Dirigentes de mais de 60 entidades áreas de e educação, suspeitas de usar títulos de falsos para não pagar impostos, serão intimados pela Polícia Federal (PF) para depor na próxima semana.

A PF e o Ministério Público (MP) têm indícios fortes do envolvimento de todas essas entidades e a tendência é que seus dirigentes sejam indiciados por corrupção, peculato e formação de quadrilha, a exemplo dos seis chefes do grupo, presos ontem.

A PF e o MP estudam pedir a prisão preventiva de alguns dos dirigentes para evitar que fujam do País ou que obstruam as investigações. Há entidades de todas as regiões, mas a maior parte é de .

Algumas delas, segundo a PF, seriam franquias de uma importante rede de ensino privado. A polícia ainda vai averiguar se a matriz dessa rede tem algum envolvimento com as irregularidades.

A PF também deverá realizar diligências na de consultoria BM, do conselheiro Euclides da Silva Machado, membro do Conselho Nacional de Ação Social (CNAS), um dos presos na operação.

A dava consultoria para entidades que queriam obter o título de filantrópica e fornecia as orientações para conseguí-lo de forma fraudulenta, mediante o suposto pagamento de propina a conselheiros.

Com o título de filantrópica, as instituições ficavam isentas do pagamento de impostos e contribuições sociais. A fraude teria causado um rombo de R$ 4 bilhões aos cofres públicos nos últimos quatro anos.

Na operação, foram presos o ex-presidente do CNAS Carlos Ajur Cardoso Costa e outros cinco suspeitos, entre os quais Euclides, um outro conselheiro, Márcio José Ferreira, e dois advogados que intermediavam os contatos entre o conselho e as entidades interessadas em comprar os certificados.AE

Mais dois integrantes de uma quadrilha de traficantes de foram presos, na madrugada desta segunda-feira (3), em Itu, a 103 quilômetros da Capital. Os policiais civis da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de apreenderam 7,21 quilos de cocaína pura com J.B.S., de 35 anos, e E.M.S., de 44.

A droga apreendida na avenida Nove de Julho, na região central do município, estava escondida em uma Parati entre o tanque de gasolina e o porta-malas.

Segundo o delegado titular da Seccional de , André Moron, as prisões são resultado do desdobramento investigações iniciadas pela Dise há 24 dias, quando os policiais civis descobriram um laboratório de refino de cocaína em um sítio, em Salto de Pirapora, município da região de .

No local foram apreendidos 10 quilos de crack. No dia da operação um morreu após atirar contra os policiais, que revidaram. Desde o início investigações, foram detidos seis traficantes e apreendidos 44,1 quilos de cocaína e 13 quilos de crack.

Na madrugada da última quinta-feira (28), foram apreendidos 36.980 quilos de cocaína pura e 3,023 de crack, no município de Itu. Após descobrir que as seriam transportados para , os agentes da Dise montaram campana, num posto de combustíveis, na rodovia -75, e realizaram o flagrante.

Os entorpecentes embalados em 50 pacotes (46 de cocaína e 4 de crack) estavam escondidos no assoalho falso na caçamba de uma caminhonete. Foram detidos três homens do Mato Grosso do Sul, C.C.S., de 33 anos, L.V.C., 34, e R.O.G., 44, e um de , Z.P.S., de 33 anos.

A Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), investigada no caso do reitor da Universidade de Brasília, é só uma seis fundações de apoio ligadas à instituição, mas não é a única com problemas.

Desde 2004, o Tribunal de Contas da União (TCU) aponta irregularidades na contratação da Fundação Universitária de Brasília (Fubra) para a construção do Instituto da Criança e do Adolescente, anexo ao Hospital Universitário de Brasília - incluindo um pagamento, sob suspeita, de R$ 400 mil feito antes do início obras.

O contrato com a Fubra, umas dessas seis entidades, foi assinado pela UnB sem licitação em dezembro de 2003. Previa a “prestação de serviços de apoio logístico, operacional e administrativo ao projeto de construção” do instituto. O valor atual da obra: R$ 5,7 milhões.

A previsão de entrega é junho. Em 2004, antes de o prédio começar a ser erguido na Asa Norte do Distrito Federal, o TCU indicou que, além de ser irregular a contratação sem licitação, havia problemas nos valores repassados, falta de critérios para execução do projeto e compras irregulares. Os técnicos sugeriram suspender o contrato.

No acórdão, o relator diz que “não só a contratação da obra, mas também a aquisição de produtos e serviços a ela associados devem ser procedidas de licitação”.

Dois anos depois, quando a obra já havia começado, um novo acórdão reiterava a existência de irregularidades: “O objeto do contrato continua indefinido, a remuneração da fundação permanece estabelecida sem parâmetros objetivos, a Fubra continua desempenhando atribuições da UnB.”

A Secretaria de Comunicação da UnB garantiu que “a partir da cobrança do TCU todas as contratações de bens e serviços foram feitas pela universidade” e que a Fubra dá apenas apoio administrativo e operacional para quitar os pagamentos.

Uma mulher de 43 anos morreu hoje (31) às 8h20, em , com suspeita de ter sofrido reação adversa à contra . Ela trabalhava no Hospital de São Mateus, da rede estadual, na zona leste da cidade, onde estava internada desde o último sábado. A foi confirmada pela Secretaria Estadual da .

Segundo a secretaria, o laudo sobre a causa da indica que a paciente sofreu choque séptico (que provoca infecção) seguido de falência múltipla dos órgãos.

Ela tomou a no último dia 17 mesmo sem ter planos de viajar para as áreas consideradas de risco, ou seja, zonas rurais de Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. O Centro de Vigilância Epidemiológica já começou a investigar o caso e dentro de 30 dias deve sair o resultado análises laboratoriais do Instituto Adolfo Lutz.

O Ministério da adverte que a é contra-indicada para mulheres grávidas e com alterações imunológicas. Além disso, o ministério orientou várias vezes as a não se vacinar mais de uma vez no período de dez anos.

Sem contar esse caso, o Ministério da já contabilizou 43 suspeitas de reação adversa à , todas em processo de . Dezenove pacientes foram hospitalizados.

Quanto aos casos de propriamente dita, houve até agora 47 suspeitas notificadas. Vinte casos foram confirmados e dez morreram. Dos demais, 20 foram descartados e sete continuam sob .

“Teve momentos que pensei que nunca mais ia vê-la, que minha fé tinha falhado, mas hoje o telefone tocou e a esperança se renovou. Quando a encontrei foi uma emoção muito grande porque a gente não quer pensar que tem um familiar morando na rua”. Essas foram as palavras de Celita Lisboa, sobrinha de Almerita Ferreira Lisboa, 49 anos, que estava desaparecida desde agosto do ano passado. Na última terça-feira (15), os policiais da Delegacia de Desaparecidas do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa) a encontraram no bairro do Butantã, na zona oeste da Capital.

Nos primeiros 15 dias deste ano a polícia de já solucionou 522 casos de desaparecimento no Estado. A Delegacia de Desaparecidos foi criada em junho de 1935 e é especializada na procura de e na identificação de corpos. Só no ano passado foram esclarecidos 18.169 casos, 83% dos 21.893 que foram registrados em todo o Estado.

O delegado Francisco Magano, responsável pela Delegacia, explica o caminho que deve ser feito quando uma pessoa desaparece. Segundo ele, a família deve registrar um boletim de ocorrência em qualquer Distrito Policial, na delegacia eletrônica ou diretamente na de desaparecidos. Todos os B.O.s de desaparecimento, que são registrados em distritos comuns, são encaminhados à delegacia especializada. No próprio boletim de ocorrência já vem impresso uma observação contendo o telefone e o e-mail da Delegacia de Desaparecidos. Depois de registrar o boletim em uma delegacia comum, o delegado diz que é muito importante que as famílias levem uma foto do desaparecido até eles. Assim, os policiais podem colocar a imagem e o nome no site da Polícia Civil.

Estratégias utilizadas pela polícia para localizar as

Magano explica como são feitos os primeiros trabalhos de nos casos em que recebem. Segundo ele, quando a família vai até a delegacia com a foto e as características do desaparecido, eles passam por uma entrevista com o delegado e os investigadores. O objetivo é colher informações que possam ajudar a esclarecer as causas do desaparecimento. Depois os policiais fazem uma busca no sistema da Polícia Civil, onde é possível saber se a pessoa teve passagens na polícia ou se está presa. Se nada for encontrado, os policiais checam os corpos que estão sem identificação em todos os IMLs do Estado e também nos hospitais.

Os policiais utilizam também outras ferramentas que ajudam na elucidação dos casos. Um bom exemplo é a quebra do sigilo telefônico do desaparecido, autorizado pela Justiça. A polícia pode rastrear as últimas ligações e ver qual o bairro, o quarteirão ou rua que a pessoa estava quando usou o telefone pela última vez. Outro método usado é o bloqueio do RG. Assim que é registrado o boletim do desaparecimento o documento da pessoa é bloqueado automaticamente e ela pode ser localizada em uma blitz da polícia ou quando vai tirar a segunda via da identidade.

Há várias situações que levam uma pessoa sair de casa. Magano informa que os casos mais comuns são de adolescentes que foram para alguma festa e não comunicaram aos pais ou de maridos e esposas que se atrasam para chegar em casa e a família registra B.O. E os casos mais complicados são aqueles em que o desaparecido, com memória fraca, sai de casa e não sabe mais como voltar e muito menos informar os contatos da família.

O delegado informa que existem casos que não são considerados desaparecimento, e sim uma fuga. A pessoa sai de casa pela própria vontade, por vários motivos, e não mantém mais contato com os parentes. “Tivemos o caso de um filho que era homossexual e a mãe não aceitava. Ele resolveu ir embora e não falou mais com a família. Nós encontramos o rapaz e pedimos a ele que falasse com a mãe informando que estava tudo bem”, relata.

Muitos casos também emocionam a equipe de policiais. O último que o delegado descreve foi em dezembro passado, quando encontraram um irmão gêmeo que havia sumido de casa. “Liguei para a mãe do garoto e ela gritava desesperadamente que tínhamos encontrado o filho. Foi muito bom compartilhar aquela emoção”, diz.

A delegacia e os familiares estão sempre em contato com novas informações que possam ajudar nos trabalhos. Os policiais procuram atender os parentes nos aspectos mais peculiares. Há muitos casos de aflição, de desespero e o atendimento é feito com o objetivo de amenizar a angústia dessas transmitindo conforto e otimismo com igual propósito de localizar a pessoa.

Em muitos casos o desaparecido volta para casa ou a família o reencontra. O delegado lembra que a maioria não dá baixa no registro e os policiais continuam trabalhando com o objetivo de localizar a pessoa. “O empenho, o tempo que poderia ser dedicado a outras ocorrências acabam perdidos. A família deve comunicar imediatamente a polícia quando o seu ente é encontrado. Assim, poderemos ajudar outros tantos que precisam de nós”, lembra Magano.

“Nota mil para eles, os policiais. Trabalham bem e procuram direito. Hoje posso abraçar novamente a minha tia e quero que outros tenham a mesma emoção que estou sentindo agora”, declara Celita Lisboa.

Caminho de Volta

A Secretaria de Segurança Pública em parceria com a Universidade de criou no ano de 2004 o Caminho de Volta. É um projeto de professores de psicologia da USP (Universidade de ) que atendem as famílias de desaparecidos. O objetivo é colher amostras de material genético dos parentes e que possam confrontar com o desaparecido. Psicólogos ficam todos os dias na Delegacia de Desaparecidos e atendem aquelas famílias que queiram ser ajudadas. Eles entrevistam as e depois colhem as amostras genéticas. Esse recurso é comum nos casos em que a pessoa não tem RG ou cresceu muito e não dá mais para identificá-la visualmente.

SERVIÇO:

Delegacia de Desaparecidos do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa
END.: Rua Brigadeiro Tobias, 527, 3º andar.
Fone: 3311-3547/3544
E-mail: pessoasdesaparecidas@ssp..gov.br

O porteiro Jadson José dos Santos foi condenado hoje a 33 anos de prisão pela da arquiteta Jamile de Castro Nascimento, segundo o Tribunal de Justiça de . O crime aconteceu em julho, mas o corpo de Jamile só foi encontrado pelo Instituto Médico Legal (IML) no dia 14 de agosto, no fosso do prédio onde Jadson trabalhava. Read more

Quarenta e sete foram apreendidas pela Polícia Militar na madrugada desta terça-feira (25) na Vila Penteado, Zona Norte da capital. De acordo com a Read more

A Polícia Militar esclareceu que o assalto ocorrido hoje no bairro do Morumbi, zona sul de , teve como alvo uma agência do banco Santander, em frente a uma lanchonete, onde os assaltantes foram surpreendidos e teve início o tiroteio. Uma pessoa morreu e outra ficou ferida.A polícia foi acionada por uma funcionária do banco. Ao sair, os ladrões foram surpreendido pelos policiais e dois assaltantes acabaram baleados, sendo Read more

A Polícia Federal confirmou as prisões de pelo menos nove na chamada Operação Taturana, deflagrada nesta quinta (6) em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público Federal na Assembléia Legislativa de Alagoas.

Os presos são suspeitos de participar de um esquema de desvio de recursos da Assembléia por meio da contratação de funcionários fantasmas e fraudes na restituição de imposto de renda. O prejuízo estimado é de R$ 200 milhões em cinco anos.

Entre os presos, estão políticos, assessores de parlamentares, funcionários da assembléia e pelo menos um empresário. Todos estão sendo encaminhados à Superintendência da Polícia Federal em Maceió.

De acordo com informações da Globo News, foram detidos o ex-governador Manoel Gomes de Barros e o deputado estadual Cícero Ferro (PMN). O G1 ligou para os celulares do advogado do ex-governador e de assessores do deputado, mas não obteve resposta.

Ao todo, a PF cumpre 79 mandados de prisão e de busca e apreensão. Foram feitas buscas nas casas de nove deputados estaduais. Houve prisões na capital Maceió, no interior do estado e em . Foram apreendidos documentos, computadores, equipamentos eletrônicos e carros de luxo.
G1

Cidades - Rio de Janeiro Tráfico
Secretário se espanta diante do documento que revela arrecadação para compra de armas.
Polícia investigou se a carta seria de Beira-Mar, mas hipótese não se confirmou.

O documento com uma lista de contribuições em feitas por várias comunidades para sustentar os líderes de uma facção criminosa, entre eles os traficantes Isaías Costa Rodrigues, o Isaías do Borel, Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, e Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, presos na penitenciária de Catanduvas, no Paraná, assustou as autoridades e impressionou até mesmo o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. Os valores da “caixinha” somam R$ 350.916.

“É um demonstrativo de resultado financeiro, uma espécie de prestação de contas, para prover o tráfico de drogas. Há, ainda, um planejamento para compra de armas e munição e planos de invasão de favelas rivais. Essa carta, provavelmente escrita por gente que atua no tráfico aqui e repassada para Catanduvas, será usada para reiterar nosso pedido ao Ministério Público para que esses criminosos sejam mantidos lá, no presídio de segurança máxima”, disse Beltrame. A polícia chegou a trabalhar com a hipótese de que o documento seria de autoria de Fernandinho Beira-Mar, mas a suspeita não se confirmou.
O documento foi encontrado nesta quarta-feira (10) em uma casa abandonada, na Rua Darcy Vargas, na Favela do Jacarezinho, no Jacaré, subúrbio do Rio, na localidade Pontilhão, onde também foram apreendidos mais de 300 quilos de , divididos em 207 pacotes de aproximadamente 1,5 kg, e dois revólveres calibre 38. A operação foi realizada por 32 homens do 3º BPM (Méier) comandados pelo tenente-coronel Marco Alexandre. Houve troca de tiros, mas ninguém foi .

Conteúdo asqueroso, diz secretário

Na avaliação do secretário Beltrame, a descoberta do documento revela o poder financeiro e bélico da maior facção do tráfico de que atua no , além de demonstrar uma grande articulação entre os grupos de traficantes que ocupam as favelas. “Mexemos no ponto nevrálgico deles. Esse documento é um elemento importante de ”, disse. “É um conteúdo afrontante, asqueroso”, desabafou.

De acordo com as contas do documento, foi arrecadado em agosto R$ 168.960 que, somados ao que restara do mês anterior (R$ 181.956), chegava ao saldo de R$ 350.916. Algumas páginas do documento não foram divulgadas pela polícia sob o argumento de que prejudicaria as investigações. Haveria ainda, nos papéis, uma espécie de aviso aos chefes do tráfico de algumas favelas, que não estariam contribuindo com a caixinha da facção. Nomes e valores de pagamentos feitos a advogados são discriminados.

Documento pede apoio para invadir favelas

Na carta, há ainda um pedido de apoio aos aliados para a retomada de favelas que teriam sido tomadas por quadrilhas rivais, como Vigário . “Nós mandamos um toque em Catanduvas (…), mandaram a caixinha se empenhar com tudo na guerra de VG (…) pois lá foi o berço de muitos amigos e não vamos perder aquilo lá assim. Venho agradecer a todos (…) que estão nos fortalecendo com amigos e com peças (armas) para vencer essa guerra”, diz um dos trechos.

Segundo o tenente-coronel Marco Alexandre, a casa foi localizada a partir de investigações do Serviço Reservado do batalhão e denúncias anônimas.

G1

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