As aprovações de empréstimos do Banco de Econômico e Social (), dos últimos 12 meses, para a região Norte, somaram R$ 10,2 bilhões. Em relação aos 12 meses finalizados em maio de 2007, houve um aumento de 402% nas aprovações para a região.

No período anterior, a região Norte recebeu R$ 2 bilhões em empréstimos da instituição. Segundo o chefe do departamento regional do no , Paulo Guimarães, a explicação está na expansão da mineração. “Em função das recentes descobertas minerais no Norte do , que hoje é a fronteira mineral do país”, justificou Guimarães.

Os desembolsos do banco para a região Norte mostraram alta de  149% entre abril de 2007 e maio de 2008, totalizando  R$ 4,7 bilhões. Paulo Guimarães afirmou que em decorrência do crescimento dos em minério de ferro, em especial, há necessidade de infra-estrutura de e de transportes no Norte brasileiro, principalmente no âmbito ferroviário.

Além da expansão da fronteira econômica, o técnico do apontou como motivo para o crescimento do número de desembolsos o dos centros urbanos, através de projetos de infra-estrutura urbana e social, com destaque para obras de água e saneamento.

“Esses três pilares, eu diria que são os motivadores desse crescimento, tanto do desembolso quanto de aprovações, superando 400% de aumento, nos últimos 12 meses”, comentou. Segundo Guimarães, outros setores setores contemplados com recursos do banco na região foram o de turismo e equipamentos urbanos. “Tem uma certa pulverização dos , apesar do peso grande da mineração e da infra-estrutura”.

Ele lembrou que os projetos de também vêm despontando na região. “A gente sabe que é uma região em que sua bacia hidrográfica permite isso. Ao contrário do , que já esgotou todo o processo de barragens. E, hoje, a região Norte é a fronteira de geração de hidrelétrica”, destacou.

Um dos projetos aprovados pelo banco no é a construção da hidrelétrica de Estreito, entre os estados do Maranhão e Tocantins, com capacidade de  geração de 1.087 megawatts (MW) de . A obra faz parte do de Aceleração do Crescimento (PAC) do federal e está avaliada em R$ 3,3 bilhões.

Paulo Guimarães afirmou que os estados que concentraram o maior volume de recursos na região foram Pará, Amapá e Acre. Na área de mineração, o banco aprovou em setembro do ano passado crédito no valor de R$ 580,4 milhões para a MMX Amapá-Mineração e Logística. A está implantando uma mina e unidade de beneficiamento de minério de ferro no Amapá, com capacidade de anual de 6,5 milhões de toneladas.

Na área de logística, foram concedidos R$ 774 milhões para a mineradora Vale aumentar a capacidade de transporte da Estrada de Ferro Carajás, entre os estados do Pará e Maranhão. No Acre, o aprovou recentemente R$ 517 milhões para a realização de obras de urbanismo e projetos de saneamento. Esses recursos englobam ainda projetos nas áreas de educação, saúde, social e econômico e integração.

Os desembolsos e aprovações de empréstimos para a região também subiram no período. As liberações de recursos tiveram aumento de 49%, totalizando R$ 7,1 bilhões. E as aprovações tiveram incremento de 27%, atingindo R$ 9,8 bilhões.

Segundo Guimarães, a melhoria da renda da população, com o aumento do salário mínimo e a ampliação de projetos de inclusão social, colaboraram para o resultado. “O desempenho dessa melhoria de renda e das taxas de crescimento das economias nordestinas, acima da média ,  leva com que alguns  da e do comércio atacadista e varejista sejam aportados na região, em decorrência de toda essa dinâmica mais expressiva na região ”, avaliou.

Os setores industriais que mais puxam os na região , de acordo com o técnico, são os de petróleo e gás, petroquímico e siderurgia.

No Sul e Sudeste, os desembolsos evoluíram 30% e 23%, respectivamente, até maio. As aprovações mostraram expansão de 3% no Sul e 12% no Sudeste.

A Cimentos anunciou ontem de R$ 300 milhões na construção de uma nova linha de na que possui em Nobre (MT). A expansão, prevista para ser concluída em dois anos, elevará a capacidade de da dos atuais 1 milhão para 2 milhões de toneladas de por ano. Com o anúncio de ontem, os totais da na de devem somar R$ 2 bilhões até 2010.

“Vamos investir para aumentar a e atender à demanda crescente por nos Estados de Mato Grosso, Rondônia e Acre. Entendemos que a da vive um novo ciclo de crescimento sustentável no País”, diz Marcelo Chamma, diretor-comercial da Cimentos. Segundo ele, a adicional será toda absorvida pela região e atende à necessidade da de estar mais próxima desse mercado de consumo.

Na mesma , a investiu também R$ 80 milhões para implantação de um novo forno de pozolana (um dos insumos que compõem o ), com capacidade de produzir 320 mil toneladas por ano da matéria-prima, com previsão de entrar em operação até o fim do ano. O plano de até 2010 prevê ainda a construção de quatro novas fábricas integradas de , cinco novas moagens, reativações de fábricas, reforma, ampliação e modernização de unidades de e argamassa.

Brasília - Ao participar das comemorações dos 143 anos da Batalha Naval do Riachuelo, o Luiz Inácio da Silva voltou a falar sobre os no nuclear da e no reaparelhamento das Forças Armadas.

“O nuclear da merece uma atenção especial. Tive a honra de autorizar a sua retomada – e ele estará concluído dentro de alguns anos. Com esta ação estratégica, dominaremos o ciclo completo da geração núcleo-elétrica, o que envolve o enriquecimento do e a construção do reator. O mais importante é que tudo ocorrerá com absolutamente ”, disse o em mensagem lida pelo locutor da cerimônia.

afirmou ainda que foi dado o passo “permanente na valorização salarial dos ”, uma referência ao reajuste médio de 47,19% para os anunciado em abril pelo . O aumento será parcelado até julho de 2010.

Durante o evento, os ministros da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins; do , e Comércio Exterior, Miguel Jorge; Extraordinário de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, e o do Banco Central, Henrique Meirelles, receberam a Medalha da Ordem do Mérito Naval.

Rio de Janeiro - O setor de calçados brasileiro exportou até abril deste ano 2% a mais do que no primeiro quadrimestre do ano anterior, alcançando US$ 684 milhões.  A informação foi dada hoje (10) na bolsa de da Fashion , no Rio, pelo diretor da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Maurício Medeiros. Ele  também é vice- da Associação Brasileira de Estilistas (Abest).

“Isso significa um também focado no alto valor agregado”, afirmou Medeiros, referindo-se ao crescimento das exportações no primeiro quadrimestre do ano. “Está se deixando de  exportar commodities (produtos básicos minerais e agrícolas comercializados no exterior) e está se exportando marca”, acrescentou.

Ele lembrou que há cerca de quatro anos a Abicalçados criou o projeto denominado Design, que é um núcleo de marcas de desenho autoral, de alto  valor agregado. O objetivo é promover  a diferenciada, distinta da mais massificada.

Maurício Medeiros disse que  este ano, além da questão cambial, o grande desafio à exportação de calçados do   é a elevada carga tributária.

Em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e   (Apex ), estão sendo investidos R$ 43 milhões nas 350 empresas do setor participantes do projeto, visando ao incremento das exportações.

Alana Gandra
Repórter da Agência

, BA - A Claro está encontrando dificuldades para atender a forte procura dos clientes por móvel de terceira geração (3G), de acordo com o da operadora de celular, João Cox. Para expandir a capacidade de sua rede, a , controlada pela mexicana América Móvil, elevará seus planos iniciais de investimento.

“Hoje, a dificuldade é viabilizar a infra-estrutura necessária para atender a demanda, que é maior que a capacidade de ofertar”, afirmou, ressaltando que haverá, sim, uma reavaliação dos programados para este ano. Cox sinalizou, também, que a está segurando as vendas para não afetar o desempenho do serviço. “Poderíamos vender mais, mas temos o compromisso com a qualidade”, observou o executivo, que participou do 52º Painel Telebrasil, realizado na .

O da Claro não quis revelar números, mas enfatizou que seus acionistas estão dispostos “a investir o que for necessário” na expansão da rede 3G, que começou a operar no final do ano passado em 40 cidades. “Lançamos a 3G no sistema pós-pago e estamos fazendo mudanças na plataforma tecnológica para estender a ao pré-pago”, informou.

Há novas localidades com cobertura parcial de 3G, mas o lançamento oficial será feito somente quando a Claro cobrir toda a extensão destes municípios. Os aportes também serão direcionados à malha GSM. “Faremos o que for preciso para ninguém superar a Claro.” AE

Brasília - Mais uma agência de análise de risco elevou o ao grupo de países com grau de investimento. Desta vez a Fitch Ratings avaliou positivamente o usando o critério da classificação de risco. Nesse quesito, a nota do passou de negativa para positiva.

O anúncio, feito nesta quinta-feira (29), confirma a condição do aumento da nota de risco (rating) do , avaliada pela agência Standard & Poor’s, no final de abril deste ano.

A avaliação da Fitch é a terceira neste ano para o . No início de maio, a agência Moody’s classificou o país no segundo grupo e alegou a dívida pública brasileira como principal entrave a uma melhor avaliação.

Com a nota, o dá um passo para se consolidar no grupo dos países considerados bons pagadores e com condições de receber recursos de grandes fundos internacionais, que só investem em países que têm a classificação de grau de atestado por pelo menos três agências de rating.
Luciana Lima
Da Agência

Lisboa - A Energias de (EDP) discute com a argelina Sonatrach e com parceiros brasileiros a viabilidade da construção de terminais de gás natural liquefeito no para operacionalizar a construção de centrais de ciclo combinado, afirmou o da portuguesa nesta quinta-feira (08).

António Mexia afirmou, durante a apresentação dos resultados trimestrais, que o precisa de mais elétrica e que, para além da hídrica e do vento, “as centrais de ciclo combinado têm um papel essencial”.

“Estamos a estudar o modo de lá fazer chegar o gás natural e a avaliar a possibilidade de participar em projetos de construção de terminais de gás natural liquefeito”, afirmou aos jornalistas após a conferência de imprensa.

António Mexia revelou ainda que a EDP negocia com a Petrobras “o gás natural que têm disponível”, mas que é necessário também “levar gás de fora”. “Até ao final do ano teremos novidades”, adiantou.

O responsável já tinha afirmado anteriormente que a parceria com a Sonatrach para a Península Ibérica poderia estender-se a outras locais.

A EDP adiantou hoje que tem em estudo no projetos em várias tecnologias (hídrica, ciclo combinado, biomassa e eólica) correspondentes a uma capacidade de 4.000 megawatts.

Em relação à parceria com a International Petroleum Investment Company (IPIC), de Abu Dhabi, António Mexia adiantou que tem sido identificados “projetos onde podemos investir em conjunto”. “É qualquer coisa que nos abre boas perspectivas”, afirmou.

Quanto aos leilões para as barragens em e a possíveis parcerias, António Mexia afirmou que a EDP está neste momento a realizar os “estudos de viabilidade econômica e técnica” e que somente depois serão ou não definidas as parcerias.
AG. Lusa
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Em uma entrevista publicada nesta sexta-feira pelo jornal francês Le Monde, De Schutter disse que a busca cega por está contribuindo para uma mundial dos alimentos que ameaça 100 milhões de pessoas nos países mais pobres do .

“As metas ambiciosas para a de estabelecidas pelos Estados Unidos e pela União Européia são irresponsáveis”, disse De Schutter.

“Estou pedindo o congelamento de todos os nesse setor.”

De Schutter disse que a atual dos alimentos é “uma grande violação dos direitos básicos” e pediu a realização de uma sessão especial do Conselho de da ONU para debater o combate ao aumento dos preços internacionais e a escassez de alimentos.

O relator disse também que é preciso reprimir a ação de especuladores que, segundo ele, aumenta ainda mais o preço de commodities como trigo e arroz.

Distúrbios

Segundo a correspondente da BBC na ONU, Laura Trevelyan, apesar das críticas, De Schutter não foi tão longe quanto seu antecessor, Jean Ziegler, que condenou os como um “crime contra a humanidade” e defendeu uma moratória imediata na .

Os , como o etanol (que é o destaque da política externa do brasileiro), são promovidos como uma alternativa ecologicamente correta aos combustíveis fósseis no combate ao e como uma opção econômica para países pobres da África e América Central.

No entanto, o uso de como alternativa energética enfrenta crescente resistência no exterior e o tema vem provocando polêmica. Um dos argumentos dos opositores é que a de tende competir com a de alimentos.

Nos últimos meses, a alta mundial dos preços dos alimentos provocou revoltas populares em diversos países, incluindo a queda do primeiro- do Haiti, Jacques Edouard Alexis, no mês passado.

De Schutter disse ser imperdoável que a comunidade não tenha prevenido os distúrbios provocados pelo aumento nos preços dos alimentos.

“Nada foi feito para impedir a especulação de matérias-primas, apesar de ser previsível que os investidores iriam se voltar para esses mercados”, disse De Schutter.

“Nós estamos pagando por 20 anos de erros.”

BBC

O otimismo no mercado financeiro com o grau de investimento é generalizado. Analistas e investidores esfregam as mãos enquanto fazem as contas para tentar estimar a quantidade de que deve entrar no País em conseqüência do novo status. Isso deve ocorrer por meio de dois canais: o financeiro e o da real.

No primeiro, o impacto é de curto prazo, como já ficou claro na disparada de ontem do Índice da Bolsa de Valores de (Ibovespa) e na forte queda do dólar. “É provável que essa tendência se mantenha para os próximos dias”, afirmou o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale. O segundo é mais demorado e deve beneficiar o nos próximos anos.

Toda essa expectativa se deve ao fato de que o grau de , ao menos em teoria, abre as portas do País para trilhões de dólares, euros e ienes. Isso porque diversos fundos de e de pensão, entre outras entidades, não podem aplicar seu em ativos que não sejam carimbados com o selo de grau de (em inglês, investment grade).

No , não há uma estimativa precisa do tamanho dessa montanha. O do banco de do Citibank no , Ricardo Lacerda, calcula que sejam ao menos US$ 3 trilhões. “Sem o investment grade, o País tinha acesso a uma pequena parte desses recursos”, disse. Segundo ele, somente o Citi tem clientes cuja poupança potencial supera os US$ 50 bilhões.AE

O do BC (Banco Central), Henrique Meirelles, disse que a concessão de grau de investimento ao pela agência Standard & Poor’s reflete a persistência do na sua política econômica. Ele destacou três pontos: o superávit primário, o regime de câmbio flutuante e as metas de inflação.

Meirelles afirmou que esse reconhecimento durante um período de instabilidade mostra que o país está mais resistente a choques externos. Ele destacou também a melhora dos indicadores da brasileira,a inclusive do emprego e da renda como fator determinante para o alcançar este resultado.

O do BC disse também que o país deve passar agora por um momento de aumento no fluxo de para o e que isso possibilitará que a cresça a taxas mais elevadas.

Logo após o anúncio, Meirelles contou ter conversado com Luiz Inácio da Silva, e que o teria ficado gratificado com este reconhecimento .

Meirelles não quis comentar sobre os possíveis efeitos no mercado de câmbio, já que um fluxo maior de pode pressionar mais ainda a desvalorização do dólar.

Sobre o comportamento dos preços, Meirelles disse: “o grau de é positivo no curto, médio e longo prazos, independentemente do comportamento da inflação.”

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