Out
14
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou hoje que a empresa continua mantendo conversas com o Equador e com o presidente daquele país, Rafael Corrêa. Recentemente, Corrêa ameaçou “expulsar” empresas brasileiras que têm negócios naquele país, como a Odebrecht e a Petrobras. “As conversas continuam. Continuamos tendo negociações”, disse o executivo, que participou do lançamento do Programa Petrobras Cultural 2008/2009, que ocorreu hoje no Museu de Arte Moderna, no Rio.
Corrêa, ao divulgar sua decisão de expulsar a estatal brasileira do Equador, tinha interesse em nacionalizar as atividades da estatal petrolífera naquele país. Na prática, a Petrobras se tornaria uma prestadora de serviços no Equador.
Entretanto, Gabrielli não quis tecer maiores comentários se aceitaria permanecer no país sob essas condições nem mencionou qualquer tipo de indenização que poderia ser pedida pela Petrobras, tendo em vista a nacionalização de suas atividades no Equador.
Gabrielli afirmou ainda que o plano de investimentos da empresa referente ao período de 2009 a 2013 deve sair este ano. “Com certeza (que o plano sairá este ano)”, disse.
Indagado se o plano poderia sair em dezembro deste ano, o presidente da Petrobras limitou-se a dizer que haverá uma reunião do Conselho de Administração da empresa na próxima sexta-feira (dia 17). Ele não descartou que o andamento do plano possa ser discutido durante a reunião.
O executivo não respondeu se os efeitos da crise dos mercados internacionais poderiam conduzir a modificações no plano de investimentos da empresa.AE
Set
25
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) promove hoje o seminário Revisitando os Acordos Bilaterais de Investimento. O encontro será aberto às 9h. No primeiro painel será abordado o tema a Experiência Mundial com os Acordos de Investimento.
Também serão discutidos Os Principais Aspectos dos Acordos de Investimento e A Posição do Brasil com relação aos Acordos Bilaterais de Investimento.
Participam Ronaldo Costa Filho, do Ministério das Relações Exteriores, e Srilal Perera, do Banco Mundial.Agência Brasil
Set
23
A parcela de recursos de pequenos investidores aplicada em fundos de ações caiu desde maio, segundo relatório do site financeiro Fortuna. Em 20 de maio, quando o índice Bovespa bateu recorde de alta de pontuação, fechando a 73.516 pontos, o patrimônio dessas aplicações representava 14% das reservas de 516 fundos de varejo oferecidos pelos principais bancos comerciais do País, selecionados pelo Fortuna.
Na última sexta-feira (dia 19), esse porcentual havia caído para 10%, enquanto a fatia destinada aos fundos referenciados DI, de curto prazo e de renda fixa aumentou de 77% para 81%. Já os multimercados e balanceados, que representavam 9% da carteira dos investidores, passaram a corresponder a 8%.
Até fundos DI e de renda fixa registraram saques na semana passada. A mudança do patamar dos fundos de ações, de acordo com o Fortuna, não tem a ver com resgates. O fluxo líquido entre aplicações e saques neste período, aliás, se manteve estável. O problema foi o péssimo retorno conseguido pela aplicação. Só em rentabilidade, os fundos de ações perderam R$ 13,9 bilhões nos quatro meses desde maio.
Em contrapartida, os fundos referenciados DI, de curto prazo e de renda fixa perderam R$ 13,3 bilhões com resgates, apesar de terem registrado ganho de R$ 7,7 bilhões em rentabilidade. Os fundos multimercados e balanceados não renderam praticamente nada no período, mas registraram saques líquidos de R$ 4,5 bilhões, segundo o Fortuna.
Risco
Apesar do rebalanceamento registrado nos últimos meses, com maior participação de DI e renda fixa, a carteira de fundos dos pequenos investidores está mais sujeita a risco agora do que estava em maio. De acordo com a medida de risco “value at risk”, calculada pelo Fortuna, o portfólio de fundos de varejo estava sujeito a uma perda de até 1,78% em um horizonte de investimento de um mês. Mas a elevação da volatilidade desde então faz a carteira do pequeno investidor estar sujeita, hoje, a uma perda de até 3,05%.AE
Set
12
Dirigentes da Hyundai Motors, maior montadora da Coréia do Sul, chegam a São Paulo na próxima semana para assinar com o governo estadual protocolo de intenções para a construção de uma fábrica de carros pequenos na cidade de Piracicaba. O investimento inicial no projeto está orçado em US$ 600 milhões. Um grupo de 20 fornecedores de peças que também pretende se instalar na região deve investir outros US$ 250 milhões a US$ 300 milhões, o que daria um total de US$ 900 milhões (entre R$ 1,5 bi e R$ 1,6 bi). O início das operações está previsto para o fim de 2010.
A assinatura, em princípio, está agendada para quinta-feira da semana que vem (dia 18), mas pode haver mudanças por causa de detalhes que estão sendo concluídos. No fim do ano, provavelmente em novembro, o presidente da Coréia, Lee Myung-bak, e o presidente mundial da Hyundai, Chung Mong-Koo, devem participar da cerimônia de lançamento da pedra fundamental da fábrica.
Segundo informações obtidas junto a pessoas que acompanham as negociações para a chegada do grupo ao Brasil, na primeira fase do projeto a fábrica terá capacidade para 100 mil veículos ao ano. O plano prevê a geração de 1,5 mil empregos para a montagem dos carros e 2,5 mil para as autopeças. Representantes da empresa e membros do governo do Estado não quiseram comentar o tema.AE
Set
2
O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) afirmou hoje que para o Brasil atingir “novos paradigmas” de desenvolvimento, é preciso enfrentar alguns desafios importantes. “O País não vai prosperar sem uma radical transformação, de aguda interferência no processo de investimento em gente”, comentou o parlamentar, em seminário que comemora os 40 anos da revista Veja, na capital paulista. Ciro destacou que um dos principais desafios que o Brasil precisa enfrentar está relacionado às questões do meio ambiente.
Ao falar do meio ambiente, o parlamentar destacou que o Brasil possui a mais vasta área que pode ser cultivada por agricultores no mundo, mas enfrenta “contradições” muito grandes. Embora não tenha detalhado quais seriam tais contradições, ele citou que há graves problemas de depredação ambiental no território nacional. “Tais dificuldades poderiam ser atacadas com um zoneamento econômico e ecológico que deveria respeitar as especificidades dos ecossistemas”, comentou.
Além disso, ele disse que “é necessário um choque de meritocracia”. E defendeu: “É preciso acabar com o corporativismo de pseudo esquerda. É preciso recuperar os centros de excelência (em pesquisa) e valorizar os melhores talentos, como enviar estudantes para o exterior ou trazer pesquisadores que estão fora de volta para o Brasil.”
Ciro Gomes destacou que não é contrário à participação do setor privado no processo de desenvolvimento econômico do País. Para ele, é necessário que o Estado realize “parcerias” com as empresas particulares, a fim de incrementar o potencial de expansão do nível de atividade nacional. “É hora do Brasil realizar uma coordenação sadia entre o setor público e o privado para um projeto de País de longo prazo, como ocorre hoje na área de energia. Se o governo precisar da iniciativa privada para (este projeto) tanto melhor”, afirmou.
‘Refundar as bases’
O deputado destacou que é preciso também o País “refundar as bases da administração pública”, o que levaria em consideração ser seletivo nos gastos correntes pelo setor público. Para ele, é necessário privilegiar os “processos fins”, como os investimentos em educação, o que já faz parte de um debate entre especialistas e discute até onde as despesas no setor devem ser classificados para efeitos da contabilidade oficial como gastos presentes ou investimentos.AE
Set
2
Depois de pisar no freio para arrumar a casa este ano, o Grupo Pão de Açúcar, a segunda maior rede de supermercados do País em faturamento, com vendas de R$ 17 bilhões em 2007, e o presidente do conselho de administração do Grupo, Abílio Diniz, têm planos arrojados para 2009. A companhia vai investir mais de R$ 1 bilhão em 100 novas lojas e está estruturando um novo negócio, uma divisão imobiliária para tornar rentável seus ativos que somam R$ 2 bilhões. Não está descartada a exploração de torres de edifícios comerciais, residenciais e até shopping centers. Conhecido pelo perfil austero, Diniz, por sua vez, pretende ter um programa de TV voltado para qualidade de vida.
Na semana em que o grupo completa 60 anos, ele não esconde o entusiasmo com a nova fase da companhia e também a dele, como empresário. A reestruturação da empresa, que ganhou impulso no fim de 2007 com a chegada de Cláudio Galeazzi para ocupar a presidência-executiva, já deu frutos. “Nosso Ebitda (geração de caixa) vai crescer este ano muito, mas muito, muito mais do que nos anos anteriores”, afirma Diniz. No segundo trimestre, o Ebitda aumentou 33% e atingiu R$ 303,7 milhões, com margem de 7,2%. O lucro líquido totalizou R$ 60,4 milhões no período, um crescimento de 118,9% na comparação com o segundo trimestre de 2007.
Diniz admite que o plano para 2009 será bastante ambicioso. Ele pondera que 2008 tem sido um ano muito importante, apesar de a companhia ter abortado parte do plano de investimentos, que previa inicialmente um aporte de R$ 700 milhões. “Investimos em 2008 menos que nos anteriores e do planejado para 2009.” Segundo Galeazzi, 2008 foi um período de adequação. “Sacrificamos o presente para crescer mais em 2009, com abertura de lojas com o foco mais definido e o fortalecimento das áreas de tecnologia da informação (TI) e logística.”AE
Ago
26
O fraco ritmo de gastos dos consumidores puxou a contração da economia da Alemanha no segundo trimestre deste ano pela primeira vez desde 2004 e a confiança do consumidor tende a piorar ainda mais, mostraram dados divulgados nesta terça-feira.
A maior economia da Europa registrou uma contração de 0,5 ponto percentual no período de abril a junho, depois da expansão de 1,3 por cento nos três primeiros meses do ano, confirmou a agência federal de estatísticas. Os gastos dos consumidores e os investimentos em capital responderam, cada um, por um corte de 0,4 ponto do crescimento total do trimestre.
O comportamento dos consumidores é fundamental para a economia alemã, uma vez que estes gastos representam cerca de 50 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Em mais um golpe para as perspectivas econômicas, o grupo de pesquisa GfK informou que seu indicador futuro de expectativas mostra uma piora na confiança do consumidor no próximo mês. O indicador atingiu novo recorde de baixa, no menor patamar em 5 anos.
“O índice GfK não oferece muita esperança de recuperação do consumo no terceiro trimestre”, afirmou Uwe Angenendt, analista do BHF-Bank.
REUTERS RA ES
Ago
21
A Femsa, proprietária das marcas Kaiser e Sol no Brasil, e a Ambev – Antarctica, Skol e Brahma – estão “apostando corrida” para colocar o primeiro chope sem álcool no mercado brasileiro. A Ambev anunciou para o fim do mês a entrada do chope Liber em São Paulo e Rio de Janeiro, enquanto a Femsa se adiantou e vai fazer a variedade da Sol chegar a cinco capitais já nesta sexta-feira (22).
O mercado de chope sem álcool ganhou força desde o estabelecimento da Lei Seca, que pune motoristas com qualquer quantidade de álcool no sangue, em junho. Em julho, de acordo com a Femsa, as vendas da variedade da cerveja Bavária cresceram 69% em relação ao ano passado. Nos primeiros 20 dias de agosto, em comparação com o ano passado, a alta já é de 110%.
A Ambev também informou ter percebido a alta nas vendas da cerveja sem álcool Liber, que está no mercado brasileiro desde 2004. Em julho, de acordo com a companhia, as vendas da cerveja em lata Liber subiram 66% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Dentro das especificidades do produto, a Femsa informa que o chope Sol se enquadra na categoria sem álcool (de 0 a 0,5 de teor alcoólico). A Ambev afirma, por seu turno, que o chope Liber não terá nenhuma quantidade de álcool adicionada.
Estratégia
A Lei Seca e o aumento da procura fizeram a empresa adiantar o lançamento da nova variedade da marca Sol, de acordo com a gerente de comunicação institucional da Femsa, Renata Zveibel. Segundo ela, inicialmente o produto chegaria somente no verão ao mercado. “O mercado de cervejas e chopes sem álcool tem espaço bastante grande para crescer”, diz ela.
Nesta sexta-feira (22), a Femsa fará distribuição de folhetos nos bares em que o chope será vendido, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte. Além disso, a empresa colocará anúncios em jornal e rádio.
Ago
14
A mineradora Vale anunciará hoje, no Pará, um projeto de investimentos de US$ 5 bilhões até 2012 para a criação de um pólo siderúrgico no Estado. A maior parte dos aportes, de US$ 3,3 bilhões, será destinada para a construção de uma usina siderúrgica com capacidade de produção de 2,5 milhões de toneladas de aço ao ano, em Marabá (PA), que deve entrar em operação daqui a quatro ou cinco anos.
Ao contrário dos demais projetos da Vale no setor de siderurgia, este empreendimento será voltado para o mercado interno e incluirá não apenas a produção de aço bruto, mas itens como bobinas a quente, chapas grossas e tarugos.
A segunda fase do projeto da usina, que ainda está em estudo, poderá incluir investimentos adicionais de US$ 2 bilhões para atingir uma capacidade anual de 5 milhões de toneladas de aço, segundo o diretor do Departamento de Participações Siderúrgicas da Vale, James Pessoa. Ele afirmou que cerca de dois terços da produção será voltada para bobinas a quente e chapas grossas, e o restante para tarugos. “Criaremos uma base para atrair fabricantes de vagões, dormentes e tubos para a região”, disse.
Até o momento, a Vale não conta com um parceiro estratégico para desenvolver o projeto. “A Vale vai tornar este projeto realidade com a ajuda do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social). O ingresso de um sócio operador não é pré-condição”, disse. Todos os demais projetos da Vale neste setor foram constituídos em parceria com siderúrgicas estrangeiras que agregam valor às placas de aço produzidas pela usina no mercado externo. A ausência deste parceiro explica a destinação do material para o mercado interno no projeto do Pará. Mesmo assim, Pessoa destacou que a Vale poderá admitir um sócio no futuro.
A intenção de instalar a usina no Estado paraense foi manifestada pela Vale no início deste ano, mas sua efetivação dependia de investimentos do governo em logística. Segundo Pessoa, os governos federal e estadual estão realizando obras para a construção de uma hidrovia no Rio Tocantins e eclusas em Tucuruí.
Pacote de investimentos
O pacote de investimentos no Pará incluirá ainda US$ 898 milhões para a construção de uma usina térmica com potência instalada de 600 megawatts (MW) para abastecer os projetos de exploração mineral da Vale no Estado. Segundo Walter Cover, diretor de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Vale, as licenças para a usina devem ser obtidas até o mês que vem.
Outros US$ 300 milhões serão direcionados para um projeto de recuperação da mata nativa na Amazônia, batizado de Vale Florestar. Deste montante, US$ 60 milhões serão investidos ainda em 2008. A meta do programa é atingir uma área de 300 mil hectares no Sudeste do Pará. Hoje, ele ocupa 50 mil hectares. Cerca de 40% das árvores plantadas serão voltadas para usos comerciais para dar viabilidade econômica ao programa, segundo o diretor do Departamento de Relações Institucionais e Sustentabilidade Regional América do Sul e Central da Vale, Guilherme Escalhão. Uma das parcerias foi fechada recentemente com a Suzano, que comprará madeira da Vale para abastecer sua nova fábrica a ser instalada no Maranhão.
O programa de investimentos da Vale no Pará contempla ainda US$ 10 milhões para a implantação de um centro de tecnologia em bauxita e alumina em Belém. A Vale controla a Alunorte e a Albras, produtoras de alumina e alumínio, respectivamente, em Barcarena. Outros US$ 7,6 milhões serão voltados para qualificação de profissionais. Destes, US$ 6,2 milhões serão destinados para a concessão de 400 bolsas de estudo de mestrado e doutorado e US$ 1,4 milhões para cursos profissionalizantes em mecânica, eletromecânica e química.
Os executivos destacaram que a Vale já havia anunciado investimentos de US$ 20 bilhões no Pará para o período entre 2008 e 2012, parte do plano de crescimento orgânico (ou seja, sem considerar aquisições) anunciado no ano passado, de US$ 59 bilhões. Segundo a Vale, a contrapartida dada pelo governo do Estado será em forma de licenciamentos e incentivos que ainda estão em negociação. (Natalia Gómez)
Jul
13
A Polícia Federal encontrou indícios de que banqueiro Daniel Dantas e o investidor Naji Nahas planejavam manipular cotas e operar o Fundo Soberano que o governo Lula pretendia lançar. O fundo, um instrumento para evitar a desvalorização das reservas cambiais em dólares do País, previa a aplicação de parte dessas reservas em investimentos de maior risco e retorno. Em relatório de 23 de junho, o delegado Protógenes Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha, deixa claro que seguia de perto a movimentação de Dantas e Nahas.
“Em vários momentos durante a investigação, Naji Nahas conversa com interlocutores comentando sobre a aquisição de ‘cotas’ com valor individual superior a 200 milhões (sem especificar se dólares ou reais), por pessoas determinadas”, afirma o delegado.
A idéia da criação do fundo foi discutida pela equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o primeiro semestre. Em fevereiro, relatório da PF mostrava que o fundo soberano a que Nahas se referia em suas conversas era, de fato, o Fundo Soberano Brasil. O investidor, segundo os agentes, conversa sobre o caso com o doleiro Carmine Enrique, uma das 24 pessoas que tiveram a prisão temporária decretada pela 6ª Vara Criminal Federal. Ele foi solto por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Outro importante interlocutor de Nahas sobre o tema é o ex-deputado federal e ex-ministro da Fazenda Delfim Neto, que estaria envolvido nessa articulação “em alinhamento com os negócios de N. Nahas“.
Nahas, no entendimento dos policiais, parece ter informações privilegiadas sobre o assunto e já “se aventura a captar investidores internacionais para tal propósito”.AE