Jun
27
As aprovações de empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dos últimos 12 meses, para a região Norte, somaram R$ 10,2 bilhões. Em relação aos 12 meses finalizados em maio de 2007, houve um aumento de 402% nas aprovações para a região.
No período anterior, a região Norte recebeu R$ 2 bilhões em empréstimos da instituição. Segundo o chefe do departamento regional do BNDES no Nordeste, Paulo Guimarães, a explicação está na expansão da mineração. “Em função das recentes descobertas minerais no Norte do Brasil, que hoje é a fronteira mineral do país”, justificou Guimarães.
Os desembolsos do banco para a região Norte mostraram alta de 149% entre abril de 2007 e maio de 2008, totalizando R$ 4,7 bilhões. Paulo Guimarães afirmou que em decorrência do crescimento dos investimentos em minério de ferro, em especial, há necessidade de infra-estrutura de energia e de transportes no Norte brasileiro, principalmente no âmbito ferroviário.
Além da expansão da fronteira econômica, o técnico do BNDES apontou como motivo para o crescimento do número de desembolsos o desenvolvimento dos centros urbanos, através de projetos de infra-estrutura urbana e social, com destaque para obras de água e saneamento.
“Esses três pilares, eu diria que são os motivadores desse crescimento, tanto do desembolso quanto de aprovações, superando 400% de aumento, nos últimos 12 meses”, comentou. Segundo Guimarães, outros setores setores contemplados com recursos do banco na região foram o de turismo e equipamentos urbanos. “Tem uma certa pulverização dos investimentos, apesar do peso grande da mineração e da infra-estrutura”.
Ele lembrou que os projetos de energia também vêm despontando na região. “A gente sabe que é uma região em que sua bacia hidrográfica permite isso. Ao contrário do Nordeste, que já esgotou todo o processo de barragens. E, hoje, a região Norte é a fronteira de geração de energia hidrelétrica”, destacou.
Um dos projetos aprovados pelo banco no Nordeste é a construção da hidrelétrica de Estreito, entre os estados do Maranhão e Tocantins, com capacidade de geração de 1.087 megawatts (MW) de energia. A obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal e está avaliada em R$ 3,3 bilhões.
Paulo Guimarães afirmou que os estados que concentraram o maior volume de recursos na região foram Pará, Amapá e Acre. Na área de mineração, o banco aprovou em setembro do ano passado crédito no valor de R$ 580,4 milhões para a empresa MMX Amapá-Mineração e Logística. A empresa está implantando uma mina e unidade de beneficiamento de minério de ferro no Amapá, com capacidade de produção anual de 6,5 milhões de toneladas.
Na área de logística, foram concedidos R$ 774 milhões para a mineradora Vale aumentar a capacidade de transporte da Estrada de Ferro Carajás, entre os estados do Pará e Maranhão. No Acre, o BNDES aprovou recentemente R$ 517 milhões para a realização de obras de urbanismo e projetos de saneamento. Esses recursos englobam ainda projetos nas áreas de educação, saúde, desenvolvimento social e econômico e integração.
Os desembolsos e aprovações de empréstimos para a região Nordeste também subiram no período. As liberações de recursos tiveram aumento de 49%, totalizando R$ 7,1 bilhões. E as aprovações tiveram incremento de 27%, atingindo R$ 9,8 bilhões.
Segundo Guimarães, a melhoria da renda da população, com o aumento do salário mínimo e a ampliação de projetos de inclusão social, colaboraram para o resultado. “O desempenho dessa melhoria de renda e das taxas de crescimento das economias nordestinas, acima da média nacional, leva com que alguns investimentos da indústria e do comércio atacadista e varejista sejam aportados na região, em decorrência de toda essa dinâmica mais expressiva na região Nordeste”, avaliou.
Os setores industriais que mais puxam os investimentos na região Nordeste, de acordo com o técnico, são os de petróleo e gás, petroquímico e siderurgia.
No Sul e Sudeste, os desembolsos evoluíram 30% e 23%, respectivamente, até maio. As aprovações mostraram expansão de 3% no Sul e 12% no Sudeste.
Jun
17
A Votorantim Cimentos anunciou ontem investimentos de R$ 300 milhões na construção de uma nova linha de produção na fábrica que possui em Nobre (MT). A expansão, prevista para ser concluída em dois anos, elevará a capacidade de produção da fábrica dos atuais 1 milhão para 2 milhões de toneladas de cimento por ano. Com o anúncio de ontem, os investimentos totais da Votorantim na produção de cimento devem somar R$ 2 bilhões até 2010.
“Vamos investir para aumentar a produção e atender à demanda crescente por cimento nos Estados de Mato Grosso, Rondônia e Acre. Entendemos que a indústria da construção civil vive um novo ciclo de crescimento sustentável no País”, diz Marcelo Chamma, diretor-comercial da Votorantim Cimentos. Segundo ele, a produção adicional será toda absorvida pela região e atende à necessidade da empresa de estar mais próxima desse mercado de consumo.
Na mesma fábrica, a empresa investiu também R$ 80 milhões para implantação de um novo forno de pozolana (um dos insumos que compõem o cimento), com capacidade de produzir 320 mil toneladas por ano da matéria-prima, com previsão de entrar em operação até o fim do ano. O plano de investimentos até 2010 prevê ainda a construção de quatro novas fábricas integradas de cimento, cinco novas moagens, reativações de fábricas, reforma, ampliação e modernização de unidades de cimento e argamassa.
Jun
12
Brasília - Ao participar das comemorações dos 143 anos da Batalha Naval do Riachuelo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a falar sobre os investimentos no programa nuclear da Marinha e no reaparelhamento das Forças Armadas.
“O programa nuclear da Marinha merece uma atenção especial. Tive a honra de autorizar a sua retomada – e ele estará concluído dentro de alguns anos. Com esta ação estratégica, dominaremos o ciclo completo da geração núcleo-elétrica, o que envolve o enriquecimento do urânio e a construção do reator. O mais importante é que tudo ocorrerá com tecnologia absolutamente nacional”, disse o presidente em mensagem lida pelo locutor da cerimônia.
Lula afirmou ainda que foi dado o passo “permanente na valorização salarial dos militares ”, uma referência ao reajuste médio de 47,19% para os militares anunciado em abril pelo governo. O aumento será parcelado até julho de 2010.
Durante o evento, os ministros da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge; Extraordinário de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, receberam a Medalha da Ordem do Mérito Naval.
Jun
11
Rio de Janeiro - O setor de calçados brasileiro exportou até abril deste ano 2% a mais do que no primeiro quadrimestre do ano anterior, alcançando US$ 684 milhões. A informação foi dada hoje (10) na bolsa de negócios da moda Fashion Business, no Rio, pelo diretor da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Maurício Medeiros. Ele também é vice-presidente da Associação Brasileira de Estilistas (Abest).
“Isso significa um trabalho também focado no alto valor agregado”, afirmou Medeiros, referindo-se ao crescimento das exportações no primeiro quadrimestre do ano. “Está se deixando de exportar commodities (produtos básicos minerais e agrícolas comercializados no exterior) e está se exportando marca”, acrescentou.
Ele lembrou que há cerca de quatro anos a Abicalçados criou o projeto denominado Brasil Design, que é um núcleo de marcas de desenho autoral, de alto valor agregado. O objetivo é promover a moda diferenciada, distinta da moda mais massificada.
Maurício Medeiros disse que este ano, além da questão cambial, o grande desafio à exportação de calçados do Brasil é a elevada carga tributária.
Em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), estão sendo investidos R$ 43 milhões nas 350 empresas do setor participantes do projeto, visando ao incremento das exportações.
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Jun
5
Costa do Sauípe, BA - A Claro está encontrando dificuldades para atender a forte procura dos clientes por banda larga móvel de terceira geração (3G), de acordo com o presidente da operadora de telefonia celular, João Cox. Para expandir a capacidade de sua rede, a empresa, controlada pela mexicana América Móvil, elevará seus planos iniciais de investimento.
“Hoje, a dificuldade é viabilizar a infra-estrutura necessária para atender a demanda, que é maior que a capacidade de ofertar”, afirmou, ressaltando que haverá, sim, uma reavaliação dos investimentos programados para este ano. Cox sinalizou, também, que a empresa está segurando as vendas para não afetar o desempenho do serviço. “Poderíamos vender mais, mas temos o compromisso com a qualidade”, observou o executivo, que participou do 52º Painel Telebrasil, realizado na Costa do Sauípe.
O presidente da Claro não quis revelar números, mas enfatizou que seus acionistas estão dispostos “a investir o que for necessário” na expansão da rede 3G, que começou a operar no final do ano passado em 40 cidades. “Lançamos a 3G no sistema pós-pago e estamos fazendo mudanças na plataforma tecnológica para estender a tecnologia ao pré-pago”, informou.
Há novas localidades com cobertura parcial de 3G, mas o lançamento oficial será feito somente quando a Claro cobrir toda a extensão destes municípios. Os aportes também serão direcionados à malha GSM. “Faremos o que for preciso para ninguém superar a Claro.” AE
Mai
29
Brasília - Mais uma agência internacional de análise de risco elevou o Brasil ao grupo de países com grau de investimento. Desta vez a Fitch Ratings avaliou positivamente o Brasil usando o critério da classificação de risco. Nesse quesito, a nota do Brasil passou de negativa para positiva.
O anúncio, feito nesta quinta-feira (29), confirma a condição do aumento da nota de risco (rating) do Brasil, avaliada pela agência Standard & Poor’s, no final de abril deste ano.
A avaliação da Fitch é a terceira neste ano para o Brasil. No início de maio, a agência Moody’s classificou o país no segundo grupo e alegou a dívida pública brasileira como principal entrave a uma melhor avaliação.
Com a nota, o Brasil dá um passo para se consolidar no grupo dos países considerados bons pagadores e com condições de receber recursos de grandes fundos internacionais, que só investem em países que têm a classificação de grau de investimento atestado por pelo menos três agências de rating.
Luciana Lima
Da Agência Brasil
Mai
9
Lisboa - A Energias de Portugal (EDP) discute com a argelina Sonatrach e com parceiros brasileiros a viabilidade da construção de terminais de gás natural liquefeito no Brasil para operacionalizar a construção de centrais de ciclo combinado, afirmou o presidente da empresa portuguesa nesta quinta-feira (08).
António Mexia afirmou, durante a apresentação dos resultados trimestrais, que o Brasil precisa de mais produção elétrica e que, para além da hídrica e do vento, “as centrais de ciclo combinado têm um papel essencial”.
“Estamos a estudar o modo de lá fazer chegar o gás natural e a avaliar a possibilidade de participar em projetos de construção de terminais de gás natural liquefeito”, afirmou aos jornalistas após a conferência de imprensa.
António Mexia revelou ainda que a EDP negocia com a Petrobras “o gás natural que têm disponível”, mas que é necessário também “levar gás de fora”. “Até ao final do ano teremos novidades”, adiantou.
O responsável já tinha afirmado anteriormente que a parceria com a Sonatrach para a Península Ibérica poderia estender-se a outras locais.
A EDP adiantou hoje que tem em estudo no Brasil projetos em várias tecnologias (hídrica, ciclo combinado, biomassa e eólica) correspondentes a uma capacidade de 4.000 megawatts.
Em relação à parceria com a International Petroleum Investment Company (IPIC), de Abu Dhabi, António Mexia adiantou que tem sido identificados “projetos onde podemos investir em conjunto”. “É qualquer coisa que nos abre boas perspectivas”, afirmou.
Quanto aos leilões para as barragens em Portugal e a possíveis parcerias, António Mexia afirmou que a EDP está neste momento a realizar os “estudos de viabilidade econômica e técnica” e que somente depois serão ou não definidas as parcerias.
AG. Lusa .
Mai
5
Em uma entrevista publicada nesta sexta-feira pelo jornal francês Le Monde, De Schutter disse que a busca cega por biocombustíveis está contribuindo para uma crise mundial dos alimentos que ameaça 100 milhões de pessoas nos países mais pobres do mundo.
“As metas ambiciosas para a produção de biocombustíveis estabelecidas pelos Estados Unidos e pela União Européia são irresponsáveis”, disse De Schutter.
“Estou pedindo o congelamento de todos os investimentos nesse setor.”
De Schutter disse que a atual crise dos alimentos é “uma grande violação dos direitos básicos” e pediu a realização de uma sessão especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU para debater o combate ao aumento dos preços internacionais e a escassez de alimentos.
O relator disse também que é preciso reprimir a ação de especuladores que, segundo ele, aumenta ainda mais o preço de commodities como trigo e arroz.
Distúrbios
Segundo a correspondente da BBC na ONU, Laura Trevelyan, apesar das críticas, De Schutter não foi tão longe quanto seu antecessor, Jean Ziegler, que condenou os biocombustíveis como um “crime contra a humanidade” e defendeu uma moratória imediata na produção.
Os biocombustíveis, como o etanol (que é o destaque da política externa do governo brasileiro), são promovidos como uma alternativa ecologicamente correta aos combustíveis fósseis no combate ao aquecimento global e como uma opção econômica para países pobres da África e América Central.
No entanto, o uso de biocombustíveis como alternativa energética enfrenta crescente resistência no exterior e o tema vem provocando polêmica. Um dos argumentos dos opositores é que a produção de biocombustíveis tende competir com a de alimentos.
Nos últimos meses, a alta mundial dos preços dos alimentos provocou revoltas populares em diversos países, incluindo a queda do primeiro-ministro do Haiti, Jacques Edouard Alexis, no mês passado.
De Schutter disse ser imperdoável que a comunidade internacional não tenha prevenido os distúrbios provocados pelo aumento nos preços dos alimentos.
“Nada foi feito para impedir a especulação de matérias-primas, apesar de ser previsível que os investidores iriam se voltar para esses mercados”, disse De Schutter.
“Nós estamos pagando por 20 anos de erros.”
BBC
Mai
1
O otimismo no mercado financeiro com o grau de investimento é generalizado. Analistas e investidores esfregam as mãos enquanto fazem as contas para tentar estimar a quantidade de dinheiro que deve entrar no País em conseqüência do novo status. Isso deve ocorrer por meio de dois canais: o financeiro e o da economia real.
No primeiro, o impacto é de curto prazo, como já ficou claro na disparada de ontem do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) e na forte queda do dólar. “É provável que essa tendência se mantenha para os próximos dias”, afirmou o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale. O segundo é mais demorado e deve beneficiar o Brasil nos próximos anos.
Toda essa expectativa se deve ao fato de que o grau de investimento, ao menos em teoria, abre as portas do País para trilhões de dólares, euros e ienes. Isso porque diversos fundos de investimento e de pensão, entre outras entidades, não podem aplicar seu dinheiro em ativos que não sejam carimbados com o selo de grau de investimento (em inglês, investment grade).
No mercado, não há uma estimativa precisa do tamanho dessa montanha. O presidente do banco de investimentos do Citibank no Brasil, Ricardo Lacerda, calcula que sejam ao menos US$ 3 trilhões. “Sem o investment grade, o País tinha acesso a uma pequena parte desses recursos”, disse. Segundo ele, somente o Citi tem clientes cuja poupança potencial supera os US$ 50 bilhões.AE
Abr
30
O presidente do BC (Banco Central), Henrique Meirelles, disse que a concessão de grau de investimento ao Brasil pela agência Standard & Poor’s reflete a persistência do governo na sua política econômica. Ele destacou três pontos: o superávit primário, o regime de câmbio flutuante e as metas de inflação.
Meirelles afirmou que esse reconhecimento durante um período de instabilidade internacional mostra que o país está mais resistente a choques externos. Ele destacou também a melhora dos indicadores da economia brasileira,a inclusive do emprego e da renda como fator determinante para o Brasil alcançar este resultado.
O presidente do BC disse também que o país deve passar agora por um momento de aumento no fluxo de investimentos para o Brasil e que isso possibilitará que a economia cresça a taxas mais elevadas.
Logo após o anúncio, Meirelles contou ter conversado com Luiz Inácio Lula da Silva, e que o presidente teria ficado gratificado com este reconhecimento internacional.
Meirelles não quis comentar sobre os possíveis efeitos no mercado de câmbio, já que um fluxo maior de dinheiro pode pressionar mais ainda a desvalorização do dólar.
Sobre o comportamento dos preços, Meirelles disse: “o grau de investimento é positivo no curto, médio e longo prazos, independentemente do comportamento da inflação.”