O da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou hoje que a continua mantendo conversas com o e com o daquele país, Rafael Corrêa. Recentemente, Corrêa ameaçou “expulsar” empresas brasileiras que têm negócios naquele país, como a Odebrecht e a Petrobras. “As conversas continuam. Continuamos tendo negociações”, disse o executivo, que participou do lançamento do Programa Petrobras Cultural 2008/2009, que ocorreu hoje no Museu de Arte Moderna, no Rio.

Corrêa, ao divulgar sua decisão de expulsar a estatal brasileira do , tinha interesse em nacionalizar as atividades da estatal petrolífera naquele país. Na prática, a Petrobras se tornaria uma prestadora de serviços no .

Entretanto, Gabrielli não quis tecer maiores comentários se aceitaria permanecer no país sob essas condições nem mencionou qualquer tipo de indenização que poderia ser pedida pela Petrobras, tendo em vista a nacionalização de suas atividades no .

Gabrielli afirmou ainda que o plano de da referente ao período de 2009 a 2013 deve sair este ano. “Com certeza (que o plano sairá este ano)”, disse.

Indagado se o plano poderia sair em dezembro deste ano, o da Petrobras limitou-se a dizer que haverá uma reunião do Conselho de Administração da na próxima sexta-feira (dia 17). Ele não descartou que o andamento do plano possa ser discutido durante a reunião.

O executivo não respondeu se os efeitos da dos mercados internacionais poderiam conduzir a modificações no plano de da .AE

A Federação das Indústrias do Estado de (Fiesp) promove hoje o Revisitando os Acordos Bilaterais de Investimento. O encontro será aberto às 9h.  No primeiro painel será abordado o tema a Experiência Mundial com os Acordos de .

Também serão discutidos Os Principais Aspectos dos Acordos de e A Posição do com relação aos Acordos Bilaterais de .

Participam Ronaldo Costa Filho, do Ministério das Relações Exteriores, e Srilal Perera, do Banco Mundial.Agência

A parcela de recursos de pequenos investidores aplicada em fundos de ações caiu desde maio, segundo relatório do site financeiro Fortuna. Em 20 de maio, quando o índice Bovespa bateu recorde de alta de pontuação, fechando a 73.516 pontos, o patrimônio dessas aplicações representava 14% das reservas de 516 fundos de varejo oferecidos pelos principais bancos comerciais do País, selecionados pelo Fortuna.

Na última sexta-feira (dia 19), esse porcentual havia caído para 10%, enquanto a fatia destinada aos fundos referenciados DI, de curto prazo e de renda fixa aumentou de 77% para 81%. Já os multimercados e balanceados, que representavam 9% da carteira dos investidores, passaram a corresponder a 8%.

Até fundos DI e de renda fixa registraram saques na semana passada. A mudança do patamar dos fundos de ações, de acordo com o Fortuna, não tem a ver com resgates. O fluxo líquido entre aplicações e saques neste período, aliás, se manteve estável. O problema foi o péssimo retorno conseguido pela aplicação. Só em rentabilidade, os fundos de ações perderam R$ 13,9 bilhões nos quatro meses desde maio.

Em contrapartida, os fundos referenciados DI, de curto prazo e de renda fixa perderam R$ 13,3 bilhões com resgates, apesar de terem registrado ganho de R$ 7,7 bilhões em rentabilidade. Os fundos multimercados e balanceados não renderam praticamente nada no período, mas registraram saques líquidos de R$ 4,5 bilhões, segundo o Fortuna.

Risco

Apesar do rebalanceamento registrado nos últimos meses, com maior participação de DI e renda fixa, a carteira de fundos dos pequenos investidores está mais sujeita a risco agora do que estava em maio. De acordo com a medida de risco “value at risk”, calculada pelo Fortuna, o portfólio de fundos de varejo estava sujeito a uma perda de até 1,78% em um horizonte de investimento de um mês. Mas a elevação da volatilidade desde então faz a carteira do pequeno estar sujeita, hoje, a uma perda de até 3,05%.AE

Dirigentes da Hyundai Motors, maior montadora da Coréia do Sul, chegam a na próxima semana para assinar com o governo estadual protocolo de intenções para a construção de uma de carros pequenos na cidade de . O investimento inicial no projeto está orçado em US$ 600 milhões. Um grupo de 20 fornecedores de peças que também pretende se instalar na região deve outros US$ 250 milhões a US$ 300 milhões, o que daria um total de US$ 900 milhões (entre R$ 1,5 bi e R$ 1,6 bi). O início das operações está previsto para o fim de 2010.

A assinatura, em princípio, está agendada para quinta-feira da semana que vem (dia 18), mas pode haver mudanças por causa de detalhes que estão sendo concluídos. No fim do ano, provavelmente em novembro, o da Coréia, Lee Myung-bak, e o mundial da Hyundai, Chung Mong-Koo, devem participar da cerimônia de lançamento da pedra fundamental da .

Segundo informações obtidas junto a pessoas que acompanham as negociações para a chegada do grupo ao , na primeira fase do projeto a terá capacidade para 100 mil veículos ao ano. O plano prevê a geração de 1,5 mil empregos para a montagem dos carros e 2,5 mil para as autopeças. Representantes da e membros do governo do Estado não quiseram comentar o tema.AE

O federal Ciro Gomes (PSB-CE) afirmou hoje que para o atingir “novos paradigmas” de , é preciso enfrentar alguns desafios importantes. “O País não vai prosperar sem uma radical transformação, de aguda interferência no processo de investimento em gente”, comentou o parlamentar, em que comemora os 40 anos da revista Veja, na capital paulista. Ciro destacou que um dos principais desafios que o precisa enfrentar está relacionado às questões do meio ambiente.

Ao falar do meio ambiente, o parlamentar destacou que o possui a mais vasta área que pode ser cultivada por agricultores no , mas enfrenta “contradições” muito grandes. Embora não tenha detalhado quais seriam tais contradições, ele citou que há graves problemas de depredação ambiental no território . “Tais dificuldades poderiam ser atacadas com um zoneamento econômico e ecológico que deveria respeitar as especificidades dos ecossistemas”, comentou.

Além disso, ele disse que “é necessário um choque de meritocracia”. E defendeu: “É preciso acabar com o corporativismo de pseudo esquerda. É preciso recuperar os centros de excelência (em ) e valorizar os melhores talentos, como enviar estudantes para o exterior ou trazer pesquisadores que estão fora de volta para o .”

Ciro Gomes destacou que não é contrário à participação do setor privado no processo de econômico do País. Para ele, é necessário que o Estado realize “parcerias” com as empresas particulares, a fim de incrementar o potencial de expansão do nível de atividade . “É hora do realizar uma coordenação sadia entre o setor público e o privado para um projeto de País de longo prazo, como ocorre hoje na área de energia. Se o governo precisar da iniciativa privada para (este projeto) tanto melhor”, afirmou.

‘Refundar as bases’

O destacou que é preciso também o País “refundar as bases da administração pública”, o que levaria em consideração ser seletivo nos gastos correntes pelo setor público. Para ele, é necessário privilegiar os “processos fins”, como os em , o que já faz parte de um debate entre especialistas e discute até onde as despesas no setor devem ser classificados para efeitos da contabilidade oficial como gastos presentes ou .AE

Depois de pisar no freio para arrumar a casa este ano, o Grupo Pão de Açúcar, a segunda maior rede de supermercados do País em faturamento, com de R$ 17 bilhões em 2007, e o do conselho de administração do Grupo, Abílio Diniz, têm planos arrojados para 2009. A companhia vai mais de R$ 1 bilhão em 100 novas lojas e está estruturando um novo negócio, uma divisão imobiliária para tornar rentável seus ativos que somam R$ 2 bilhões. Não está descartada a exploração de torres de edifícios comerciais, residenciais e até centers. Conhecido pelo perfil austero, Diniz, por sua vez, pretende ter um programa de TV voltado para de vida.

Na semana em que o grupo completa 60 anos, ele não esconde o entusiasmo com a nova fase da companhia e também a dele, como empresário. A reestruturação da , que ganhou impulso no fim de 2007 com a chegada de Cláudio Galeazzi para ocupar a presidência-executiva, já deu frutos. “Nosso Ebitda (geração de caixa) vai crescer este ano muito, mas muito, muito mais do que nos anos anteriores”, afirma Diniz. No segundo trimestre, o Ebitda aumentou 33% e atingiu R$ 303,7 milhões, com margem de 7,2%. O lucro líquido totalizou R$ 60,4 milhões no período, um crescimento de 118,9% na comparação com o segundo trimestre de 2007.

Diniz admite que o plano para 2009 será bastante ambicioso. Ele pondera que 2008 tem sido um ano muito importante, apesar de a companhia ter abortado parte do plano de , que previa inicialmente um aporte de R$ 700 milhões. “Investimos em 2008 menos que nos anteriores e do planejado para 2009.” Segundo Galeazzi, 2008 foi um período de adequação. “Sacrificamos o presente para crescer mais em 2009, com abertura de lojas com o foco mais definido e o fortalecimento das áreas de da informação (TI) e .”AE

O fraco ritmo de gastos dos consumidores puxou a contração da da Alemanha no segundo trimestre deste ano pela primeira vez desde 2004 e a confiança do tende a piorar ainda mais, mostraram dados divulgados nesta terça-feira.

A maior da registrou uma contração de 0,5 ponto percentual no período de abril a junho, depois da expansão de 1,3 por cento nos três primeiros meses do ano, confirmou a agência federal de estatísticas. Os gastos dos consumidores e os em capital responderam, cada um, por um corte de 0,4 ponto do crescimento total do trimestre.

O comportamento dos consumidores é fundamental para a alemã, uma vez que estes gastos representam cerca de 50 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Em mais um golpe para as perspectivas econômicas, o grupo de GfK informou que seu indicador futuro de expectativas mostra uma piora na confiança do no próximo mês. O indicador atingiu novo recorde de baixa, no menor patamar em 5 anos.

“O índice GfK não oferece muita esperança de recuperação do consumo no terceiro trimestre”, afirmou Uwe Angenendt, analista do BHF-Bank.

REUTERS RA ES

A Femsa, proprietária das marcas Kaiser e Sol no , e a Ambev – Antarctica, Skol e Brahma – estão “apostando corrida” para colocar o primeiro chope sem álcool no mercado brasileiro. A Ambev anunciou para o fim do mês a entrada do chope Liber em e Rio de Janeiro, enquanto a Femsa se adiantou e vai fazer a variedade da Sol chegar a cinco capitais já nesta sexta-feira (22).

O de chope sem álcool ganhou força desde o estabelecimento da Lei Seca, que pune motoristas com qualquer quantidade de álcool no sangue, em junho. Em julho, de acordo com a Femsa, as da variedade da cerveja Bavária cresceram 69% em relação ao ano passado. Nos primeiros 20 dias de agosto, em comparação com o ano passado, a alta já é de 110%.

A Ambev também informou ter percebido a alta nas da cerveja sem álcool Liber, que está no brasileiro desde 2004. Em julho, de acordo com a companhia, as da cerveja em lata Liber subiram 66% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Dentro das especificidades do produto, a Femsa informa que o chope Sol se enquadra na categoria sem álcool (de 0 a 0,5 de teor alcoólico). A Ambev afirma, por seu turno, que o chope Liber não terá nenhuma quantidade de álcool adicionada.

Estratégia

A Lei Seca e o aumento da procura fizeram a adiantar o lançamento da nova variedade da marca Sol, de acordo com a gerente de comunicação institucional da Femsa, Renata Zveibel. Segundo ela, inicialmente o produto chegaria somente no verão ao . “O de cervejas e chopes sem álcool tem espaço bastante grande para crescer”, diz ela.

Nesta sexta-feira (22), a Femsa fará distribuição de folhetos nos bares em que o chope será vendido, nas cidades de , Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte. Além disso, a colocará anúncios em jornal e rádio.

A mineradora Vale anunciará hoje, no Pará, um projeto de de US$ 5 bilhões até 2012 para a criação de um pólo siderúrgico no Estado. A maior parte dos aportes, de US$ 3,3 bilhões, será destinada para a construção de uma usina siderúrgica com capacidade de de 2,5 milhões de toneladas de aço ao ano, em Marabá (PA), que deve entrar em operação daqui a quatro ou cinco anos.

Ao contrário dos demais projetos da Vale no setor de siderurgia, este empreendimento será voltado para o mercado interno e incluirá não apenas a de aço bruto, mas itens como bobinas a quente, chapas grossas e tarugos.

A segunda fase do projeto da usina, que ainda está em estudo, poderá incluir adicionais de US$ 2 bilhões para atingir uma capacidade anual de 5 milhões de toneladas de aço, segundo o diretor do Departamento de Participações Siderúrgicas da Vale, James Pessoa. Ele afirmou que cerca de dois terços da será voltada para bobinas a quente e chapas grossas, e o restante para tarugos. “Criaremos uma base para atrair fabricantes de vagões, dormentes e tubos para a região”, disse.

Até o momento, a Vale não conta com um parceiro estratégico para desenvolver o projeto. “A Vale vai tornar este projeto realidade com a ajuda do BNDES (Banco do Econômico e Social). O ingresso de um sócio operador não é pré-condição”, disse. Todos os demais projetos da Vale neste setor foram constituídos em parceria com siderúrgicas estrangeiras que agregam valor às placas de aço produzidas pela usina no externo. A ausência deste parceiro explica a destinação do material para o interno no projeto do Pará. Mesmo assim, Pessoa destacou que a Vale poderá admitir um sócio no futuro.

A intenção de instalar a usina no Estado paraense foi manifestada pela Vale no início deste ano, mas sua efetivação dependia de do governo em . Segundo Pessoa, os governos federal e estadual estão realizando obras para a construção de uma hidrovia no Rio Tocantins e eclusas em Tucuruí.

Pacote de

O pacote de no Pará incluirá ainda US$ 898 milhões para a construção de uma usina térmica com potência instalada de 600 megawatts (MW) para abastecer os projetos de exploração mineral da Vale no Estado. Segundo Walter Cover, diretor de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Vale, as licenças para a usina devem ser obtidas até o mês que vem.

Outros US$ 300 milhões serão direcionados para um projeto de recuperação da mata nativa na Amazônia, batizado de Vale Florestar. Deste montante, US$ 60 milhões serão investidos ainda em 2008. A meta do programa é atingir uma área de 300 mil hectares no Sudeste do Pará. Hoje, ele ocupa 50 mil hectares. Cerca de 40% das árvores plantadas serão voltadas para usos comerciais para dar viabilidade econômica ao programa, segundo o diretor do Departamento de Relações Institucionais e Sustentabilidade Regional América do Sul e Central da Vale, Guilherme Escalhão. Uma das parcerias foi fechada recentemente com a Suzano, que comprará madeira da Vale para abastecer sua nova a ser instalada no Maranhão.

O programa de da Vale no Pará contempla ainda US$ 10 milhões para a implantação de um centro de em bauxita e alumina em Belém. A Vale controla a Alunorte e a Albras, produtoras de alumina e alumínio, respectivamente, em Barcarena. Outros US$ 7,6 milhões serão voltados para qualificação de profissionais. Destes, US$ 6,2 milhões serão destinados para a concessão de 400 bolsas de estudo de mestrado e doutorado e US$ 1,4 milhões para cursos profissionalizantes em mecânica, eletromecânica e química.

Os executivos destacaram que a Vale já havia anunciado de US$ 20 bilhões no Pará para o período entre 2008 e 2012, parte do plano de crescimento orgânico (ou seja, sem considerar aquisições) anunciado no ano passado, de US$ 59 bilhões. Segundo a Vale, a contrapartida dada pelo governo do Estado será em forma de licenciamentos e incentivos que ainda estão em negociação. (Natalia Gómez)

A Polícia Federal encontrou indícios de que banqueiro Daniel Dantas e o Naji Nahas planejavam manipular cotas e operar o Fundo Soberano que o governo Lula pretendia lançar. O fundo, um instrumento para evitar a desvalorização das reservas cambiais em dólares do País, previa a aplicação de parte dessas reservas em de maior risco e retorno. Em relatório de 23 de junho, o delegado Protógenes Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha, deixa claro que seguia de perto a movimentação de Dantas e Nahas.

“Em vários momentos durante a , Naji Nahas conversa com interlocutores comentando sobre a aquisição de ‘cotas’ com valor individual superior a 200 milhões (sem especificar se dólares ou reais), por pessoas determinadas”, afirma o delegado.

A idéia da criação do fundo foi discutida pela equipe econômica do Luiz Inácio Lula da Silva durante o primeiro semestre. Em fevereiro, relatório da mostrava que o fundo soberano a que Nahas se referia em suas conversas era, de fato, o Fundo Soberano . O , segundo os agentes, conversa sobre o caso com o doleiro Carmine Enrique, uma das 24 pessoas que tiveram a temporária decretada pela 6ª Vara Criminal Federal. Ele foi solto por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Outro importante interlocutor de Nahas sobre o tema é o ex- federal e ex-ministro da Fazenda Delfim Neto, que estaria envolvido nessa articulação “em alinhamento com os negócios de N. Nahas“.

Nahas, no entendimento dos policiais, parece ter informações privilegiadas sobre o assunto e já “se aventura a captar investidores internacionais para tal propósito”.AE

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