Set
17
Um grupo de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou na manhã de hoje a praça de pedágio no quilômetro 704 da BR-277, em São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná. As cancelas foram liberadas pelos sem-terra e os motoristas passaram sem pagar a tarifa. Segundo o MST, a manifestação não tem prazo para encerrar. Eles pretendem fazer pressão para que a Justiça não determine o retorno de oito famílias ao Assentamento Antonio Tavares, onde vivem outras 80 famílias.
De acordo com o movimento, essas famílias permitiam que suas terras fossem utilizadas para traficantes de drogas ocultarem maconha. Elas foram afastadas temporariamente, mas a situação será analisada no fim da tarde de hoje. A concessionária Ecocataratas informou que já está tomando as medidas judiciais para obter a reintegração de posse.AE
Set
13
Um grupo de crackers gregos conseguiu invadir o sistema do colisor de hádrons (LHC), danificando um arquivo em um dos quatro detectores que analisam o choque das partículas no experimento, realizado nesta semana, que recria em parte o Big Bang.
A preocupação dos cientistas foi grande, pois estimam que os crackers chegaram bem perto de invadir o sistema de controle de um dos maiores detectores. Se houvessem tido êxito, teriam apagado o detector.
No entanto, os crackers asseguram que sua façanha não deve causar maiores preocupações, pois sua intenção não é “causar embaraços ao trabalho dos cientistas com o acelerador”. “Baixamos suas calças porque não queríamos vê-los sair correndo na hora do pânico”, garantiram no recado que deixaram no sistema.
Na quarta-feira, 10 de setembro, começou o funcionamento do Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), uma estrutura de 27 km de circunferência localizada a 100 metros de profundidade na fronteira entre Suíça e França, que tem como um de seus objetivos comprovar a existência do bóson de Higgs, uma partícula que ajudar a compreender a criação do universo e da matéria - sendo por isso conhecida, também, como ‘a partícula de Deus”.
Abr
17
Cerca de 150 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiram hoje a agência regional do Banco do Brasil (BB) no centro de Sorocaba, a 92 quilômetros de São Paulo. A ação visava a reivindicar a ampliação do crédito para a reforma agrária, segundo o líder do MST Joaquim da Silva, da direção estadual do movimento. Os sem-terra, provenientes de assentamentos e acampamentos de Iperó, Itapetininga e Itapeva, cidades da região, chegaram em três ônibus e vários carros. A agência regional tinha iniciado o atendimento ao público quando ocorreu a invasão.
Os manifestantes instalaram faixas e cartazes no pavimento térreo. A bandeira vermelha do movimento foi içada num mastro improvisado. Durante 20 minutos, o acesso à agência foi bloqueado. A Polícia Militar (PM) interveio e houve um princípio de confronto entre trabalhadores rurais e policiais, logo contornado pelos líderes.
Os manifestantes liberaram a entrada dos clientes. De acordo com Silva, as famílias querem acesso mais fácil aos financiamentos para custeio da produção e investimento na infra-estrutura dos lotes. “Para o dinheiro sair do banco, é uma burocracia sem fim”, disse. Os trabalhadores pediam também a renegociação das dívidas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e ingresso aos projetos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de compra da produção dos assentamentos.
“Nosso objetivo também é chamar a atenção do governo federal para que mais famílias sejam assentadas”, disse o líder do MST. À tarde, os sem-terra desocuparam o banco e saíram em passeata pela Rua XV de Novembro, uma das principais da cidade. A Praça Fernando Prestes foi ocupada pelos manifestantes. Na frente da Catedral, eles fizeram uma encenação para lembrar as vítimas do massacre de Eldorado de Carajás, que hoje completava 12 anos. O trânsito ficou prejudicado e houve congestionamento em toda a região central.
Abr
17
Cerca de 150 manifestantes ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam hoje a fazenda Saltinho, no município de Americana, em São Paulo, utilizada pela Usina Ester para o plantio de cana-de-açúcar. Segundo informações da Polícia Militar, a região foi cercada e os acessos estão bloqueados. De acordo com o MST, em 2006, um procurador do Estado da região de Campinas notificou judicialmente a imobiliária Jaguari, que administra a Saltinho, alegando que a área é de propriedade do Estado.
“Depois disso, o processo foi passado para a Procuradoria Geral do Estado e está parado nessa instância desde então”, informou o MST, em nota. Ainda segundo o movimento, a fazenda já foi ocupada duas vezes e, nos pedidos de reintegração de posse, a usina nunca conseguiu comprovar o arrendamento de toda a área, de 8,5 mil hectares.
Abr
7
O reitor da Universidade de Brasília (UnB), Thimoty Mulholland, assinou um termo de compromisso para atender algumas reivindicações dos estudantes que ocuparam o prédio da Reitoria na semana passada.
Entre as promessas do reitor, segundo a assessoria de imprensa da Reitoria, está a construção da nova Casa doEstudante e a realização de concurso para contratação de novos professores. Uma assembléia dos estudantes, marcada para hoje, irá decidir se a ocupação será mantida ou não.
Porém, a comissão de negociação dos ocupantes afirmou que não recebeu oficialmente nenhum documento. Mas os estudantes insistem para que Mulholland deixe o cargo. Segundo o estudante Fábio Felix, do Diretório Central de Estudantes, esta reivindicação é inegociável.
Mar
30
Mais de 600 famílias de trabalhadores rurais sem-terra ligados à Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar de Pernambuco (Fetraf-PE) ocuparam hoje seis propriedades rurais em Pernambuco - cinco na região agreste e uma na zona da mata sul.
As ações marcaram o início da jornada por reforma agrária deste ano. A meta é acampar, até 1º de maio, em 35 áreas localizadas nas regiões do sertão, agreste e zona da mata do Estado, com a participação de três mil famílias.
Os trabalhadores rurais estão decepcionados com a lentidão da implantação da reforma agrária no País, segundo o presidente da Fetraf-PE, João Santos.
Ele frisou que no ano passado a reforma agrária praticamente não andou no Estado, onde mais de 30 mil famílias - ligadas a 14 movimentos - estão “debaixo da lona”. A Fetraf-PE conseguiu uma única desapropriação de terra e cinco vistorias de áreas reivindicadas.
“Infelizmente a reforma agrária não sai do papel e a violência no campo tem aumentado em todo o País”. Ele acredita que cabe aos movimentos sociais e aos trabalhadores sem-terra pressionarem o governo a cumprir com suas promessas. “A única saída para conseguir terra para o trabalhador e acabar com a violência contra eles é a reforma agrária”, defende ele.
A Fetraf-PE é responsável por 38 assentamentos - com 1.879 famílias - e 66 acampamentos, que somam seis mil famílias à espera de reforma agrária em Pernambuco.
Os números não incluem as ações iniciadas hoje. De acordo com João Santos, embora a Fetraf use a expressão “ocupar” e “ocupação”, os sem-terra não invadem todas as propriedades enumeradas. “A gente entra na terra quando a característica de abandono é total”, explicou ele. “Quando tem gente, ficamos em acampamentos na frente da propriedade”.
Mar
19
Três agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Portugal invadiram hoje o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, capital do país europeu, segundo comunicado da Casa do Brasil, uma associação de imigrantes brasileiros em Portugal. Os agentes da PSP teriam detido um adolescente na porta do prédio e entrado no local, “sem solicitarem permissão ao Cônsul-Geral” - o diplomata Renan Paes Barreto -, porque o documento de identidade do garoto estava com a mãe, dentro do consulado.De acordo com a Casa do Brasil, depois de identificar o adolescente, os policiais “colocaram-se ostensivamente no corredor junto à porta da sala principal do consulado, onde se encontra o público e os balcões de atendimento”, para identificar as pessoas que deixavam a sala. Foi quando uma representante da comunidade brasileira “protestou e pediu a intervenção do Cônsul-Geral”. Os agentes portugueses, então, deixaram o prédio.
O Itamaraty não considerou como “invasão a território brasileiro” a iniciativa da PSP de perseguir um “indivíduo perigoso” no Consulado-Geral. Mas recebeu com satisfação a informação de que o ministro português da Administração Interna, Ruy Pereira, lamentou a ação policial ao conversar por telefone com o cônsul-geral brasileiro. Pereira afirmou ao diplomata que iria instruir a PSP a não repetir tais episódios.
Para o Itamaraty, a invasão não se deu porque os policiais portugueses permaneceram do lado de fora do consulado, próximos à porta de entrada. Entretanto, a iniciativa levou Paes Barreto a queixar-se à direção da PSP sobre o constrangimento aos cidadãos brasileiros e portugueses presentes no consulado. O embaixador também alertou as autoridades portuguesas sobre os riscos de uma eventual ação violenta no local. Apesar de a Casa do Brasil afirmar que o indivíduo foi identificado, o Itamaraty nega o fato.
Mar
10
O diretor-executivo de Assuntos Corporativos e Energia da Vale, Tito Martins, chamou hoje de “bandidos” os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que nos últimos dias fizeram duas ações contra a empresa.
Ele ainda disse que não haverá negociação e que o MST usa a empresa para obter visibilidade política para as reivindicações. “Eles querem atingir a Vale para dar cunho político a um movimento que não reconhecemos como legítimo.
Não admitimos (negociar com o MST), porque discordamos desses atos de banditismo e não negociamos com bandidos.”
O diretor-executivo afirmou ainda que irá processar as lideranças nacionais e estaduais do movimento. Hoje, cerca de 800 sem-terra bloquearam a estrada de ferro Vitória-Minas, na altura do município mineiro de Resplendor. Cerca de 2.500 pessoas usam a ferrovia diariamente e, com a paralisação, 300 mil toneladas de minério de ferro deixaram de ser transportadas. No final do dia, os manifestantes liberaram os trilhos.
No sábado, cerca de 600 camponeses invadiram uma unidade da Ferro Gusa Carajás, empresa da Vale no Maranhão. Eles exigiam a paralisação de 71 fornos que prejudicaria a saúde de 1.800 assentados nas proximidades.
O diretor do Departamento de Tecnologia e Assistência Técnica em Ferrosos, Pedro Gutemberg, admitiu que há fumaça e que a Vale tem dois protótipos em estudo que poderiam reduzi-la em até 90%.
“Tem fumaça, mas se não tivéssemos condições de funcionar, admitiríamos fechar”, disse Tito Martins, acrescentando que a empresa “não tem nenhuma operação que não seja licenciada” e tem “dupla atenção” com os aspectos ambientais.
Mar
7
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) informou, por meio de nota, que as mulheres da Via Campesina, ligada ao MST, ocuparam uma unidade de pesquisa biotecnológica da empresa americana Monsanto e destruíram um viveiro e o campo experimental de milho transgênico, em Santa Cruz das Palmeiras, no interior de São Paulo, hoje pela manhã.A Via Campesina, um braço do MST, protesta contra a liberação de duas variedades de milho transgênico pelo Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS). A nota do MST informa que “o governo Lula cedeu às pressões das empresas do agronegócio e liberou, em fevereiro, o plantio e comercialização das variedades Guardian (da Monsanto) e Libertlink (da alemã Bayer)”.
O MST aponta ainda que a manifestação de hoje faz parte da Jornada Nacional de Lutas da Via Campesina, que já mobilizou cinco estados contra o agronegócio, nas últimas 48 horas.
Mar
4
A Brigada Militar (a PM gaúcha) fez a retirada forçada de mulheres ligadas à Via Campesina que haviam invadido a Fazenda Tarumã, da Stora Enso, em Rosário do Sul (RS). De acordo com o grupo de manifestantes, a BM usou balas de borracha e bombas na operação, realizada por volta das 17h.
O comandante da BM em Santana do Livramento, Lauro Binsfield, disse que levou um golpe de foice no braço. A operação também teria causado ferimentos a manifestantes, mas não foi possível obter detalhes com o grupo.
O delegado Hotelo Caiaffo, da delegacia de polícia regional de Santana do Livramento, afirmou que as mulheres serão levadas para o local esta noite, onde as líderes do movimento serão autuadas em flagrante e presas por invasão de terra com violência, corrupção de menores (havia crianças no grupo) e lesões corporais.
Centenas de mulheres participaram da invasão da fazenda, que começou na madrugada de hoje (04). A previsão da delegacia é de que aproximadamente 600 manifestantes sejam levadas ao local para registro.
A ocupação da área foi feita, segundo o movimento, em protesto contra o plantio de florestas de eucalipto da multinacional sueco-finlandesa Stora Enso na região e os projetos que tramitam no Congresso Nacional propondo a redução da faixa de fronteira do Brasil de 150 quilômetros para 50 quilômetros.