O porteiro do Edifício London, na Vila Isolina Mazzei, de São Paulo, Valdomiro da Silva Veloso, que estava de serviço na noite da morte da menina Isabella Nardoni, disse ontem(18), em depoimento no Fórum de Santana, que se passaram dois minutos entre a queda da garota e a chegada do pai dela, o Alexandre Nardoni, ao jardim do . Veloso relatou não ter ouvido gritos ou percebido qualquer anormalidade no condomínio naquele dia

Ele afirmou que estava dentro da guarita, com os vidros fechados, pois fazia frio, quando ouviu um barulho semelhante ao de uma batida de carro. Quando abriu a janela, percebeu que Isabella estava caída no jardim. Em seguida, informou o ocorrido ao morador do primeiro andar Antônio Lúcio Teixeira para que ele chamasse o resgate.

Depois de dois minutos, afirmou, Alexandre Nardoni apareceu sozinho no térreo, dizendo que haviam arrombado seu apartamento, cortado a tela de proteção e jogado a filha da janela. Segundo Veloso, o pai de Isabella insistia em que ele subisse para procurar o invasor. Poucos minutos depois, a mulher de Alexandre Nardoni e da menina, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, apareceu e, sem olhar a menina, dirigiu-se ao porteiro, aos xingamentos, apontando falta de segurança no . Segundo Veloso, a polícia chegou dez minutos depois, fechou todos os portões do edifício, pediu que ninguém saísse e iniciou uma varredura.

Durante o depoimento do porteiro, que durou uma hora e 20 minutos, os do e da mulher dele fizeram dezenas de perguntas sobre a rotina na portaria e a segurança no condomínio. Veloso respondeu que tinha controle sobre a entrada e saída no edifício e que os prestadores de serviços tinham os nomes registrados numa lista. O porteiro afirmou ainda que, naquele dia, dois visitantes estiveram no para ver apartamentos que estavam à venda. Depois de Veloso, começou a depor a avó materna de Isabella, Rosa Maria Cunha de Oliveira.AE

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