtor da Austrália subiram no primeiro trimestre, puxados pelos custos dos combustíveis, energia e construção. Os dados não alteraram, no entanto, as expectativas de que o Reserve Bank da Austrália (RBA, o banco central do país), não irá elevar as taxas de juros à medida que dados recentes têm indicado uma desaceleração na demanda interna.
O índice de preços finais ao produtor (PPI) subiu 1,9% nos primeiros três meses de 2008, ante o quarto trimestre do ano passado, e teve alta de 4,8%, em comparação com um ano antes, de acordo com o Escritório de Estatísticas australiano.
A elevação trimestral foi a mais alta na história da série do índice, cuja divulgação pelo Escritório de Estatísticas foi iniciada em 1998. O avanço dos preços ao produtor veio acima das estimativas do mercado, que previam um aumento de 1%.
“A alta é uma “balde de água fria” para a visão de que a inflação está começando uma trajetória de queda, mas os números não devem ser suficientes para fazer com que o Banco Central eleve a taxa (de juros) em maio”, disse o economista-chefe do Macquarie Group, Brian Redican.
Os sinais de que o aumento nos preços está sendo conduzido pelo lado da oferta, e não pela demanda do consumidor, preocupará o banco central, afirmou Redican.
“Não é uma inflação puxada pela demanda, que o Reserve Bank pode realmente atacar, mais ela parece estar vindo através dos custos do lado da oferta…então isto pode ser um problema de difícil solução”, disse o economista. “Em termos de pressões inflacionárias no médio prazo, é óbvio que isto manterá o banco central em alerta.”
O dólar australiano subiu 30 pontos, para US$ 0,9366, seguindo os dados e a queda das taxas de juros futuras.
A economista do JPMorgan, Helen Kevans, atribuiu a elevação do PPI à alta de 5% nos preços dos produtos importados no estágio preliminar da produção. “O aumento de 8% nos preços do petróleo cru no trimestre mais que equilibrou a alta de 2% do dólar australiano”, ressaltou Helen.
“Eu não acho que isto terá alguma influência na política monetária dados os recentes indicadores que estamos vendo”, incluindo as quedas no financiamentos imobiliário, o crescimento do crédito e a confiança, afirmou a economista.
O Reserve Bank da Austrália manteve a taxa de juros inalterada em 7,25%, o mais alto nível em 12 anos, na sua reunião de abril, e os mercados estimam em 32 pontos bases o corte da taxa no final do ano, de acordo com o Credit Suisse. As informações são da Dow Jones