Out
10
O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza chegou à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo nesta noite. Ele havia deixado a sede da PF em Belo Horizonte (MG) às 17h10. Valério, que ficou conhecido pelo envolvimento no caso do mensalão, foi preso nesta manhã e transferido de Belo Horizonte para a capital paulista com outros três detidos na Operação Avalanche da PF. As informações são da Globonews.
Ele e outros três suspeitos devem prestar depoimento em São Paulo. Além do empresário, também está entre os presos Rogério Tolentino, advogado da empresa de publicidade SMP&B.
Segundo a Polícia Federal, no total, 30 mandados de busca e apreensão e foram cumpridos 17 mandados de prisão contra policiais federais, civis, despachantes, advogados e empresários, entre eles, Valério. Em Belo Horizonte, foram presas quatro pessoas. A PF também apreendeu cerca de R$ 700 mil, entre reais e moedas estrangeiras.
Conforme a PF, o bando recebia informações privilegiadas sobre empresas com dívida na Receita Federal. Com base nesses dados, eles pediam dinheiro aos empresários em troca da promessa de resolver os problemas deles junto à Receita.
A Polícia Federal informou ainda que não há nenhuma ligação entre a prisão e o caso do mensalão. Valério é um dos 40 denunciados pelo esquema do mensalão, processo que corre no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi apontado como o operador do suposto esquema de compra de apoio político pelo governo no Congresso.
A denúncia do mensalão foi feita pela Procuradoria Geral da República em 2006, acatada pelo tribunal em agosto do ano seguinte e convertida em ação penal em 12 de novembro.
Divididos em grupos
A investigação da PF agiu em três linhas, dividindo o grupo suspeito em três. O primeiro grupo, por meio de contatos públicos como Polícia Civil e Federal, Receita Federal e Estadual obteria informações privilegiadas sobre determinados empresários que apresentavam problemas com o Fisco e com base nesses dados praticavam extorsão, exigindo valores em troca de uma possível solução.
O segundo grupo atuaria em fraudes fiscais praticando importações ilegais por meio de empresas de fachada e contava com a ação de despachantes aduaneiros no Porto de Santos. Já o terceiro grupo foi identificado quando uma empresa que havia sido autuada pela Receita Estadual em mais de R$ 100 milhões, usou como defesa a desmoralização dos fiscais responsáveis pela fiscalização.
Os envolvidos responderão por crimes de corrupção ativa e passiva, extorsão, formação de quadrilha, contrabando e descaminho, quebra de sigilo e divulgação de dados sigilosos. As penas somadas podem chegar a 15 anos de prisão.
Ago
26
São Paulo - Pelo menos quatro homens armados assaltaram no início da tarde desta terça-feira uma joalheria na Rua Oscar Freire, na região de Cerqueira César, em São Paulo, segundo o Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic).
Em uma ação rápida, os criminosos levaram as jóias expostas na vitrine da entrada do estabelecimento. Ninguém se feriu. Os ladrões fugiram. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Repressão a Roubo de Jóias do Deic.AE
Últimas notícias de São Paulo
Jul
18
O sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, chegou hoje à tarde à Polícia Federal (PF), em São Paulo, para novo depoimento e, de acordo com informações de sua defesa, deverá manter a mesma estratégia dos depoimentos anteriores de não responder às perguntas. Na chegada à PF, o advogado do banqueiro, Nélio Machado, apresentou à imprensa um documento que será encaminhado às autoridades policiais, ao Ministério Público (MP) e à Justiça, questionando a lisura do processo que envolve seu cliente. “Este documento é um protesto formal com respeito a tudo o que vem ocorrendo neste caso, prejulgamento do meu cliente, manobra das prisões. Existe algo de malvadeza nisso, pois o inquérito (da Operação Satiagraha) é uma devassa medieval.”
Machado fez também duras críticas às autoridades governamentais, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Justiça, Tarso Genro. Ele classificou a PF, o Ministério Público Federal paulista (MPF-SP) e o juiz do caso, Fausto Martin De Sanctis, titular da 6ª Vara Federal Criminal, de “triunvirato acusatório”.
Nas críticas ao presidente Lula e ao ministro Tarso Genro, o advogado de Dantas disse: “Freqüento o ambiente da PF há mais de 30 anos e não vejo ministro de Estado e presidente da República falando de investigação. Nunca vi um presidente da República convocando reunião para tratar de um assunto como este. Se Lula está insatisfeito com alguém da PF, ele que mude, que altere ministério”.
O advogado disse lamentar também a celeuma na PF e afirmou achar estranho a divulgação de apenas três minutos da gravação da reunião da PF, em que o delegado Protógenes Queiroz teria pedido para deixar o comando da Satiagraha, porque não se sabe o contexto de toda a conversa a respeito da situação do delegado, que comanda o inquérito. Na avaliação de Machado, seu cliente já foi prejulgado e só querem prendê-lo e algemá-lo. “Quero que a investigação seja isenta, o que não vem ocorrendo. Ele (Dantas) está sendo perseguido.”
Apesar de manter a estratégia do silêncio, Machado disse que Dantas e outras pessoas ligadas ao Opportunity, também arroladas no inquérito, “atenderam à convocação informal da Polícia Federal para mostrar que confiam na Justiça porque ela tarda, mas não falha”. Além de Dantas, estão na PF Verônica Dantas, a irmã do banqueiro; Carlos Bernardo Torres Rodemburg, sócio e vice-presidente do Banco Opportunity; Itamar Benigno Filho, Norberto Aguiar Tomáz, Arthur Joaquim de Carvalho, Eduardo Penido Monteiro, Maria Amália Delfin de Melo Coutrin, Dório Ferman e Danielle Silbergleid Ninio.AE
Jul
12
O sócio fundador do banco Opportunity, Daniel Dantas, é acusado pela Polícia Federal de ter contratado um coronel do Exército israelense para espionar juízes federais da primeira instância de São Paulo. Um dos alvos seria o juiz Fausto Martin De Sanctis, o mesmo que decretou por duas vezes a prisão do banqueiro e teve as decisões derrubada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.
O juiz foi alertado pelos policiais que preparavam a Operação Satiagraha. O advogado Nélio Machado, que defende o banqueiro, negou a iniciativa e disse que a acusação é fruto da cabeça dos desafetos de Dantas. O que sustenta a suspeita dos delegados federais é uma conversa telefônica entre um funcionário do Grupo Opportunity e a diretora jurídica do grupo, Danielle Silbergleid Ninnio. O diálogo ocorreu em 25 de maio, às 10h59, um mês depois de Dantas tomar conhecimento de que a PF preparava uma operação.
Outra prova usada pela PF é um e-mail em que duas funcionárias do Opportunity, no Rio, trocaram no dia 6 de junho sobre uma reunião com Shemeh. A contratação do coronel faria parte do esforço do banqueiro e dos outros supostos integrantes da quadrilha de tentar neutralizar o procedimento sigiloso que apurava as atividades do Banco Opportunity. Segundo o delegado Protógenes Queiroz, que comanda a Operação Satiagraha, o grupo teria usado advogados com “estreita amizade com magistrados federais para angariar informações privilegiadas”. Por causa do “insucesso dessa articulação”, a PF passou a suspeitar que o banqueiro tenha procurado Shemeh para executar a tarefa de descobrir o que havia contra ele na Justiça Federal.AE
Jul
11
A liberdade de Daniel Dantas durou dez horas. Ele deixou a carceragem da Polícia Federal, na Lapa, capital paulista, às 5h30 desta quinta-feira (10), amparado por um hábeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).
Foi o fim da prisão temporária decretada na terça (8) na operação Satiagraha. Mas, às 15h30 desta quinta-feira (10), Daniel Dantas voltou para a cadeia. Desta vez, por força de uma ordem de prisão preventiva, amparada em provas como a quantia de R$ 1.280.000 apreendida na casa de Hugo Chicaroni, um dos acusados de participar da organização criminosa presa na operação.
Chicaroni foi preso na terça (8). Ele foi o homem flagrado nas investigações tentando subornar um delegado da Polícia Federal. Em depoimento à polícia, ele disse tudo o que sabe. O depoimento minucioso foi reproduzido no pedido de prisão preventiva de Daniel Dantas feito pelo Ministério Público Federal à Justiça nesta quinta (10).
Hugo Chicaroni, que se diz professor universitário, contou no depoimento à polícia que foi apresentado por um amigo em comum a Wilson Mirza, advogado carioca que trabalha para Daniel Dantas.
Novas provas
Ainda segundo o depoimento, Mirza mostrou a Chicaroni uma notícia publicada pelo jornal “Folha de São Paulo” a respeito de uma investigação contra Daniel Dantas e o grupo Opportunity. O advogado quis saber se Chicaroni poderia pedir informações sobre a investigação ao delegado Protogenes Queiroz, que estava à frente da investigação. Chicaroni tinha conhecido o delegado Queiroz em 2003, por conta de palestras que seriam ministradas na Polícia Federal.
Procurado, Queiroz disse a Chicaroni que não estava no caso e indicou o delegado Vitor Hugo Alves Ferreira. Era o começo da preparação do flagrante de suborno. Chicaroni foi apresentado ao delegado Vitor Hugo.
No primeiro encontro, registrado pela polícia, o suborno começou a se materializar. Chicaroni entregou R$ 50 mil ao delegado, organizados em dez maços de R$ 5 mil cada.
No encontro, relatado no depoimento à polícia, Chicaroni perguntou a Vitor Hugo se ele poderia repassar informações da investigação sobre o grupo Opportunity. O delegado disse que tinha, sim, informações. Mas, só as repassaria a um executivo do grupo Opportunity.
Foi quando, segundo a polícia, entrou em cena neste momento, ainda de acordo com o depoimento, Humberto José da Rocha Brás, o “Guga”, ex-presidente da Brasil Telecom, a empresa de telefonia que Dantas controlou até 2005. Para a polícia, “Guga” é um homem da confiança de Daniel Dantas, que certamente falava em nome do chefe. Foi o advogado Wilson Mirza que apresentou Humberto a Hugo Chicaroni.
E Chicaroni revelou no depoimento ter marcado um encontro na churrascaria El Tranvia, em Higienópolis, região central de São Paulo. Do encontro, participaram Chicaroni, Humberto e o delegado Vitor Hugo.
Preço do suborno
Chicaroni confirmou em depoimento: o delegado Vitor Hugo e Humberto conversaram por longo tempo, tendo sido confirmado que a quantia de R$ 50 mil, paga no encontro anterior, foi entregue em nome do grupo Opportunity. Para dar credibilidade à encenação, o delegado mostrou um envelope supostamente com documentos referentes à investigação focada no grupo Opportunity.
E então foi acertado o preço do suborno, segundo confessou Chicaroni em depoimento: o delegado Vitor Hugo e Humberto combinaram que o policial receberia a quantia de US$ 1 milhão para passar informações da investigação. Uma semana depois, disse Chicaroni em seu depoimento à polícia, ele entregou mais R$ 80 mil ao delegado Vitor Hugo. A polícia, no entanto, só contabilizou R$79.050.
Por fim, continuou Chicaroni ao confessar sua participação na trama, há aproximadamente dez dias algumas pessoas ligadas ao grupo Opportunity levaram à casa dele a quantia de R$ 875 mil, que deveriam ser entregues ao delegado Vitor Hugo. Esse valor faz parte da montanha de R$ 1.280.000 apreendida no apartamento de Chicaroni em Moema. A diferença de R$ 415 mil na versão de Hugo Chicaroni se deve a um pagamento que ele teria recebido por um serviço particular.
Além do dinheiro apreendido e da confissão de Hugo Chicaroni, a Polícia Federal apresentou novos documentos para fundamentar o pedido de prisão preventiva de Daniel Dantas. Seriam mais provas ou indícios de que o banqueiro pratica corrupção ativa. Um deles é uma planilha encontrada, segundo a policia, no apartamento do banqueiro no dia em que ele foi preso.
Planilha apreendida
O documento registra um pagamento de um milhão e meio milhão, não se sabe em que moeda, ao interlocutor Pedro. Seria uma contribuição para que um dos companheiros não fosse indiciado criminalmente. O valor foi pago em “cash”, dinheiro vivo em inglês.
A mesma planilha, cujo título é “contribuições ao clube”, traz ainda outros pagamentos: três milhões pagos em outubro de 2002 à campanha de alguém a quem chamam de “João” à presidência, também em dinheiro vivo. Três meses depois, mais dois milhões e meio com o mesmo fim. O maior pagamento é de vinte e cinco milhões, em 2004, para despesas da campanha de alguém a quem chamam de “Letícia”.
“É um documento que revela efetivamente a prática da propina por parte de um criminoso. É um documento importante pra demonstrar justamente o vínculo desse Daniel Dantas ao crime de corrupção”, disse o procurador da República Rodrigo de Grandis.
No pedido desta quinta-feira (10), a polícia também pediu a prisão preventiva de Wilson Mirza, diante do que considerou indícios de participação do advogado no delito de corrupção ativa. Mas, ao contrário do que decidiu em relação a Daniel Dantas, o juiz Fausto de Sanctis não considerou a prisão necessária.
Defesa de Dantas
Na noite desta quinta-feira (10), depois de visitar seu cliente Daniel Dantas na sede da Polícia Federal, o advogado Nélio Machado questionou a credibilidade do depoimento de Hugo Chicaroni.
“Eu não tenho nenhum conhecimento formal do depoimento do Chicaroni. Aliás nem sei se o nome é esse. E digo mais. Esses institutos de delação premiada que acabam sendo objeto de reconhecimento com liberdades imediatas. Tenho muitas dúvidas sobre a valoração desse tipo de prova. Eu não acredito que esse seja o método correto de investigar”, disse o advogado de Dantas, Nélio Machado.
Contra os argumentos de Nélio Machado, a polícia registra, no pedido de prisão preventiva: “é de uma obviedade solar que não será mais um mero inquérito policial ou o simples recebimento de uma denúncia que fará com que os membros da organização criminosa parem de cometer crimes e fraudes. A prisão de Daniel Valente Dantas, líder incontestável da organização criminosa, em que pese ser uma medida dura, é a única que fará com que pare, de uma vez por todas, de delinqüir”. G1
Jul
10
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, decidiu pela liberação do empresário Daniel Dantas, de Verônica Dantas (irmã e parceira de negócios), e de mais nove pessoas presas na terça na Operação Satiagraha da Polícia Federal.
Na decisão, Mendes considera “desnecessária” a prisão preventiva dos suspeitos, pois não há ameaça às provas colhidas durante a operação da Polícia Federal.
“Ainda que tais fundamentos fossem suficientes, o tempo decorrido desde a deflagração da operação policial indica a desnecessidade da manutenção da custódia temporária para garantir a preservação dos elementos probatórios.”
A operação cumpriu na terça-feira 24 mandados de prisão após investigação de suposta prática dos crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas, formação de quadrilha e tráfico de influência para a obtenção de informações privilegiadas em operações financeiras.
Mais cedo Mendes autorizou que os advogados de defesa do banqueiro tivessem o direito ao acesso aos autos que envolvem as denúncias contra Dantas. O presidente do STF recebeu na tarde desta quarta-feira as informações que solicitou à na 6ª Vara Criminal da Seção Judiciária.
Além de Dantas e Verônica, foram libertados Daniele Silbergleid Ninnio, Arthur Joaquim de Carvalho, Carlos Bernardo Torres Rodenburg, Eduardo Penido Monteiro, Dório Ferman, Itamar Benigno Filho, Norberto Aguiar Tomaz, Maria Amália Delfim de Melo Coutrin, Rodrigo Bhering de Andrade.
Há quatro anos a Operação Satiagraha investiga suposta prática dos crimes em operações financeiras. Além de Dantas, a PF prendeu na terça o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, o investidor Naji Nahas e outras 14 pessoas. A decisão do STF não beneficia Nahas e Pitta.
Também foram apreendidos documentos, computadores, veículos e dinheiro em espécie que ainda está sendo contabilizado. Somente em um local foram apreendidos cerca de R$ 1,1 milhão.
Na apuração foram identificadas pessoas e empresas supostamente beneficiadas no esquema montado pelo empresário Marcos Valério para intermediar e desviar recursos públicos. Com base nas informações e em documentos colhidos em outras investigações da Polícia Federal, os policiais apuraram a existência de uma organização criminosa, supostamente comandada por Daniel Dantas, envolvida com a prática de diversos crimes.
Para a prática dos delitos, o grupo teria possuído empresas de fachada. As investigações ainda descobriram que havia uma segunda organização, formada por empresários e doleiros que supostamente atuavam no mercado financeiro para lavagem de dinheiro. O segundo grupo seria comandado pelo investidor Naji Nahas.
Além de fraudes no mercado de capitais, baseadas principalmente no recebimento de informações privilegiadas, a organização teria atuado no mercado paralelo de moedas estrangeiras. Há indícios inclusive do recebimento de informações privilegiadas sobre a taxa de juros do Federal Reserve (Fed, o BC americano).
Os presos na operação devem ser indiciados sob as acusações de lavagem de dinheiro, corrupção, evasão de divisas, sonegação fiscal e formação de quadrilha.
O Ministério Público Federal acusa o grupo do banqueiro Daniel Dantas de ter movimentado, entre 1992 e 2004, quase US$ 2 bilhões por meio do Opportunity Fund, uma offshore no paraíso fiscal das Ilhas Cayman, no Caribe. Dantas foi preso no Rio, juntamente com sua mulher –tida como “laranja” do marido–, a irmã dele e o cunhado.
“Essa organização criminosa tinha como seu líder o Daniel Dantas”, disse Protógenes Queiroz, delegado da Polícia Federal responsável pelas investigações. “Nós nos deparamos, primeiramente com um grupo de pessoas e depois com uma organização criminosa muito bem estruturada”, reiterou.
O advogado de Dantas, Nélio Machado, afirmou que a operação é resultado de uma “perseguição implacável” de representantes do setor público a seu cliente. Machado acusa representantes do setor público de perseguirem seu cliente. Ele disse acreditar que a operação da PF é decorrência da briga societária envolvendo Brasil Telecom e a Telecom Itália.
O advogado de Dantas, Nélio Machado, afirmou que a operação é resultado de uma “perseguição implacável” de representantes do setor público a seu cliente. Machado acusa representantes do setor público de perseguirem seu cliente. Ele disse acreditar que a operação da PF é decorrência da briga societária envolvendo Brasil Telecom e a Telecom Itália.
Daniel Dantas é o dono do grupo Opportunity, fundado por ele em 1993. O banqueiro ganhou notoriedade ao se associar com o Citigroup, para se tornarem sócios do consórcio que venceu a concessão de telefonia que criou a Brasil Telecom. Depois iniciaram uma disputa societária que só terminou com a venda da empresa para a Oi (ex-Telemar) no início deste ano. Durante essa disputa foi acusado, entre outras coisas, de espionagem.
Ele aproximou-se da política no governo Fernando Collor de Mello. Depois tornou-se economista do PFL. Ganhou fama, entretanto, na época das privatizações da telefonia, em 1998, durante o governo Fernando Henrique Cardoso.FolhaOnline
Jun
17
Transeuntes encontraram a parte do corpo boiando na água, na costa de um subúrbio de Westham Island, na região de British Columbia, na segunda-feira.
É o quinto pé humano a ser encontrado na região desde agosto do ano passado. Mas este é esquerdo, enquanto os outros quatro eram direitos.
A polícia está conduzindo investigações para tentar estabelecer se a descoberta tem relação com outras na mesma área. Todos os pés estavam calçando sapatos e haviam passado bastante tempo na água.
A porta-voz da polícia Sharlene Brooks disse que o caso está sendo tratado como uma investigação criminal.
“Nós certamente não descartamos a possibilidade de que o pé tenha relação com um dos outros pés encontrados, mas ainda é muito prematuro e seria muito especulativo para a gente até imaginar algo nesse momento”, disse a policial.
Ela disse que deve levar algum tempo até que a polícia possa responder se o DNA do pé pertence a alguma pessoa desaparecida, ou se é compatível com um dos outros pés já encontrados na região.
Descobertas horríveis
Em agosto passado, dois pés humanos apareceram em praias de pequenas ilhas ao norte de Vancouver. Em fevereiro, um terceiro pé direito apareceu. O quarto pé foi descoberto em uma praia em um subúrbio de Vancouver em maio passado.
Todos estavam calçados com tênis de corrida.
Nos jornais e cafés da cidade circulam teorias sobre o mistério, afirma o correspondente da BBC em Vancouver Ian Gunn.
Crime organizado, acidentes de barco e até o tsunami que atingiu o Pacífico asiático em 2004 são apresentados como possíveis explicações.
A polícia afirma que não há evidências de que os pés tenham sido cortados deliberadamente ou removidos à força.
Médicos legistas afirmam que não é incomum que partes de corpos se soltem depois de passar um longo tempo na água.BBC
Mai
23
Policiais da Delegacia de Repressão a Roubo a Bancos do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado) prenderam, na noite do dia 20, três integrantes de uma quadrilha especializada em roubo de caminhões. As prisões ocorreram na região de Cajamar, a 42 quilômetros da Capital, durante uma negociação com dois caminhões roubados.
Segundo o delegado Arli Antônio Reginaldo, da DRRB, o grupo atacava motoristas nas principais rodovias que cortam as regiões de São José dos Campos, Jundiaí e Campinas e estava sendo investigado havia 30 dias. O objetivo do trio era atacar caminhões descarregados e com placas de outros estados.“Parte dos veículos era desmanchada e outra parte tinha a numeração e placas adulteradas para serem negociadas fora de São Paulo” disse o delegado.
As investigações apontaram para um encontro de negócios em um posto de gasolina no quilômetro 44 da rodovia dos Bandeirantes, região de Cajamar. O propósito era a entrega de um caminhão Volvo e um caminhão Scania, ambos roubados ontem na rodovia Dom Pedro, entre Itatiba e Atibaia. As apreensões dos veículos aconteceram antes mesmo do registro das ocorrências nas delegacias das cidades.
A equipe deteve o motorista V.E.S, o “Gordinho”, de 28 anos, o mecânico G.N.S vulgo “Cabecinha”, de 35 anos, e o instrutor de volante R.A.M, de 28 anos. V. já apresentava passagem pela polícia por extorsão mediante seqüestro. G. responde por receptação e R. não apresenta passagem pela polícia. Um quarto homem está sendo investigado. SSP
Mai
18
Rio - O servente de obras Atilson Fidélis dos Santos, de 19 anos, confessou hoje ter assassinado uma menina de 4 anos por vingança, segundo a polícia do Rio de Janeiro. A menina, A. B. S. , foi encontrada morta em um brejo no sábado, a poucos metros da casa da avó em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. Ela estava desaparecida desde o Dia das Mães.
“Ele contou que teve uma briga com o pai da menina, que o acusou de bater em uma das filhas com uma vara, e resolveu se vingar”, disse o delegado-titular da 43ª Delegacia de Polícia de Guaratiba, Renato Soares Vieira. O assassino disse que usou uma faca que depois jogou no brejo, mas investigadores disseram acreditar que a menina foi estrangulada.AE
Mai
12
A Polícia Civil de Franca (SP), na região de Ribeirão Preto, fechou hoje a investigação do homicídio do comerciante de couros Severino Rodrigues, que tinha 37 anos, ocorrido em 21 de fevereiro. Quatro pessoas foram presas por latrocínio, incluindo a filha da vítima, Suelen Barbosa Rodrigues, de 20 anos, que teria armado um encontro entre o pai e dois bandidos para que eles o assaltassem. Porém, no encontro, um deles teria se assustado e atirado, matando Rodrigues.
Suelen foi levada à Cadeia Feminina de Batatais, enquanto os três homens estão na Cadeia da Guanabara, em Franca. O delegado Márcio Garcia Murari, do setor de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), disse que Suelen afirmou, em seu depoimento, que ela e o pai estavam sendo ameaçados por um traficante, que estaria cobrando dívida de um parente deles. Ao delegado, porém, não apresentou o nome do suposto traficante, que teria sugerido a ela armar uma falsa negociação de couro para assaltar o comerciante e quitar o débito de um tio.
Há cerca de duas semanas, foram presos Tiago Ribeiro, de 23 anos, e Ranieri Soares, de 22. Ribeiro confessou que atirou em Rodrigues. O primo de Soares, Alex Sandro Rodrigues Vieira, de 26 anos, é o quarto envolvido no crime, pois levou a dupla ao local onde ocorreu o latrocínio, que poderá render pena de 20 a 30 anos para cada envolvido.