O federal Ciro Gomes (PSB-CE) afirmou hoje que para o atingir “novos paradigmas” de , é preciso enfrentar alguns desafios importantes. “O País não vai prosperar sem uma radical transformação, de aguda interferência no processo de investimento em gente”, comentou o parlamentar, em seminário que comemora os 40 anos da revista Veja, na capital paulista. Ciro destacou que um dos principais desafios que o precisa enfrentar está relacionado às questões do meio ambiente.

Ao falar do meio ambiente, o parlamentar destacou que o possui a mais vasta área que pode ser cultivada por agricultores no , mas enfrenta “contradições” muito grandes. Embora não tenha detalhado quais seriam tais contradições, ele citou que há graves problemas de depredação ambiental no território . “Tais dificuldades poderiam ser atacadas com um zoneamento econômico e ecológico que deveria respeitar as especificidades dos ecossistemas”, comentou.

Além disso, ele disse que “é necessário um choque de meritocracia”. E defendeu: “É preciso acabar com o corporativismo de pseudo esquerda. É preciso recuperar os centros de excelência (em ) e valorizar os melhores talentos, como enviar estudantes para o exterior ou trazer pesquisadores que estão fora de volta para o .”

Ciro Gomes destacou que não é contrário à participação do setor privado no processo de econômico do País. Para ele, é necessário que o Estado realize “parcerias” com as empresas particulares, a fim de incrementar o potencial de expansão do nível de atividade . “É hora do realizar uma coordenação sadia entre o setor público e o privado para um de País de longo prazo, como ocorre hoje na área de energia. Se o governo precisar da iniciativa privada para (este ) tanto melhor”, afirmou.

‘Refundar as bases’

O destacou que é preciso também o País “refundar as bases da administração pública”, o que levaria em consideração ser seletivo nos gastos correntes pelo setor público. Para ele, é necessário privilegiar os “processos fins”, como os em , o que já faz parte de um debate entre especialistas e discute até onde as despesas no setor devem ser classificados para efeitos da contabilidade oficial como gastos presentes ou .AE

Depois de pisar no freio para arrumar a casa este ano, o Grupo Pão de Açúcar, a segunda maior rede de supermercados do País em faturamento, com vendas de R$ 17 bilhões em 2007, e o do conselho de administração do Grupo, Abílio Diniz, têm planos arrojados para 2009. A companhia vai mais de R$ 1 bilhão em 100 novas lojas e está estruturando um novo negócio, uma divisão imobiliária para tornar rentável seus ativos que somam R$ 2 bilhões. Não está descartada a exploração de torres de edifícios comerciais, residenciais e até centers. Conhecido pelo perfil austero, Diniz, por sua vez, pretende ter um de TV voltado para de vida.

Na semana em que o grupo completa 60 anos, ele não esconde o entusiasmo com a nova fase da companhia e também a dele, como empresário. A reestruturação da , que ganhou impulso no fim de 2007 com a chegada de Cláudio Galeazzi para ocupar a presidência-executiva, já deu frutos. “Nosso Ebitda (geração de caixa) vai crescer este ano muito, mas muito, muito mais do que nos anos anteriores”, afirma Diniz. No segundo trimestre, o Ebitda aumentou 33% e atingiu R$ 303,7 milhões, com margem de 7,2%. O lucro líquido totalizou R$ 60,4 milhões no período, um crescimento de 118,9% na comparação com o segundo trimestre de 2007.

Diniz admite que o plano para 2009 será bastante ambicioso. Ele pondera que 2008 tem sido um ano muito importante, apesar de a companhia ter abortado parte do plano de , que previa inicialmente um aporte de R$ 700 milhões. “Investimos em 2008 menos que nos anteriores e do planejado para 2009.” Segundo Galeazzi, 2008 foi um período de adequação. “Sacrificamos o presente para crescer mais em 2009, com abertura de lojas com o foco mais definido e o fortalecimento das áreas de da informação (TI) e .”AE

A coreana Hyundai prepara sua chegada a com apoio do governo do Estado, que negocia a de uma de carros populares em . As negociações ocorrem sem que a tenha encontrado solução para uma dívida bilionária com o governo federal deixada pela sua ex-subsidiária Asia Motors nos anos 90.

Corrigido, o calote é de cerca de R$ 1,6 bilhão (US$ 1bilhão) e teve origem quando a Asia Motors do -, que tinha 51% do capital nas mãos da Asia Motors da Coréia e 49% com um sócio brasileiro e um coreano -, inscreveu-se no Regime Automotivo e prometeu construir uma na Bahia. Com isso, importou mais de 70 mil carros com abatimento de impostos, mas o não saiu do papel.

A Asia foi incorporada à Kia Motors coreana, adquirida pela Hyundai em 1998. As duas companhias alegam que não tinham responsabilidade sobre as atividades da Asia Motors do e não assumem a dívida. Há vários anos os envolvidos travam disputas na Justiça.

O secretário adjunto de , Luciano de Almeida, confirmou ontem, por meio de sua assessoria, que o Estado quer atrair a nova , que promete um investimento de cerca de US$ 1 bilhão, segundo declarações recentes do mundial do grupo, Chung Mong-Koo. “Como a dívida é com a União, o governo de não entra nessa seara”, disse Almeida. Ele não deu detalhes da negociação realizada com um grupo de executivos que está no País desde segunda-feira.AE

e assinam hoje (14), às 13h, memorando de entendimento para a discussão de um plano de parceria estratégica. O documento será assinado durante encontro entre o das Relações Exteriores, Celso Amorim, e a conselheira federal para Assuntos Exteriores da , Micheline Calmy-Rey, no Palácio Itamaraty.

Eles devem tratar ainda de questões como projetos nas áreas de e , comércio e investimento e ; cooperação judicial e com outros ; e ações coordenadas em organismos internacionais, especialmente na Organização das Nações Unidas ().

Às 14h45, o e a conselheira dão entrevista coletiva sobre as discussões relacionadas ao plano de parceria estratégica entre e .Agência

A Cimentos anunciou ontem de R$ 300 milhões na construção de uma nova linha de na que possui em Nobre (MT). A expansão, prevista para ser concluída em dois anos, elevará a de da dos atuais 1 milhão para 2 milhões de toneladas de por ano. Com o anúncio de ontem, os totais da na de devem somar R$ 2 bilhões até 2010.

“Vamos para aumentar a e atender à demanda crescente por nos Estados de Mato Grosso, Rondônia e Acre. Entendemos que a da vive um novo ciclo de crescimento sustentável no País”, diz Marcelo Chamma, diretor-comercial da Cimentos. Segundo ele, a adicional será toda absorvida pela região e atende à necessidade da de estar mais próxima desse mercado de .

Na mesma , a investiu também R$ 80 milhões para implantação de um novo forno de pozolana (um dos insumos que compõem o ), com de produzir 320 mil toneladas por ano da matéria-prima, com previsão de entrar em operação até o fim do ano. O plano de até 2010 prevê ainda a construção de quatro novas fábricas integradas de , cinco novas moagens, reativações de fábricas, reforma, ampliação e modernização de unidades de e argamassa.

O diretor de e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse hoje que a premium que a estuda construir no Ceará poderá custar US$ 11 bilhões. A cifra considera que a construção da unidade vai exigir reformas no porto de Pecém para abrigar a obra, além de ser “altamente qualificada” para o processamento de óleo pesado e de uma mistura com óleo leve para a de um diesel de melhor para concorrer no mercado europeu.

Segundo ele, o protocolo de intenções assinado com o governo do Ceará prevê a avaliação da área para a construção da unidade destinada a um processamento de 300 mil barris por dia. Além do diesel - que vai corresponder a 60% do processamento do óleo - a deverá produzir querosene de aviação, nafta e liquefeito de destinados ao atendimento do interno, além de coque que poderá atender à siderurgia local. O estudo para a implementação da unidade ficará pronto em 120 dias.

Segundo o diretor, o diesel desta unidade poderá ser voltado ao , porque quando ela entrar em operação em 2014 as refinarias do Comperj, no Rio, e a Abreu e Lima, em , já estarão concluídas e poderão garantir a auto-suficiência brasileira em diesel, que é deficitário no doméstico.

Ainda segundo Costa, esta unidade no Ceará não vai produzir gasolina, já que hoje há um excedente do no País, que deve aumentar em função do avanço do de álcool. “Não vamos inundar o com gasolina”, comentou.

O diretor disse ainda que embarca na próxima segunda-feira para o , onde se reunirá com representantes do governo local para conversar sobre a possível construção de outra premium, esta com de 600 mil barris por dia. Ele disse que detalhes sobre a unidade só serão fornecidos após a visita ao Estado. O valor do investimento ainda não foi revelado.AE
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Brasília - Ao participar das comemorações dos 143 anos da Batalha Naval do Riachuelo, o Luiz Inácio da Silva voltou a falar sobre os no nuclear da e no reaparelhamento das Forças Armadas.

“O nuclear da merece uma atenção especial. Tive a honra de autorizar a sua retomada – e ele estará concluído dentro de alguns anos. Com esta ação estratégica, dominaremos o ciclo completo da geração núcleo-elétrica, o que envolve o enriquecimento do e a construção do reator. O mais importante é que tudo ocorrerá com absolutamente ”, disse o em mensagem lida pelo locutor da cerimônia.

afirmou ainda que foi dado o passo “permanente na valorização salarial dos ”, uma referência ao reajuste médio de 47,19% para os anunciado em abril pelo governo. O aumento será parcelado até julho de 2010.

Durante o evento, os ministros da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins; do , e Comércio Exterior, Miguel Jorge; Extraordinário de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, e o do Banco Central, Henrique Meirelles, receberam a Medalha da Ordem do Mérito Naval.

A nova política industrial brasileira deve atingir 25 setores diferentes da atividade. O do , e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que abriu a apresentação da Política de Produtivo: Inovar e para Crescer, disse que a meta é o investimento em e .

Segundo ele, na elaboração na nova política foi considerada a integração das diversas áreas do governo e outras regiões. “Um dos aspectos centrais foi a articulação entre as diferentes esferas do governo. Além disso, pela primeira vez levamos em conta, formalmente, a integração produtiva do com a América Latina e também com a África”, afirmou.

O mostrou que o estímulo às exportações é um dos principais focos do , que vai “fortalecer os instrumentos de financiamentos das exportações” e incentivar as micro e pequenas empresas.

A Coca-Cola deve R$ 1,5 bilhão em 2008. Os recursos serão destinados para ampliação de fábricas e novas linhas de e marketing, adiantou o diretor de Comunicação da companhia, Marco Simões, em palestra realizada em Porto Alegre, durante a Feira da Sustentabilidade, promovida pela Camara Americana do Comércio de Porto Alegre.

“Queremos aproveitar o ótimo momento que o País vive como fizemos no ano passado”, ressaltou o executivo da Coca Cola, salientando que o investimento da corporação no em 2008 será três vezes superior ao realizado há seis anos.

Ele contou que em 2007, a expectativa inicial era aplicar R$ 1 bilhão, mas ao longo do ano novos recursos foram aportados, totalizando R$ 1,3 bilhão voltado para o aumento da . “Acreditamos que existe uma oportunidade fantástica no ”, acrescentou Simões em entrevista ao site da Amcham (www.Amcham.com.br).

Segundo ele, o de 2008 servirá para consolidar uma estratégia planejada há tempos pela companhia de ampliar a . A meta é criar produtos e embalagens inovadores que atendam à demanda dos consumidores. No começo da década, a bebida Coca-Cola era vendida em apenas três embalagens.

Hoje, é oferecida em mais de 20. O executivo garantiu que a melhora da distribuição de renda no País também é levada em conta pela companhia em suas decisões. “Obviamente, as classes A e B já consomem o total de refrigerantes, águas e sucos que deveriam, mas as classes C e D começam a entrar nesse segmento agora, ampliando suas compras”, salientou o executivo da Coca Cola.AE

A onda de queda das bolsas internacionais na sexta-feira, depois da recuperação nos dois dias anteriores, reforça a idéia de que a volatilidade no mercado não será passageira - na sexta-feira, feriado em São Paulo, a Bovespa não funcionou e pode reproduzir neste início de semana o mau humor do naquele dia. “As bolsas devem continuar voláteis, dificilmente vão se acalmar em menos de um mês”, avalia Fabiano Gomes, superintendente-adjunto da Santander Asset Management. “A crise de hipotecas de alto risco americana ainda não mostrou todas as suas garras e prejuízos”, alerta Carlos Daniel Coradi, da EFC-Engenheiros Financeiros & Consultores.A turbulência no financeiro já fez a Bolsa paulista recuar 10% este ano, trazendo o preço das ações para níveis que levam os analistas a recomendar a compra. “Há consenso de que este é um momento de compra. Raras vezes nos últimos meses tive tanta certeza de que era hora de comprar como agora”, comenta Gustavo Cerbasi, consultor financeiro e autor do livro Casais Inteligentes Enriquecem Juntos.

O problema para o investidor tirar proveito dessa “janela de oportunidade” é que, segundo Coradi, a Bovespa é uma das bolsas mais voláteis do , conforme um índice calculado pela EFC, que considera a menor e a maior pontuação no período de um ano. “Em 2007, o índice foi de 49%.” A vantagem é que ela tem se mostrado a mais rentável. “Em um ano foi a que mais subiu no ”, diz Coradi. Para este ano, entretanto, analistas não esperam que ela repita o sucesso de 2007, quando a alta foi de 43,65%. A expectativa é de valorização de 20% a 25%. “Apostar em mais que isso seria otimismo exagerado”, diz Cerbasi.

Separação do dinheiro

“Para a bolsa deve ir o dinheiro para o qual não há compromisso”, diz Cerbasi. “O certo é não investir em bolsa o dinheiro que será necessário em data certa no futuro”, reforça Fábio Colombo, administrador de investimentos.

Perfil

É em momento de que o investidor pode conhecer o seu perfil. Se na semana passada teve alto nível de estresse, quis vender ou vendeu suas ações por causa do sobe-e-desce, deve concentrar-se na renda fixa, não em bolsa. Se encarou as oscilações como próprias do , está apto a arriscar-se.

Diversificar

Colombo comenta que muitos investidores erram duas vezes em momentos de grandes valorizações na bolsa: concentram seus nela e compram ações de uma única . “O investidor tem de distribuir seus recursos de acordo com seu perfil (tolerância a perdas) entre ações, renda fixa (como fundos DI, de renda fixa, caderneta), imóveis comerciais e até fundos cambiais e ouro, para proteção nas crises.”

Longo prazo

O quadro atual confirma que bolsa é opção de longo prazo. Storfer observa que quem entrou há mais tempo na bolsa está com ganho substancial, mesmo depois da volatilidade da semana passada. Já quem entrou há menos tempo, a partir de outubro, está contabilizando prejuízo.

Comprar na baixa e vender na alta

Os movimentos de entrada e saída em bolsa devem ser sempre graduais, pois nunca é possível saber se na baixa ela já atingiu o fundo do poço e se na alta já atingiu o pico. Segundo Colombo, a estratégia vale tanto para formar uma carteira como para calibrar o porcentual de recursos já aplicados em ações.

Se o investidor definiu que vai concentrar 20% dos seus recursos em ações, uma alta da bolsa vai elevar essa exposição, e aí ele deve vender o suficiente para retornar ao limite de 20%.

Do contrário, quando uma desvalorização da bolsa reduzir sua exposição, ele deve comprar ações até restabelecer a margem de 20%. “Assim, o investidor vai sempre fazer o certo, comprar na baixa e vender na alta.

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